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19º Itaipu Rural Show dissemina conhecimento aplicável através de orientações técnicas
Profissionais realizam durante os quatro dias do evento dinâmicas informativas em setores chaves da economia agrícola local/regional
Uma das missões claras da Cooperativa Regional Itaipu, através do Itaipu Rural Show, é levar conhecimento técnico e de rápida aplicação ao pequeno e médio produtor.
Nesta 19ª edição do evento, já reconhecido nacionalmente, a dinâmica da promoção de orientações técnicas nos setores de Avicultura, Suinocultura, Bovinocultura Leiteira, Horticultura, Cereais, Plantas medicinais, Pastagem, Ovinocultura e Epagri, foi mantida e melhorada.
A Cooper Itaipu de Pinhalzinho tem total comprometimento na prática de uma parceria cooperativista que beneficie toda cadeia do sistema integrado. Nos dias 25, 26, 27 e 28, das 8h às 19h, o público visitante tem acesso às palestras com informações atuais e novidades técnicas dos setores acima citados.
Avicultura
No setor de Avicultura os visitantes poderão conferir novidades em equipamentos bebedouros e comedouros para aves. “Procuramos trazer bebedouros que auxiliem aos avicultores quando eles forem alojarem seus pintinhos, nos primeiros dias, para a diminuição da mortalidade dos lotes e para ajudar os animais a ganharem mais peso”, explica o responsável técnico do setor Joviano Dorignon.
Suinocultura
Um dos setores que atraem público cativo no Itaipu Rural Show é o da suinocultura. Neste ano, conforme explica o técnico responsável Daniel Simon, são mais de trinta animais expostos das raças DB e Agroceres, cuja genética apurada é destaque.
Simon informa que o setor de suinocultura possui exposição de material genético e equipamentos. O ambiente foi climatizado. Objetivo principal é demonstrar que o consumo da carne suína é seguro. Para tanto, os animais foram vestidos com camisas de times de futebol para atrair a atenção dos visitantes.
Evento destaque será o 6º Seminário de Suinocultura, que será realizado na sexta-feira (27), será dividido em dois momentos. Às 9 horas o palestrante David Barcelos falará sobre sanidade e biossegurança. Às 10 horas será a vez de Leandro Hackenhaar sobre eficiência alimentar na suinocultura.
Bovinocultura Leiteira (pastagens, nutrição, reprodução e sistemas de produção)
Na área de Bovinocultura Leiteira, que todo ano é destaque na mostra de animais de excelência genética, nesta 19ª edição do Itaipu Rural Show tem três novidades importantes. A primeira delas é a realização do 1º Seminário de Leite, na tarde de quarta-feira (25), com a palestra do engenheiro agrônomo Wagner Beskow sobre produção de leite e mercado. A segunda novidade é o barracão de Compost Barn, que trata da produção de leite por consumo de maravalha ou serragem, que segundo o responsável André Balestrini, é uma alternativa ao sistema freestyle e da alimentação a pasto. A terceira novidade é o 1º Leite Show, uma feira ranqueada das raças holandesa e Jersey que contará pontos para o produtor e animais no ranking das associações estadual e nacional de produtores de bovinos.
A estrutura do setor de bovinocultura conta com cinco espaços com cerca de 200 animais em exposição. Mas segundo Balestrini, mais que a quantidade de animais, é importante destacar o valor agregado em genética desses animais que estão na feira, cujo valor ultrapassa os 4 milhões de reais.
Horticultura
O setor de horticultura da 19ª edição da Itaipu Rural Show vem apresentando um crescimento na demanda do público a cada ano. A visitação durante a feira é constante, além de receber visitas durante o ano todo de grupos de produtores interessados em iniciar a produção hortícola, muitas vezes como fonte principal de renda da propriedade.
Além da tradicional mostra na produção de tomates, temperos e diversos tipos de verduras, neste ano, segundo o responsável Sandro Rezende, a novidade é a mostra da produção hidropônica. Ele comenta que o investimento inicial é um pouco mais elevado, mas é compensado por ser um sistema automatizado que gera menos gasto de tempo de serviço, além de agregar valor ao produto, que já sai limpo para comercialização em feiras ou mercados.
