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30° edição do Show Rural Coopavel inicia na segunda-feira

Abertura oficial acontece no domingo com uma missa celebrada pelo arcebispo metropolitano Dom Mauro Aparecido dos Santos, às 11h

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Inicia na próxima semana a 30° edição do maior evento agropecuário da América Latina: o Show Rural Coopavel. De 05 a 09 de fevereiro Cascavel será o destino de produtores rurais, empresários de agronegócio e lideranças do setor para prestigiar o evento e conhecer o que há de mais novo e moderno no quesito de pesquisa, maquinários, sementes e equipamentos. A abertura oficial do evento acontece no domingo (04). Uma missa será celebrada pelo arcebispo metropolitano Dom Mauro Aparecido dos Santos, às 11h.

Nos cinco dias de evento as pessoas além de visitar os stands dos mais de 530 expositores, poderão participar ainda de palestras que acontecerão no Auditório do Salão Tecnológico ou no Auditório Show Rural Coopavel.

Segundo o diretor presidente da Coopavel, Dilvo Grolli, a edição 2017 superou todas as expectativas, mesmo em um ano de economia difícil, o setor do agronegócio, mostrou ao país e ao mundo que é possível reverter a crise. A intenção é fazer igual em 2018. “Temos a responsabilidade de organizar um evento técnico, prático e de alta tecnologia, com o que há de melhor no mercado. O Show Rural Coopavel permite que os produtores rurais tenham contato com o Brasil e o mundo em cinco dias de evento. Estamos trabalhando para que este evento seja o melhor evento de todos os tempos, pois é só com este sentimento de buscar melhorar a cada ano é que vamos superando nossos limites e aperfeiçoado nosso trabalho”, afirma Dilvo.

O horário de visitação da feira, de segunda a sexta-feira (05 a 09), será das 8h às 18h. “É bom frisar que o estacionamento e o acesso ao parque são gratuitos”, diz o coordenador geral Rogério Rizzardi. O Show Rural Coopavel vai ser realizado em uma área de 72 hectares às margens da BR-277, no sentido Cascavel-Curitiba. A expectativa de público é de 250 mil pessoas. A estimativa de comercialização durante os cinco dias de feira é de R$ 1,5 bilhão.

Pecuária

Uma novidade trazida há dois anos pelo Show Rural é o Salão Pecuário. A área contará com o shopping pecuário que apresentará animais com o que há de melhor em genética atualmente disponível no país. Haverá comercialização de animais, de diversas raças, diretamente do criador ao interessado em melhorar o seu plantel, sem qualquer taxa ou pagamento de percentual ao Show Rural Coopavel. A ABCZ (Associação Brasileira de Criadores de Zebuínos) também estará presente e promoverá mais uma etapa do Progenética, programa que estimula a compra de reprodutores de alta linhagem por pequenos e médios criadores.

Os visitantes terão acesso ainda a informações sobre o Compost Barn, confinamento para gado leiteiro, e verão em ação um robô para ordenha de bovinos fabricado pela sueca Delaval. O pavilhão tecnológico terá também, além de um ciclo de palestras técnicas com algumas das maiores autoridades em leite, carne, genética e cruzamento do Brasil, a apresentação de um programa chamado Cozinha do Campo.

Além do mais, a Coopavel em parceria com o curso de Gastronomia da Univel vai preparar pratos, durante os cinco dias da feira (das 11h às 13h), com carnes de gado, aves e suínos, além de leite e derivados. O objetivo é mostrar aos visitantes a importância de contar com bons ingredientes em todas as etapas de preparação de um bom prato, diz o gerente de Pecuária da cooperativa, Marcos Antonio Teixeira. Além da degustação, os presentes vão ouvir chefes de cozinha, nutricionista, veterinário e agronômico sobre os cuidados necessários em cada etapa para se obter sempre os melhores resultados na preparação de pratos sadios, nutritivos e saborosos. E o processo envolve do início da produção, à escolha dos ingredientes e modo de preparo.

Crédito

Os agricultores que visitarem o Show Rural vão ter R$ 2,5 bilhões em crédito para comprar máquinas, implementos, investir em cultivares e outras tecnologias, como placas solares, além de animais de alta linhagem genética para incrementar seus rebanhos.

