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Suínos / Peixes Nutrição

5 pontos que você precisa saber sobre nutrição de suínos

Diante da proibição do uso de antibióticos como promotores de crescimento, cresce a busca por alternativas, com destaque para os aditivos

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Arquivo/OP Rural

A proibição do uso de antibióticos como promotores de crescimento já é realidade em muitos países e, ano a ano, vem ganhando força no Brasil. Diante deste contexto, cresce a busca por alternativas, com destaque para os aditivos.

De acordo com Silvano Bünzen, gerente de Serviços Técnicos da Wisium, é necessário conhecer e aplicar corretamente os conhecimentos dos nutrientes, e o quanto eles podem contribuir para a saúde intestinal. “O uso adequado de certas fibras, por exemplo, pode ajudar no melhor equilíbrio das bactérias presentes no trato gastrointestinal, aumentando a produção de ácidos locais e melhorando o desempenho dos animais”, observa.

Para que você se prepare melhor para este cenário, o gerente compartilha a seguir cinco pontos fundamentais. Confira:

1 – Planejamento

A substituição ou retirada dos antibióticos promotores de crescimento não pode ser feita simplesmente, sem um planejamento e preparo prévio. Na parte dos ingredientes utilizados, é preciso selecionar corretamente aqueles de alta digestibilidade para que “sobrem menos” frações não digeridas e que vão servir de substrato para crescimento de bactérias indesejáveis.

2 – Aditivos

Os aditivos, que ajudam no aproveitamento dos nutrientes e auxiliam na prevenção de desordens entéricas, são fundamentais para a nutrição de excelente qualidade. Diversos exemplos europeus mostram que o uso de dietas focado em nutrientes funcionais e aditivos específicos reduz a pressão de contaminação por bactérias patogênicas.

3 – Conjunto de estratégias

Um conjunto de estratégias focadas em melhorar o desempenho dos animais pode ser extremamente eficaz, uma vez que ajuda a contemplar o fornecimento adequado dos nutrientes, auxilia o controle mais natural das bactérias indesejáveis e podem ajudar na redução dos fatores que aumentam os desafios entéricos.

4 – Saúde pública

Uma nutrição adequada contribui para uma melhor saúde pública. Ao melhorarmos a digestibilidade e o aproveitamento dos alimentos pelos animais, conseguirmos favorecer a saúde intestinal. Isso é fundamental para reduzir pressões de infecção e, juntamente com a necessidade da melhora da ambiência e manejo, diminuir também o uso de antibióticos que hoje são utilizados na linha humana.

5 – Desempenho zootécnico

Estratégias alternativas ao uso dos antibióticos promotores de crescimento são importantíssimas e fundamentais. Atendem a legislação, somando o conceito de produção sustentável, ao proporcionar a produção de produtos de qualidade com respeito a saúde humana. Na medida que mantém a produtividade, ajudam a garantir o retorno sobre os investimentos.

Outras notícias você encontra na edição de Suínos e Peixes de julho/agosto de 2020 ou online.

Fonte: O Presente Rural
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Suínos / Peixes Mercado

Exportações da piscicultura crescem 8% e atingem receita de US$ 11,7 milhões

Exportações da piscicultura apresentaram aumento de 8% em peso em 2020 em comparação com o ano anterior

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Divulgação

Segundo da Embrapa Pesca e Aquicultura, as exportações da piscicultura apresentaram aumento de 8% em peso em 2020 em comparação com o ano anterior, passando 6.201 t para 6.680 toneladas. Esse aumento é inferior ao registrado em 2019 (26%), porém reflete tendência consolidada nos últimos anos de crescimento das vendas para o exterior. O faturamento cresceu 4,4% e atingiu US$ 11,7 milhões.

De acordo com a Associação Brasileira de Piscicultura (Peixe BR), o incremento da demanda de pescado e a maior necessidade de insumos para a indústria de rações no mercado interno no segundo semestre de 2020 fizeram com que as empresas reduzissem as exportações.

Dentre as principais espécies exportadas em 2020, a tilápia mantém posição de liderança, respondendo por 88,17% das vendas externas e receita de US$ 10,3 milhões: crescimento de 5% em relação a 2019. Os curimatás mantiveram o segundo lugar com US$ 602 mil, porém com pequena queda comparado a 2019. O terceiro lugar ficou o tambaqui, com US$ 562 mil: crescimento expressivo de 648,6% frente a 2019.

