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20% da área plantada de soja no Maranhão possui certificação RTRS

Em 2017, o padrão RTRS foi submetido ao Centro de Comércio Internacional (ITC) e foi incluído ao lado de 210 esquemas em seu mapa de padrões

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Um comitê da Associação Internacional de Soja Responsável visitou o Maranhão e o Piauí para realizar reuniões com governanças e instituições. A primeira parada foi na Fazenda Progresso, em Sebastião Leal-PI, que planta 35 mil hectares de soja certificada, sendo que o grupo possui outras propriedades no Piauí e Minas Gerais, totalizando 46 mil hectares. O proprietário, Cornélio Sanders, produz sementes de soja GMO e GMO free e investe ano a ano em melhorias e inovação para auxiliar a comunidade local.

“O último investimento da fazenda foi a implantação de painéis solares para atender a demanda de energia elétrica. Também foram adquiridos painéis para serem doados para uma creche e uma escola primária do município, que foi construída com apoio da fazenda. A integração entre a comunidade e a fazenda é impressionante, pois existem diversos projetos em conjunto em andamento. A certificação RTRS é mais do que desmatamento zero, pois a produção sustentável também tem que contemplar o impacto social ", diz o consultor Externo da RTRS, Cid Sanches.

Em 2017, o padrão RTRS foi submetido ao Centro de Comércio Internacional (ITC) e foi incluído ao lado de 210 esquemas em seu mapa de padrões. A RTRS lidera em questões ambientais e sociais (direitos humanos e comunidade) requisitos de critérios ITC. O mapa é uma ferramenta líder de pesquisa global no campo da comparação e benchmarking de esquemas de sustentabilidade.

Em seguida, o grupo percorreu fazendas certificadas no Maranhão, que são certificadas desde 2016 e possuem mais de 95.000 hectares de área total certificados, e realizou reuniões com a diretoria da Fundação de Apoio à Pesquisa do Corredor de Exportação Norte (FAPCEN), em que foram apresentados dados sobre a atuação da RTRS no Brasil e no mundo, e ainda, ocorreram discussões sobre o mercado Europeu e o interesse de uma rede de supermercados alemã nas fazendas certificadas pela Fundação.

“A certificação RTRS está presente em 1% da soja do mundo, sendo que no Maranhão, 20% da área plantada com soja é certificada pela RTRS. O mercado europeu está cada vez mais rigoroso e o mercado asiático demonstra interesse e, num futuro próximo, as certificações serão mais do que uma vantagem competitiva, serão um importante facilitador para o acesso ao mercado", comenta o diretor Executivo da RTRS, Marcelo Visconti.

O Maranhão, apesar do desenvolvimento alcançado em alguns setores econômicos, permanece como um dos mais pobres e carentes estados do país, ocupando a penúltima posição no ranking nacional de Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). Dessa forma, é fundamental que iniciativas de produção sustentável sejam consolidadas para ganhar escala e auxiliar o desenvolvimento do estado.

O grupo também se encontrou, em São Luis-MA, com representantes de secretarias e o governo do estado do Maranhão, além de lideranças da Earth Innovation, FAPCEN e Porto de Itaqui.  Foi acordado que o estado precisa de um projeto de crescimento sustentável de produção e um plano de agregação de valor e geração de empregos. Esse projeto seria realizado por meio de ferramentas e apoiado pelas ótimas condições de escoamento do Porto de Itaqui. 

“Todo este trabalho é uma iniciativa do GCF – Governor’s Climate Forestry, e está sendo promovido e organizado pela estratégia jurisdicional de paisagem sustentável da Earth Innovation, e a RTRS cumpre um importante papel nesse cenário, já que a GCF se comprometeu em eliminar desmatamento até 2020 e abordam questões relacionadas aos principais critérios da RTRS. Todos os encontros e visitas foram extremamente importantes para conhecer e impulsionar a produção, o processamento e a comercialização de soja responsável no MATOPI”, observa Visconti.

Fonte: Assessoria

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Notícias Mercado

Poder de compra do suinocultor frente a insumos de alimentação sobe pelo 5º mês

Preços do milho e do farelo de soja, importantes insumos de alimentação da suinocultura, seguem em alta

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Arquivo/OP Rural

Os preços do milho e do farelo de soja, importantes insumos de alimentação da suinocultura, seguem em alta. Apesar disso, cálculos do Cepea mostram que o poder de compra do produtor do estado de São Paulo se mantém em elevação.

Segundo pesquisadores, esse movimento de avanço no poder de compra, inclusive, vem sendo observado há cinco meses e está atrelado à escalada de preços do suíno. A forte valorização do animal vivo no mercado independente, por sua vez, se deve à oferta reduzida de animais para abate e às aquecidas exportações da proteína nos últimos meses.

Na parcial de setembro, o preço médio do suíno negociado na região SP-5 (Bragança Paulista, Campinas, Piracicaba, São Paulo e Sorocaba) já subiu quase 10%.

Fonte: Cepea
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Notícias Mercado Interno

Preços da arroba de boi e de carne se aproximam em setembro

Valores da arroba do boi gordo no mercado paulista têm subido de forma um pouco mais intensa que os da carne

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Divulgação/AENPr

Os valores da arroba do boi gordo no mercado paulista têm subido de forma um pouco mais intensa que os da carne (carcaça casada, no atacado da Grande São Paulo). Diante disso, dados do Cepea mostram que, depois de a carcaça casada de boi registrar vantagem de 3,6 Reais/arroba sobre o boi gordo em agosto, essa diferença diminuiu para apenas 54 centavos de Real/arroba em setembro.

Ao longo deste ano, a maior vantagem da carne sobre o boi, de 12 Reais/arroba, foi observada em abril. Já em julho, a arroba do boi gordo foi negociada acima da carcaça casada, em 4,17 Reais – esse, ressalta-se, foi o único momento em 2020 em que o boi mostrou vantagem sobre a carne.

Fonte: Cepea
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Notícias Segundo Cepea

Competitividade da carne de frango cresce pelo 4º mês seguido

Diferença entre os preços do frango inteiro e os das carcaças bovina e suína vem se ampliando de forma consecutiva há quatro meses

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Arquivo/OP Rural

A diferença entre os preços do frango inteiro e os das carcaças bovina e suína vem se ampliando de forma consecutiva há quatro meses. Em setembro, dados do Cepea mostram que a diferença observada foi recorde, quando consideradas as séries mensais.

Esse contexto garante elevada competitividade à carne de frango frente às substitutas e, consequentemente, maior liquidez no mercado doméstico.

A demanda internacional também está aquecida, o que vem resultando em altas generalizadas nos preços dos produtos avícolas.

Fonte: Cepea
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Dia Estadual do Porco – ACSURS

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