Nove instituições financeiras vão participar da edição comemorativa da feira. Os bancos são Caixa Econômica Federal, Banco do Brasil, Bradesco, Santander e BRDE (Banco Regional de Desenvolvimento Econômico do Extremo-Sul) e as quatro cooperativas de crédito que confirmaram presença são Sicredi, Sicoob, Cresol e Credicoopavel.

Presenças Confirmadas

Dada a importância do evento para toda a região, diversas lideranças já confirmaram presença no evento. Entre os rostos conhecidos estão o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi, o governador do Paraná, Beto Richa, e o governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin.

A agenda oficial de autoridades da feira começa na segunda (05) com a visita de comitiva de Rondônia liderada pelo vice-governador Benedito Domingues Júnior. Também visitam o evento diretores da Basf, o presidente da Ferroeste, João Vicente Bresolin Araújo, e o presidente do Iapar, Florindo Dalberto. Quem também estará no parque, a convite do Programa Oeste em Desenvolvimento, é o fundador da Embraer Ozíries Silva.

Na terça-feira (06), além da comitiva de Rondônia, o Show Rural Coopavel vai receber o diretor-financeiro da Itaipu, Marcos Stamm, e diretores do banco Toyota do Brasil. Também estarão presentes Richa, Alckmin e o secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Arnaldo Calil Pereira Jardim. Na quarta-feira será a vez dos diretores do Bradesco, da Kanematsu do Brasil, do Iapar, do BRDE, da Fiep, além do deputado estadual Ratinho Júnior e do ex-senador pelo Paraná, Osmar Dias.

Já na quinta (08) a feira receberá a visita do ministro da Agricultura, Blairo Maggi, a diretoria da Sancor Seguros, do Banco do Brasil e do BRDE, além do presidente da Fiep (Federação das Indústrias do Estado do Paraná), Edson Campagnolo.

Na sexta-feira (09), último dia do evento, estarão no parque o ministro da Saúde, Ricardo Barros, a vice-governadora do Paraná Cida Borghetti, os secretários da Casa Civil, Valdir Rossoni, e de Infraestrutura e Logística, José Richa Filho, bem como o pré-candidato à Presidência, João Dionísio Amoêdo.

Segurança

Para maior segurança de todos que estarão prestigiando o evento, a feira contará com uma delegacia móvel da Polícia Civil. O ônibus possui cela, gabinete para delegado, sala de escrivão, copa, cozinha, banheiro e dormitório. A unidade móvel é uma delegacia sobre rodas destacada para atuar em grandes eventos, como feiras agropecuárias e tecnológicas.

Instalada nas proximidades do principal portão de acesso ao parque que recebe a feira, a delegacia móvel conta com um delegado, um escrivão, três investigadores e cinco policiais. A equipe é da Demafe, a Delegacia Móvel de Atendimento ao Futebol e Eventos, que tem sede em Curitiba.

O investigador Juliano Filardo, que é engenheiro eletricista responsável pelo funcionamento da delegacia móvel, informa que há inúmeras vantagens em contar com uma unidade dessas em um local/evento com grande fluxo de pessoas. “Os visitantes contarão com uma delegacia completa dentro da feira, que fará atendimentos e termos circunstanciados com resposta rápida para ocorrências diversas”, conforme Juliano.

Fonte: O Presente Rural com informações da Assessoria

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ASEMG lança ASEMG TECH e aposta em inovação para fortalecer a suinocultura mineira

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A Associação dos Suinocultores do Estado de Minas Gerais (ASEMG) está lançando o novo projeto, o ASEMG Tech, voltado ao estímulo da inovação e ao fortalecimento da competitividade da suinocultura no estado. 

A iniciativa surge com o objetivo de aproximar tecnologias já aplicadas e validadas da realidade das granjas, promovendo um espaço qualificado para apresentação, avaliação e debate de soluções com potencial de gerar ganhos concretos de produtividade, eficiência e gestão. O projeto também busca preencher uma lacuna no setor, ao propor um evento focado exclusivamente em inovação prática na suinocultura. As inscrições podem ser realizadas até o dia 11 de abril de 2026 através do site da entidade (clique aqui).

