Suínos No Oeste catarinense
16º Simpósio Brasil Sul de Suinocultura inicia nesta terça-feira
Evento vai reunir médicos-veterinários, zootecnistas, consultores, pesquisadores, profissionais da agroindústria e produtores rurais até a próxima quinta-feira (15), no Centro de Cultura e Eventos Plínio Arlindo de Nes, em Chapecó (SC).

Inicia nesta terça-feira (13), em Chapecó (SC), a 16ª edição do Simpósio Brasil Sul de Suinocultura (SBSS), considerado um dos principais fóruns de discussão do setor na América Latina. O evento, promovido pelo Núcleo Oeste de Médicos Veterinários e Zootecnistas (Nucleovet), ocorrerá no Centro de Cultura e Eventos Plínio Arlindo de Nes nos dias 13, 14 e 15 desta semana. Reunirá médicos-veterinários, zootecnistas, consultores, pesquisadores, profissionais da agroindústria e produtores rurais.
O Simpósio se destaca por sua natureza científica, com grande capacidade para indicar tendências e atualizar os profissionais latino-americanos envolvidos na cadeia produtiva. Nesta edição, os painéis terão como temas sanidade, imunidade e microbiota, nutrição, manejo e gestão de produção, biosseguridade e pessoas.
Esses debates, segundo o presidente da Comissão Científica do SBSS, Paulo Bennemann, são essenciais para os atores do setor incrementarem os conhecimentos acerca das linhas atuais e futuras da suinocultura. “Toda a programação do Simpósio é preparada a partir dos tópicos mais relevantes para o cenário da cadeia suinícola. Com a explanação e os debates de pesquisadores renomados nacional e internacionalmente, os profissionais estarão capacitados para fortalecer ainda mais a suinocultura brasileira”, destaca.
Pedro Malan na abertura
A palestra de abertura será ministrada pelo ex-ministro da Fazenda Pedro Malan, às 18h35, com o tema “Trinta anos do Plano Real e as lições para o futuro da nossa Economia”. A preleção conta com patrocínio da Farmabase Saúde Animal.
Economista brasileiro respeitado internacionalmente, Malan é um dos autores do único plano econômico que deu certo na história recente do Brasil. Ministro da Fazenda (1995-2002) e presidente do Banco Central (1993-1994), Malan foi negociador-chefe da dívida externa (1991-1993) e representou o Brasil nas Diretorias Executivas no Banco Mundial e no BID (1986-1992). É um dos organizadores do livro, com Gustavo Franco e Edmar Bacha, “30 Anos do Real – Crônicas no calor do momento”. É doutor em Economia pela Universidade da Califórnia, Berkeley.
Escreveu Uma certa ideia do Brasil: Entre passado e futuro (Intrínseca, 2018) e foi co-organizador do livro 130 anos em busca da República (Intrínseca, 2019), vencedor do Prêmio Jabuti em 2020. Um dos organizadores do livro com Gustavo Franco e Edmar Bacha 30 Anos do Real – Crônicas no calor do momento (Intrínseca, 2024).
Setor de excelência
Cadeia produtiva caracterizada pela intensa interação entre agentes econômicos, centros de pesquisa e entidades públicas, a suinocultura tem avançado significativamente graças ao constante emprego de tecnologias inovadoras e à cooperação entre esses diversos elos cuja sinergia resulta em uma área de excelência produtiva.
O presidente do Nucleovet, Tiago José Mores, reforça a grandiosidade desta cadeia ao apontar que Santa Catarina é o maior produtor e exportador brasileiro de suínos, e o Brasil, por sua vez, é uma referência mundial no setor. “Aqui, possuímos a suinocultura mais avançada do planeta, um testemunho do nosso compromisso com a excelência. Nossa missão, enquanto comissão organizadora deste Simpósio, é selecionar, estruturar e apresentar uma programação de alto nível, capaz de sintetizar os mais recentes avanços da ciência e da tecnologia, colocando-os ao alcance de todos os participantes”.
