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24° Seminário da ANCP apresentou inovações do melhoramento genético e evolução da pecuária de corte brasileira
Evento reuniu mais de 300 pessoas em Ribeirão Preto (SP)
Com grande sucesso, foi realizada no dia 11 de maio a 24a edição do Seminário Nacional de Criadores e Pesquisadores, que comemorou os 30 anos do Programa Nelore Brasil, da ANCP (Associação Nacional de Criadores e Pesquisadores). O evento foi realizado no IAC Centro de Cana, em Ribeirão Preto, SP. Os principais destaques foram os lançamentos do aplicativo da ANCP para tablets e smartphones, do Índice Bioeconômico para as raças Guzerá, Brahman e Tabapuã e da edição de maio de 2018 do Sumário de Touros das raças Nelore, Guzerá, Brahman e Tabapuã, além de várias homenagens a pessoas que se destacaram na história da Entidade.
O encontro reuniu mais de 300 pessoas, entre pecuaristas, pesquisadores, professores, acadêmicos e executivos de diversas empresas do agronegócio de todo o Brasil. Também estiveram presentes delegações de países como Estados Unidos, Bolívia, Paraguai e Venezuela. Após a cerimônia de abertura, comandada pelo Prof. Raysildo Lôbo e por Carlos Viacava, respectivamente presidente e vice-presidente da ANCP, o professor associado do Departamento de Zootecnia da Universidade Federal de Viçosa (UFV), Fabyano Fonseca e Silva, abriu o Painel 1, denominado Inovações Tecnológicas, apresentando palestra com o tema “Aplicação da genômica na raça Nelore: mitos e verdades”.
Na sequência, Roberto Daniel Sainz, professor titular da Universidade da Califórnia (UCDavis-EUA), falou sobre “Frame: importância para a seleção de animais eficazes”. Segundo Sainz, a palestra apresenta o resultado de um estudo de 4.000 animais, coletado da base de dados da ANCP nos últimos 15 anos, que incorporava idade, peso, altura de garupa e acabamento. “A partir disso, foram desenvolvidas novas equações para frames específicas para o Nelore, onde constatamos uma herdabilidade de 44% e uma correlação genética com a precocidade sexual de -22%, ou seja, quanto maior o animal, mais tardio ele será”, explica.
A terceira palestra, com o tema “Precocidade sexual: do mito à realidade”, foi ministrada pela melhorista da Melhora + e consultora em melhoramento genético da Alta Genetics, Roberta Gestal de Siqueira. Ela detalhou os resultados do trabalho de precocidade sexual iniciado pela ANCP há 20 anos com o desafio de fêmeas de 10 a 14 meses, buscando um resultado diferenciado. “Hoje temos um resultado fantástico, já que em fazendas que trabalham com esse programa o índice é de 82% de fêmeas em prenhez aos 13 meses de idade”, destaca.
Encerrando o primeiro painel, a professora da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), Eliane Vianna da Costa e Silva, ministrou a quarta palestra, com o tema “Precocidade sexual em machos: uma abordagem prática”, apresentando uma linha de pesquisa que agrega uma nova variável objetiva, que traz uma maior acurácia na seleção de touros no que tange à precocidade sexual. “Os dados que apresentamos são referentes ao uso de técnicas de coleta de sêmen de bezerros, associados a outras variáveis como ultrassonografia testicular e dosagens hormonais, mostrando que existe um aumento da eficiência de seleção quando se trata de agregar novas variáveis no quesito precocidade sexual de touros”, ressalta.
O painel 2, que abordou os lançamentos da ANCP, foi aberto com a palestra “ANCP além da fronteira”, ministrada por Hans Peter Elsner Schiffler, do Grupo Ganadero Estancias Espíritu, da Bolívia, que apresentou os avanços dos programas da Entidade na pecuária boliviana. Logo em seguida, Fernando Baldi, pesquisador associado da ANCP e professor da Unesp de Jaboticabal, falou sobre “Calibração e validação das DEPs genômicas (Clarifide 3.1) e os resultados preliminares da implementação do método de passo único BLUP genômico no programa Nelore Brasil”.
