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2ª Agroshow Caparaó Capixaba atrai mais de 10 mil visitantes e movimenta milhões em negócios

Só no leilão da raça Gir Leiteiro foi mais de R$ 1 milhão, mas movimentação financeira total da 1ª Exposição Regional Capixaba do Gir Leiteiro e da Feira da Agricultura Familiar ainda está sendo contabilizada pelos organizadores es deve passar de R$ 2,5 milhões.

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Fotos: Divulgação/Agroshow Caparaó Capixaba

A 2ª Agroshow Caparaó Capixaba, realizada de 21 a 26 de novembro, em Muniz Freire (ES), foi um verdadeiro sucesso. Mais de 10 mil pessoas passaram pelo Parque de Exposições Dyrcêo Santos para prestigiar a 1ª Exposição Regional Capixaba do Gir Leiteiro, o Concurso Leiteiro e o leilão da raça, além da Feira da Agricultura Familiar, da praça de alimentação e dos shows musicais. A movimentação financeira total do evento ainda está sendo contabilizada pelos organizadores e deve passar de R$ 2,5 milhões.

A Agroshow foi organizada pelos sindicatos dos Trabalhadores Rurais de Iúna, Irupi e Muniz Freire, com apoio da Prefeitura de Muniz Freire, Agência de Desenvolvimento das Micro e Pequenas Empresas e do Empreendedorismo (Aderes), Governo do Estado, Associação Brasileira dos Criadores de Gir Leiteiro (ABCGIL) e institutos Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) e de Defesa Agropecuária e Florestal do Espírito Santo (Idaf).

Com a presença de 170 animais de criadores do Espírito Santo, Minas Gerais e Rio de Janeiro, o evento conquistou espaço como a terceira exposição consecutiva no ranking da ABCGIL. Um dos destaques foi a Exposição Regional Capixaba, que contou com a participação de renomados criadores, entre eles Marcos Corteletti (Laticínios Fiore), de Santa Teresa (ES).

“Estou maravilhado com o que estou vendo: animais de alto nível e criadores de outros Estados. É uma exposição que veio para ficar no Espírito Santo e nunca mais sair. Estou muito feliz de ver Muniz Freire fazer um evento dessa magnitude. Parabéns ao Veto (Weverton Bastos- ACPGLES) e a todos os organizadores”, disse Corteletti que, dentre os prêmios conquistados, levou os troféus de Campeã Vaca Adulta e Melhor Úbere Adulto com Dossiê FIV do Basa.

Só o leilão de Gir Leiteiro movimentou mais de R$ 1 milhão, abrindo portas para negócios futuros, segundo o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Iúna e Irupi, Jasseir Fernandes. Ele destacou a importância do apoio da Aderes, do Governo do Estado e do prefeito Dito Silva na realização da Agroshow. “Todos trabalhamos numa sincronia para fazer a Feira acontecer. A Agroshow veio consagrar o que está sendo feito em cada família, em cada lar, em cada comunidade, oportunizando os agricultores familiares para o desenvolvimento acontecer”.

Um momento especial foi o 1º Leilão Gir Leiteiro, em benefício da Casa Lar de Muniz Freire, que arrecadou R$ 45 mil dentre lances e “corrente do bem”. Adriano Bicalho, um dos proprietários da Agronegócios 2B, de Paraopeba (MG), elogiou a qualidade do evento. “Por ser a primeira Exposição Regional Capixaba, foi uma surpresa ter tanto volume e qualidade. Se formos falar em genética, temos aqui os principais animais do Brasil representados”, disse Bicalho. O pecuarista levou três animais para o Concurso Leiteiro, cinco para a pista e o leilão, dentre eles o touro Dominante FIV 2B, que tem sêmen comercializado até na Colômbia e foi Reservado grande campeão da Megaleite.

A diversidade do evento também se estendeu à agricultura familiar, com a entrega de equipamentos, palestras, seminários e a feira, com 43 estandes. O secretário Municipal de Desenvolvimento Agropecuário de Muniz Freire, Renato Bueno, destacou o excelente resultado, especialmente para os produtores locais. “Eles tiveram oportunidade de comercializar seus produtos durante o evento e não imaginavam vender como venderam”.

