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1ª Feira de Touros do Pró-Genética do Estado de Mato Grosso posiciona pequenos produtores novamente no mercado

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Um dos desafios mais importantes na criação de gado no Brasil nos últimos anos tem sido  como apoiar as pequenas e médias propriedades que produzem e comercializam bovinos de corte no país.  Essa tendência é particularmente evidente no Estado de Mato Grosso (MT), dono do maior rebanho bovino de corte no Brasil, com aproximadamente 30 milhões de cabeças, segundo dados do Imea (Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária) para 2012.
Segundo a pesquisa do Instituto, as propriedades no Estado com foco em bovinocultura e que possuem até 300 cabeças – ou seja, propriedades de pequeno porte – representam cerca de 85% do total.  No entanto, apenas 24% do rebanho de Mato Grosso estão nessas pequenas propriedades.  
A baixa qualidade genética do rebanho e a falta de investimentos em melhoramento genético dos animais – que, por sua vez, acontece por falta de assistência técnica e acesso a financiamentos por parte  dos criadores – são alguns dos motivos que têm ocasionado a grande parte destes pequenos pecuaristas sua marginalização no mercado.  Este contexto e as andanças frequentes da OSCIP Aliança da Terra por várias destas propriedades impulsionaram o início de um projeto que visa, basicamente, aumentar a produtividade e a qualidade do rebanho, atendendo à demanda ambiental, social e genética de pequenos produtores de Assentamentos da porção Nordeste de MT.
Desse modo, o Projeto de Pecuária da Mata Azul da Aliança da Terra, em parceria com a ABCZ (Associação Brasileira dos Criadores de Zebu), a APEPASA (Associação dos Pequenos Produtores Agrícolas de Santo Antônio do Rio das Mortes) e a Fundação Solidaridad, promoveu em 2012 reuniões para levar o Programa de Incentivo ao Melhoramento Genético (Pró-Genética) a pequenos produtores dos Assentamentos Mata Azul, Roncador, Dom Pedro, Mãe Maria e Bandeirantes.  
Com a colaboração de todos os parceiros envolvidos e o grande interesse demonstrado pelos pecuaristas da região, está sendo possível realizar a 1ª Feira de Touros do Pró-Genética do Estado de Mato Grosso.  A Feira está sendo realizada pela APEPASA, no dia 18 de maio, das 08h às 18h, no Rancho Jatobá, em Novo Santo Antônio – Mato Grosso.  
O Pró-Genética é um programa da ABCZ, com parceria da EMATER-MG (Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Estado de Minas Gerais), que nasceu em Minas Gerais e realizou em 2006 a 1º Feira de Touros.  Somente no primeiro ano, foram comercializados quase 1.000 touros a 1.000 propriedades diferentes.  A ABCZ, através do Pró-Genética, agrega valor ao rebanho comercial, promovendo a oferta de touros de alto valor genético.  Os agentes financeiros como o Banco do Brasil, o Sicredi e o Bradesco irão participar com o cadastro e a liberação de linhas de crédito.  A Aliança da Terra, através de seu CCS – Cadastro de Compromisso Socioambiental – irá atender à demanda ambiental e social dos pequenos produtores e auxiliar na retirada do CAR (Cadastro Ambiental Rural) das propriedades pendentes.
Estima-se que 150 produtores, donos de um rebanho bovino estimado em 35.000 cabeças, sejam atendidos na Feira de Touros do Pró-Genética.  Os ganhos ocasionados desta iniciativa são profundos e podem melhorar o contexto mercadológico atual, uma vez que almeja dobrar a renda dos produtores envolvidos, aumentar a taxa de prenhez de50% para 80%, aumentar o peso do bezerro na venda em aproximadamente 30%, e substituir o sistema de venda ‘’por cabeça’’ para ‘’por peso’’.  
Previsões do Imea mostram que nos próximos dez anos, o rebanho bovino de Mato Grosso deva crescer 18%, ao passo que o abate aumentará 95%.  Não é aceitável pensar que a grande parcela de pequenos produtores do Estado fique de fora deste cenário. 

Fonte: Ass. Impr. Aliança da Terra

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36ª Reunião Anual do CBNA recebe inscrições de trabalhos científicos até quarta-feira

Todos os trabalhos aprovados serão publicados em edição especial sobre o evento da Revista de Agricultura, da Fealq, ampliando o alcance das pesquisas.

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Trabalhos Científicos na Reunião Anual do CBNA 2026: 12 trabalhos serão selecionados para apresentação oral e os demais trabalhos aprovados serão apresentados em formato de pôster. No ano passado, foram mais de 60 trabalhos selecionados.

