Suínos
2015 é um ano de oportunidades para o Brasil
Surto de Diarreia Epidêmica Suína (PED), embargo russo, problemas no México… o mercado internacional tem motivos de sobra para estar em polvorosa. E o Brasil, apesar de também ter seus problemas internos, pode se aproveitar de tudo isso para fazer de 2015 um ano estratégico para a suinocultura. Pelo menos é o que avalia o Rabobank e expôs o analista sênior do banco, Adolfo Fontes, durante a PorkExpo, realizada no final do ano, em Foz do Iguaçu. Ele atua na área de pesquisa em proteína animal e apontou um futuro promissor para o Brasil, mas ao mesmo tempo, de muita atenção.
Um dos aspectos destacados pelo analista é com relação a mercados promissores para o Brasil trabalhar. O primeiro passo, menciona, é quantificar a produção mundial de carne suína e os destinos da proteína. Neste sentido, ele expôs que a China representa mais de 50% da produção de carne suína do mundo (56,5 milhões de toneladas), sendo que a União Europeia é a segunda (22,4 milhões), depois vem os EUA, com 10,3 milhões, América Latina (5,3 mi de ton) e Rússia (2,6 milhões de ton).
Na América Latina, o Brasil é o maior produtor, com 3,4 milhões de toneladas, sendo o quarto maior produtor do mundo. O segundo grande produtor regional da América Latina é o México, com 1,3 milhões de toneladas. No entanto, as projeções futuras para esse país são pessimistas devido à ocorrência de Diarreia Epidêmica Suína (PED) durante o ano. Por isso, a tendência é que o México aumente importações de carne nos próximos anos. Fontes acredita, inclusive, que o México pode vir a se tornar pelo menos o terceiro maior importador de carne suína do mundo nos próximos anos.
Consumo
A partir dessa perspectiva produtiva, é preciso analisar as projeções de consumo mundial, diz Adolfo Fontes. A tendência é de que a carne de frango seja a proteína animal mais consumida no mundo. Porém, a carne suína mantém um ritmo acelerado de crescimento, de cerca de 1 a 2% ao ano. As projeções do Rabobank apontam para uma demanda de mais de 151 milhões de toneladas em 2030. A de frango deve chegar no mesmo ano com demanda de mais de 160 milhões de toneladas, e um crescimento 2,4% ao ano. A carne bovina, apesar de manter um crescimento contínuo de 1,1%, sua demanda será de em torno 83 milhões de toneladas. De uma maneira geral, analisa o consultor, o mundo cai precisar de em torno de 30 milhões de toneladas de carne a mais até 2030.
Potencial
Conforme o analista do Rabobank, o mundo enxerga no Brasil um potencial produtivo muito grande, que muitas vezes nem o próprio país percebe. Ele cita relatório da USDA que aponta crescimento da China na produção de carne suína, em 2015 de apenas 1,5% enquanto Rússia seria de 6,4% e Brasil de 4,5%. Para a China é uma desaceleração da produção, expõe. A evolução de alguns países, como EUA e México, atualmente está vinculada à incidência e controle da PED. As projeções já são mais otimistas, contudo, não podemos fechar os olhos, porque o impacto existe, diz. O Japão, por sua vez, tem contra si a desvalorização da sua moeda e o aumento dos custos de produção.
Se a produção brasileira vai aumentar 4,5% em 2015, a projeção é de que o consumo de carne suína cresça menos 1,3 a 1,5%. É uma luz amarela que se acende porque vamos produzir mais do que consumismos e novamente vamos ter dependência das exportações e poderemos ter problemas de preço no mercado interno. Mesmo que em 2014 o preço tenha sido superior à média dos últimos anos, pontua.
A matéria completa você pode acompanhar na edição do jornal O Presente Rural que esta em circulação desde o inicio de fevereiro.
Fonte: O Presente Rural

Suínos
Dia do Suinocultor celebra protagonismo de quem impulsiona setor de R$ 63,1 bilhões
Com 5,6 milhões de toneladas produzidas e US$ 3,6 bilhões em exportações, cadeia reforça a importância dos produtores para a competitividade da proteína animal brasileira.

Celebrado nesta sexta-feira (24), o Dia Nacional do Suinocultor destaca o protagonismo dos produtores que, diariamente, sustentam a evolução de uma das cadeias mais competitivas do agronegócio brasileiro.
Em 2025, a produção brasileira de carne suína alcançou 5,592 milhões de toneladas, consolidando o país como o quarto maior produtor mundial. O Valor Bruto da Produção (VBP) do setor chegou a R$ 63,1 bilhões, movimentando economias regionais, gerando renda e impulsionando uma ampla cadeia formada por produtores de grãos, empresas de genética, nutrição e saúde animal, transportadores, cooperativas, agroindústrias e outros segmentos.

Foto: Shutterstock
A presença internacional também ganhou força. No ano passado, o Brasil exportou 1,510 milhão de toneladas de carne suína para 94 países, gerando receita cambial de US$ 3,6 bilhões. Com esse desempenho, o país manteve-se como o terceiro maior exportador mundial. Do total produzido, 27,01% foi destinado ao mercado externo.
Ao mesmo tempo, o mercado brasileiro permaneceu como o principal destino da produção nacional. O consumo per capita atingiu 19,1 quilos por habitante em 2025, refletindo a crescente presença da carne suína na mesa dos brasileiros e a ampliação da variedade de cortes e produtos disponíveis no varejo e na alimentação fora do lar.
Para a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), esses resultados começam dentro das propriedades rurais. São os suinocultores que transformam avanços em genética, nutrição, manejo, sanidade, biosseguridade, bem-estar animal e sustentabilidade em ganhos efetivos de produtividade, qualidade e segurança dos alimentos. “Cada tonelada

Presidente da ABPA, Ricardo Santin: “Cada tonelada produzida, cada mercado conquistado e cada avanço alcançado pela suinocultura brasileira começa com o trabalho do produtor” – Foto: Mario Castello
produzida, cada mercado conquistado e cada avanço alcançado pela suinocultura brasileira começa com o trabalho do produtor. É dentro das granjas que os compromissos do setor com a sanidade, a eficiência, a qualidade e a sustentabilidade se transformam em prática. O suinocultor é o grande protagonista de uma cadeia que gera desenvolvimento para o Brasil e ajuda a garantir segurança alimentar para consumidores brasileiros e de dezenas de países”, destaca Ricardo Santin, presidente da ABPA.
Presentes em diferentes modelos de produção, sejam integrados, cooperados ou independentes, os suinocultores também desempenham papel decisivo na geração de oportunidades no interior do país. A atividade fortalece municípios, mantém renda nas comunidades e estimula investimentos em tecnologia, infraestrutura e qualificação profissional. “A competitividade da suinocultura brasileira não foi construída por acaso. Ela é resultado da capacidade de adaptação, do investimento e da dedicação de milhares de produtores. Celebrar o Dia do Suinocultor é reconhecer quem está na base de um setor que movimenta bilhões, abastece o mercado interno e leva a qualidade da proteína animal brasileira para o mundo”, conclui Santin.
Suínos
Mercado integrado paga mais pelo suíno vivo que o independente em julho
Cepea registra movimento atípico em algumas regiões do Sul, onde a elevada oferta e a demanda enfraquecida pressionam as cotações do mercado spot.
Suínos
Rentabilidade da suinocultura preocupa produtores de Mato Grosso
Apesar do avanço da produção e das exportações brasileiras, preços em queda e margens apertadas desafiam o setor no Estado.






