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1º Fórum de Discussões da Suinocultura do Centro-Oeste estreia com sucesso na Abraves

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Mais de 1 mil participantes do Brasil e de outros países marcaram presença no XVI Congresso da Associação Brasileira de Veterinários Especialistas em Suínos (Abraves), realizado em Cuiabá de terça-feira (5) até esta quinta-feira (7), no Centro de Eventos do Pantanal. Em meio a vasta programação científica do Congresso, os estados do Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás e o Distrito Federal em parceria com a Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS) realizaram o 1º Fórum de Discussão da Suinocultura no Centro-Oeste. 
O encontro buscou discutir temas a respeito da cadeia produtiva de suínos, como os desafios de políticas públicas para o setor, a relação do setor com o meio ambiente, a política sanitária como estratégia de desenvolvimento do segmento, além de estratégias de infraestruturas e o cenário do mercado para os próximos anos.
O objetivo principal do fórum foi reunir a cadeia de suinocultores das Associações dos Estados que compõem a região (ACRISMAT, AGS, ASUMAS e DFSUIN) e discutir a formatação de políticas públicas que atendam aos interesses do setor, além de discutir as principais diretrizes na economia brasileira e os avanços tecnológicos a nível nacional e internacional do
setor.
Na tarde de terça-feira, o painel conjuntural “Desafio de Políticas Públicas para a Suinocultura do Centro-Oeste” expôs demandas do setor produtivo, em especial com relação ao governo federal. As principais demandas levantadas pelos produtores foram com relação à sanidade dos animais, e foi demonstrada uma preocupação especial devido ao posicionamento geográfico de Mato Grosso.
O Estado faz fronteira com outros países e, segundo os produtores, a fiscalização com relação aos suínos ainda não garante que contaminações não ultrapassem a divisa.
“Os recursos federais para defesa sanitária foram reduzidos, e isto nos preocupa. Os países que recebem a carne de Mato Grosso possuem regras rígidas com relação à sanidade animal, por isso é preciso que se tenha cuidado. A Associação de Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat) tem feito seu papel de colocar isto para o Estado e cobrar medidas para que evitar que ocorra problemas futuros”, disse o presidente da Acrismat, Paulo Lucion.
O Secretário de Política Agrícola do MAPA, Neri Geller, – um dos debatedores
do Painel –, destacou que a suinocultura é importante para o país, e que o Ministério busca resguardar a continuidade das atividades do setor através de mecanismos que garantam a prática de preços mínimos de venda ao produtor.
De acordo com dados apresentados pelo secretário, entre 2004 e 2012 Mato Grosso teve um crescimento de 171% na suinocultura, um registro muito superior à maioria dos estados brasileiros, passando de uma produção anual de 79,1 mil toneladas de carne suína por ano para 214,7 mil toneladas.
Para o presidente da ABCS, Marcelo Lopes, – que foi o mediador do painel de debates que abriu o 1º Fórum –, o estado começa a despontar no cenário nacional no que diz respeito à suinocultura. “Mato Grosso e seus vizinhos da região Centro-Oeste são, sem dúvida nenhuma, o futuro da suinocultura brasileira”, disse. Para Lopes, o estado ainda tem muito a crescer na atividade, principalmente pela disponibilidade de grãos. 
No dia 6 de novembro, a programação contou com o 2º Painel – “Meio Ambiente e Suinocultura, que discutiu soluções, desafios, oportunidades, sustentabilidade e entraves burocráticos. O engenheiro agrônomo, doutor em Solos e pesquisador da Embrapa Suínos e Aves, Rodrigo da Silveira Nicoloso, falou sobre a dinâmica de nutrientes e manejo de dejetos da suinocultura. 
Já no 3º painel que tratou do tema “Política sanitária como estratégia de desenvolvimento da suinocultura”, foram discutidas estratégias para que a carne suína brasileira seja aceita em mercados mais exigentes, como Europa e Estados Unidos. Países desenvolvidos apresentam maior consumo de carnes, mas é preciso que sejam respeitados os critérios de sanidade animal exigidos.  