Pig Fair e Granja do Futuro
Paralelamente à programação técnico-científica reconhecida pelo alto nível de qualidade, o evento ainda conta com a 15ª Brasil Sul Pig Fair, feira que reúne empresas de tecnologia, sanidade, nutrição, genética, aditivos e equipamentos para suinocultura. Além da Granja do Futuro, espaço que simula uma granja com os principais equipamentos necessários para a produção de suínos, destacando tecnologia e inovação. “Esses espaços são oportunidades para os congressistas conhecerem lançamentos do mercado, trocarem informações e, com isso, aprimorarem a produção. Também é um espaço para networking, uma das marcas do SBSS”, explica Mores.
Inscrições
As inscrições para o 16º SBSS poderão ser realizadas na secretaria, na entrada do Centro de Eventos. O investimento é de R$ 850 para profissionais e de R$ 480 para estudantes. Para os congressistas que se inscreverem no Simpósio, o acesso à Pig Fair é gratuito. O valor para participar somente da 15ª Brasil Sul Pig Fair é de R$ 200.
Programação Científica do 16º Simpósio Brasil Sul de Suinocultura
Terça-feira (13)
14h às 14h05 – Abertura da Programação Científica
Painel Custo ou Investimento
14h05 às 15h35 –Custo ou investimento: qual é o entendimento que temos a respeito de utilização de antimicrobianos, programa vacinais e biosseguridade? Como estamos mensurando o custo da nossa sanidade?
Palestrantes: Debatedores mesa-redonda
- Guilherme Marin: impacto do vazio sanitário
- Marcelo Rocha: Fatores de risco para biosseguridade e boas práticas de manejo
- Valdecir Luiz Mauerwerk: Visão da agroindústria sobre custos relacionados a sanidade
15h35 às 15h50 – Discussão
15h50 às 16h10 – Coffe-break
Painel Pessoas
16h15 às 16h55 – Equipes de alta performance, este é o caminho? Desafios da produção na escassez de mão de obra
Palestrantes: Leandro Trindade
16h55 às 17h25: Questionamentos
17h35 – Solenidade de Abertura Oficial do SBSS 2024
18h35 às 19h35 – Palestra de abertura: “30 anos do Plano Real e as lições para o futuro da nossa Economia”
Palestrante: Pedro Malan
19h45 – Coquetel de Abertura na PIG FAIR
Quarta-feira (14)
Painel Nutrição
08h às 08h40 – Nutrição de precisão: atualização das exigências nutricionais com foco em melhoria de performance
Palestrante: Melissa Hanas
08h45 às 09h25 – Estratégias nutricionais em desafios sanitários
Palestrante: Caio Abércio
09h25 às 09h40 – Questionamentos
09h45 às 10h15 – Coffe-break
Mesa-redonda Sanidade
10h15 às 11h55 – Síndrome respiratória dos suínos: E agora! (abordagem prática da situação e discussão sobre possibilidades de mitigação de perdas)
10h15 às 10h45: Influenza. O que podemos fazer além de “sentar e chorar”. Hoje conseguimos fazer terapia de suporte, e esperar o ciclo da doença passar?
Palestrante: Danielle Gava
10h50 às 11h20 – Mycoplasma hyopneumoniae, por que ainda causa tanto impacto sanitário? Estratégias para manter um equilíbrio no sistema de produção
Palestrante: Maria Pieters
11h20 às 12h – Questionamentos
12h0 às 14h – Intervalo para almoço
12h15 – Eventos Paralelos
Painel Gestão da Produção
14h às 14h40 – É possível melhorar a uniformidade dos leitões ao nascimento através da nutrição?
Palestrante: Jesus Acosta
14h45 às 15h45 – Desmistificando leitões de baixo peso: da teoria a prática?
Palestrantes: Fernanda Almeida e Djane Dallanora
15h45 às 16h05 – Questionamentos
16h05 às 16h25 – Coffe-break
Painel Imunidade e Microbiota
16h30 às 17h10 – Como a imunidade herdada e modulada na maternidade interferem na resposta vacinal?
Palestrante: Geraldo Alberton
17h15 às 17h55 – É possível incrementar a saúde respiratória por meio da microbiota intestinal?
