Bovinos / Grãos / Máquinas Na cidade de Chapecó
3º Fórum Brasil Sul de Bovinocultura de Corte debate gargalos e soluções do setor em Santa Catarina
Evento, promovido pelo Núcleo Oeste de Médicos Veterinários e Zootecnistas (Nucleovet), antecedeu o 13º Simpósio Brasil Sul de Bovinocultura de Leite (SBSBL).

Explanações de profissionais e pesquisadores renomados, difusão de conhecimentos e estratégias aplicáveis frente aos desafios do setor marcaram a 3ª edição do Fórum Brasil Sul de Bovinocultura de Corte, realizado na manhã da última terça-feira (5), no Centro de Cultura e Eventos Plínio Arlindo de Nes, em Chapecó (SC). O evento, promovido pelo Núcleo Oeste de Médicos Veterinários e Zootecnistas (Nucleovet), antecedeu o 13º Simpósio Brasil Sul de Bovinocultura de Leite (SBSBL).
Novilho precoce

Coordenadora estadual do Programa Novilho Precoce da CIDASC, Flávia Klein: “No Oeste, cerca de 60 mil animais foram abatidos em 2023, resultando em quase 6 milhões de reais repassados aos produtores como incentivo”
A primeira palestra do Fórum foi apresentada pela coordenadora estadual do Programa Novilho Precoce da CIDASC, Flávia Klein, e pelo professor associado na Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC), Diego Cucco, que discutiram os parâmetros dos novilhos catarinenses.
Desde 1993, produtores rurais de novilhos e abatedouros frigoríficos do estado contam com o Programa Novilho Precoce, uma iniciativa pública de estímulo ao trabalho de melhoramento do rebanho bovino catarinense.
Entre os objetivos da iniciativa, Klein citou a intenção de viabilizar a pecuária por meio do aumento da produtividade, diminuir o déficit de carne bovina no estado, gerar renda ao produtor rural por meio do incentivo financeiro e melhorar a qualidade da carne através da redução da idade de abate, da tipificação das carcaças e do controle sanitário.
A coordenadora evidenciou que, em 2023, mais de 70 mil animais foram abatidos no programa, com a participação de 5.997 produtores cadastrados. No entanto, desses produtores, apenas 2.123 foram beneficiados por estarem efetivamente atendendo aos pré-requisitos do programa.
“No Oeste, cerca de 60 mil animais foram abatidos em 2023, resultando em quase 6 milhões de reais repassados aos produtores como incentivo. Essa região contribui com cerca de 30% do total do programa, um dado significativo, mas que ainda pode melhorar, considerando a sua capacidade produtiva”, avaliou, ao apresentar estatísticas regionais a fim de comparação.
Para compreender o perfil dos bovinos abatidos no programa, Cucco apresentou uma análise feita entre janeiro de 2020 e dezembro de 2022 com 514.574 animais, 3.103 UEPs (Unidades de Explorações Pecuárias) e 21 abatedouros frigoríficos. O levantamento mostrou que 41% dos animais abatidos eram novilhos superprecoces, 26% novilhos precoces e 31% não classificados. Quanto à classe sexual dos animais, nas três categorias prevaleceram os machos não castrados. “A idade média dos animais é bastante satisfatória, com destaque para a precocidade dos bovinos criados em Santa Catarina. A média de peso de abate também é superior, com tendência de aumento contínuo ao longo dos anos. No entanto, o acabamento de carcaça ainda pode ser melhorado”, expôs Diego.
Quanto à desclassificação dos animais, classificada em 30%, o professor explicou que as causas são a ausência de gordura e peso inadequado. “Embora o peso esteja melhorando, ainda é um critério significativo de desclassificação. Um dado relevante é que, em 2020, o peso era o principal motivo de desclassificação, mas a partir de 2022, a falta de gordura passou a liderar a lista”, apontou.
Com isso, a estimativa de perda de incentivo financeiro mostrou que o produtor deixou de receber aproximadamente oito milhões de reais com essa desclassificação. “Não é uma perda, mas é um incentivo que o produtor deixou de receber. Esses dados têm como objetivo mostrar a evolução e os gargalos da política pública para que continue evoluindo a fim de beneficiar a cadeia produtiva”, concluiu Cucco ao indicar que há espaço para expandir a adesão e a eficiência do programa no estado.
Consorciação forrageira