O chefe da Divisão de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Agropecuária e Abastecimento (Mapa) no Rio Grande do Sul e médico-veterinário Bernardo Todeschini falou sobre os caminhos que devem ser percorridos para o reconhecimento como zona livre de enfermidades, em especial febre aftosa (FA) e peste suína clássica (PSC). 
Com destaque para as “Estratégias de infraestrutura para o desenvolvimento da suinocultura”, o 4º Painel focou nas discussões acerca de assuntos como macro-logísticas, logística, transportes, armazenamento e grãos. O secretário executivo da Câmara Temática de Infraestrutura e Logística do Agronegócio do Ministério da Agricultura, Carlos Alberto Nunes Batista, destacou as dificuldades de escoamento da produção brasileira. Hoje 70% do volume de cargas são transportados via rodovias, o que gera problemas e alto custo. Segundo Batista, a meta é que se chegue a 50% de transporte rodoviário, e 50% divididos entre ferrovias e hidrovias. “Precisamos buscar uma equalização da matriz de transportes do país”, avaliou.
O Fórum se encerrou com o 5º Painel sobre “Ações de desenvolvimento do mercado interno e externo: cenário para a suinocultura para os próximos anos”, com a palestra do diretor-executivo da ABCS, Fabiano Coser, que falou sobre demanda do mercado interno, sua importância na sustentação do aumento da produção de carne suína no Brasil e também dos desafios a serem enfrentados pelos suinocultores, após a crise de 2012, que refletiu no desempenho do setor neste ano. “O bom momento pelo qual passa o setor da suinocultura no Brasil, não tem poupado nosso setor dos entraves provocados pela falta de atuação do governos na construção de políticas públicas de apoio ao desenvolvimento da produção de carne suína. O aumento do milho, políticas públicas mal elaboradas e a elevada carga tributária, por exemplo, ainda comprometem o crescimento sustentável da atividade”, comenta. 
Frente Parlamentar da Suinocultura do Mato Grosso
O 1º Fórum de Discussão da Suinocultura no Centro-Oeste também foi palco do lançamento da Frente Parlamentar da Suinocultura de Mato Grosso (FPS/MT). O presidente da Associação dos Criadores de Suínos de Mato Grosso (Acrismat), Paulo Lucion, acredita que a atuação da Frente será primordial, principalmente, na regulamentação da política de defesa sanitária.
“A suinocultura passa por momento de recuperação. Sofremos por dois anos com a crise e agora estamos nos recuperando. E, por isso, precisamos que o Governo do Estado e o Governo Federal nos vejam como uma cadeia importante para o estado e para o país”, ponderou Lucion.
O lançamento oficial da FP foi feito pelo deputado estadual Zeca Viana (PDT), que será o vice-presidente da Frente Parlamentar da Suinocultura. O projeto de resolução que criou a Frente foi apresentado pelo deputado Romoaldo Junior (PMDB) – que ocupará o cargo de presidente da FPS.
Alavancar a atividade e apoiar os criadores de suínos nas horas de crise, garantiu o parlamentar ruralista, serão atribuições dos deputados que vão compor a FPS. “Com os parlamentares atentos e acompanhando a atividade será possível buscar mecanismos para impulsionar ainda mais o setor da suinocultura em Mato Grosso”, falou.
Por este motivo, acrescentou, que a FPS/MT tem fundamental e importância e papel-chave. “Temos que trabalhar a regulamentação, mudar a legislação, baixar a carga tributária e incentivar ações”, apontou.
O secretário de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Neri Geller, que também participou do lançamento da FPS, disse que o Governo Federal está incentivando a produção suína. De prático, o Governo Federal incluiu a atividade no Plano Safra que oferece incentivos aos produtores na ordem de R$ 136 bilhões.
Na oportunidade, o presidente da ABCS, Marcelo Lopes, destacou a importância da inclusão da suinocultura na Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM) como principal base para a sustentabilidade da cadeia, sobretudo em momentos de crise.
Sobre o assunto, Geller informou que esta também é uma das ações do Governo
Federal. “Estamos atuando para colocar a suinocultura, ainda este ano, sob o voto do Conselho Monetário Nacional. Assim, a atividade entrará em vigor já no próximo ano”, conclui o secretário.