Podem participar empresas nacionais e internacionais, startups, scale-ups, universidades, centros de pesquisa, cooperativas e instituições tecnológicas que atuem com soluções aplicadas à produção suinícola. As áreas contempladas incluem genética, nutrição, sanidade, automação e equipamentos, gestão e monitoramento, inteligência de dados, sustentabilidade, eficiência produtiva e outras inovações voltadas ao setor.

Segundo o presidente da ASEMG, Donizetti Ferreira Couto, o ASEMG Tech representa um avanço estratégico para o setor. “O ASEMG Tech nasce com a proposta de conectar tecnologia e prática produtiva. Queremos criar um ambiente onde produtores possam conhecer, avaliar e discutir soluções que realmente tragam resultados para as granjas. É uma iniciativa que reforça o papel da ASEMG como promotora da inovação e do desenvolvimento da suinocultura em Minas Gerais”, afirma.

Para serem elegíveis, as tecnologias devem atender a critérios técnicos estabelecidos em edital, como aplicação comprovada em campo, resultados mensuráveis na produção e potencial de gerar ganhos de eficiência, produtividade ou gestão. Todo o processo de seleção será conduzido por uma Comissão Técnica formada por especialistas, garantindo rigor e credibilidade à iniciativa.

Ao todo, nove empresas serão selecionadas para apresentar suas soluções durante o ASEMG Tech, em painéis técnicos presenciais voltados exclusivamente a produtores associados da entidade. A proposta é promover um ambiente qualificado de troca, aproximando as demandas do campo das soluções tecnológicas disponíveis no mercado.

Além da oportunidade de apresentar diretamente ao público produtor, as empresas participantes terão a chance de posicionar suas marcas como referência em inovação no setor e fortalecer conexões estratégicas dentro da cadeia produtiva.

As inscrições para as empresas que têm interesse em apresentar as suas propostas já estão abertas. Acesse e faça já a sua inscrição.

Cronograma:

  • Encerramento das inscrições: 11 de abril de 2026 

  • Divulgação das selecionadas: até 05 de maio de 2026 

  • Realização do evento: 29 de maio de 2026 

  • Local: Sede da ASEMG – Belo Horizonte (MG) 

O ASEMG Tech se consolida como uma vitrine de inovação aplicada à suinocultura, promovendo a integração entre tecnologia, conhecimento e produção para o avanço do setor em Minas Gerais.

Fonte: Assessoria
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Fenagra chega à 19ª edição e consolida liderança em feed & food na América Latina

Feira e congressos técnicos reunirão 14 mil participantes em São Paulo, com foco em nutrição animal, pet food e inovação tecnológica.

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Foto: Divulgação

A 19ª edição da Feira Internacional da Agroindústria Feed & Food, Tecnologia e Processamento (Fenagra) reafirma seu protagonismo na América Latina ao reunir os principais players de Pet Food, Nutrição Animal, Graxarias, Biodiesel e Óleos e Gorduras. O evento será realizado de 12 a 14 de maio, das 11 às 19 horas, no Distrito Anhembi, em São Paulo.

Em paralelo à feira, acontecerão os congressos técnicos promovidos pelo Colégio Brasileiro de Nutrição Animal (CBNA). Entre eles estão a 36ª Reunião Anual CBNA – Aves, Suínos e Bovinos, o 9º Workshop sobre Nutrição e Nutrologia de Cães e Gatos e o 25º Congresso CBNA PET. A expectativa é reunir cerca de 14 mil visitantes e congressistas ao longo dos três dias.

Presidente do CBNA, Godofredo Miltenburg: “Reuniremos especialistas nacionais e internacionais, criando um ambiente promissor para troca de conhecimento, networking e desenvolvimento de soluções que impulsionem o mercado de nutrição animal” – Foto: Divulgação

Daniel Geraldes, diretor da Fenagra, destaca a parceria de longa data com o CBNA e reforça o papel do evento no fortalecimento da agroindústria. “Essa integração reforça o compromisso com o fortalecimento da agroindústria, promovendo a conexão entre ciência, tecnologia e mercado, além de impulsionar a inovação e o desenvolvimento sustentável da indústria de alimentação animal”, afirma.

