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32ª Reunião Anual do Ensaio Proficiência IAC será realizada amanhã
O evento reúne empresas que fazem análises de solos no Brasil e no exterior e que adotam tecnologias desenvolvidas pelo Instituto Agronômico em análises de solos
A 32ª Reunião Anual do Ensaio de Proficiência IAC para Laboratórios de Análise de Solo para Fins Agrícolas, realizada pela Secretaria de Agricultura e Abastecimento, por meio do Instituto Agronômico (IAC), de Campinas, será realizada nesta terça-feira, 16 de fevereiro de 2016, das 8h às 17h, na Sede do IAC, em Campinas. A ininterrupção das atividades ao longo de 32 anos é um dos diferenciais desse trabalho do IAC na área de qualificação de laboratórios. O evento reúne empresas que fazem análises de solos no Brasil e no exterior e que adotam tecnologias desenvolvidas pelo Instituto Agronômico em análises de solos.
Além da transferência de métodos, o IAC acompanha o desempenho dos laboratórios, ao longo do ano, por meio do Ensaio de Proficiência, que envolve a checagem das análises realizadas pelas unidades particulares. Com essa atividade, o Instituto contribui para a capacitação das empresas e, consequentemente, para que os agricultores, baseados em análises de solos precisas, obtenham melhores resultados em suas lavouras.
Em 2015, foram feitas 1,2 milhão de análises básicas, por 60% dos laboratórios participantes do Ensaio de Proficiência IAC. Desse total, 57% foram feitos por laboratórios de São Paulo. O grupo fez ainda 358 mil análises de micronutrientes e 310 mil de granulometria.
Dos 132 inscritos no Ensaio de Proficiência, 84% são privados, 56% estão localizados no Estado de São Paulo e há também participantes do Paraguai, Uruguai, Guatemala e Angola. Segundo Heitor Cantarella, pesquisador da Secretaria, que atua no IAC, observa-se, ao longo dos anos, um aumento do número de laboratórios com melhores conceitos (A e B) e redução do número de laboratórios com notas inferiores (C e D).
Em 1995, quando começaram as análises de micronutrientes, só 10% dos laboratórios participantes obtiveram nota A. Atualmente, 49% têm esse conceito. As análises de granulometria começaram em 2000, quando apenas 15% dos participantes tinham conceito A. Agora são 61% com essa avaliação. Cantarella, que é coordenador do Ensaio, relata que os laboratórios se empenham em obter o selo de qualidade, pois o mercado já procura saber se a unidade tem esse selo do Instituto Agronômico.
“Constatamos o sucesso do Ensaio de Proficiência pelo número crescente de adesões de laboratórios, que resulta da respeitabilidade do Instituto junto aos usuários”, avalia Cantarella. Para ele, os dados sobre a melhoria do desempenho dos laboratórios são indicativos de que o trabalho vem atingindo seus objetivos. A contribuição efetiva do IAC para a qualificação do setor privado pode ser comprovada por meio de estatísticas. Atualmente, 57% dos laboratórios participantes fazem análise completa, incluindo análise química, básica, de nutrientes e granulometria. No passado, a maior parte dos laboratórios só fazia análises básicas.
Hoje em dia, somente 8% são restritos a esse serviço. Essa mudança no perfil dos laboratórios mostra, na avaliação de Cantarella, que o IAC tem contribuído de maneira eficaz para a capacitação dos laboratórios. A adoção dos métodos do IAC e a melhoria nos processos levam as unidades ao aumento da gama de análises. “Em cerca de dois anos, a partir do ingresso do laboratório no Ensaio de Proficiência IAC para Laboratórios de Análise de Solo para Fins Agrícolas, a maior parte dos laboratórios com problemas analíticos atingem níveis satisfatórios”, diz.
O Ensaio diferencia-se, sobretudo, por dois aspectos: a qualidade do método desenvolvido pelo IAC, pioneiro na área, e a constância no desenvolvimento do trabalho, somadas ao rigor na orientação e acompanhamento dos laboratórios participantes. “A constância do nosso trabalho e o respeito aos cronogramas são aspectos importantes; essa aferição de resultados tem que ser tarefa rotineira dos laboratórios”, considera.
O Instituto transfere métodos e checa a qualidade das análises feitas pelos integrantes com as amostras do Programa Interlaboratorial. A adesão é voluntária e os laboratórios com conceito A e B recebem selo atestando proficiência nas análises realizadas. A relação do grupo está disponível no site do IAC. Tudo é feito por sistema eletrônico, sem identificação do laboratório, que acessa os próprios dados por meio de senha pela internet.
“A credibilidade do IAC na área de solos ultrapassa fronteiras e traz laboratórios de diversos Estados e de outros países que buscam capacitação nos institutos paulistas, reforçando o Estado como gerador de ciência e tecnologia, como deseja o governador Geraldo Alckmin”, afirma o secretário de Agricultura, Arnaldo Jardim.
Contribuição prática e direta