A produção científica voltada à nutrição animal no Brasil vem buscando maior integração com as demandas da indústria e mais visibilidade no cenário internacional. Esse movimento se reflete na 36ª Reunião Anual do Colégio Brasileiro de Nutrição Animal (CBNA), que está com inscrições abertas para submissão de trabalhos científicos até quarta-feira (25).

O professor de Zootecnia da Esalq/USP e membro da Diretoria Técnica do CBNA, Urbano Ruiz. “A publicação dos trabalhos em um periódico científico amplia significativamente a visibilidade das pesquisas e contribui para aproximar ainda mais a produção acadêmica das demandas da indústria”.

Neste ano, todos os trabalhos aprovados serão publicados em edição especial sobre o evento da Revista de Agricultura, periódico científico editado pela Fundação de Estudos Agrários Luiz de Queiroz (Fealq) e publicado de forma ininterrupta desde 1926. Essa mudança amplia o alcance das pesquisas, que antes eram divulgadas no ambiente digital do evento, anuncia o professor de Zootecnia da Esalq/USP e membro da Diretoria Técnica do CBNA, Urbano Ruiz, responsável pelos trabalhos científicos do encontro.

A iniciativa ocorre em um contexto de maior pressão por eficiência produtiva e otimização de custos na cadeia de proteína animal, o que tem aproximado empresas e centros de pesquisas na busca por soluções aplicadas. “A publicação dos trabalhos em um periódico científico amplia significativamente a visibilidade das pesquisas e contribui para aproximar ainda mais a produção acadêmica das demandas da indústria. Ao adotar o inglês e um formato mais objetivo, o CBNA também facilita o acesso de pesquisadores e profissionais de outros países ao conteúdo gerado no Brasil”, afirma Ruiz.

Outra mudança nesta edição é o formato dos resumos, que passam a ser submetidos exclusivamente em inglês e em versão simples, substituindo o modelo anterior de resumo expandido. A proposta é facilitar a leitura e ampliar a circulação internacional dos estudos. Ao todo, 12 trabalhos serão selecionados para apresentação oral, quatro em cada uma das áreas (aves, suínos e bovinos), enquanto os demais trabalhos aprovados serão apresentados em formato de pôster. Todos os trabalhos aprovados terão espaço na publicação científica. No ano passado, foram mais de 60 trabalhos selecionados. Os interessados, devem fazer inscrição no site do evento e depois inscrever seus trabalhos clicando aqui.

Eventos

A 36ª Reunião Anual do CBNA – Aves, Suínos e Bovinos vai reunir pesquisadores, profissionais da indústria e especialistas da cadeia produtiva para discutir avanços técnicos, desafios e tendências da nutrição animal no Brasil e no mundo. Além da Reunião Anual, o CBNA vai promover outros dois eventos técnicos no mesmo local. Um deles é o 9º Workshop sobre Nutrição e Nutrologia de Cães e Gatos, no dia 12 de maio, e outro é o 25º Congresso CBNA Pet, nos dias 13 e 14 de maio. Toda essa programação será paralela à Fenagra, Feira Internacional dedicada à tecnologia e processamento da agroindústria Feed & Food, apoiadora da iniciativa.

36ª Reunião Anual do CBNA – Aves, Suínos e Bovinos

9º Workshop sobre Nutrição e Nutrologia de Cães e Gatos

25º Congresso CBNA Pet

Fonte: Assessoria CBNA
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Nova ferramenta digital amplia combate à cigarrinha-do-milho no Paraná

Com mapa interativo e série histórica, plataforma melhora tomada de decisão e fortalece manejo nas lavouras.

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Foto: Divulgação

Desde fevereiro, os produtores rurais do Paraná têm mais uma ferramenta de combate à cigarrinha-do-milho, praga que causa prejuízo nas lavouras do cereal. A plataforma CigarrinhaWeb centraliza os dados do monitoramento do inseto que transmite o complexo de enfezamentos, conjunto de doenças que gera perda de produtividade, queda na qualidade dos grãos e, em casos severos, até o tombamento das plantas.

A partir destas informações, produtores e técnicos poderão definir estratégias de manejo e controle da praga. Isso porque a plataforma fornece um panorama confiável da distribuição e densidade populacional do inseto no Paraná. O site também armazena a série histórica, criando uma base de dados para futuras pesquisas.