Pesquisador da Embrapa Trigo, Renato Serena Fontaneli: “Forrageiras de estação fria têm o pico de produção no inverno e na primavera, enquanto forrageiras de estação quente apresentam maior produtividade durante os meses mais quentes.”
A qualidade da forragem impacta diretamente o desempenho dos animais, refletindo no ganho de peso vivo diário. Nesse sentido, a consorciação, ou combinação, de gramíneas com leguminosas é uma prática estratégica em pastagens tropicais, para proporcionar uma oferta de forragem distribuída ao longo do ano. O uso de consorciações forrageiras para alimentação de bovinos de corte foi o tema da explanação do Ph.D. em Agronomia e pesquisador da Embrapa Trigo, Renato Serena Fontaneli, na segunda palestra do Fórum.
Inicialmente, Fontaneli revelou que essa diversidade permite que espécies com diferentes picos de crescimento maximizem a produção em estações específicas. Além disso, para ele, o cultivo simultâneo de duas ou mais espécies na mesma área, na mesma safra agrícola (ou ano), podem melhorar a proteção do solo, preservar flora, fauna e biota do solo, reduzir a presença de plantas invasoras e melhorar a distribuição estacional de forragem. Além disso, a prática pode apresentar potencial para melhorar o valor nutritivo para alimentação animal, o consumo e os ganhos de produto animal comercializável.
O pesquisador evidenciou que a temperatura, a disponibilidade de água, a fertilidade do solo e a quantidade de radiação solar são os fatores mais importantes para determinar a quantidade e o valor nutritivo da forragem produzida. “As espécies diferem quanto à reação à temperatura durante as estações do ano. Forrageiras de estação fria têm o pico de produção no inverno e na primavera, enquanto forrageiras de estação quente apresentam maior produtividade durante os meses mais quentes. Em resumo, combinando espécies podemos ter pasto o ano todo”.
Fontaneli reforçou que o uso extensivo de espécies de estação fria é uma estratégia para melhorar a lucratividade da agropecuária e garantir a sustentabilidade agroecológica. “Essas forrageiras, complementares às espécies de verão, produzem uma forragem de alta qualidade e se integram ao ecossistema natural do sul do Brasil, onde predominam campos nativos”, explicou.
Nesse sentido, citou que, nos últimos 30 anos, práticas como a inclusão do trigo para pastagem se consolidaram, diversificando os usos desse cereal. Também apontou o potencial produtivo de Capins, como o Capim elefante e o Capiaçu, para silagem.
Enfatizou, por fim, os princípios gerais na elaboração de misturas ou consorciações. “Primeiro, toda mistura deve conter pelo menos uma espécie de gramínea e uma de leguminosa, mas no máximo quatro espécies. Segundo, a mistura deve ser adaptada à utilização pretendida e ao ciclo”, finalizou o pesquisador.
Gestão nutricional e eficiência