O Ensaio de Proficiência do IAC qualifica os prestadores de serviços em análises de solo e contribui com todos os setores de produção agrícola. Essa tecnologia é fundamental para a produtividade de qualquer cultura. Cana, citros, café e outras culturas de grande importância para o Estado de São Paulo têm suas lavouras orientadas com base nesse recurso. O passo seguinte às análises são as recomendações de adubação e calagem. Esses insumos representam, em média, 20 a 30% do custo de produção de qualquer das lavouras. “As análises de solo permitem otimizar esses investimentos, pois levam a lavoura a atingir seu potencial de produção para aquela condição de solo e clima”, explica Cantarella.
Com base no diagnóstico, é possível evitar o excesso do uso de produtos e assim minimizar gastos e impactos ambientais. Todos esses benefícios podem ser obtidos com baixo investimento, já que cada análise sai por R$ 30,00 a R$ 40,00.
São paulistas 72 dos 128 laboratórios que enviaram resultados e foram avaliados. Minas Gerais vem em segundo lugar, com 19 participantes. No total, 12 Estados brasileiros participam do Ensaio de Proficiência IAC para Laboratórios de Análise de Solo para Fins Agrícolas — Goiás, Paraná, Mato Grosso, Espírito Santo, Bahia, Maranhão, Mato Grosso do Sul, Pará, Santa Catarina e Tocantins. Essa presença nacional explica-se pela credibilidade conquistada pelo IAC nessa área. Os laboratórios que têm nas análises de solo e planta sua principal atividade, chamados independentes, somam 40%.
Para concorrer ao selo de qualidade do IAC, os laboratórios devem fazer todas as determinações do conjunto analítico em que pretendem participar, além de analisar um número mínimo de 16 amostras, por ano. Isso representa 80% das distribuídas. Em 2015, 107 concorreram ao selo, o qual geralmente é dispensado pelas unidades que fazem análises somente para uso interno.
Pioneiro no Brasil a fazer análises de solo, além de capacitar laboratórios, o IAC continua fazendo análises para agricultores e fornecendo recomendações. São feitas cerca de 20 mil análises anualmente.
Quando essa atividade teve início no País, somente laboratórios públicos prestavam esse serviço. Com o aumento da demanda, fruto do maior interesse dos agricultores pela tecnologia disponível e pelo despertar do setor pelo novo mercado, unidades privadas passaram a prestar o serviço. Nesse novo cenário, o Instituto Agronômico — como instituição pública — assumiu o papel de oferecer suporte ao setor privado, transferindo os métodos de análises de solos, capacitando os laboratórios particulares e aferindo a qualidade do serviço prestado.
O Instituto Agronômico desenvolveu os métodos, lançados em 1983, com foco em diagnósticos mais confiáveis para os solos paulistas. Um ano depois, lançou o Ensaio de Proficiência IAC para Laboratórios de Análise de Solo para Fins Agrícolas de Qualidade de Laboratório de Solos. Desenvolvido para São Paulo, ao longo do tempo o Ensaio foi atraindo laboratórios de outros Estados e até de outros países.
Relevância dos solos
Segundo o pesquisador do IAC, 95% de todo alimento produzido no mundo vêm do solo. “A importância do solo para a manutenção na vida vai além de servir de substrato para a produção de alimentos e de outras matérias-primas para a agroindústria. O solo também é um grande reciclador de nutrientes”, afirma.
Cantarella explica que, por decompor resíduos orgânicos de várias origens, os microrganismos ali presentes têm papel fundamental no papel higienizador do ambiente que o solo exerce. Se não fosse esta ação, o mundo teria um problema enorme com dejetos de gado, suínos e aves, além de resíduos orgânicos urbanos, agrícolas e industriais. O pesquisador afirma ainda que, ao absorver gás carbônico, o solo contribui para mitigar o aumento de CO2 na atmosfera. Ele esclarece que a água vinda das chuvas pode conter poluentes e ao passar por todas as camadas do solo, ocorrem trocas gasosas, tornando a água límpida. “É assim que, quando chega ao lençol freático está em condições potáveis, para consumo humano”, esclarece.
As frequentes ocorrências de falta de água reforçam a necessidade de a população se atentar para o solo, pois, segundo os pesquisadores da Secretaria de Agricultura, que atuam no IAC, seu manejo adequado contribui para preservação da quantidade e da qualidade dos recursos hídricos. “É função do solo filtrar a água”, diz a pesquisadora do IAC, Isabella Clerici De Maria. Apesar de haver uma ideia de que o solo “suja”, na realidade, esse recurso natural tem o papel de filtrar impurezas na água e no ar. “Ele presta esses serviços ecossistêmicos, os filtros do solo desintoxicam o ambiente”, resume a pesquisadora. Isabella alerta que, se o solo não estiver bem cuidado, a água não consegue infiltrá-lo e, assim, carrega sedimentos que assoreiam rios. “Esse processo diminui a vida útil dos reservatórios de água para abastecimento e para hidrelétricas”, diz.
Fonte: Assessoria