Fonte: ABCS com informações da assessoria ACRISMAT

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Fertilizantes nitrogenados e fosfatados seguem com preços pressionados

Conflito no Oriente Médio e custos elevados mantêm mercado ajustado e volátil, enquanto potássio apresenta maior estabilidade, segundo dados da Consultoria Agro Itaú BBA.

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Foto: Divulgação/Arquivo OPR

O mercado de fertilizantes no Brasil e no mundo segue atento à escalada do conflito no Oriente Médio, que afeta principalmente nitrogenados e fosfatados, mantendo os preços pressionados. Por outro lado, os fertilizantes potássicos apresentam maior estabilidade, com preços sustentados e menor volatilidade no curto prazo, de acordo com dados da Consultoria Agro Itaú BBA.

Nos últimos dias, os fertilizantes nitrogenados, como ureia e amônia, registraram forte volatilidade. A situação na região do Golfo Pérsico comprometeu parte da produção e logística desses produtos, elevando também os custos com frete, seguros e energia. A interrupção parcial das exportações internacionais veio justamente antes do pico de demanda do Hemisfério Norte e do avanço do calendário de compras no Brasil. No país, a ureia subiu 40% em apenas duas semanas, chegando a USD 660 por tonelada CFR. Especialistas apontam que, enquanto não houver maior clareza sobre a duração do conflito e a normalização dos fluxos logísticos globais, os preços devem se manter firmes e com ajustes frequentes.

Foto: Claudio Neves

O mercado de fosfatados também enfrenta tensão. A região do Oriente Médio é estratégica para o fornecimento global de enxofre, essencial na produção desses fertilizantes. No Brasil, os preços subiram 7% nas últimas duas semanas, atingindo USD 795 por tonelada CFR. A oferta restrita e a incerteza geopolítica combinadas ao aumento do custo de energia sustentam os preços elevados, mesmo com a demanda agrícola crescendo de forma gradual.

Já o mercado de fertilizantes potássicos apresenta maior equilíbrio. Rússia e Belarus continuam fornecendo volumes relevantes ao mercado internacional, o que ajuda a manter os preços estáveis, apesar dos impactos do cenário geopolítico e dos custos logísticos. No curto prazo, a demanda deve crescer gradualmente, acompanhando o calendário de compras do Hemisfério Norte e a reposição de estoques no Brasil, com preços sustentados e menos flutuações.

Fonte: O Presente Rural com Consultoria Agro Itaú BBA
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Embrapa inaugura Unidade Mista de Pesquisa e Inovação em Mato Grosso

Psicultura e horticultura estarão entre as prioridades do trabalho.

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Foto: Divulgação/APS

A Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) vai inaugurou no último sábado (21) uma nova unidade em Nossa Senhora do Livramento, na Baixada Cuiabana, para impulsionar o desenvolvimento das comunidades rurais do Mato Grosso.

A Unidade Mista de Pesquisa e Inovação (Umipi) foi instalada em uma área da União onde funcionou a estação experimental de piscicultura da Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência e Extensão Rural (Empaer).

A Embrapa da Baixada Cuiabana atuará em pesquisa e transferência de tecnologia voltadas para uma região com características desafiadoras para a agropecuária, como as condições de solo, a baixa altitude e as altas temperaturas durante todo o ano.

Segurança alimentar

O foco será em atividades como fruticultura, mandiocultura, piscicultura e horticultura, além de sistemas produtivos agroflorestais e da integração lavoura-pecuária-floresta.

A chefe-geral da Embrapa Agrossilvipastoril, Laurimar Vendrusculo, explica que essa unidade vai auxiliar uma população que corresponde a 30% do Mato Grosso, em uma região habitada por comunidades quilombolas e indígenas. Com a atuação, espera-se um aumento da produção local de hortifrutis e piscicultura para prover segurança alimentar.

“A Baixada Cuiabana abarca cidades com IDH (índice de desenvolvimento humano) muito baixo. Estimular as Pancs [plantas alimentícias não convencionais] e hortas comunitárias é o nosso objetivo no sentido de capacitar nossos produtores e fortalecer as cooperativas”, disse.

Fonte: Agência Brasil
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Mapeamento revela expansão geográfica das startups agropecuárias

Levantamento do Radar Agtech Brasil aponta crescimento proporcional das agtechs no Norte, Nordeste e Centro-Oeste, mostrando expansão além das regiões Sudeste e Sul.

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Foto: Divulgação/Arquivo OPR

O crescimento no número de empresas emergentes de base tecnológica no setor agropecuário desacelera e a concentração geográfica começa a diminuir com o avanço em regiões importantes da produção. Essas são algumas das conclusões da sexta edição do Radar Agtech Brasil. O levantamento feito pela Embrapa, SP Ventures e Homo Ludens referente ao ano de 2025 retrata o ecossistema de inovação no agro, com foco em ambientes de inovação, startups e investidores.

Os dados mostram que o Sul ultrapassou o Sudeste, tornando-se a região com maior número de ambientes de inovação. Dos 390 ambientes mapeados no País, 37,18% estão no Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul, e 32,82% em São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo.

