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20º Campo Agroacelerador Cooperja demonstra a força da pesquisa e das inovações no campo

Evento é considerado um dos maiores do agronegócio do Sul do Estado, são esperados cerca de seis mil agricultores, que terão a oportunidade de conferir mais de 70 vitrines tecnológicas

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Foto: Ascom/Cidasc

Com inovação, troca de experiências e de conhecimentos do setor agropecuário está sendo realizado o 20º Campo Agroacelerador Cooperja, entre os dias 1 e 3 de fevereiro, no campo demonstrativo da cooperativa em Jacinto Machado, SC. O secretário de Estado da Agricultura e Pecuária de Santa Catarina, Valdir Colatto esteve no evento na sexta-feira (2) representando o governador Jorginho Mello. A presidente da Cidasc, Celles Regina de Matos e o presidente da Epagri, Dirceu Leite também participaram.

Esse evento é considerado um dos maiores do agronegócio do Sul do Estado, são esperados cerca de seis mil agricultores, que terão a oportunidade de conferir mais de 70 vitrines tecnológicas instaladas em arroz, soja, milho, soja na várzea, banana, maracujá, hortaliças, pitaia, pastagens, plantas bioativas, pecuária, exposição de animais, máquinas e equipamentos.  O secretário de Estado da Agricultura e Pecuária, Valdir Colatto destacou a importância das cooperativas e da valorização dos produtores. “Precisamos trabalhar de forma conjunta para garantir a sucessão no campo, a renda e o direito de propriedade. Estamos trabalhando para que os agricultores tenham condições de permanecer no campo com regularização fundiária, novas tecnologias e melhoria das infraestruturas” afirma o secretário Colatto.

Foto: Will Nieckarz-SAR

A Epagri e Cidasc estão presentes compartilhando conhecimento e demonstrando tecnologias. A Cidasc está apresentando o trabalho da defesa agropecuária.  Na área demonstrativa do evento, detalha o Programa Nacional de Controle da Ferrugem Asiática, cujas ações de defesa sanitária em Santa Catarina são implementadas pela companhia, e o Vazio Sanitário do Maracujá, outra ação voltada à sanidade vegetal. No estande institucional, foram apresentados outros programas sanitários que a empresa pública desenvolve.

Durante o Campo Agroacelerador, foi realizada a entrega do Selo de Conformidade Cidasc (SCC) para a Cooperja. O SCC é uma certificação de processo, que diferencia no mercado empresas que beneficiam produtos de origem vegetal. Para ganhar o selo, a Cooperja aderiu ao programa conduzido pela Cidasc e implementou um Sistema de Gestão da Segurança dos Alimentos.

“A certificação não é apenas um marco para a Cooperja, mas também para a Cidasc. Mostra que estamos avançando na promoção de padrões elevados no setor agroindustrial, destacando o compromisso mútuo de garantir a segurança e a qualidade dos alimentos que chegam à mesa dos consumidores”, destaca a presidente da Cidasc, Celles Regina de Matos.

A Epagri participa com unidades demonstrativas de tecnologias para o cultivo de arroz irrigado, entre elas os cultivares desenvolvidos em sua Estação Experimental de Itajaí e que estão entre os mais cultivados no Estado. São apresentadas soluções para o manejo racional das lavouras do cereal. Ainda na área de grãos, há demonstração dos sistemas sustentáveis para cultivo de milho e soja. Também participa demonstrando tecnologias no plantio direto de hortaliças, na área da fruticultura e com as ações na pecuária.

O Felipe Ross Henrique é produtor de sementes de São João do Sul, a família se dedica ao cultivo de arroz e ele está apostando nessa sucessão familiar. É egresso do curso voltado para os jovens do campo, realizado pela Epagri e aposta no conhecimento para continuar melhorando a produção. Nesta safra plantou a semente de arroz SCSBRS 121, também está cultivando o SCSBRS 126 Dueto, que tem como diferencial a resistência as mudanças climáticas, essa é a última variedade lançada pela Epagri.  “Tem que conhecer o terreno e adaptar as sementes para ter uma alta produção e hoje a Epagri trabalha com todos os ciclos de sementes”, afirma Henrique.