Pós-doutor em Zootecnia e coordenador do Núcleo de Estudos em Pecuária de Corte da UFLA, Mateus Pies Gionbelli: “Nosso objetivo é compreender tanto o funcionamento da vaca quanto o desenvolvimento dos bezerros que ela produz”
O encerramento do 3º Fórum Brasil Sul de Bovinocultura de Corte ocorreu com a palestra “Gestão nutricional para maior eficiência produtiva de vacas de corte”, com o pós-doutor em Zootecnia e coordenador do Núcleo de Estudos em Pecuária de Corte da UFLA, Mateus Pies Gionbelli.
Ele enfatizou que a Universidade Federal de Lavras, em colaboração com outras instituições de pesquisa, empresas e fazendas do setor pecuário, tem estudado a fundo a fisiologia e o metabolismo de vacas de corte, com o objetivo de entender como elas reagem ao ambiente e como isso reflete no sistema de produção. “Nosso objetivo é compreender tanto o funcionamento da vaca quanto o desenvolvimento dos bezerros que ela produz, avaliando como esses bezerros expressarão seu potencial genético e o quão produtivos serão ao longo de suas vidas”, explicou.
A partir dessas pesquisas, Gionbelli explicou que compreenderam mais sobre a fisiologia e o metabolismo dos animais, que variam significativamente ao longo do ciclo produtivo, seja durante a gestação, a lactação ou em diferentes estágios de ambas. “Essas variações impactam a demanda por nutrientes e a capacidade de absorção, o que nos levou ao conceito de gestão nutricional, que integra o conhecimento fisiológico com dados de campo para que seja possível planejar e organizar melhor o sistema de produção, visando maior eficiência”, sublinhou o pesquisador.
Argumentou que cenários fisiológicos e metabólicos são diferentes entre as diversas fases do ciclo produtivo de uma vaca de corte. No terço médio da gestação, citou como características a alta capacidade de consumo, a baixa exigência nutricional e a alta sensibilidade à programação fetal. Já no terço final da gestação, o consumo é ~44% menor do que no terço médio, a exigência é alta e há mobilização do músculo da carcaça. Na lactação, Gionbelli relatou uma alta capacidade de consumo, uma alta exigência nutricional, e que 60% a 85% da energia usada pela glândula mamária vem de AGV e gordura (dieta ou mobilizada).
Abordou ainda o período após a desmama, fundamental do ciclo de produção para vacas que geram um bezerro por ano. “Nesta fase, que ocorre em grande parte dos sistemas de gado de corte, enfrentamos uma época de escassez e baixa qualidade de alimentos, ao mesmo tempo em que a vaca apresenta menor exigência nutricional. O pós-desmama oferece a melhor oportunidade para recuperar o escore corporal das vacas, pois elas apresentam maior potencial de captação de nutrientes, embora o pasto, geralmente, seja de baixa qualidade. Esse cenário reforça a necessidade de uma gestão nutricional planejada, garantindo que recursos alimentares estejam disponíveis para explorar o potencial fisiológico das vacas neste momento crucial do ciclo”, finalizou.
Programação
13º Simpósio Brasil Sul de Bovinocultura de Leite
8ª Brasil Sul Milk Fair
3º Fórum Brasil Sul de Bovinocultura de Corte
Quarta-feira (06)
Painel Saúde, manejo e ambiente
10h40: Como otimizar o manejo de dejetos?
Palestrante: Alexandre Toloi
11h40: Mesa-redonda
12h20: Almoço
14h: Traduzindo vacas
Palestrante: Marcelo Cecim
15h: Inter-relações entre a saúde e a performance produtiva de vacas leiteiras
Palestrante: Ronaldo Luis Aoki Cerri
16h: Milk Break
16h40: Perdas gestacionais – principais causas e como evitá-las
Palestrante: Ronaldo Luis Aoki Cerri
19h: Happy Hour na 8ª Brasil Sul Milk Fair
Quinta-feira (07)
Painel Qualidade da Forragem
08h: Uso da suplementação como estratégia para alta produção de leite em pastagens
Palestrante: Eduardo Bohrer Azevedo
09h: Como a qualidade da forragem altera o desempenho e o comportamento alimentar?
Palestrante: Luiz Ferraretto
10h: Milk Break
10h40: Práticas para maximizar a utilização do amido em silagem de milho e grão úmido.
Palestrante: Luiz Ferraretto
11h40: Mesa-redonda
12h20: Encerramento e sorteio de brindes

Bovinos / Grãos / Máquinas Edição 2026 encerrada com sucesso
Feicorte reforça protagonismo na cadeia da carne ao reunir negócios, genética e conteúdo técnico
Durante quatro dias, feira reuniu produtores, empresas, pesquisadores e especialistas em uma programação que integrou conteúdo técnico, genética, tecnologia, leilões e oportunidades de negócios para a pecuária.