Notícias Em Londrina
Gigante da produção de alimentos inaugura nova fábrica de R$ 300 milhões no Paraná
Complexo industrial deve processar cerca de 200 mil toneladas de trigo por ano, gerar 200 empregos e reforça hub logístico para o Sul e Sudeste do país.

O governador Carlos Massa Ratinho Junior participou nesta quinta-feira (26) da inauguração do novo complexo industrial da J.Macêdo em Londrina, no Norte do Estado. Uma das maiores empresas de alimentos do Brasil e dona de grandes marcas como Dona Benta e Sol, a planta recebeu investimento de R$ 300 milhões e tem capacidade para processar mais de 200 mil toneladas de trigo por ano.

Governador do Paraná, Carlos Massa Ratinho Junior: “Nós atingimos a maior marca de adultos com carteira assinada na história do Estado, fruto das indústrias que estão se instalando aqui e da economia paranaense pujante” – Foto: Ari Dias/AEN
Ratinho Junior destacou o bom momento da economia paranaense com grandes empreendimentos se instalando no Paraná. “Isso é motivo de muita alegria porque nós fizemos três inaugurações de novas indústrias só hoje. A primeira foi em Pato Branco, uma esmagadora de soja. Depois, em São Jorge do Oeste, com uma fábrica de queijo e derivados de leite, e agora a J. Macêdo, inaugurando essa planta e consolidando cada vez mais Londrina com o seu parque industrial, gerando muito emprego para a cidade e também para quem mora na região”, afirmou.
“Acima de tudo, mostrando que a economia e a geração de emprego no Paraná estão crescendo cada vez mais. Nós atingimos a maior marca de adultos com carteira assinada na história do Estado, fruto das indústrias que estão se instalando aqui e da economia paranaense pujante. Tudo isso somado à estratégia do Governo do Estado de atrair grandes indústrias para gerar emprego e renda para a nossa gente”, acrescentou.

Foto: Ricardo Ribeiro/AEN
Com cerca de 200 colaboradores, a planta industrial está instalada em uma área de 276 mil metros quadrados e integra a estratégia de expansão da J.Macêdo, incorporando tecnologias de última geração e alto nível de automação para ampliar a capacidade de produção. A unidade possui moinho de trigo, silos para armazenagem de grãos e um Centro de Distribuição (CD), servindo de hub logístico para as regiões Sul e Sudeste, em apoio à unidade de São José dos Campos (SP).
O novo moinho foi construído em um projeto greenfield (do zero), com capacidade para processar 660 toneladas de trigo por dia, enquanto os silos podem armazenar até 42 mil toneladas de grãos. Entretanto, a capacidade fabril pode aumentar, uma vez que a unidade foi construída em formato modular, o que permite futuras expansões sem prejudicar a operação existente.
De acordo com o diretor-presidente da J.Macêdo, Irineu José Pedrollo, a nova planta conta com as melhores práticas

Foto: Ricardo Ribeiro/AEN
de gestão ambiental, com sistemas para aumentar sua eficiência energética e uso racional da água. A meta é zerar a destinação de resíduos a aterros sanitários. “Temos aqui os fornecedores mais conceituados disponíveis no mundo em tecnologia de moagem, incorporando o que existe de melhor, tanto na qualidade do produto, com a segurança para as pessoas que operam, quanto no nível elevado de automação, na eficiência energética e no baixíssimo impacto ambiental. Não geramos resíduos, é uma indústria extremamente limpa e com alta eficiência”, explicou.
Segundo ele, o objetivo é ampliar a contribuição do Paraná no campo produtivo da empresa. “Hoje Londrina tem uma participação modesta frente ao seu potencial. Com esse investimento ela cresce e se torna absolutamente relevante no atendimento do Sul e Sudeste. Temos uma indústria em São José dos Campos, onde transformamos farinha em misturas e massas. O moinho daqui vai abastecer essa fábrica e nós esperamos, em um espaço de tempo não muito distante, trazer também parte dessa produção para Londrina”, detalhou.

