Notícias
23º Simpósio Brasil Sul de Avicultura reúne mais de 1,8 mil pessoas
Promovido pelo Nucleovet, evento ocorreu na última semana, presencialmente, em Chapecó (SC), com transmissão virtual. Além de 16 palestras técnicas, contou com a 14ª Brasil Sul Poultry Fair e a Granja do Futuro.

O 23º Simpósio Brasil Sul de Avicultura (SBSA), promovido pelo Núcleo Oeste de Médicos Veterinários e Zootecnistas (Nucleovet), encerrou na última semana com participação de mais de 1,8 mil pessoas entre o evento presencial e online. Palco de relevantes debates do setor, contou com uma programação de três dias que reuniu especialistas que debateram, em 16 palestras técnicas, tendências, inovações, avanços, desafios e o futuro do setor. O Simpósio foi realizado no Centro de Cultura e Eventos Plínio Arlindo de Nes, em Chapecó (SC), em formato híbrido. Concomitantemente, aconteceram, de forma presencial, a 14ª Brasil Sul Poultry Fair e a Granja do Futuro.

Presidente do Nucleovet, Lucas Piroca: “A avicultura mudou gigantescamente nos últimos 20 anos e o Simpósio acompanhou essa mudança, contribuindo no que foi possível”
O presidente do Nucleovet, Lucas Piroca, salientou que a comissão organizadora fez o máximo para realizar o evento com êxito, cujo propósito foi compartilhar conhecimento técnico e científico, com aplicabilidade prática. “Os profissionais da avicultura fazem as coisas acontecerem e, com conhecimento e assertividade, geram o desenvolvimento da cadeia produtiva”, frisou.
Considerado o maior evento técnico da avicultura da América Latina, o SBSA debateu sobre mercado, abatedouro, sanidade, nutrição e manejo. “Sabemos da relevância do evento e da responsabilidade que temos em trazer conteúdo de qualidade para os participantes. A avicultura mudou gigantescamente nos últimos 20 anos e o Simpósio acompanhou essa mudança, contribuindo no que foi possível. Além de conhecimento, o SBSA é o ponto de encontro dos profissionais, o que gera também muito networking”, acrescentou Lucas.
Ele destacou, ainda, que o Simpósio, a Poultry Fair e a Granja do Futuro estão conectados: o Simpósio com palestras técnicas e conhecimento científico e a feira com a presença das principais empresas do setor que mostram produtos, serviços e tecnologias que geram valor no dia a dia do avicultor.
Alguns dos maiores especialistas da avicultura mundial debateram mercado de carnes, disponibilidade de grãos, carne cultivada, mercado internacional, controle de Salmonella e outras patologias, Influenza Aviária, antimicrobianos, nutrição, saúde óssea, manejo, ambiência, entre outros temas. O membro da Comissão Científica do SBSA, Bruno Giacomelli, ressaltou o papel do Nucleovet em difundir conhecimento para quem atua na cadeia avícola. “Trouxemos uma programação de qualidade, com palestrantes conceituados. Nossa intenção é proporcionar informações com a melhor qualidade possível para que os profissionais multipliquem o que aprenderam e transformem isso em ações”.
14ª Brasil Sul Poultry Fair
Mais de 60 empresas nacionais e multinacionais de genética, sanidade, nutrição, aditivos, equipamentos para a avicultura participaram
da 14ª Brasil Sul Poultry Fair. A feira foi um espaço onde as empresas geradoras de tecnologias apresentaram suas novidades e seus produtos, permitiram a construção de networking e o aprimoramento técnico dos congressistas.
Granja do Futuro
Durante os três dias do 23º SBSA, seis empresas expuseram seus produtos na 2ª edição da Granja do Futuro, um espaço, anexo à 14ª Brasil Sul Poultry Fair, que simulou uma granja, com os principais equipamentos necessários para a produção de frangos de corte, destacando tecnologia e inovação.
Doação
Tradicionalmente, em todos os Simpósios que promove, o Nucleovet doa parte do valor das inscrições pagas para entidades. Nesta edição do SBSA, a comissão organizadora definiu por fazer a doação para a Apae de Chapecó e para o Hospital da Criança Augusta Müller Bohner. O presidente e o vice-presidente da Apae, Jaime Francisco Battisti e Ilo Dias, e o diretor geral do Hospital da Criança, Nemésio Carlos da Silva, receberam um cheque simbólico das doações.
Apoio
O 23º SBSA teve apoio da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), da Embrapa Suínos e Aves, da Prefeitura de Chapecó e da Sociedade Catarinense de Medicina Veterinária (Somevesc).