Em um momento em que a pecuária brasileira buscou cada vez mais inovação, conexão entre os elos da cadeia e acesso a conteúdo técnico de qualidade, a Feicorte – Feira Internacional da Cadeia Produtiva da Carne encerrou, nesta sexta-feira (26), em Presidente Prudente (SP), mais uma edição marcada por novidades, grande presença de público e fortalecimento do setor.

Foto: Agência Result/Feicorte
Ao longo de quatro dias, o evento reuniu produtores, empresas, especialistas e lideranças em uma programação voltada à evolução da cadeia da carne, além de promover uma feira de negócios, vitrine genética, exposição, julgamentos e leilões de animais.
Com debates, experiências e espaços de interação, a Feicorte 2026 reforçou o caráter técnico e estratégico da feira, proporcionando ao público uma imersão em temas centrais para o presente e o futuro da pecuária. “Chegamos ao fim de mais uma edição, com muito sucesso e um conteúdo de excelência. Foram dias de muitos debates, ativações e trocas que resultarão no fortalecimento da eficiência da produção pecuária e da qualidade da carne brasileira”, destacou a CEO da Verum e organizadora da Feicorte, Carla Tuccilio.
Para a organizadora, o encerramento da edição confirmou o posicionamento da feira como

Foto: Agência Result/Feicorte
ambiente de integração entre os diferentes elos da cadeia. “Conseguimos fazer aqui, durante esses quatro dias de evento, o grande ponto de encontro da cadeia produtiva da carne”, enalteceu.
Shopping Feicorte
A Feicorte 2026 reuniu animais de diferentes raças, como Canchim, Zebuínos, Wagyu, Angus e Santa Gertrudis, em uma plataforma de negócios contínuos. O Shopping Seleção Feicorte estreou na edição deste ano como um espaço voltado à comercialização direta de animais de alta qualidade, pacotes genéticos e reprodutores contratados.
A iniciativa foi organizada em parceria com a Central Leilões e registrou compradores de cinco estados diferentes. Foram comercializados 48 machos e sete fêmeas das cinco raças, incluindo também pacotes de sêmen e embrião.

Foto: Agência Result/Feicorte
Ovinos da raça Suffolk estreiam na Feicorte
O evento recebeu, pela primeira vez a exposição oficial de ovinos da raça Suffolk, ampliando a diversidade de espécies em pista e reforçando o espaço da feira como vitrine genética da pecuária. A avaliação, realizada quarta (24) e quinta-feira (25), reuniu animais de alto padrão e destacou a evolução da raça no país.
O resultado confirmou a qualidade dos animais em pista e chamou a atenção de criadores e especialistas, que acompanharam de perto o julgamento conduzido pelo jurado irlandês Patrick O’Keefe.
Julgamentos de raças
Entre os destaques da edição esteve a realização de julgamentos de raças bovinas, promovidos ao

Foto: Agência Result/Feicorte
longo dos quatro dias da feira. Foram realizadas avaliações que analisaram fatores como a morfologia (aparência física), o padrão racial e a funcionalidade zootécnica dos animais para garantir que eles sejam produtivos no campo e rentáveis para a indústria.
Raça Angus
Realizado pela primeira vez no estado de São Paulo, o julgamento de animais rústicos das raças Angus e Ultrablack foi realizado dentro da programação da Feicorte. A avaliação, na sexta-feira (26), reuniu criadores de diferentes estados e consagrou exemplares de qualidade superior nos principais títulos dos campeonatos individuais de machos e fêmeas.