Cereais
Na área dos cereais, a parceria que a Cooperativa Regional Itaipu tem com a Epagri e Embrapa, garantem orientações de qualidade para as propriedades, principalmente na redução de custos e aumento da produtividade.
Conforme Marcelo Salvatore, responsável técnico, outra atividade proposta é a dinâmica de máquinas para mostrar como funcionam e como operar na propriedade. O público é sempre garantido.
Salvatore comenta todos os 26 expositores que fazem parte do núcleo de cereais tem novidades para apresentar aos visitantes da feira. São empresas que desenvolvem produtos e tecnologias que cobrem toda cadeia produtiva. O técnico comenta que a construção do corredor central coberto da área de cereais aumentou muito a visitação.
Plantas medicinais
O setor de plantas medicinais tem uma energia diferenciada que atrai a cada edição da feira mais visitantes. Eles se encantam com a qualidade e a plasticidade apresentada no local. Gilda Valente, responsável técnica, explica que este setor do parque fica aberto o ano inteiro para visitação.
Quem passa pelo local recebe uma verdadeira aula sobre plantas medicinais, nas suas mais de 120 variedades. Com o cuidado necessário na orientação para o consumo de cada substância, além das informações técnicas sobre as plantas ali produzidas.
O setor conta com a parceria dos terapeutas Dirce e Antoninho Carniel que disponibilizam compostos naturais prontos para consumo com orientação precisa sobre como proceder os tratamentos.
Pastagem, irrigação, feno e pré-secado
Uma das missões da Cooper Itaipu, em especial através do Itaipu Rural Show, é demonstrar novidades e novas tecnologias para toda cadeia produtiva. Na nutrição animas, a alimentação básica de qualidade é fundamental para o desenvolvimento dos animais. A produção de alimentação de qualidade, através de pastagens com ciclos produtivos diferenciados, também passa pela irrigação e armazenamento para consumo futuro.
A Cooper Itaipu realiza treinamento para implantação de irrigação através de cisterna, com captação de água da chuva, açudes, de córregos e do modelo de irrigação fertilizada. São demonstradas mais de quinze variedades de pastagem. A irrigação é um método que tem resolvido os casos de estacionalidade de forragens nos períodos de estiagem, garantindo o aumento da produtividade de leite de forma estável.
Esta técnica conjugada a um manejo adequado de adubação, garante a oferta de pasto ao longo de todo o ano, gerando uma grande vantagem comparativa aos índices de produtividade e rentabilidade pré propostos ao produtor.
Feno – É uma mistura de plantas ceifadas e secas, geralmente gramíneas e leguminosas, usada como forragem para o gado, mediante a desidratação que retira a água, mas mantendo o valor nutritivo e permitindo sua armazenagem por muito tempo sem se estragar. Silagem e o feno são duas alternativas de métodos de conservação de forragens para o período de inverno bastante conhecidas e utilizadas pelos pecuaristas.
Pré-secado – Recentemente surgiu uma alternativa intermediária entre estes dois métodos denominada simplesmente de “pré-secado” ou de “silagem pré-secada”. As principais forrageiras utilizadas são aveia e azevem. A técnica consiste em cortar a gramínea a ser estocada e envolvê-la, no dia seguinte, com um filme de polietileno, produzindo fardos redondos, de 400 a 500 quilos. Embalado, o material pode ser conservado a campo e não estraga, mesmo na chuva. O pré-secado pode ser deixado no campo, perto do local de consumo, por até um ano, sem perder o valor nutritivo.
Ovinocultura
Abrangendo as mais variadas culturas, o setor de ovinocultura não poderia ficar de fora do Itaipu Rural Show. Segundo o responsável técnico Daltro Rabaioli, a ovinocultura vem evoluindo bem na região oeste de Santa Catarina.