Dentre os principais destinos das exportações da piscicultura em 2020, os Estados Unidos se mantiveram como maior importador, com US$ 5,9 milhões, tendo apresentado aumento de 19% nos volumes importados comparado a 2019. O Chile foi o segundo principal destino, com importações de US$ 1,4 milhão e crescimento de 260% frente ao ano anterior. A China foi o terceiro principal destino, com US$ 864 mil, porém com queda de 22%. Chama a atenção o crescimento das exportações para países sul-americanos (Chile, Peru e Venezuela), o que pode indicar tendência de consolidação destes mercados.

Exportações de tilápia totalizam US$ 10,3 milhões

As exportações de tilápia são compostas por diferentes categorias de produtos. Em 2020, a categoria dos filés de tilápia frescos ou refrigerados foi a mais importante, totalizando US$ 5,2 milhões e representando 51,03% do total. Os óleos e gorduras e os subprodutos impróprios para alimentação humana (que incluem peles e escamas) foram a segunda e terceira categorias com 20,56% e 14,50%, respectivamente.

Mato Grosso do Sul manteve a posição de maior exportador de tilápia, com US$ 5,8 milhões, apesar de ter apresentado redução de 10,94% em comparação a 2019. Santa Catarina foi o segundo maior exportador, com US$ 1,8 milhão e crescimento de 146,21%. A terceira posição ficou com o Paraná, com US$ 1,7 milhão e aumento de 32,59%.

Os Estados Unidos responderam por 58% das exportações brasileiras de tilápia em 2020, totalizando US$ 5,9 milhões. Chile e China foram, respectivamente, o segundo e terceiro maiores importadores de tilápia, com US$ 1,4 milhão e US$ 863 mil.

Fonte: Assessoria Peixe BR
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Suínos / Peixes Nutrição

Uso de xilanase exógena e o papel da digestibilidade e fermentação de fibras em suínos

Concentração de energia na dieta é um determinante significativo do desempenho do crescimento do suíno, além disso trata-se do constituinte mais caro da dieta

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Divulgação/Embrapa

Artigo escrito por Alexandre Barbosa de Brito, médico veterinário, PhD em Nutrição Animal e gerente técnico América Latina da AB Vista

O milho continua sendo a principal fonte de carboidratos nas dietas de suínos em muitas partes do mundo, e não é diferente nos diversos países das américas. Este cereal possui uma elevada densidade energética em comparação com outros grãos e é relativamente uniforme na composição dos nutrientes. Mesmo assim, algumas variações importantes podem ocorrer, como o caso da Energia Digestiva (ED) para suínos que é estimado em mais do que 110 kcal/kg, ou cerca de 3% da média. A energia fornecida pelo milho vem principalmente do amido, com contribuições menores de proteínas e gorduras. A porção de energia proveniente de polissacarídeos não amiláceos (PNA) é realmente mínima.

Apesar do pequeno rendimento energético destes PNA, a concentração de xilose, um monossacarídeo que representa cerca de 3% do grão, pode explicar cerca de 70% da variação no conteúdo de energia entre diversos coprodutos de milho.

Autores realizaram uma investigação para determinar um componente da fibra dietética (FD) que melhor se ajustasse para estimar o efeito de sua concentração na digestibilidade da energia e de aminoácidos em suínos. Para isso utilizaram 9 coprodutos de milho: farelo de milho com diferentes níveis de PNA. Os autores avaliaram um total de 20 suínos em crescimento (peso vivo inicial: 25,9 ±2,5 kg) com cânula ileal distal e distribuído em 10 grupos quanto ao tratamento dietético. Os tratamentos incluíram uma dieta à base de milho e farelo de soja e 9 dietas obtidas pela mistura de 70% da dieta basal com 30% do ingrediente em teste (farelo de milho com diferentes níveis de PNA). Nos ingredientes foram determinados 11 componentes da FD, sendo: FDA, FDN, fibra alimentar total, hemicelulose, PNA total, arabinose, xilose, manose, Glicose com ligação b1-4, galactose e arabinoxilano.

Resultados

Como conclusão desta investigação, os únicos componentes da FD que melhor se ajustaram para as características de digestibilidade avaliadas se trataram da composição de xilose e de arabinoxilanos. A concentração de arabinoxilanos melhor explicou a variação na digestibilidade ileal aparente (AID) da energia bruta (R2 = 0,65; cúbico, P <0,01) e matéria seca (R2 = 0,67; cúbico, P <0,01). O resíduo xilose melhor explicou a variância na digestibilidade aparente total do trato intestinal (ATTD) para energia bruta (R2 = 0,80; cúbico, P <0,01), matéria seca (R2 = 0,78; cúbico, P <0,01), AID de Met (R2 = 0,40; cúbico, P = 0,02), energia digestível (R2 = 0,66; linear, P = 0,02) e energia metabolizável (R2 = 0,71; cúbico, P = 0,01).