Foto: Agência Result/Feicorte
No Grande Campeonato Individual de Fêmeas da raça Angus, a Grande Campeã foi a TAT TEI1655 (Lote 12), do expositor Valdomiro Poliselli Júnior, da Fazenda Cardinal, de Mococa (SP). Entre os machos da raça Angus, o Grande Campeão Individual foi o touro TAT FIV797 (Lote 23), dos expositores Rodrigo Arnt e Nilo Arnt do Sítio Nhá Dota, de Tibagi (PR). Na raça Ultrablack, os animais de Valdomiro Poliselli Júnior também dominaram os pódios feminino e masculino.
Raça Santa Gertrudis
A pista de julgamentos recebeu o Julgamento Nacional da raça Santa Gertrudis na quarta-feira (24). A avaliação técnica das linhagens ficou a cargo do jurado Marcelo Moura, especialista em raças zebuínas.
Os campeonatos de pista evidenciaram o trabalho de seleção do criatório Santa Gertrudis da

Foto: Agência Result/Feicorte
Malagueta, que conquistou as duas premiações máximas da exposição. O touro Vaticano da Malagueta levou o título de Grande Campeão, enquanto a matriz Melissa da Monte Sião sagrou-se Grande Campeã.
Raça Wagyu
O julgamento oficial da raça na Feicorte 2026 consagrou Morgana 1923 Guidara FIV e Delicado 52 PWI FIV como os grandes campeões de pista. O Wagyu também estará representado no Leilão Pecuária Solidária nesta sexta-feira (26), às 19 horas, por meio da oferta de 50 doses de sêmen do reprodutor Samurai.
Na programação gastronômica da feira, a associação integrou seleção genética e consumo ao comercializar hambúrgueres na estação do Espaço Beef Hour e inovar com o serviço de niguiris de Wagyu para o público que visitou a Beef Hour das Raças, no primeiro dia da feira.

Foto: Divulgação
Leilão de cavalos Paint Horse e Quarto de Milha
O 3º Leilão Feicorte – Quarto de Milha e Paint Horse, realizado na quinta-feira (25), no Espaço Tatersal, reuniu matrizes, potros, potras e animais domados, comercializando 21 exemplares para 18 compradores de Goiás, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Pará, Paraná, Rondônia e São Paulo.
Organizado pelos criadores Celso Cuba e Celso Luís Cuba, o remate evidenciou a força da equinocultura na programação da Feicorte 2026 e ofereceu genética de qualidade para criadores e competidores.
Leilão CV Nelore Mocho
O Leilão CV Nelore Mocho, realizado na quarta-feira (24), no Espaço Tatersal da Feicorte, registrou pista limpa e confirmou a confiança do mercado na qualidade genética dos animais ofertados. Ao todo, foram comercializados 52 touros, com faturamento total de R$ 943.220,00 e média de R$ 18.138,84 por animal.
O remate reuniu 28 compradores de seis estados: São Paulo, Paraná, Mato Grosso do Sul, Minas

Foto: Agência Result/Feicorte
Gerais, Rio de Janeiro e Goiás, e encerrou com 100% dos lotes vendidos, resultado comemorado pela marca CV Nelore Mocho.
Leilão Grupo Mazieiro e Grandes Marcas – Fêmeas
Na noite de quinta-feira (25), a terceira edição do Leilão Grupo Mazieiro e Grandes Marcas – Fêmeas focou na comercialização de matrizes, embriões e prenhezes da raça Nelore PO. O remate registrou liquidez absoluta com a venda de 100% dos lotes ofertados e alcançou uma média superior a R$ 21 mil por animal.