O pavilhão está com animais com altíssimo nível genético que competem em eventos ranqueados de renome nacional. Daltro destaca que os visitantes interessados poderão adquirir material genético para melhorar seus plantéis ou mesmo para iniciar a criação.
O setor tem a disposição orientações técnicas para orientar o produtor em todos os passos da cadeia produtiva de ovinos. São dez expositores que apresentam uma genética realmente avançada.
Pequenos animais
Um dos atrativos de toda edição do Itaipu Rural Show é a mostra de pequenos animais. Trata-se de uma visitação para toda família. Neste ano, segundo o responsável Airton Schaefer, não haverá mostra de aves, devido a proibição imposta pelo Ministério da Agricultura em razão do surto de gripe aviária registrado no Chile.
No entanto, o visitante encontra no estande outras espécies como peixes ornamentais, hamster, minicoelhos, gatos persas e cachorros das raças Shih-Ttzu e Yorkshire. Os preços de comercialização variam entre R$ 18,00 e R$ 1.100,00.
Epagri
A Epagri é parceira permanente do Itaipu Rural Show com seu campo demonstrativo. Seu estande apresenta culturas que servem de complemento e agregação de valor às propriedades rurais, além de ter foco na melhoria da qualidade de vida do agricultor.
O gerente regional da Epagri, Mircon Fruhauf, comenta que a empresa busca levar ao conhecimento do produtor novas tecnologias e promover a produção pelo agricultor de culturas complementares como a fruticultura, auxiliando na geração de renda extra. A Epagri também atua no evento na área do leite, com foco na produção de leite à base de pasto.
O objetivo do Itaipu Rural Show é mostrar aos participantes as tecnologias e tendências do agronegócio. É um evento direcionado às pequenas e médias propriedades rurais de todo o país. Participam mais de 300 empresas de diferentes segmentos, todas ligadas ao agronegócio.
A 19ª edição do evento acontece até 28 de janeiro de 2017, no centro de difusão de tecnologias da Cooperitaipu, localizado no quilômetro 580 da rodovia federal BR-282, a um quilômetro do trevo Oeste da cidade de Pinhalzinho/SC.
Fonte: Assessoria

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Reforma tributária passa a taxar insumos do agro e pressiona custos no campo
Tributação de até 10% sobre fertilizantes, sementes e defensivos preocupa setor produtivo.

Desde 1º de abril, insumos essenciais à produção agropecuária, como fertilizantes, sementes e defensivos agrícolas, deixaram de contar com a isenção dos impostos Programa de Integração Social (PIS) e Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins). A mudança faz parte da reforma tributária, em vigor desde o início do ano. Diante do início da tributação, o Sistema Faep pede que o governo federal prorrogue o prazo para cobrança.
“O momento de iniciar a cobrança é totalmente descabido. Há diversos fatores geopolíticos que estão influenciando negativamente o fornecimento dos insumos, gerando transtornos no meio rural e alta dos custos ao produtor rural. Por isso, é necessária a revisão dessa medida e a prorrogação do prazo para a tributação”, diz o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette.
Com o fim da isenção, esses insumos passaram a ser tributados em 0,925%, podendo chegar a até 10%, dependendo do regime tributário adotado pelo produtor. Na prática, a medida encarece diretamente o custo de produção, especialmente em culturas intensivas em tecnologia, como soja, milho e algodão.
Esse aumento do imposto sobre fertilizantes ocorre em um momento em que Rússia e China, maiores fornecedores do produto no mundo, estão restringindo as exportações. O Brasil é diretamente impactado por esse cenário global. Atualmente, 85% dos fertilizantes utilizados no país são importados, o que torna o setor vulnerável a oscilações de preços e restrições de oferta causadas por fatores geopolíticos, como conflitos internacionais.
Meneguette atenta para o fato de que, do ponto de vista econômico, tributar insumos estratégicos equivale a tributar a produção antes mesmo do plantio. Além disso, o resultado é um aumento do custo marginal da produção agrícola, que tende a se propagar ao longo de toda a cadeia, resultando em inflação e alta dos alimentos a população.