De uma forma geral, o conteúdo de arabinoxilano e xilose incrementaram a fermentação no intestino grosso (onde se situam as câmaras de fermentação do intestino dos suínos), proporcionando grande produção de ácidos graxo voláteis, o que representa uma fonte de energia direta para o animal, reduzindo assim as variações de conteúdo energético entre as amostras. Desta forma a utilização destes produtos nas câmaras de fermentação dos suínos pode gerar uma resposta mais homogênea ao padrão energético entre diferentes tipos de milho utilizados.

Outra publicação recente, realizado por uma equipe de pesquisadores da universidade de Iowa/EUA, aborda este tema de forma mais abrangente. Eles realizaram um experimento com o objetivo de avaliar as diferenças de digestibilidade e fermentação entre amostras de milho de alta e baixa energia e sua resposta à suplementação de uma xilanase exógena. Para isso, quatro amostras de milho, sendo duas com maior teor de ED (HE-1 e HE-2; 3740 e 3750 kcal ED/kg MS, respectivamente) e duas com menor teor de ED (LE-1 e LE-2; 3630 e 3560 Kcal ED/kg MS, respectivamente) foram selecionados com base em um teste de digestibilidade anterior.

Dezesseis suínos (PIC 359 × C29; de peso inicial = 34,8 ± 0,23 kg) submetidos a cirurgia com cânula ileal distal foram alojados individualmente e distribuídos aleatoriamente seguindo os tratamentos organizados em esquema fatorial 4 × 2, sendo 4 tipos de milho (HE-1, HE-2, LE-1 e LE-2) e com e sem suplementação de xilanase exógena. As dietas foram formuladas usando uma das 4 amostras de milho, caseína, vitaminas, minerais e óxido crômico a 0,4% como marcador intestinal. Dietas, amostras ileais e fecais foram analisadas quanto ao conteúdo de matéria seca, energia bruta, fibra alimentar total, para determinar a digestibilidade aparente total do trato (ATTD), nível de fermentação intestinal, além dos coeficientes de digestibilidade ileal aparente (AID) de alguns nutrientes.

Resultados 2

Como resultados, não foram observadas interações entre a dieta x enzima para nenhuma das variáveis medidas (P>0,10). As dietas HE-1 e HE-2 apresentaram maior ATTD de energia bruta, e a dieta HE-2 apresentou maior ATTD de matéria seca (P<0,001 e P = 0,007, respectivamente). A xilanase, independente da dieta, melhorou a ATTD de energia bruta e matéria seca (Figura 01).

Figura 01. Comparação da digestibilidade ileal aparente (AID) e digestibilidade aparente total do trato (ATTD) e fermentação do intestino grosso (HF) em 2 amostras de milho com maior energia (HE) e 2 com menor energia (LE) com e sem xilanase exógena.

Estes resultados demonstram que as diferenças energéticas entre essas amostras de milho parecem ser motivadas pela fermentabilidade no intestino posterior (Figura 01) devido ao fato dos resultados serem positivos em base de ATTD e não de AID. Além disso, a suplementação com xilanase exógena melhorou a digestibilidade, independentemente do conteúdo energético do milho presente na dieta.

A concentração de energia na dieta é um determinante significativo do desempenho do crescimento do suíno, além disso trata-se do constituinte mais caro da dieta. Mesmo uma pequena variação na concentração ou de sua composição no milho pode ser problemática para a performance dos animais, e o uso de tecnologias que acelerem a fermentação no ceco de suínos podem mitigar essa variação, o que possui grande valor na indústria de carne suína.

Outras notícias você encontra na edição de Suínos e Peixes de fevereiro/março de 2021 ou online.

Fonte: O Presente Rural
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Suínos / Peixes Suinocultura

A origem do conceito saúde única e os antimicrobianos

No entanto, hoje essa complacência nos está custando muito caro, pois a geração de novas moléculas está cessando

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Jairo Backes/Embrapa

 Artigo escrito por Eduardo Miotto Ternus, Msc. e consultor técnico Vetanco Brasil

O Brasil segue a linha de muitos países que já tomaram medidas para reduzir o uso de antibióticos em animais destinados a produção de alimentos, como é o caso da União Europeia (EU), que já em janeiro de 2006 proibiu o uso de antibióticos promotores de crescimento. A suinocultura nacional está em sintonia com as políticas internacionais sendo que estas restrições se enquadram em uma tendência global e, ao fazê-lo, a suinocultura brasileira fica alinhada com as políticas apoiadas pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) e Organização Mundial de Saúde (OMS). Na outra ponta da cadeia estão os consumidores, os quais vem aumentando a demanda por proteínas animais produzidas sem ou com uso restrito de antibióticos, e é devido isso que grandes players mundiais no setor de alimentação estão adotando a política de “ausência de antibióticos” para seus suprimentos de carne em suas redes de supermercados e/ou fast food.

