Notícias Parceria entre a Seapi e a Famurs
1º Fórum Estiagem em Foco será realizado em maio
O encontro será nos dias 10 e 11 de maio, no Auditório Mondercil Paulo de Moraes do Ministério Público, em Porto Alegre.

A Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), em parceria com a Famurs, realiza na segunda semana de maio o 1º Fórum Estiagem em Foco e o 30º Seminário de Secretários(as) Municipais de Agricultura do RS. O objetivo é discutir medidas permanentes de enfrentamento à estiagem e extremos climáticos na agropecuária gaúcha. O encontro será nos dias 10 e 11 de maio, no Auditório Mondercil Paulo de Moraes do Ministério Público, em Porto Alegre.
O secretário Giovani Feltes, da Seapi, faz a abertura do evento, no dia 10/5, falando sobre o “Avançar Agro – as políticas disponíveis na Seapi”. A secretária do Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema), Marjorie Kauffmann, participa no período da tarde com a palestra sobre reservação de água.
Também no dia 10/5 pela manhã, os servidores da Secretaria da Agricultura vão apresentar as “Tecnologias do Plano ABC+ utilizadas para minimizar os impactos da estiagem na produção agropecuária”.
“O evento objetiva aproximar pesquisadores, área técnica, produtores e poder público, em especial os municípios, visando debater os aspectos convergentes da descarbonização da agricultura ao enfrentamento da estiagem e de extremos climáticos”, destaca o Diretor do Departamento de Defesa Vegetal da Seapi, Ricardo Felicetti.
O coordenador do Sistema de Monitoramento e Alertas Agroclimáticos (Simagro) da Seapi, meteorologista Flávio Varone, vai falar sobre a contribuição do Sistema para o monitoramento das condições climáticas observadas e previstas no Rio Grande do Sul. Hoje, o Simagro conta com uma rede de 50 estações, que coletam dados horários diretamente das áreas produtoras das diversas regiões gaúchas. “São muitos índices agroclimáticos que o Simagro gera como, por exemplo, o monitoramento da estiagem, aplicação de herbicidas, ocorrência de ferrugem da soja, possibilidade de incêndios, dados de conforto térmico animal, entre outros, que podem auxiliar o produtor na tomada de decisões”, destaca Varone.
O programa ABC+ (Agricultura de Baixo Carbono) propõe a adoção de medidas como a conservação do solo, recuperação de pastagens degradadas, integração lavoura-pecuária-floresta, entre outras, que além de possibilitar a conservação da água, disponibilizam para a agropecuária gaúcha um lugar de destaque no protagonismo de uma agropecuária sustentável em nível mundial.
Para o pesquisador da Seapi Jackson Brilhante, coordenador do Comitê do Plano Gestor do Plano ABC+, a ideia é que este seja o primeiro de muitos fóruns sobre estiagem, porque é um assunto que deve ser debatido de forma permanente.
Os pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) participam no primeiro dia do evento com palestras sobre o sistema de plantio direto, manejo e conservação do solo e contribuições do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia (INCT) para minimizar os impactos das mudanças climáticas.
No dia 11 de maio, a Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR) vai apresentar as políticas estaduais de fomento ao pequeno produtor. O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) também estará presente falando sobre as políticas do governo federal para este público.
Inscrições podem ser feitas por meio deste link.

Colunistas
Você está desperdiçando o dinheiro do marketing?
Conheça três pontos que podem contribuir para um melhor desempenho.

Durante a conversa com um grande amigo, lembrei, recentemente, de uma experiência que tive no agronegócio. Uma empresa de nutrição animal precisava aumentar a visibilidade junto a potenciais clientes e entrou em contato com a Ação Estratégica – Comunicação e Marketing no Agronegócio.
O gerente de marketing compartilhou o briefing de forma clara e objetiva: “precisamos aparecer em mídias estratégicas, locais e nacionais, e também ampliar a nossa presença em canais digitais. A concorrência está grande e precisamos ser mais reconhecidos no campo. Isso vai ajudar a fechar negócios”.
Após algumas reuniões, finalizamos o planejamento de assessoria de imprensa e de redes sociais, definindo a linguagem, os temas e os principais objetivos a serem atingidos em curto e médio prazo.
Rapidamente, os porta-vozes foram definidos e participaram de um media training, no qual a Ação Estratégica apresentou dicas para os executivos terem um desempenho ainda melhor nas futuras entrevistas com jornalistas.
Como próximo passo, a mídia recebeu sugestões de notícias sobre a empresa e as redes sociais foram abastecidas com conteúdo relevante sobre o ecossistema em que a empresa atua.
Em poucos meses, os materiais divulgados causaram um grande impacto, maior do que o esperado. Potenciais clientes fizeram vários comentários nos posts publicados, mandaram mensagens em privado e também entraram em contato com a empresa via WhatsApp.
O sucesso desta ação teve três pontos centrais:
1) Análise
O cliente compartilhou importantes informações, na etapa do planejamento, sobre os perfis dos potenciais clientes. Essas informações propiciaram uma análise consistente de cenário.
2) Integração
O movimento foi realizado em total sintonia com o departamento de vendas, com o objetivo de potencializar as oportunidades de negócios.
3) Correção
Com frequência, realizamos reuniões para a correção de rotas, o que contribuiu para as divulgações serem sempre relevantes.
A importância desses três pontos (Análise, Integração e Correção) vai além do sucesso de uma ação específica. Se bem utilizados, eles contribuem diretamente para uma melhor utilização dos recursos, evitando, de forma contínua, o desperdício de dinheiro, e também propiciam um rico aprendizado a ser utilizado nas próximas atividades.
Afinal, com experiência, informação e estratégia adequada, melhoramos o nosso desempenho, não é mesmo?
Notícias
Mercado de fertilizantes no Brasil mantém forte dependência de importações
Volume soma 40,9 milhões de toneladas até outubro de 2025, com Mato Grosso liderando o consumo nacional.