“É fundamental a suspensão temporária ou a prorrogação da cobrança de PIS e Cofins sobre fertilizantes e insumos estratégicos, enquanto persistirem condições adversas no mercado internacional. Isso é uma decisão estratégica para o setor continuar produzindo com qualidade e eficiência”, complementa o presidente do Sistema Faep.
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Copel cria canal exclusivo para produtor rural após articulação do Sistema Faep
Agricultores e pecuaristas relatam atendimento mais ágil, que permite reduzir impactos das quedas de energia e prejuízos no campo.

Desde 6 de abril, os produtores rurais do Paraná têm um canal exclusivo de comunicação com aCopel. O Copel Agro faz parte de um plano de ações da empresa voltado à redução dessas ocorrências no campo. A iniciativa atende a reivindicação do Sistema Faep, diante dos recorrentes episódios de queda de energia em áreas rurais do Paraná e dos prejuízos milionários dentro da porteira.
A expectativa é que, com o Copel Agro, as respostas aos produtores rurais sejam rápidas com atendimento das demandas com mais eficiência. O canal conta com 30 especialistas disponíveis 24 horas por dia para atender os agricultores. O contato pode ser feito pelo telefone 0800 643 76 76 ou pelo WhatsApp (41) 3013-8970. O atendimento é exclusivo para produtores rurais, especialmente aqueles que atuam com proteína animal, como frango, suíno, leite e peixe.
“Nos últimos meses, as quedas de energia causaram prejuízos enormes aos nossos produtores rurais. Diante dos relatos constantes desses problemas, o Sistema Faep buscou a Copel para a construção de um plano com ações que ajudem o agricultor e pecuarista no momento de queda de energia. Esse canal faz parte desse trabalho, com perspectiva de facilitar e dar agilidade no contato, principalmente na hora de notificar problemas”, afirma o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette. “Essa é uma conquista importante para os nossos produtores rurais, pois a energia é um insumo fundamental nas atividades dentro da porteira. Vamos continuar acompanhando o cenário, para garantir mais investimentos no meio rural”, complementa.

Max Cancian aprovou o novo canal de comunicação da Copel, com resultados rápidos e atendimento humanizado
Apesar de estar disponível há poucos dias, o serviço já tem registrado resultados positivos. O produtor de tilápias Max Alberto Cancian, de Marechal Cândido Rondon, na região Oeste do Paraná, utilizou o novo canal e aprovou a iniciativa, principalmente o atendimento humanizado. “Um profissional entende melhor o que estamos passando. Conseguimos explicar a gravidade da situação. Na minha experiência, a resposta foi rápida”, conta.
Cancian relata que as quedas de energia ocorrem de duas a três vezes por semana na região, gerando prejuízos. “Já tive muitos equipamentos queimados por causa da oscilação. Esse tipo de perda até é ressarcido pela Copel, mas o gasto com diesel para manter o gerador ligado é alto e não é reembolsado, o que acaba sendo repassado ao consumidor final”, afirma. “Esse novo canal é uma ferramenta importante, mas o ideal é melhorar o serviço para que o produtor não precise acioná-la”, completa.

Depois de acumular prejuízos, Rosimeri Draghetti identificou melhoras no atendimento da Copel com o novo canal
A piscicultora Rosimeri Draghetti, de Santa Helena, também percebeu melhora no atendimento. Antes de adquirir um gerador, ela acumulou prejuízos com a mortalidade de peixes causada pela falta de energia. “A comunicação antes era muito ruim. Na propriedade não temos sinal de telefone, só internet, e o atendimento pelo WhatsApp demorava bastante. Já ficamos até três dias sem energia. Agora, ao entrar em contato, fui direcionada para esse canal específico do produtor rural”, afirma.
Rosimeri lembra que as longas interrupções sempre geraram preocupação, mesmo com o uso de gerador. “A última queda foi às 22h30 e a energia só voltou às 7h43 do dia seguinte. Desta vez, voltou em duas horas. Isso é importante, pois o gerador é para emergência, não para sustentar a produção por mais de 24 horas”, relata.