Para Godofredo Miltenburg, presidente do CBNA, o sucesso do evento está ligado à qualidade técnica e à presença de empresas líderes. “Reuniremos especialistas nacionais e internacionais, criando um ambiente promissor para troca de conhecimento, networking e desenvolvimento de soluções que impulsionem o mercado de nutrição animal”, enfatiza.

Programação técnica detalhada
A 36ª Reunião Anual CBNA – Aves, Suínos e Bovinos terá como tema central Nutrição além da nutrição e contará com mais de 20 palestras distribuídas em cinco painéis. Especialistas da academia, da agroindústria e de empresas do setor discutirão tendências, tecnologias e inovações na nutrição de aves, suínos e bovinos.

Foto: Divulgação

O 9º Workshop sobre Nutrição e Nutrologia de Cães e Gatos, organizado pela SBNutriPet em parceria com o CBNA, abordará os desafios da nutrologia felina, estratégias nutricionais, melhores práticas clínicas e apresentação de trabalhos científicos. Palestrantes virão de universidades do Brasil, Estados Unidos e Canadá.

O 25º Congresso CBNA PET terá como tema Desafios na alimentação de felinos e dividirá sua programação em quatro painéis: Nutrição, Processo e Segurança, Mercado e Comunicação ética em nutrição de cães e gatos. Serão debatidos nutrientes na formulação de dietas, processamento de ração, aditivos e ingredientes potencialmente tóxicos, indicadores de desempenho em fábricas de ração e perspectivas de mercado.

Expositores e volume de negócios
A Fenagra reunirá 250 expositores nacionais e internacionais vindos de Estados Unidos, Rússia, Austrália, Europa, Ásia, América do Sul e Arábia Saudita. A feira ocupará dois pavilhões do Distrito Anhembi, com 26 mil m² de área de exposição.

A maior parte dos expositores pertence aos segmentos de Pet Food e Nutrição Animal, seguida por Frigoríficos e Graxarias, Biodiesel e Óleos e Gorduras Vegetais, destinados à nutrição humana e à produção de biocombustíveis. O volume de negócios durante a feira deve superar R$ 1 bilhão, consolidando a Fenagra como principal plataforma de negócios do setor na América Latina.

Fonte: O Presente Rural
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Produtividade recorde do agro brasileiro ameaça ser sufocada por gastos públicos improdutivos

Enquanto soja, milho e pecuária impulsionam até 27% do PIB e elevam o IDH em municípios produtores, ineficiência fiscal e juros altos pressionam crédito e aumentam pedidos de recuperação judicial no setor.

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Foto: Shutterstock

Enquanto a produtividade floresce nos campos do agronegócio, a gestão pública brasileira parece estagnada em modelos que privilegiam o gasto improdutivo em detrimento do investimento estruturante. Não há inclusão social sem uma economia saudável! Hoje, a “galinha dos ovos de ouro” brasileira – o agronegócio – enfrenta uma ameaça que não vem do clima ou do solo, mas da ideologia e da insensatez de Brasília.

Há anos, o agronegócio é o principal responsável pela expansão econômica brasileira. Segundo dados do Cepea (USP) em parceria com a CNA, o setor responde por aproximadamente 24% a 27% do PIB nacional. Em 2023, enquanto outros setores patinavam, o PIB da agropecuária saltou 15,1%, sendo o fiel da balança para evitar uma recessão técnica e garantir o superávit comercial.

Esse sucesso é fruto de um crescimento de produtividade sem precedentes. A Produtividade Total dos Fatores (PTF) no agro cresce, em média, 3,2% ao ano — um ritmo que humilha a média da indústria nacional e de muitos países desenvolvidos.

É sempre importantíssimo frisar que o Brasil não só planta, mas desenvolve tecnologia biológica de ponta!

É fundamental compreender que o agronegócio não se resume ao “dentro da porteira”. O termo “Agribusiness” foi cunhado em 1957 pelos professores de Harvard, John Davis e Ray Goldberg, justamente para descrever a soma total de todas as operações envolvidas na fabricação e distribuição de suprimentos agrícolas.