As entregas de fertilizantes ao mercado brasileiro somaram 5,08 milhões de toneladas em outubro de 2025, alta de 2,1% frente ao mesmo mês do ano anterior, quando foram comercializadas 4,98 milhões de toneladas, segundo a Associação Nacional para a Difusão de Adubos (ANDA). No acumulado de janeiro a outubro foram registradas 40,94 milhões de toneladas entregues, com alta de 8,4% em comparação a igual período de 2024, quando o total foram entregues 37,78 milhões de toneladas.
O Estado de Mato Grosso manteve a liderança no consumo, com participação de 22,1% do total nacional, o equivalente a 9,05 milhões de toneladas. Na sequência aparecem Paraná (4,97 milhões), São Paulo (4,35 milhões), Rio Grande do Sul (4,21 milhões) Goiás (3,99 milhões), Minas Gerais (3,90 milhões) e Bahia (2,75 milhões).
A produção nacional de fertilizantes intermediários encerrou outubro de 2025 em 631 mil toneladas, registrando uma queda de 2,2% em relação ao mesmo mês de 2024. No acumulado de janeiro a outubro, o volume chegou a 6,20 milhões de toneladas, avanço de 5,7% em relação com as 5,87 milhões de toneladas no mesmo período de 2024.
As importações alcançaram no mês de outubro de 2025, 4,38 milhões de toneladas, redução de 1,1% sobre igual período do ano anterior. De janeiro a outubro, o total importado somou 35,88 milhões de toneladas, com crescimento de 7,1% em relação as 33,49 milhões de toneladas no mesmo período de 2024.
O Porto de Paranaguá consolidou-se como principal ponto de entrada do insumo, foram importadas 8,89 mil toneladas no período, crescimento de 5,8% frente a 2024 (8,40 milhões de toneladas). O terminal representou 24,8% do total de todos os portos, segundo dados do Siacesp/MDIC.
Notícias
Produtores têm até 31 de janeiro para regularizar inconsistências fiscais
Receita Federal intensifica fiscalização sobre rendimentos rurais e alerta para risco de autuações e multas após o prazo.

A Receita Federal do Brasil intensificou as orientações voltadas à conformidade fiscal no setor rural, com atenção especial aos rendimentos oriundos de arrendamentos de imóveis rurais. A iniciativa integra uma ação nacional de conformidade cujo objetivo é estimular a autorregularização dos contribuintes, permitindo a correção de inconsistências até janeiro de 2026, antes do avanço para etapas de fiscalização mais rigorosas.
Segundo o órgão, é recorrente a subdeclaração ou o enquadramento incorreto dos valores recebidos com arrendamentos, seja por desconhecimento da legislação tributária, seja por falhas no preenchimento das declarações. Para identificar divergências, a Receita Federal tem ampliado o uso de cruzamento de dados, recorrendo a informações de cartórios, registros de imóveis rurais e movimentações financeiras, em um ambiente de fiscalização cada vez mais digital e integrado.

Foto: Jonathan Campos/AEN
O advogado tributarista Gianlucca Contiero Murari avalia que o atual movimento do Fisco representa um ponto de atenção relevante para produtores rurais e proprietários de terras. “A autorregularização é uma oportunidade valiosa para o contribuinte rural corrigir falhas, evitar autuações, multas elevadas e até questionamentos mais complexos no futuro. A Receita Federal tem adotado uma postura cada vez mais preventiva, mas com fiscalização altamente tecnológica”, afirma.
Murari ressalta que os rendimentos provenientes de arrendamento rural exigem cuidado específico no enquadramento e na declaração, de acordo com as regras do Imposto de Renda. Isso inclui a avaliação sobre a tributação como pessoa física ou jurídica, conforme a estrutura da operação. “É fundamental que o produtor ou proprietário busque orientação especializada para avaliar contratos, natureza dos rendimentos e a forma correta de declarar. Um ajuste feito agora é muito menos oneroso do que uma autuação depois”, completa.