Mais ações previstas
O plano elaborado pela Copel em parceria com o Sistema Faep e outras entidades do setor produtivo prevê um conjunto de ações voltadas à melhoria do atendimento e do fornecimento de energia no meio rural. Desde o início do ano, Sistema Faep, Ocepar e Fiep realizam reuniões semanais com a Copel para estruturar um plano alinhado às demandas.
De acordo com Luiz Eliezer, técnico do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) estabelece limite médio de oito horas sem energia por ano no Paraná. No entanto, nas propriedades rurais, esse número pode chegar a 40 horas anuais.
“As principais reclamações dos sindicatos rurais envolvem quedas de energia, oscilações e demora no religamento. Levamos essas demandas para as reuniões para que o plano atenda, de fato, às necessidades do produtor. A energia é um insumo essencial ao agricultor, que representa cerca de 25% dos custos de produção”, destaca Eliezer.
As ações previstas serão implementadas a curto, médio e longo prazos e foram estruturadas com base em temas considerados prioritários: poda de vegetação, financiamento, reforço de equipe, comunicação, cadastro, capacitação técnica, tecnologia, geração distribuída, investimentos em subestações e cronograma.
Outro avanço envolve um projeto de lei que retira dos produtores rurais a responsabilidade pelo manejo da vegetação próxima às redes de energia elétrica. O projeto de Lei 189/2026, de autoria dos deputados estaduais Hussein Bakri, Alexandre Curi, Fábio Oliveira, Moacyr Fadel e Evandro Araújo, altera a Lei Estadual 20.081/2019 e estabelece que a poda, manejo e supressão de árvores, em um raio de até 15 metros das redes de distribuição passem a ser responsabilidade das concessionárias. O projeto já está em tramitação na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) e deve ser aprovado ainda neste mês.
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Moatrigo 2026 debate efeitos das canetas emagrecedoras no mercado de alimentos
Engenheira de alimentos Cristina Leonhardt analisa como a difusão da semaglutida altera padrões de consumo, reduz ingestão de ultraprocessados e pressiona reformulações no setor de alimentos.

A popularização dos medicamentos agonistas de GLP 1, impulsionada pela recente expiração da patente da semaglutida, princípio ativo do Ozempic, pode transformar o setor alimentício no Brasil, tanto nos padrões de consumo quanto nas estratégias das empresas. O tema integra a programação do Moatrigo 2026, que será realizado na segunda-feira (13), em Curitiba (PR), promovido pelo Sindicato da Indústria do Trigo do Paraná (Sinditrigo PR), reunindo lideranças e representantes da cadeia moageira do trigo.

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A palestra “O impacto dos medicamentos GLP 1 nos negócios de alimentos brasileiros” será conduzida por Cristina Leonhardt, engenheira de alimentos com mais de 20 anos de experiência em inovação. Cristina apresentará uma leitura técnica e atualizada sobre como esses medicamentos, originalmente indicados para diabetes, mas amplamente usados para emagrecimento, estão mexendo com padrões de consumo e desafiando empresas de alimentos no país.
Mudanças de consumo já aparecem nos dados
Estudos indicam redução consistente na ingestão entre usuários dos GLP 1 e uma alteração clara nas escolhas alimentares. As tendências mostram queda na procura por processados, maior interesse por alimentos frescos e ácidos e impacto direto em categorias como snacks salgados, uma das mais sensíveis ao novo padrão.
Segundo Cristina, parte dessas mudanças permanece mesmo após o fim do tratamento, o que sinaliza efeitos estruturais para o setor, e

Foto: Divulgação/Freepik
não apenas um ajuste momentâneo.
A palestra também discutirá como empresas de alimentos já começam a reagir ao movimento, com desenvolvimento de produtos mais alinhados a esse novo perfil de consumo, incluindo itens ricos em fibras e proteínas. A especialista apresentará ainda caminhos estratégicos e éticos para que as fabricantes brasileiras se adaptem a diferentes cenários futuros.