Palestrante: Andres Gomez
17h55 às 18h15 – Questionamentos
18h25 – Eventos Paralelos
19h40 – Happy Hour na PIG FAIR
Quinta-feira (15)
Painel Biosseguridade
08h às 08h40 – Biossegurança em fábricas de rações: principais eventos de risco de contaminação do alimento às granjas
Palestrante: Gustavo Simão
08h45 às 09h25 – Conhecendo o inimigo: como garantir a segurança da granja com relação a roedores
Palestrante: Isis Pasian
09h25 às 09h45 – Questionamentos
09h45 às 10h05 – Coffe-break
Painel Manejo da Produção
10h10 às 11h45 – Perdas ao abate: oportunidades no campo e abatedouro
10h10 às 10h35 – Qual o papel do abatedouro como cliente do sistema de produção? Uma visão holística
Palestrante: Jalusa Deon Kich
10h35 às 11h45 – Debatedores:
- Marisete Cerutti
- Augusto Queluz
- Sérgio Carvalho
- Mônica Santi
- Ricardo José Buosi
11h45 às 12h – Questionamentos
12h05 – Sorteios e encerramento

Suínos
Atualização constante é requisito para permanecer competitivo na suinocultura, afirma presidente da Frimesa
Elias Zydek destaca que o Congresso de Suinocultores do Paraná vai ofeercer aos produtores acesso a informações estratégicas para decisões mais assertivas dentro e fora da granja.

A atualização constante de informações técnicas e de mercado tornou-se um dos principais fatores para a competitividade da suinocultura. Em um setor que convive com desafios sanitários, oscilações cambiais, custos elevados de produção e exigências crescentes dos consumidores, a capacidade de tomar decisões rápidas e bem fundamentadas pode definir os resultados da atividade.

Presidente executivo da Frimesa, Elias José Zydek: “Os eventos técnicos trazem informações atualizadas que orientam decisões mais assertivas em toda a cadeia produtiva e proporcionam uma importante troca de experiências entre seus integrantes”
Esse será um dos focos do 4º Congresso de Suinocultores do Paraná, promovido pelo Jornal O Presente Rural em parceria com a Frimesa. O evento será realizado em formato híbrido, com participação presencial para convidados em Marechal Cândido Rondon (PR) e transmissão ao vivo pelo canal do YouTube de O Presente Rural. Ative o lembrete clicando aqui.
Para o presidente executivo da Frimesa, Elias José Zydek, o principal diferencial do Congresso está justamente na proximidade entre quem produz, quem industrializa e quem acompanha diariamente as transformações do mercado. “É um evento diferente por duas grandes razões. Primeiro porque procura ter contato direto com o produtor e com toda a cadeia produtiva, discutindo os problemas e desafios nas áreas de tecnologia, sanidade, manejo e, principalmente, mercado. O produtor precisa estar próximo do que o mercado está querendo”, ressalta.
Segundo Zydek, o segundo diferencial está relacionado à qualidade e à atualidade das informações compartilhadas. “A informação é hoje o maior insumo de qualquer gestão e de qualquer negócio. Como ela muda rapidamente, é preciso estar sempre atualizado. É uma oportunidade que ninguém deveria perder. É o momento de debater, dar opinião, ouvir e participar”, salienta.
Competitividade depende de eficiência e ambiente econômico

Foto: Shutterstock
Ao analisar os principais desafios enfrentados atualmente pela suinocultura, Zydek destaca que os gargalos estão distribuídos dentro e fora da propriedade rural. “Dentro da porteira, o principal desafio está na eficiência produtiva associada ao bem-estar animal e à biosseguridade. O produtor precisa de escala e modernização tecnológica para diluir custos, mas enfrenta dificuldades relacionadas à sucessão familiar e aos altos investimentos exigidos pela atividade”, explica.
Fora da granja, os desafios passam principalmente pela logística e pelos custos de produção. “A infraestrutura logística e a dependência do milho e da soja são fatores importantes para a competitividade da cadeia. Além disso, as barreiras sanitárias internacionais exigem que o Paraná mantenha seu status sanitário com extremo rigor”, enfatiza.
Câmbio influencia diretamente o setor

Foto: Ari Dias/AEN
Na avaliação do executivo, uma das decisões mais críticas para a competitividade da cadeia está ligada ao comportamento do mercado internacional.