Foto: Ari Dias/AEN
O prefeito de Londrina, Tiago Amaral, ressaltou a importância da empresa, presente na cidade há mais de 50 anos. “É uma demonstração do compromisso da indústria com Londrina. De lá para cá, muitas famílias foram estruturadas a partir do emprego gerado pela J. Macêdo, nossa maior indústria instalada no parque industrial. Mas queremos mais”, comentou, ressaltando: “Hoje é a primeira etapa da expansão, mas o projeto compreende uma segunda etapa do moinho e, na sequência, as fábricas de massas, biscoito e uma estrutura de tecnologia muito forte que está vindo para cá.”
Cidade industrial
A planta industrial da J.Macêdo é a primeira a se instalar na nova Cidade Industrial de Londrina, que está em processo de estruturação com apoio do Governo do Estado, via Secretaria das Cidades (Secid). O investimento é de R$ 38,7 milhões para as obras, que chegaram a 83% de execução, de acordo com a última medição. Os serviços compreendem terraplenagem, drenagem, pavimentação, urbanização, rede de água e esgoto, iluminação pública, ensaios tecnológicos e serviços complementares, em uma área total de 395 mil metros quadrados.
Além disso, também deve iniciar em breve a duplicação da Avenida Saul Elkind, que dá acesso ao novo bairro

Foto: Ricardo Ribeiro/AEN
industrial, e da Rua Joni Belai Aguiar. O aporte é de R$ 25,3 milhões, totalizando 5,77 quilômetros. As obras fazem parte da estratégia de incentivar a instalação de novas indústrias na cidade, ampliando a participação do setor no Produto Interno Bruto (PIB) municipal, que hoje é formado majoritariamente pelos setores de comércio e serviços.
“Sabemos que o processo de industrialização é extremamente vital. Por isso, estamos fazendo obras no entorno desse parque industrial para garantir o escoamento dos produtos. A extensão da rodovia na região será duplicada até o parque industrial para podermos melhorar o acesso dos trabalhadores e, obviamente, garantir tranquilidade para a principal via de acesso”, explicou Guto Silva, secretário estadual das Cidades.

Secretário estadual das Cidades, Guto Silva: “Investimentos como esse é que dão essa condição de gerar oportunidade de renda para a cidade, que não é feita só de infraestrutura, é feita de gente” – Foto: Ari Dias/AEN
“Londrina é a garantia do futuro, com emprego e renda na veia, auxiliando também as cidades do entorno com novas oportunidades. O Paraná não para de crescer. Nosso PIB saltou de R$ 400 bilhões para R$ 800 bilhões em oito anos. Investimentos como esse é que dão essa condição de gerar oportunidade de renda para a cidade, que não é feita só de infraestrutura, é feita de gente”, complementou.
Produção paranaense
O Paraná está entre os maiores produtores de trigo no Brasil, ocupando o 2º lugar em 2024, de acordo com o Diagnóstico Agropecuário, produzido pela Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab). A cultura abrange uma área de 1,1 milhão de hectares, com uma produção de 2,3 milhões de toneladas e Valor Bruto de Produção (VBP) de R$ 2,9 bilhões. É o 15ª item no ranking estadual.
Londrina registrou a segunda maior produção paranaense na cultura, com produção de 57 mil toneladas e VBP de R$ 71,2 milhões, atrás apenas de Cascavel, com 65,5 mil toneladas e R$ 81,2 milhões em valor de produção. Completam o top cinco as cidades de Tibagi, Luiziana e São João. Na safra 2023/2024, as exportações corresponderam a US$ 105,7 milhões, com destino a cinco países.
Colunistas
Qual tipo de marketing será bastante utilizado no agro nos próximos três anos?
Uso de IA embarcada em máquinas e sistemas de gestão permitirá que empresas transformem dados operacionais em ações comerciais personalizadas no campo.

Com a inteligência artificial (IA) ganhando cada vez mais espaço nas granjas e nas lavouras, um tipo de marketing será amplamente implementado pelo agronegócio durante os próximos três anos.
Trata-se do marketing de dados, conhecido data-driven marketing.
Imagine um trator com IA, coletando dados em tempo real. Em determinado momento, a tecnologia identifica que o trator está consumindo muito combustível, apesar de não ter um problema aparente.