O agronegócio é, portanto, uma cadeia complexa que integra:

  1. O Agro “dentro da porteira”: a agricultura e pecuária propriamente ditas, onde o manejo do solo e a gestão biológica ocorrem.
  2. Indústria: fabricação de insumos, defensivos, fertilizantes e máquinas pesadas, além do processamento agroindustrial de alimentos e biocombustíveis.
  3. Serviços: logística de transporte, armazenamento, crédito agrícola sofisticado e tecnologia da informação (Agtechs).

Essa visão sistêmica revela, por exemplo, que o sucesso da colheita movimenta desde uma fábrica de tratores no interior de São Paulo, até o porto em Santos, sustentando milhões de empregos indiretos.

Nada disso seria possível sem o papel histórico da EMBRAPA. Criada na década de 70, a Embrapa foi a arquiteta da “revolução tropical”, transformando o Cerrado — antes considerado terra ácida e improdutiva — no celeiro do mundo através da ciência brasileira.

O ganho de eficiência do campo transborda diretamente para o capital humano. Municípios com forte presença do agro apresentam indicadores de qualidade de vida muito superiores à média nacional. Cidades como Sorriso (MT), Lucas do Rio Verde (MT), Rio Verde (GO) e Toledo (PR) são exemplos disso.

Essas localidades figuram constantemente no topo do IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) regional porque a riqueza gerada pela produtividade se converte em:

  • Infraestrutura urbana de qualidade;
  • Melhores escolas e centros de capacitação técnica;
  • Sistemas de saúde mais robustos e acessíveis.

A prosperidade agrícola é o maior vetor de descentralização do desenvolvimento que o Brasil já conheceu, criando polos de dignidade longe das metrópoles litorâneas.

Entretanto, esse vigor produtivo encontra um obstáculo na insustentabilidade fiscal. O Brasil gasta muito e gasta mal. Consumimos cerca de 33% do PIB em impostos, mas o retorno em investimento público em capital humano, ciência e inovação, além de infraestrutura, é irrisório, mal chegando a 2%.

O desperdício e a má gestão são flagrantes:

  • Privilégios Estruturais: Gastos exorbitantes com pensões e aposentadorias de elite (como as de juízes e alta cúpula do funcionalismo), mantendo castas que consomem recursos que deveriam financiar laboratórios de biotecnologia ou ferrovias.
  • Corrupção e Ineficiência: O dinheiro é drenado por desvios e por uma burocracia que “cria dificuldades para vender facilidades”, além do custo de manter estatais ineficientes e obras inacabadas que nunca se tornam ativos para o país.

Essa “gastança desordenada” eleva a dívida pública, forçando o Banco Central a manter a Taxa Selic elevada para conter a inflação. Juros altos significam financiamento inviável.

O produtor, que depende de crédito para comprar sementes e maquinário, está sendo asfixiado. Dados da Serasa Experian mostram um aumento alarmante de mais de 500% nos pedidos de Recuperação Judicial no setor agropecuário entre 2023 e 2024.

Não podemos permitir que a ineficiência do Estado destrua a engrenagem que sustenta o país. A justiça e a inclusão social exigem um governo que respeite quem produz. É urgente:

  1. Melhorar a qualidade do gasto: cortar privilégios e priorizar investimentos em ciência, tecnologia e educação.
  2. Responsabilidade fiscal: tornar a dívida sustentável para baixar os juros de forma estrutural, fomentando o agro.
  3. Incentivo à inovação: reduzir a burocracia para que o empreendedorismo inclusivo no campo possa prosperar.

O agronegócio é a prova de que o Brasil pode ser uma potência. Mas, para que a colheita continue farta, é preciso parar de consumir as sementes do amanhã com os gastos perdulários de hoje.

Gestão ética e compromisso com a realidade são os únicos caminhos para o Brasil que queremos.

Fonte: Artigo escrito por André Naves, defensor público federal, especialista em Direitos Humanos e Inclusão Social, mestre em Economia Política e doutor em Economia.
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