 “A Epagri está presente junto com a pesquisa, desenvolvendo novos cultivares de arroz, permitindo que o agricultor tenha resultados mais favoráveis com novas tecnologias, e por meio da extensão, levando todo conhecimento para o campo, aonde a agricultura acontece”, afirma o presidente da Epagri, Dirceu Leite.

Foto: Ascom-Cidasc

Fonte: Agricultura SC

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Brasil se despede do pesquisador conhecido por ser o pai do Feijão Carioca

Responsável pela avaliação e difusão da variedade mais consumida do país, agrônomo do IAC ajudou a redefinir padrões de produtividade e qualidade do feijão brasileiro.

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Foto: Divulgação

A história recente do feijão no Brasil passa, de forma decisiva, pelo trabalho do pesquisador Luiz D’Artagnan de Almeida, que faleceu em 02 de janeiro. A trajetória profissional do agrônomo no Instituto Agronômico (IAC) está diretamente associada à avaliação, validação e difusão do feijão carioca, variedade que se tornou dominante no consumo nacional e transformou o mercado do grão no país.

D’Artagnan ingressou no IAC em 1967, instituição vinculada à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, onde construiu toda a sua carreira até a aposentadoria, em 2002. Atuou na antiga Seção de Leguminosas, área estratégica em um período em que a pesquisa pública buscava ampliar a oferta de alimentos básicos com maior produtividade e regularidade de qualidade.

O ponto de inflexão ocorreu ainda na década de 1960. Em 1966, o engenheiro agrônomo Waldimir Coronado Antunes, então chefe da Casa de Agricultura da Diretoria de Assistência Técnica Integral (CATI), encaminhou ao IAC um lote de grãos de feijão com coloração rajada, até então pouco conhecida comercialmente. O material foi submetido a avaliações técnicas conduzidas por D’Artagnan, ao lado dos pesquisadores Shiro Miyasaka e Hermógenes Freitas Leitão Filho.

As análises envolveram não apenas o desempenho agronômico, mas também características culinárias, um diferencial para a época. Os resultados indicaram um material adaptado às condições de cultivo e com boa aceitação para consumo, abrindo caminho para sua adoção em escala mais ampla.

Em 1969, o feijão carioca foi oficialmente lançado, sob a responsabilidade direta de D’Artagnan, e incorporado ao projeto de produção de sementes básicas da CATI. A partir desse marco, a variedade ganhou espaço rapidamente nas lavouras e no mercado consumidor.

Na década de 1970, com a criação do Programa de Melhoramento Genético do Feijão, o material consolidou sua liderança. O feijão carioca passou a responder por cerca de 66% do consumo nacional, alterando padrões de oferta, produtividade e preferência do consumidor. O avanço teve impacto direto na organização do mercado, na estabilidade de preços e na segurança alimentar, ao fortalecer um alimento central na dieta brasileira.

Pelo papel desempenhado nesse processo, Luiz D’Artagnan de Almeida tornou-se conhecido entre colegas e produtores como o “pai do Carioquinha”, apelido que traduz o alcance prático de sua contribuição científica. Ao longo da carreira, recebeu diversas homenagens pelo trabalho desenvolvido no IAC e pelo legado deixado à pesquisa agrícola e à alimentação no Brasil.

Fonte: O Presente Rural com assessoria IAC
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Governo projeta superávit comercial de até US$ 90 bilhões em 2026

Estimativa supera o saldo positivo de 2025, de US$ 68,3 bilhões.

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Fotos: Claudio Neves/Portos do Paraná

O Brasil deve terminar 2026 com superávit comercial de US$ 70 bilhões a US$ 90 bilhões em 2026. As estimativas foram divulgadas na última terça-feira (o6) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic).