Daniel Lôbo, da equipe de desenvolvimento do CTAG (Centro Técnico de Avaliação Genética), apresentou a terceira palestra do segundo painel: “Aplicativo ANCP”. Para ele, o objetivo era trazer a avaliação genética, antes restrita apenas aos sumários e sites especializados, mais próxima do criador. “Por isso, desenvolvemos essa ferramenta para uso no seu dia a dia, podendo acessar e identificar os melhores animais de sua propriedade, facilitando a acessibilidade das avaliações genéticas”, enfatiza.
Na quarta palestra do Painel 2, Luis Gustavo Figueiredo, pesquisador da ANCP, falou sobre “Índice Bioeconômico das raças Guzerá, Bramam e Tabapuã”, que é a continuidade do trabalho desenvolvido em 2016. “O objetivo desses índices é sempre produzir o touro mais lucrativo para quem usa genética de alta qualidade para a produção de carne. O índice apresenta uma série de características, cada uma com a sua composição, para que esse ganho seja potencializado”, afirma.
A última palestra do evento foi apresentada pelo diretor técnico da ANCP, Argeu Silveira: um curso prático sobre a tecnologia MaxPag, o programa de otimização de acasalamentos da ANCP, que permite utilizar todas as ferramentas disponibilizadas pela Entidade. “Entre as 32 DEPs, pode-se buscar o touro ideal para cada vaca, com o máximo de ganho econômico e genético”, ressalta.
Além das nove palestras apresentadas, o 24º Seminário da ANCP ainda contou com duas pausas para discussão em plenário, reunindo os palestrantes de cada painel, que, com o auxílio de um moderador, respondiam às questões formuladas pelos participantes.
Homenagens
Uma parte da programação foi reservada para homenagear personalidades que contribuíram para o sucesso da Entidade nos últimos 30 anos. A primeira foi conferida a Plínio Queiroz, que recebeu das mãos da diretoria o prêmio “Mérito Amigo ANCP 2018”. Ele foi lembrado por seu empenho, dedicação e divulgação do conhecimento em sua atividade profissional.
O segundo homenageado foi o consultor Marco Aurélio Fernandes, que recebeu o prêmio “Consultor Destaque ANCP 2018”, pelo empenho e seriedade na implantação do melhoramento genético animal. O prêmio “Mérito Reconhecimento 2018” foi entregue a Alfredo Garcia Deragon, que foi enaltecido por sua presença, colaboração e parceria durante os 30 anos da ANCP, que contribuíram para o crescimento da pecuária brasileira.
Newton Camargo Araújo, atual tesoureiro da ANCP e integrante da diretoria da Entidade desde a sua fundação, também foi homenageado durante o Seminário. Companheiro de longa data, sua lealdade e comprometimento foram destacados na apresentação, sendo fundamentais para o fortalecimento da Instituição. Araújo deixará a diretoria em agosto.
Para fechar com chave de ouro, foi feita uma emocionante homenagem surpresa ao Prof. Raysildo Lôbo. A diretoria da ANCP, a esposa, Rita Lôbo, o filho, Daniel Lôbo, e os três netos homenagearam o presidente da Entidade, destacando suas conquistas e o reconhecimento de seu trabalho à frente da ANCP. Para o Prof. Raysildo, o 24º Seminário da ANCP transcendeu todas as expectativas, especialmente pelo número de participantes. Ele também destaca as excelentes palestras, técnicas e de inovações, a boa participação do público e as homenagens extraordinárias. “Vivemos momentos de muita felicidade e grandes emoções. O balanço foi altamente gratificante: um reconhecimento público do que a ANCP fez nestes últimos anos. Foi excelente. Parabéns a todos”, conclui.
Fonte: Assessoria