Foto: Agência Result/Feicorte
Mais de 100 pecuaristas compareceram ao recinto para acompanhar os lances presencialmente, atraídos pelas condições especiais de parcelamento e pelas facilidades de frete para estados como São Paulo, Paraná e Mato Grosso do Sul.
Simpósio ReprodOeste
O 4º Simpósio ReprodOeste – Edição Fêmeas Precoces, realizado na Feicorte nesta sexta-feira (26), reuniu professores, alunos e especialistas da pecuária para discutir temas relacionados à fisiologia reprodutiva, manejo de novilhas, melhoramento genético, biotecnologias da reprodução, eficiência alimentar e estratégias para aumentar a precocidade sexual das fêmeas bovinas.
A abertura do simpósio foi conduzida pela médica-veterinária, mestre e doutora em Ciência Animal e docente da Universidade do Oeste Paulista (Unoeste), Caliê Castilho Silvestre, que destacou a relevância do tema desta edição, voltado às fêmeas precoces e sua relação com a eficiência dos sistemas de produção. Segundo ela, o foco está alinhado às estratégias de melhoramento genético que buscam avançar simultaneamente na precocidade sexual e na precocidade de terminação dos animais.
Bovinos / Grãos / Máquinas
Aplicativos para manejo de bovinos ganham versão web e ampliam alcance aos produtores
BovConfort, BovCria e BovSan deixam de ser exclusivos para Android e agora podem ser utilizados em computadores, tablets e celulares com qualquer sistema operacional.

Os aplicativos BovConfort, BovCria e BovSan passaram a contar com versão web, ampliando o acesso às ferramentas desenvolvidas para apoiar a tomada de decisão na bovinocultura. Com a novidade, os sistemas podem ser utilizados em computadores, tablets e celulares com qualquer sistema operacional, sem a limitação anterior, quando estavam disponíveis apenas para dispositivos Android.
De acordo com a pesquisadora do Departamento de Diagnóstico e Pesquisa Agropecuária (DDPA/Seapi), Adriana Tarouco, coordenadora do projeto que desenvolveu as plataformas, as funcionalidades foram mantidas. “As funcionalidades permanecem as mesmas, com a vantagem de poder acessar pelo computador também, além dos dispositivos móveis”, destaca.
As três ferramentas foram desenvolvidas no âmbito do projeto Desenvolvimento de Ferramentas Digitais para a Bovinocultura e oferecem suporte técnico aos produtores e profissionais do setor em diferentes áreas da atividade pecuária.
O BovConfort auxilia na avaliação dos efeitos das condições climáticas sobre a produtividade de bovinos leiteiros; o BovCria reúne informações voltadas ao manejo reprodutivo; e o BovSan apoia decisões relacionadas à saúde dos rebanhos de corte.
Para acessar os aplicativos clique em:
BovConfort: https://bovconfort.vercel.app/
BovCria: https://bov-cria.vercel.app/
BovSan: https://bovsan-master.vercel.app/
Quem já tem os aplicativos no celular deve acessar os links acima para reinstalar as versões mais recentes.
Bovinos / Grãos / Máquinas
Feicorte amplia debate global e aproxima produtor brasileiro de inovação no campo
Especialistas de quatro países apresentaram tecnologias, estratégias de manejo e tendências que podem aumentar a eficiência, a rentabilidade e a qualidade da carne produzida no Brasil.

Com a presença de palestrantes internacionais, a Feicorte 2026 ampliou o diálogo entre a pecuária brasileira e experiências consolidadas em outros países. Realizada em Presidente Prudente (SP), a feira mostrou como esse intercâmbio técnico pode apoiar o produtor na busca por mais eficiência, qualidade e competitividade.
Com especialistas dos Estados Unidos, Canadá, Paraguai e África do Sul, a feira reforçou na

Foto: Agência Result/Feicorte
programação do Fórum Feicorte sua proposta de aproximar o pecuarista brasileiro de informações, experiências e tendências já aplicadas em outros mercados, contribuindo para o avanço da atividade no país.
Segundo a integrante da organização da Feicorte e diretora técnica da DGT Brasil, Liliane Suguisawa, o intercâmbio promovido por meio das apresentações agrega valor tanto pela atualização técnica quanto pela mudança de percepção sobre o Brasil no cenário internacional. “A internacionalização da programação é um dos grandes diferenciais da Feicorte. Trazer nomes de renome internacional agrega conhecimento, inovação e conteúdo de alta relevância para o setor”, afirmou.
A presença de especialistas de outros países já foi prova do impacto positivo dessa troca na Feicorte