A Resistência aos Antimicrobianos

Os antimicrobianos têm sido utilizados na produção animal para tratamento, prevenção de doenças e como promotor do crescimento por mais de 50 anos e o impacto disso sobre o tratamento de doenças em humanos está sendo amplamente debatido. Segundo OMS, se seguirmos utilizando os ATB’s da maneira que estamos fazendo e não tomarmos nenhuma medida em relação ao tema estima-se que até 2050 praticamente todos os antimicrobianos serão ineficazes na prevenção e tratamento de doenças humanas.

A resistência aos antimicrobianos não é um fenômeno novo. Inicialmente foi reconhecido como uma curiosidade científica e, em seguida, como uma ameaça à eficácia dos tratamentos. No entanto, com o desenvolvimento de novas famílias antimicrobianas nas décadas de 1950 e 1960 e as modificações dessas moléculas nas décadas de 1970 e 1980 criaram uma falsa sensação de segurança e a crença de que sempre poderíamos nos antecipar aos patógenos. No entanto, hoje essa complacência nos está custando muito caro, pois a geração de novas moléculas está cessando.

Uma das  principais causas do aparecimento de resistência é o próprio uso dos antimicrobianos, pois a pressão seletiva surge da combinação de três fatores, a saber do uso excessivo, que se observa em muitas partes do mundo especialmente nos casos de infecções sem importância, do uso incorreto, por falta de acesso a diagnóstico apropriado e do uso em subdosagens. Uma metanálise publicada em 2017 na revista The Lancet Planetary Health mostrou que as intervenções restringindo o uso de antibióticos em animais de produção reduziram as bactérias resistentes a antibióticos em até 39%. De fato, qualquer uso inadequado de antimicrobianos (uso desnecessário, uso contra microrganismos não suscetíveis, subdosagem, etc.) aumenta o risco de desenvolvimento de resistência.

One World, One Health

O novo conceito, “Um mundo, uma saúde”, surgiu recentemente, demonstrando a preocupação da correlação entre doenças dos animais e humanos, logo um problema de saúde pública. Em maio de 2015, a 68ª Assembleia Mundial de Saúde reconheceu a importância do problema de saúde pública da resistência antimicrobiana e adotou um Plano de Ação Global que propõe intervenções para controlar tal resistência e, em particular, reduzir o uso desnecessário de antimicrobianos em humanos e animais. Estas novas recomendações da OMS visam preservar a eficácia dos antibióticos importantes para a medicina humana, reduzindo seu uso desnecessário. A saber:

– Redução geral no uso de todas as classes de antimicrobianos de importância médica em animais destinados de produção.

– Restrição completa ao uso de todas as classes de antimicrobianos de importância na medicina humana para uso como promotor de crescimento em animais de produção.

– Restrição completa ao uso de todas as classes de antimicrobianos de importância na medicina humana para uso como tratamentos preventivos (sem diagnóstico clínico) em animais de produção, podendo somente serem utilizados os antimicrobianos em animais saudáveis para prevenir uma doença se ela tiver sido diagnosticada em outros animais na mesma granja/instalação.

– Recomenda-se que os antimicrobianos considerados críticos à medicina humana não sejam utilizados para controle da disseminação de doenças clinicamente diagnosticadas em grupos de animais de produção.

Segundo a OMS, tais medidas se fazem necessárias, porque o uso excessivo e indevido de antibióticos em animais e em seres humanos está contribuindo para uma crescente ameaça de resistência aos antibióticos, o que faz com que muitos tratamentos existentes deixem de ser eficazes.

Segundo a OIE, todos temos um papel importante a desempenhar para preservar a eficácia dos antimicrobianos os quais são essenciais para a saúde e o bem-estar dos animais e humanos. A Organização Mundial de Saúde Animal (OMS) lançou uma campanha mundial de conscientização do uso racional de antibióticos para tratamento de infecções em animais. A campanha Only Five (Somente cinco) aborda as regras para o uso de antimicrobianos e é voltada tanto para médicos veterinários e sociedade, regras estas que resumem que foi abordado anteriormente.

Outras notícias você encontra na edição de Suínos e Peixes de fevereiro/março de 2021 ou online.

Fonte: O Presente Rural
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