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Alunos de curso técnico aprendem mais sobre força do cooperativismo
Grupo, formado por 33 alunos e dois professores do Colégio Coopermundi, de Dois Vizinhos, foi recebido pelo presidente da Coopavel, Dilvo Grolli, e pelo coordenador do hub de inovação do agro (iniciativa conduzida pela Coopavel em parceria com o Itaipu Parquetec), Kleberson Angelossi.

Estudantes do Sudoeste do Paraná vivenciaram, recentemente, uma imersão prática no cooperativismo e na agroindústria durante visita técnica ao Espaço Impulso, estrutura instalada no parque onde anualmente é realizado o Show Rural Coopavel, um dos maiores eventos técnicos de difusão de inovações para o agronegócio no mundo.
O grupo, formado por 33 alunos e dois professores do Colégio Coopermundi, de Dois Vizinhos, foi recebido pelo presidente da Coopavel, Dilvo Grolli, e pelo coordenador do hub de inovação do agro (iniciativa conduzida pela Coopavel em parceria com o Itaipu Parquetec), Kleberson Angelossi. Os visitantes são estudantes do curso Técnico em Cooperativismo e tiveram a oportunidade de aprofundar conhecimentos sobre o modelo que sustenta grande parte do desenvolvimento econômico regional.
Durante a recepção, Dilvo Grolli apresentou um panorama do cooperativismo, destacando sua relevância no Oeste do Paraná e no Brasil, além de compartilhar orientações e conselhos aos jovens, com idades entre 15 e 17 anos. Segundo Dilvo, a região Oeste concentra cinco das 20 maiores cooperativas agropecuárias do País. Juntas, essas organizações são responsáveis por cerca de cem mil empregos diretos e reúnem mais de 85 mil produtores rurais associados.
Visita técnica
A programação incluiu ainda visita à unidade industrial do moinho de trigo da cooperativa. No local, os alunos foram recebidos pelo gerente Cláudio Medes e puderam acompanhar de perto o funcionamento de uma agroindústria, observando desde processos produtivos até os rigorosos protocolos de segurança alimentar, como o uso obrigatório de equipamentos de proteção individual e o controle de acesso às áreas industriais.
A experiência também reforçou a conexão entre teoria e prática, permitindo aos estudantes compreenderem a complexidade e a responsabilidade envolvidas na produção de alimentos. “Todos apreciamos muito a visita e os conhecimentos compartilhados”, disse um dos professores que acompanhou a comitiva de Dois Vizinhos durante a visita técnica a Cascavel.
Referência
O Colégio Coopermundi, instituição onde os alunos estudam, tem trajetória marcada pela inovação no ensino e pelo cooperativismo. A instituição teve origem em 1982, quando as irmãs da Congregação de Nossa Senhora Imaculada Conceição iniciaram um trabalho educacional em Dois Vizinhos, com a fundação do Colégio Regina Mundi, sob coordenação da irmã Mectilde Maria Bonatti.
Ao longo dos anos, a escola passou por transformações importantes. Em 1992, a gestão foi assumida pelo Centro Pastoral, Educacional e Assistencial Dom Carlos (C.P.E.A.), de Palmas. Já em 1997, pais, professores e funcionários assumiram a condução da instituição, dando origem à Coopermundi (Cooperativa de Educação e Cultura Regina Mundi).
Atualmente, o Coopermundi é referência em educação na região Sudoeste do Paraná, atendendo alunos desde o pré-maternal até o pré-vestibular, com utilização do Sistema Positivo de Ensino. Em 2025, a instituição celebra 43 anos de história, 28 deles dedicados ao cooperativismo educacional, consolidando-se como uma das três cooperativas de ensino do Estado.
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Paraná define calendário do vazio sanitário da soja para a safra 2026/2027
Medida estabelece três períodos regionais e busca conter a ferrugem asiática nas lavouras do estado.

Os períodos do vazio sanitário da Soja no Paraná foram definidos, de acordo com a Portaria nº 1.579/2026 do Ministério da Agricultura e Pecuária, que estabelece o calendário nacional para a safra 2026/2027. Durante o vazio sanitário, é obrigatória a ausência total de plantas vivas de soja nas lavouras, incluindo plantas voluntárias (tigueras). A medida tem como principal objetivo interromper o ciclo do fungo causador da ferrugem asiática, considerada uma das doenças mais severas da cultura, capaz de provocar perdas significativas na produção.
O Paraná possui três janelas distintas de vazio sanitário, conforme a regionalização agrícola, divididas em três macrorregiões. A Região 1 engloba os municípios do Sul, Leste, Campos Gerais e Litoral paranaense, com vazio programado entre 21 de junho a 19 de setembro de 2026, ficando autorizada a semeadura entre 20 de setembro de 2026 e 20 de janeiro de 2027.

Foto: Gilson Abreu
A Região 2 engloba os municípios localizados no Norte, Noroeste, Centro-Oeste e Oeste, com período de vazio de 2 de junho a 31 de agosto, enquanto o plantio pode ser realizado de 1º de setembro a 31 de dezembro. A medida na Região 3, representada pelo Sudoeste paranaense, acontece entre 12 de junho e 10 de setembro deste ano e o período de semeadura permitida entre 11 de setembro de 2026 até 10 de janeiro de 2027.
O chefe do Departamento de Sanidade Vegetal da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) reforça que o cumprimento dos prazos é essencial para garantir a sanidade das lavouras e evitar a disseminação da doença entre as regiões produtoras. “A prática do vazio sanitário da soja beneficia o agricultor, que terá maior controle da doença, utilizando menos aplicações de fungicidas”, afirma. “Além disso, a prática contribui na manutenção da eficácia desses produtos para o controle da ferrugem”, afirma o engenheiro agrônomo.

Foto: Camila Roberta Javorski Ueno/Adapar
A fiscalização é realizada em todo o Estado, e o descumprimento das normas pode acarretar em diversos sanções aos produtores. Além disso, o respeito ao calendário de semeadura contribui para o melhor planejamento da safra, favorecendo o manejo fitossanitário e a eficiência produtiva. A colaboração dos produtores é indispensável para o sucesso das estratégias de defesa agropecuária.
Para maiores informações, os produtores podem entrar em contato com escritórios locais da agência ou pelos canais oficiais da instituição.
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Produção de grãos atinge maior nível da série histórica do IBGE em 2026
Soja lidera crescimento e reforça tendência de recorde na safra nacional.