Notícias
Programa seleciona 113 projetos e amplia investimentos no cooperativismo da agricultura familiar no Paraná
Volume aprovado chega a R$ 170 milhões e supera orçamento inicial, com foco em modernização, infraestrutura e acesso a mercado para cooperativas e associações.

A Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab) publicou, na sexta-feira (17), o resultado final das avaliações do Edital de Chamamento Público Seab/Deagro nº 001/2025, vinculado ao Programa Coopera Paraná. Após a conclusão das etapas de análise técnica, classificação preliminar e o julgamento de recursos, dos 220 projetos de negócios inscritos, 113 foram formalmente selecionados para receber investimentos que visam modernizar o cooperativismo da agricultura familiar no Estado. Confira aqui o resultado

Foto: Divulgação
Os 113 projetos selecionados e classificados somam aproximadamente R$ 170 milhões, ultrapassando o valor R$ 100 milhões reservado para este chamamento público e, marcando esta edição como a maior desde a criação do Programa Coopera Paraná, em 2019.
O edital em curso estabeleceu o teto de repasse de recursos financeiros em R$ 2,20 milhões por projeto de negócio, maior valor já viabilizado em um edital do Coopera Paraná, desde o início do programa. No edital anterior, os valores eram de até R$ 300 mil para associações e R$ 720 mil para cooperativas. A iniciativa se firma como uma das principais políticas públicas de apoio à agricultura familiar no Estado
Avaliação rigorosa
Esta etapa encerra o ciclo de avaliação rigorosa conduzido pela coordenação do Coopera Paraná. As propostas aprovadas representam o que há de mais estratégico em termos de viabilidade econômica e sustentabilidade socioambiental, conforme as regras do edital, abrangendo diversas cadeias produtivas das 10 macrorregiões do Paraná.

Foto: Valdelino Pontes
Para a coordenadora do Coopera Paraná, Julian Mattos, chegar ao número final de 113 projetos foi um desafio gratificante para toda a equipe técnica. “O critério de seleção não foi apenas o volume de investimento, mas a sustentabilidade real de cada proposta. Avaliamos detalhadamente, dentro das regras do edital, a capacidade de gestão e o impacto econômico, social e ambiental que esses recursos terão na ponta, garantindo que o dinheiro público seja aplicado em negócios que realmente tenham perenidade no mercado e que tenham cumprido os quesitos eliminatórios, contribuindo para o desenvolvimento rural sustentável”, disse.
Próximos passos
Os interessados já podem consultar a lista final detalhada com a pontuação e a classificação de cada cooperativa e associação diretamente no site oficial da Seab. O documento apresenta a hierarquização das propostas com base nos critérios técnicos estabelecidos no edital, refletindo o esforço das organizações da agricultura familiar em profissionalizar sua gestão, buscar novos mercados para seus produtos, preservar o meio ambiente e promover a inclusão socioprodutiva. Confira aqui o resultado final do Coopera Paraná.
Com a divulgação do resultado final, as organizações proponentes dos projetos selecionados agora seguem para a fase de habilitação, em que será verificada a sua regularidade fiscal e jurídica.
Na sequência, as associações e cooperativas formalmente habilitadas e cujos projetos tenham sido selecionados serão convocadas para apresentação de plano de trabalho, seguindo-se as etapas de formalização dos termos de fomento.
Os recursos serão destinados, por exemplo, à aquisição de máquinas agrícolas, infraestrutura de processamento e logística, além de ao suporte técnico e gerencial que permite às pequenas