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Fotos: Shutterstock

O destaque é o Rio Grande do Sul, com um aumento expressivo no número de incubadoras. De acordo com o coordenador do Radar Agtech e analista da Embrapa Aurélio Favarin, os dados mostram uma clara atuação do governo estadual em incentivo à inovação. “Incubadoras trabalham na fase inicial do processo de inovação. Faz sentido que um estado, pensando no desenvolvimento de um ecossistema, comece pelas incubadoras. A maior parte está vinculada às universidades estaduais. Há um planejamento para isso, para criar condições para que as startups iniciem”, analisa Favarin.

A Região Sudeste possui maior número de hubs, aceleradoras e ecossistemas com governança, o que mostra uma fase mais avançada de maturidade em relação à Região Sul. Enquanto uma está focada na aceleração e no desenvolvimento de negócios, a outra enfoca as etapas iniciais da formação das startups.

Desaceleração e maturidade

Em relação ao número, o levantamento contabilizou 2.075 agtechs em 2025 no Brasil, 5% a mais do que no ano anterior. O número indica uma desaceleração no crescimento quando comparada com a série histórica iniciada em 2019. De acordo com os autores do levantamento, o crescimento moderado indica maior maturidade do ecossistema e consolidação de modelos de negócio.

“Entre 2019 e 2021 houve um boom de ambientes de inovação e fundos de investimento, o que contribuiu para um grande aumento na quantidade de agtechs. Com o tempo essas iniciativas vão se acomodando, com permanência daquelas mais bem estruturadas. O ecossistema continua relevante, mas com um crescimento menos expressivo. É um comportamento esperado e que mostra a maturidade do ecossistema de inovação”, analisa o pesquisador da Embrapa Vitor Mondo.

As regiões Sudeste e Sul concentram 79% das agtechs, com 55,2% e 23,7%, respectivamente. Porém, os dados mostram que, apesar da concentração histórica, há crescimento proporcional das agtechs nas Regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, em uma gradual expansão geográfica do ecossistema, aproximando-se de áreas importantes para a produção agropecuária. Em 2019, as Regiões Norte e Nordeste juntas tinham apenas 5% das agtechs. Atualmente a Região Norte tem 7,6% e a Nordeste 6,5%. A Região Centro-Oeste tem 7,1%.

De acordo com os dados, em 2025 o estado do Amazonas conta com 17 agtechs, Goiás com 15 e Mato Grosso com 14. Minas Gerais e Rondônia, que respectivamente dispõem de 13, foram os estados que mais ganharam agtechs. Registraram redução no número de agtechs Rio Grande do Sul (menos 27), Tocantins e Distrito Federal (menos 7) e São Paulo (menos 6).

“Essa tendência ocorre ao mesmo tempo em que cresce a proporção das agtechs atuando dentro das fazendas. Isso é um sinal positivo, de que as empresas estão em um nível de maturidade no qual já conseguem acessar diretamente o produtor rural”, avalia Mondo.

Áreas de atuação

As agtechs brasileiras estão predominantemente nos segmentos dentro da fazenda (41,1%) e depois da fazenda (40,5%). A categoria “Alimentos inovadores e novas tendências alimentares” lidera o ranking das áreas de atuação, com 15% das agtechs. “Sistemas de gestão da propriedade rural” vem em segundo lugar com 8%, e “Plataformas integradoras de sistemas, soluções e dados” aparece em terceiro com 7,5% das startups analisadas.

A inteligência artificial é amplamente disseminada entre as agtechs — 83% das empresas utilizam IA em seus processos ou produtos, e 35% delas têm a IA como núcleo da proposta de valor. “Esse dado sinaliza que a tecnologia digital deixou de ser diferencial pontual e passou a constituir camada estrutural do modelo de negócio”, afirma Aurélio Favarin.

Inovação aberta

Além de trazer os dados do levantamento sobre os ambientes de inovação, agtechs e investidores, o Radar Agtech Brasil elenca casos de inovação aberta no setor agropecuário com atuação da Embrapa e uma experiência no Espírito Santo como exemplo de ação do poder público no incentivo local à inovação.

Neste ano, pela primeira vez, a versão em inglês será lançada junto à edição em português. Outra novidade é a disponibilização do conteúdo também em espanhol.

Todo o material pode ser acessado gratuitamente em radaragtech.com.br/

Fonte: Assessoria Embrapa Agricultura Digital
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