A estimativa de março de 2026 para a safra nacional de cereais, leguminosas e oleaginosas atingiu 348,4 milhões de toneladas, 0,7% maior que a obtida em 2025 quando atingiu 346,1 milhões de toneladas, um crescimento de 2,3 milhões de toneladas. Em relação ao mês anterior, houve aumento de 4,3 milhões de toneladas (1,2%). Os dados são do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), divulgado na última teça-feira (14) pelo IBGE.
O arroz, o milho e a soja, que são os três principais produtos deste grupo, representaram 92,9% da estimativa da produção e respondem por 87,6% da área a ser colhida. Em relação ao ano anterior, houve crescimentos de 1,0% na área a ser colhida da soja; de 3,3% na do milho; e de 7,0% na do sorgo, ocorrendo declínios de 6,9% na do algodão herbáceo (em caroço); de 10,1% na do arroz em casca; e de 3,3% na do feijão.

Foto: Shutterstock
Já na área a ser colhida, ocorreu o aumento de 1,6 milhão de hectares frente a área colhida em 2025, crescimento anual de 2,0%, correspondendo a 83,2 milhões de hectares. Em relação ao mês anterior, a área a ser colhida apresentou aumento de 265 837 hectares (0,3%). A estimativa da produção de cereais, leguminosas e oleaginosas de março de 2026 é recorde da série histórica do IBGE.
“A estimativa de março é recorde da série histórica do IBGE. Com o aumento mensal de produção em todos os estados da região Centro-Oeste. Porém, chama atenção a queda na safra do Rio Grande do Sul, que sofreu com falta de chuvas e altas temperaturas nos meses de janeiro e fevereiro. Apesar da queda, comparado com 2025, a safra gaúcha é 34,6% superior”, Carlos Barradas, apontou o gerente do LSPA.
Mato Grosso mantém liderança na produção de grãos
A estimativa da produção de cereais, leguminosas e oleaginosas apresentou variação anual positiva para as Regiões Sul (7,1%) e a Nordeste (5,6%); e negativas para a Centro-Oeste (-2,3%), a Sudeste (-1,9%) e a Norte (-3,2%). Quanto à variação mensal, apresentaram crescimentos na produção: a Norte (0,3%), a Centro-Oeste (3,9%) e a Nordeste (1,3%). Na Sudeste houve estabilidade (0,0%), enquanto a Sul apresentou declínio (-2,9%).
Na distribuição da produção pelas Unidades da Federação, o Mato Grosso lidera como o maior produtor nacional de grãos, com participação de 31,0%, seguido pelo Paraná (13,7%), Rio Grande do Sul (10,8%), Goiás (10,7%), Mato Grosso do Sul (8,2%) e Minas Gerais (5,4%), que, somados, representaram 79,8% do total.
Soja tem previsão de novo recorde na série histórica em 2026

Foto: Divulgação/Aprosoja MT
A estimativa da produção de soja alcançou novo recorde na série histórica em 2026, totalizando 173,7 milhões de toneladas, aumento de 0,3% em relação ao mês anterior e de 4,6% maior em comparação à quantidade obtida no ano anterior. A área cultivada deve crescer 1,0% e alcançar 48,3 milhões de hectares, enquanto o rendimento médio, de 3 603 kg/ha, deve crescer 3,6% em relação ao ano anterior.
“As projeções indicam uma safra histórica, impulsionada por condições climáticas favoráveis na maior parte das Unidades da Federação produtoras e pela recuperação parcial da safra gaúcha”, destaca o gerente do LSPA, Carlos Barradas.
O Mato Grosso, maior produtor nacional da oleaginosa, estimou uma produção de 50,5 milhões de toneladas, aumentos de 4,1% em relação ao estimado em fevereiro e de 0,7% em relação ao volume colhido no ano anterior. O Mato Grosso do Sul aguarda uma produção de 15,6 milhões de toneladas, crescimentos de 4,5% em relação a fevereiro. O Paraná, com uma produção de 22,1 milhões de toneladas, deve ter o segundo maior volume colhido do País, com declínio de 0,9% em relação ao mês anterior. O Rio Grande do Sul estimou uma produção de 18,4 milhões de toneladas, declínio de 11,5% em relação ao mês anterior. Em Santa Catarina, a produção deve alcançar 3,1 milhões de toneladas, aumento de 1,0% em relação ao mês anterior.