Foto: José Fernando Ogura/AEN
cooperativas competirem com grandes players do mercado.
Coopera Paraná
Criado em 2019, a iniciativa chega à quarta edição e está no eixo central da Política Agrícola de promover o desenvolvimento rural sustentável. Desde o lançamento, a Seab já repassou por meio do programa em torno de R$ 94 milhões para cooperativas e associações da agricultura familiar.
No edital de 2019 o repasse foi de quase R$ 30 milhões, em 2021 foram R$ 42 milhões e em 2023 R$ 21,5 milhões. Ao todo, foram atendidas 116 cooperativas e 75 associações.
O programa tem parceiros importantes como o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), a Organização das Cooperativas do Paraná (Ocepar), o Serviço Nacional de Aprendizagem do Cooperativismo (Sescoop-PR) e a União Nacional das Cooperativas de Agricultura Familiar e Economia Solidária (Unicafes), bem como o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae Paraná) e a Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores Familiares do Estado do Paraná (Fetaep).
Notícias
Governo federal amplia interlocução com o setor produtivo
Reunião entre Ministério da Agricultura e Sociedade Rural Brasileira resulta em compromisso de atuação coordenada em políticas públicas e articulação direta com produtores.

O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, recebeu nesta semana, em Brasília, o presidente da Sociedade Rural Brasileira (SRB), Sérgio Bortolozzo, em uma agenda voltada ao ajuste da interlocução entre o governo federal e o setor produtivo.
A reunião teve como foco a coordenação de pautas e o papel das entidades na construção de políticas públicas. O ministro enfatizou a necessidade de integração nas ações. “Vamos trabalhar juntos pelo agro. Esse é o nosso papel como incentivadores e formuladores de políticas públicas para o setor”, afirmou.
Com atuação na representação de produtores rurais, a SRB reúne lideranças e participa da elaboração de propostas voltadas à eficiência e à competitividade da agropecuária. No encontro, Bortolozzo convidou o ministro a visitar a sede da entidade, em São Paulo, para ampliar o diálogo com diretores e conselheiros. “É uma instituição centenária, com a missão de unir forças em prol do setor”, disse.
Também participaram da reunião o secretário-executivo do ministério, Cleber Soares, e a diretora-executiva da SRB, Patrícia Arantes.
Notícias
Cooperação com Japão amplia uso de dados e conecta sistemas no agro brasileiro
CoPADi consolida uso de APIs, testes em campo e desenvolvimento de plataforma para ampliar soluções digitais na produção.

Brasil e Japão reforçaram a parceria bilateral em agricultura digital durante o encerramento do projeto de Desenvolvimento Colaborativo da Agricultura de Precisão e Digital para o Fortalecimento do Ecossistema de Inovação e a Sustentabilidade do Agro Brasileiro (CoPADi), realizado na sede da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), em Brasília.

Foto: Divulgação/Mapa
A reunião ocorreu no âmbito do 3º Joint Coordination Committee (JCC) e reuniu representantes da Embrapa, do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), da Agência Brasileira de Cooperação (ABC), da Agência de Cooperação Internacional do Japão (Jica) e da Embaixada do Japão no Brasil.
Durante a cerimônia, a presidente da Embrapa, Silvia Massruhá, destacou a importância institucional do projeto e afirmou que o encerramento representa a consolidação de um trabalho construído ao longo de anos, desde a concepção até a entrega dos resultados.
Criado para impulsionar a agricultura de precisão e digital no Brasil com bases econômica e ambientalmente sustentáveis, o CoPADi articulou ações voltadas à construção de um ecossistema de inovação, ao desenvolvimento de soluções para integração de dados, à realização de experimentos em campo e à disseminação de conhecimento entre instituições públicas e privadas dos dois países.
Entre os principais resultados estão o avanço de estratégias de transformação digital, a integração técnica entre equipes brasileiras e japonesas, o fortalecimento do

Fotos: Divulgação/Arquivos OPR
uso de APIs no sistema AgroAPI da Embrapa e a realização de pilotos e testes em campo.
Em uma etapa recente, o projeto também apresentou a plataforma API-CoPADi, desenvolvida para integrar dados agrícolas e ampliar a interoperabilidade entre sistemas e futuros parceiros do setor.
Além dos resultados imediatos, a iniciativa deixa como legado uma base estruturante para o avanço de uma agricultura orientada por dados, com potencial para apoiar novos aplicativos, ampliar o uso de big data, fortalecer ecossistemas digitais e incorporar soluções de inteligência artificial ao campo.
O encerramento do CoPADi reforça a cooperação histórica entre Brasil e Japão e evidencia o papel das parcerias internacionais no desenvolvimento de tecnologias voltadas a uma agropecuária mais conectada, eficiente e sustentável. Com foco em ciência, inovação e articulação institucional, a iniciativa também contribui para consolidar o Brasil como referência na agenda da agricultura digital.