Foto: Divulgação/Agência Result
2025. “No ano passado, ficaram convencidos de que o Brasil é um player importante no cenário global, com uma cadeia que focada em produzir com excelência”, destacou.
Neste ano, a Feicorte ampliou ainda mais esse movimento ao reunir convidados de diferentes países e perfis técnicos. “Além de trazerem conhecimento sobre tecnologias e práticas que já estão mais avançadas em seus países, eles também observam o avanço da profissionalização da cadeia da carne no Brasil e passam a nos respeitar ainda mais no mercado internacional”, frisou
Para a diretora técnica da DGT Brasil, o benefício é direto para o pecuarista, que passa a ter contato com soluções e tendências que ajudam a aprimorar a produção, aumentar a eficiência e buscar carne de maior valor agregado. “Nós já somos os maiores produtores e exportadores de carne do mundo. Mas, para fazer carne de qualidade, que é a carne mais disputada e que recebe o dobro do valor no mercado internacional, é preciso ir além do que fazemos hoje”, ressaltou.
Intercâmbio com especialistas mundiais

Sócio diretivo do Condomínio Valente Gomes, Eugênio Valente Gomes, detalhou como a implantação de um sistema de produção intensiva permitiu acelerar o giro do rebanho em pastagens no Paraguai – Foto: Divulgação/Agência Result
A programação destacou a aplicação de tecnologias nutricionais para a otimização do ciclo pecuário, tema de uma das palestras internacionais do Fórum Feicorte. Com o tema “Case Taj Mahal – Estrategia nutricional que utilizamos no Paraguai”, o sócio diretivo do Condomínio Valente Gomes, Eugênio Valente Gomes usou como exemplo a propriedade localizada no Chaco Central paraguaio para abordar a implantação de um sistema de produção intensiva, que permitiu acelerar o giro do rebanho em pastagens. O modelo adotado na propriedade paraguaia baseia-se na recria intensiva a pasto (RIP), método que combina o pastejo com a suplementação de concentrado no cocho.

Consultor sul-africano especialista em nutrição de ruminantes e pecuária de corte, Conrad Coetzer, destacou que a pecuária de confinamento da África do Sul compartilha características com a brasileira e pode oferecer referências para aumentar a eficiência dos sistemas de produção – Foto: Divulgação/Agência Result
Já a palestra “Pecuária sem fronteiras: as oportunidades do modelo sul-africano”, foi apresentada pelo consultor sul-africano especialista em nutrição de ruminantes e pecuária de corte, Conrad Coetzer, ao mostrar que a pecuária de confinamento da África do Sul possui mais semelhanças com o Brasil do que se imagina e pode oferecer lições valiosas.
A programação deste ano ainda contou com a palestra do cientista estadunidense, Tad Sonstegard, no primeiro dia, que falou sobre aplicação da edição gênica e da seleção genômica na pecuária tropical. No segundo dia, o médico-veterinário mexicano e que atua no Canadá, Luis Burciaga, destacou transformações no comportamento do consumidor e seus impactos sobre a cadeia global da carne.
ILPF em destaque no evento