Para alguns produtores, foi a oportunidade de expor pela primeira vez. É o caso de Eduardo Trindade Vettorazzi (Sítio Alto Cachoeira), cuja família lançou uma marca de cafés especiais há pouco mais de um ano. “Tenho que agradecer muito o pessoal da Secretaria de Desenvolvimento Agropecuário, ao prefeito. Extraordinário participar pela primeira vez de uma feira, e no nosso município, e ver essa grandiosidade. Ganhamos muita visibilidade, fizemos muitos contatos e conhecemos muitas pessoas”, disse.

“Oportunidade única de a gente mostrar o café especial para Muniz Freire. A região do Caparaó já está consagrada como uma das melhores regiões produtoras de café especial, e a gente tendo oportunidade de trazer a nossa cafeteria para cá. Tudo muito organizado, a estrutura maravilhosa, oportunidade única”, declarou Tatiana Favoreto, do Delícias do Caparaó (Iúna).

Fonte: Assessoria Agroshow Caparaó Capixaba

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Agro paranaense participa de manifesto por modernização da jornada de trabalho

Documento assinado pelo Sistema Faep reforça necessidade de diálogo social, dados e respeito às especificidades de cada setor.

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Foto: Freepik

O Sistema Faep assinou, ao lado de outras 93 entidades de diversos setores produtivos do agronegócio, indústria, combustíveis, construção, comércio, serviços e transportes, o “Manifesto pela modernização da jornada de trabalho no Brasil”. O documento propõe um debate amplo e técnico sobre eventuais mudanças na carga horária semanal. O texto destaca a necessidade de conciliar qualidade de vida com a manutenção do emprego formal, da competitividade e da produtividade da economia brasileira.

Leia o “Manifesto pela modernização da jornada de trabalho no Brasil”

Foto: SEAB

“É fundamental olharmos para esse debate com atenção e responsabilidade. Antes da tomada de qualquer decisão, é preciso promover um amplo debate envolvendo as entidades representativas dos setores produtivos e, principalmente, o aprofundamento dos detalhes fora do âmbito político”, afirma o presidente do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette. “Essa discussão precisa ser técnica, e não usada como ferramenta política para angariar votos em ano de eleição”, complementa.

O manifesto defende que mudanças estruturais envolvendo a jornada de trabalho sejam conduzidas com base em dados, diálogo social e diferenciação por setor, respeitando as particularidades das atividades econômicas. O Sistema FAEP reforça que o objetivo é garantir avanços sociais sem comprometer a sustentabilidade do emprego formal e a oferta de alimentos, preservando o equilíbrio entre desenvolvimento econômico e bem-estar dos trabalhadores.

Estudo elaborado pelo Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema FAEP aponta que a redução da jornada de trabalho no modelo 6×1, com diminuição de 44 horas para 36 horas semanais, vai gerar um acréscimo anual de R$ 4,1 bilhões à agropecuária do Paraná. O levantamento considera 645 mil postos de trabalho no agro paranaense e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões. Com a mudança, seria necessária uma reposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, o que pode resultar na contratação de aproximadamente 107 mil novos trabalhadores para manter o atual nível de produção.

Fonte: Assessoria Sistema Faep
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Trigo safrinha ganha espaço no Cerrado e começa a ser semeado após a soja

Cultivo de sequeiro ajuda a diversificar a produção e pode render até 85 sacas por hectare em anos favoráveis.

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Foto: Breno Lobato

O plantio do trigo de segunda safra, conhecido como trigo safrinha ou de sequeiro, começa neste início de março no Cerrado do Brasil Central. A cultura costuma ser semeada logo após a colheita da soja e aproveita as últimas chuvas da estação para se desenvolver sem necessidade de irrigação.

O sistema tem sido adotado por produtores da região por exigir investimento relativamente baixo e permitir o aproveitamento de áreas que ficariam em pousio. Além disso, o trigo ajuda a diversificar a produção e a quebrar o ciclo de pragas e doenças nas lavouras.

Mesmo com previsão de redução da área de trigo no país, conforme o Boletim da Safra de Grãos de fevereiro de 2026 da Companhia Nacional de Abastecimento, produtores do Cerrado demonstram otimismo com a cultura após os bons resultados registrados no último ano. A expectativa é de manutenção da área plantada ou até leve aumento.

Em 2025, cerca de 290 mil hectares foram cultivados com trigo nos estados de Minas Gerais, Bahia, Goiás, Mato Grosso e no Distrito Federal, sendo mais de 80% da área com trigo de sequeiro. Em Goiás, a estimativa para este ano é de plantio entre 80 mil e 90 mil hectares.