Artigo escrito por Rodrigo Capella, palestrante e diretor geral da Ação Estratégica – Comunicação e Marketing no Agronegócio
A fabricante do trator pode utilizar essas informações para oferecer gratuitamente um curso para o operador do trator desempenhar melhor as suas funções.
Essa ação é apenas um exemplo de toda a potencialidade do marketing de dados.
Recentemente, li o livro “Inteligência Artificial”, escrito pelo chinês Kai-Fu Lee, que trabalhou na Google e na Apple. O autor defende que a IA terá o mesmo alcance que a eletricidade tem hoje.
Será um grande impacto! Mas, o agro precisa se mexer mais rapidamente.
Uma pesquisa, realizada pela Ação Estratégica – Comunicação e Marketing no Agronegócio, aponta que apenas 32% das empresas do agro, entre propriedades, agroindústrias e cooperativas, utiliza IA.
Acredito, conforme falei em entrevista ao Valor Econômico, que esse número chegará a 100% em 05 anos.
Sinceramente, torço para que ocorra antes. O marketing de dados é essencial para o constante fortalecimento do agronegócio.
Notícias
Mato Grosso termina semeadura do milho safrinha em 7,4 milhões de hectares
Estado liderou o ritmo de plantio no país, concentrou metade da área no Médio-Norte e manteve a maior parte da semeadura dentro da janela ideal mesmo com chuvas em parte do território.

O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária confirmou que 100% da área prevista para a segunda safra de milho está semeada no estado, consolidando Mato Grosso como principal referência nacional na produção do cereal. A estimativa é de 7,4 milhões de hectares cultivados, área próxima à registrada no ciclo anterior.
O ritmo de plantio acompanhou a média histórica, favorecido pela boa umidade do solo e pelo avanço da colheita da soja, que liberou as áreas para a entrada das máquinas. Apesar disso, houve diferenças regionais no calendário.
De acordo com o agrônomo Bruno Casati, as chuvas mais intensas registradas em fevereiro provocaram ajustes pontuais no cronograma, sobretudo no Sul e no Oeste do estado. “Algumas regiões foram impactadas por chuvas mais intensas durante fevereiro, principalmente no Sul e no Oeste do estado. Isso acabou deslocando um pouco o calendário de plantio, mas não altera o tamanho da área cultivada”, ressalta.
Concentração produtiva no Médio-Norte

Agrônomo Bruno Casati: “A cultura do milho está cada vez mais consolidada em Mato Grosso” – Foto: Divulgação
A maior parte da semeadura ocorreu dentro da janela considerada ideal, especialmente nas regiões mais tradicionais da agricultura mato-grossense. O Médio-Norte segue como principal polo produtivo, concentrando cerca de metade da área de milho do estado ao longo do eixo da BR-163, que corta municípios como Sorriso, Lucas do Rio Verde, Nova Mutum e Sinop. “Cerca de metade da área de milho do Mato Grosso está concentrada no eixo da BR-163. Essa região costuma iniciar o plantio mais cedo. Por isso, mesmo quando há algum atraso na colheita da soja, ainda assim é possível recuperar o ritmo geral do plantio da safrinha”, explica Casati.
Sistema soja-milho
Mesmo com custos elevados e margens mais estreitas, a área plantada apresenta leve acréscimo em relação ao ciclo anterior. Para Casati, isso está ligado ao papel estratégico do milho dentro do sistema produtivo predominante no estado, baseado na sucessão soja-milho. “O agricultor hoje olha a propriedade como um sistema. A soja e o milho trabalham juntos na rentabilidade da fazenda. Quando uma cultura tem margens menores, a outra ajuda a equilibrar o resultado do ano. Este ano o milho está fazendo este papel de reduzir as perdas do ano-safra”, afirma.
Demanda industrial

Foto: Roberto Dziura Jr
Outro fator que sustenta a presença do milho nas lavouras mato-grossenses é a expansão da demanda interna, especialmente com o crescimento das usinas de etanol de milho no estado. “A cultura do milho está cada vez mais consolidada em Mato Grosso. Os produtores do estado têm tecnologia e infraestrutura de produção da porteira para dentro e o mercado interno cresce e absorve parte desse volume, então o agricultor mesmo em períodos não tão favoráveis segue investindo”, diz.
A produtividade média projetada pelo IMEA é de 116 sacas por hectare. O resultado final, no entanto, ainda depende das condições climáticas nas próximas semanas. “Vejo que, se o clima se mantiver dentro de uma variação média nas próximas semanas, a tendência é que essa produtividade seja revista para cima”, salienta Casati.