Foto: Divulgação/Agência Result
Ao aproximar o público de soluções voltadas à produção sustentável de grãos, pastagens e florestas em um espaço de dois mil metros quadrados, a Área Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF) integrou, por mais um ano, a programação do evento. A iniciativa, em sua terceira edição, tem como objetivo demonstrar como a integração dessas atividades contribui para aumentar a produtividade, recuperar áreas e reduzir as emissões de gases de efeito estufa.
Segundo a gerente de Comunicação da Rede ILPF, Luciana Gentille, o espaço foi criado para aproximar produtores, técnicos, estudantes e profissionais do agro das tecnologias que vêm transformando o setor agropecuário. Ela explica que a iniciativa representa a união de esforços da Rede ILPF, Coordenadoria de Assistência Técnica Integral (CATI), Fundação Instituto de Terras do Estado de São Paulo (ITESP) e de empresas associadas para levar conhecimento, inovação e sustentabilidade às propriedades rurais.
O assunto também foi tema da programação técnica do evento, com a palestra “ILPF no Pontal Paulista: Produzir Mais, Recuperar Áreas e Gerar Novas Oportunidades no Campo”, conduzida pelo gerente de Políticas e Desenvolvimento Agrário do ITESP, Vivaldo Netto, e pelo assistente técnico da CATI Regional de Presidente Prudente, Marco Aurélio Fernandes.
Estratégias para maximizar a rentabilidade na pecuária
O Fórum “O Boi Brasileiro: Um Mundo de Oportunidades” evidenciou temas de relevância durante

Foto: Divulgação/Agência Result
todo o dia. O gerente de Pesquisa e Soluções da Inbra Nutrição Animal, Felipe Santos Dalólio, ministrou a palestra “Da desmama a máxima eficiência – como o bezerro pode produzir mais”, em que reforçou a importância do pecuarista compreenda a fisiologia dos animais durante a fase de recria.
O zootecnista Rogério Coan apresentou, pela manhã, o tema “Pasto de alta performance: o novo modelo da recria”, que destacou a possibilidade da recria ser um dos negócios mais rentáveis da pecuária de corte, desde que seja conduzida com foco em eficiência produtiva, controle de custos e uso de tecnologia. O especialista voltou ao palco, na parte da tarde, para tratar do tema “TIP: a estratégia que acelera ganho e rentabilidade”, técnica que consiste na terminação de bovinos mantidos em pastagens de qualidade, recebendo uma dieta formulada com elevada participação de concentrado, sempre ajustada às características da forragem disponível.

Foto: Divulgação
A palestra “Cada quilo conta: a eficiência alimentar que gera lucro”, ministrada pelo gerente de Negócios da Inbra Nutrição Animal, André Nagatani, mostrou aos participantes do evento que, na pecuária, eficiência não significa apenas produzir mais, mas sim transformar de forma mais eficiente cada quilo de alimento consumido pelos animais em carne e rentabilidade.
Espaço Origens
A diversidade cultural, gastronômica e empreendedora do estado de São Paulo foi destacada com o Espaço Origens, viabilizado em parceria com o Sebrae e a Secretaria de Turismo e Viagens do Estado de São Paulo (Setur-SP).
Além de tecnologias, bebidas, doces tradicionais, mel e artigos como fivelas, biojoias contemporâneas, cutelaria e peças confeccionadas em couro legítimo, o espaço também contou com a presença da Queijaria Monte Alegre, de Diamantina, e da inLida, startup voltada à gestão da pecuária de cria.
Programação desta sexta-feira (26)
A ciência e a prática da pecuária moderna se encontrarão na 4º Simpósio ReprodOeste no último dia da Feicorte 2026. Realizado pela Universidade do Oeste Paulista (Unoeste), o evento trará como tema central a “Edição Fêmeas Precoces”, focando em estratégias que permitem aos produtores antecipar resultados e otimizar o ciclo produtivo das matrizes.
A programação da sexta-feira ainda engloba o primeiro julgamento de animais rústicos do estado de São Paulo, com a raça Angus, assim como o julgamento da raça Sindi. A edição deste ano será encerrada com o Leilão Pecuária Solidária, a partir das 19h, projeto beneficente que reverte 100% da renda arrecadada para o Núcleo Tthere, de Presidente Prudente, focado na qualificação profissional e inclusão social de pessoas em situação de vulnerabilidade.