“A cigarrinha-do-milho é uma ameaça à produção. Apoiar o desenvolvimento desta plataforma significa equipar o produtor com informação atualizada e em tempo real. É um investimento no conhecimento que se transforma em ferramenta prática para a defesa da nossa produção, dando transparência e agilidade ao monitoramento desta praga”, afirma o presidente do Sistema Faep.

“Só em defensivos, foram gastos 76 milhões de dólares em 2024. Ou seja, se a plataforma tiver impacto de 10%, essa pesquisa já se paga várias vezes”, destaca o diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação da Fundação Araucária, Luiz Márcio Spinosa.

A ferramenta, que posiciona o Paraná entre os Estados com iniciativas estruturadas de monitoramento de uma das principais pragas da cultura do milho, é resultado do trabalho da Rede Paranaense de Agropesquisa e Formação Aplicada – Complexo de Enfezamento do Milho (Rede CEM), formada pelo Sistema Faep, Fundação Araucária, Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti) e Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab).

Na prática

O site exibe um mapa interativo com a localização das armadilhas adesivas instaladas nas regiões do Paraná e o número de insetos capturados em cada uma, com atualizações semanais. A plataforma consolida e torna públicos dados que antes ficavam restritos a produtores ou instituições individuais.

O método de monitoramento com armadilhas adesivas é antigo e consolidado. No entanto, o Paraná se destaca como o único Estado a consolidar e disponibilizar publicamente esses dados por meio de uma plataforma digital interativa.

Há anos, o Sistema Faep trabalha para orientar os produtores rurais em relação à cigarrinha do milho. Antes mesmo da plataforma digital CigarrinhaWeb, essa frente de trabalho resultou na cartilha “Manejo da cigarrinha e enfezamentos na cultura do milho”.

Desenvolvido junto com a Embrapa Milho e Sorgo, o material traz orientações práticas, que ajudam o agricultor a identificar e a controlar o inseto, de forma didática. Gratuita e disponível no site do Sistema Faep, a publicação também contempla fotos que exemplificam os sintomas causados pelas doenças transmitidas pela cigarrinha do milho. Paralelamente, a entidade tem em seu catálogo o curso “Manejo Integrado de Pragas (MIP) – Milho”, voltado para a necessidade de monitorar a lavoura, com foco na identificação da cigarrinha.

Todos os cursos do Sistema Faep são gratuitos e oferecem certificado aos concluintes.

Fonte: Assessoria Sistema Faep
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Nova rodovia em Palotina melhora acesso ao complexo agroindustrial da C.Vale

Contorno viário foi liberado após acordo entre Estado, cooperativa e município e recebeu R$ 170 milhões em investimentos.

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Foto: Divulgação/C.Vale

A inauguração do contorno viário de Palotina, realizada no dia 20 de março, reuniu autoridades federais, estaduais e municipais, além de representantes da C.Vale. A nova rodovia, com 15,2 quilômetros de extensão, foi liberada para o tráfego logo após a solenidade.

A obra foi viabilizada por meio de um acordo entre o Governo do Paraná, a C.Vale e o município, após ficar 26 meses paralisada por impasses contratuais. Pelo modelo adotado, a cooperativa assumiu a gestão da obra, contratou a empreiteira e realizou os pagamentos, sendo ressarcida pelo Estado com créditos de ICMS. Segundo o governador Ratinho Junior, esse formato permitiu antecipar a conclusão em cerca de dois anos.

Com investimento de R$ 170 milhões, o contorno viário passa a concentrar o tráfego de caminhões, carretas e ônibus que antes cruzavam a área urbana de Palotina para acessar o complexo agroindustrial da C.Vale. A mudança deve reduzir congestionamentos, especialmente nos horários de troca de turno das indústrias, e aumentar a segurança no trânsito.

O transporte de trabalhadores e cargas na região é intenso. Atualmente, cerca de 7.500 pessoas se deslocam diariamente em 155 linhas intermunicipais e 111 linhas circulares dentro do município.

A nova rodovia foi denominada PR-975, em homenagem a Marcelino Neis, primeiro prefeito eleito de Palotina. Já o viaduto no acesso ao complexo agroindustrial recebeu o nome de Darcy Ioris, ex-integrante da diretoria da cooperativa.

Após a liberação, cerca de 30 veículos leves e pesados da C.Vale foram os primeiros a utilizar o trecho. A partir de agora, o fluxo de cargas e de passageiros passa a ser direcionado para o contorno, facilitando o acesso ao complexo e retirando o tráfego pesado das vias urbanas.

Fonte: Assessoria C.Vale
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