De acordo com a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), a previsão indica um resultado superior ao registrado em 2025, quando a balança comercial brasileira fechou com saldo positivo de US$ 68,3 bilhões.

Apesar do superávit elevado, o resultado do ano passado representou uma queda de 7,9% em relação a 2024, quando o saldo foi de US$ 74,2 bilhões.

Para 2026, o Mdic estima exportações entre US$ 340 bilhões e US$ 380 bilhões. As importações devem variar de US$ 270 bilhões a US$ 290 bilhões. Com isso, a corrente de comércio (soma de exportações e importações) pode alcançar entre US$ 610 bilhões e US$ 670 bilhões.

Superação de expectativas

O superávit de 2025 ficou acima das expectativas do mercado, que projetavam cerca de US$ 65 bilhões, e é considerado o terceiro melhor resultado da série histórica, atrás apenas dos saldos registrados em 2023 e 2024.

As projeções oficiais para a balança comercial são atualizadas trimestralmente. Segundo o Mdic, novas estimativas mais detalhadas sobre exportações, importações e saldo comercial de 2026 serão divulgadas em abril.

Fonte: Agência Brasil
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Produzir mais em menos área é desafio central do agro diante do crescimento populacional

Intensificação produtiva, manejo do solo e eficiência no uso de recursos despontam como estratégias-chave para garantir segurança alimentar e sustentabilidade.

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Foto: Freepik

Com a população mundial projetada para atingir 9,9 bilhões de pessoas até 2054, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), o agronegócio enfrenta um dos maiores desafios de sua história: aumentar a produção de alimentos sem ampliar o uso de recursos naturais na mesma proporção. Dados da Food and Agriculture Organization (FAO) indicam que, para atender essa demanda, será necessário produzir 60% mais alimentos, além de consumir 50% mais energia e 40% mais água.

No Brasil, onde a área agrícola corresponde a cerca de 7,6% do território nacional, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a intensificação produtiva tem se consolidado como caminho estratégico. Para o engenheiro agrônomo e empresário Luís Schiavo o foco deve estar na eficiência do uso do solo e na adoção de práticas agronômicas sustentáveis. “Não se trata apenas de produzir mais, mas com qualidade. O aumento da eficácia em áreas menores é essencial para garantir segurança alimentar, reduzir custos e preservar biomas importantes, como florestas e áreas de conservação”, afirma.

Foto: Jonathan Campos/AEN

Entre as principais estratégias para alcançar esse equilíbrio está o manejo adequado do solo. A manutenção da cobertura vegetal, especialmente no período de plantio, tem papel fundamental na proteção da estrutura da terra, na conservação da umidade e no estímulo à atividade microbiana. “O solo coberto funciona como um sistema vivo. A palhada atua como um colchão de matéria orgânica que reduz impactos mecânicos, protege contra a erosão causada pela chuva e favorece a ciclagem de nutrientes”, explica.

Outra prática destacada por Schiavo é a rotação de culturas, técnica que contribui para a fertilidade do solo, reduz a incidência de pragas e doenças e melhora o aproveitamento de nutrientes. Um exemplo comum no campo brasileiro é a sucessão entre soja e milho safrinha. “Após a colheita, o solo permanece enriquecido com nitrogênio, o que favorece diretamente o desenvolvimento do milho. Esse tipo de rotação preserva as características físicas, químicas e biológicas garantindo produtividade consistente ao longo das safras”, pontua.

Segundo o engenheiro agrônomo, investir em tecnologia, manejo eficiente e insumos adequados é decisivo para tornar o agro mais competitivo e sustentável. “Quando o produtor otimiza os fatores de produção, ele melhora a relação custo-benefício, preserva recursos naturais e contribui para um modelo agrícola mais equilibrado. É uma equação em que todos ganham: o produtor, o consumidor e o planeta”, ressalta.

Fonte: Assessoria Naval Fertilizantes
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