Foto: Fábio Carvalho

Na região, o cultivo geralmente ocorre em sistema de plantio direto, em sucessão à soja e em rotação com milho e sorgo. A prática contribui para a diversificação das lavouras e para o manejo de plantas daninhas resistentes, além de deixar palhada no solo para a próxima safra de verão.

Outra característica da produção no Cerrado é o calendário. Como a semeadura ocorre antes das demais regiões tritícolas do país, o trigo cultivado no Brasil Central costuma ser o primeiro a ser colhido no ciclo nacional. A colheita acontece entre junho e julho, período seco que favorece a qualidade dos grãos.

Os rendimentos nas lavouras da região variam, em média, de 35 a 85 sacas por hectare em anos com chuvas dentro da média. Esse desempenho tem estimulado produtores a manter ou ampliar o cultivo.

Para o plantio do trigo de sequeiro, recomenda-se que as áreas tenham altitude igual ou superior a 800 metros. Também é importante realizar análise e correção do solo, além de evitar compactação para favorecer o desenvolvimento das raízes.

A semeadura pode ser feita ao longo de março, de acordo com o regime de chuvas. Em áreas onde as precipitações terminam mais cedo, a orientação é antecipar o plantio para o início do mês. O escalonamento da semeadura e o uso de cultivares com ciclos diferentes são estratégias utilizadas para reduzir riscos climáticos.

Entre as opções disponíveis para o cultivo na região estão cultivares desenvolvidas pela Embrapa, como a BRS Savana, lançada no final de 2025, e a BRS 404, ambas adaptadas ao sistema de sequeiro em ambiente tropical. Essas variedades apresentam ciclo precoce e potencial de rendimento que pode chegar a cerca de 80 sacas por hectare em condições favoráveis.

Fonte: Assessoria Embrapa Cerrados
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Seu contrato de arrendamento pode ser extinto

Decisão recente do Superior Tribunal de Justiça estabelece que a perda judicial da propriedade pode encerrar o contrato de arrendamento rural e obrigar o arrendatário a desocupar o imóvel, mesmo com direitos de preferência previstos no Estatuto da Terra.

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Foto: Divulgação/Sistema Faep

O arrendamento de imóvel rural é regulado pelo Estatuto da Terra (Lei n. 4.504/64) e por seu Regulamento (Decreto n. 59.566/66).

Como se sabe, o arrendatário (aquele que explora o imóvel mediante pagamento de aluguel/renda) tem direito de preferência em caso de alienação, em igualdade de condições com terceiros.

Além disso, o arrendatário tem direito de preferência na renovação do contrato de arrendamento, nas mesmas condições ofertadas a terceiros.

Artigo escrito por Fábio Lamonica Pereira, advogado em Direito Bancário e do Agronegócio.

Se o arrendatário não for notificado (por meio de Cartório de Títulos e Documentos) no prazo de seis meses que antecedem o vencimento do contrato, o instrumento será renovado automaticamente por igual período e condições.
Contudo, tais direitos podem não prevalecem em determinadas situações.

Em decisão recente do Superior Tribunal de Justiça – STJ (REsp n. 2187412), entendeu-se que, em caso de perda do imóvel por decisão judicial, o arrendatário perde o direito de continuar a explorar o imóvel.

A justificativa está na redação do Decreto que regulamenta o Estatuto que traz disposição de que o contrato de arrendamento se extingue (dentre outras situações) “pela perda do imóvel rural”.

Nesse sentido é que, em caso de decisão judicial cuja consequência leve à mudança de titularidade do imóvel rural, os direitos do arrendatário não prevalecerão.

Basta uma notificação do novo proprietário informando o arrendatário de que não há interesse na continuidade do contrato de exploração para que o imóvel seja desocupado.

E quanto aos investimentos realizados no imóvel por parte do arrendatário? Neste caso, restará a possibilidade de propositura de uma ação judicial para buscar eventual indenização junto ao proprietário anterior, então arrendante.

Assim, diante dos riscos envolvidos nas relações entre arrendante e arrendatário, bem como diante de possíveis desdobramentos e ações que possam vir a ocorrer a impactar o negócio, os contratos precisam prever tais situações extraordinárias, se possível com constituição de garantias, a fim de evitar surpresas e minimizar prejuízos aos envolvidos.

Fonte: Artigo escrito por Fábio Lamonica Pereira, advogado em Direito Bancário e do Agronegócio.
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