Hoje, aproximadamente um quarto de toda a produção brasileira de carne suína depende das exportações para equilibrar oferta e demanda. “O Brasil precisa exportar cerca de 25% da sua produção. Nessa situação, o câmbio é determinante. Quando o dólar fica abaixo de R$ 5,20, a exportação torna-se inviável, aumenta a oferta no mercado interno e os preços acabam caindo”, afirma.
De acordo com Zydek, compreender essa dinâmica é fundamental para que produtores e empresas consigam planejar seus investimentos e suas estratégias de produção.
Cooperativas impulsionam melhorias contínuas
O presidente executivo da Frimesa também destaca o papel das cooperativas na evolução técnica da atividade. Para ele, a sanidade permanece como a base de toda a cadeia produtiva. “A sanidade é sempre determinante. Sem ela não se alcança produtividade, padronização e nem mercado”, observa.
Além disso, Zydek avalia que ainda existe espaço para avanços importantes em áreas estratégicas da produção. “A busca por melhorias na conversão alimentar, prolificidade e redução da mortalidade deve ser contínua. Esse processo de melhoria permanente é um dos papéis mais importantes das cooperativas”, afirma.
Mercado exige planejamento e controle da oferta
Quando o assunto é mercado, Zydek acredita que os produtores precisam ampliar a compreensão sobre os fatores que influenciam os preços e a rentabilidade da atividade. “O resultado da cadeia de produção de suínos está no equilíbrio entre oferta e demanda. O mais importante é organizar a produção para controlar a oferta. Isso exige informações precisas, ações consistentes e acompanhamento permanente da demanda mundial”, destaca.
Segundo ele, eventos técnicos como o Congresso de Suinocultores do Paraná ajudam justamente a aproximar os produtores dessas informações e permitem a troca de experiências entre todos os elos da cadeia. “Os eventos técnicos trazem informações atualizadas que orientam decisões mais assertivas em toda a cadeia produtiva e proporcionam uma importante troca de experiências entre seus integrantes”, evidencia.
Programação do 4º Congresso de Suinocultores do Paraná
08h – Café de boas-vindas Sicredi
08h30 – Abertura
09h – Frimesa: trajetória e perspectivas na suinocultura brasileira
- Palestrante: Elias Zydek, presidente da Frimesa
09h30 – Mercado da carne suína: oportunidades para o segundo semestre de 2026
- Palestrante: Sula Alves, diretora técnica da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA)
10h10 – Coffee break
10h30 – Doenças emergenciais: como um único foco pode impactar toda a cadeia produtiva
- Palestrante: Rafael Gonçalves Dias, gerente de Saúde Animal da Adapar
11h10 – Streptococcus suis em suínos: da colonização à doença – implicações para a biosseguridade
- Palestrante: Aline Viott, médica-veterinária e professora na UFPR
11h50 – Biosseguridade na suinocultura: papel do fator humano e das tecnologias
- Formato: mesa redonda com gerentes de fomento das cooperativas Lar, Copagril, Primato, Copacol e C.Vale
12h10 – Almoço
13h30 – Regularização ambiental na propriedade rural – novas regras
- Palestrante: Carla Beck, engenheira agrônoma e assessora técnica do Meio Ambiente no Sistema Faep
14h – Sucessão familiar no agro: panorama global, realidade brasileira e desafios de reter o jovem no campo
- Palestrante: Milton Melz, mestre em Administração, com MBA em Agronegócios
14h40 – Retenção de talentos: como superar a crescente escassez de mão de obra na suinocultura
- Palestrante: Leandro Trindade, médico-veterinário e criador do Método BPL
15h20 – Holding rural: uma forma de planejamento patrimonial, sucessório e tributário para o agricultor
- Palestrante: Manoel Terças, advogado, especialista e palestrante em holding rural
15h50 – Mesa redonda sobre mão-de-obra e sucessão nos negócios
- Participantes: Leandro Trindade, Milton Melz e Manoel Terças
- Moderação: Eliana Panty
16h20 – Encerramento
Somando forças com O Presente Rural
Realizado pelo Jornal O Presente Rural, em parceria com a Frimesa, o 4º Congresso de Suinocultores do Paraná conta com patrocínio diamante da Ceva, Grouw Fiber (GFS), Imeve, Phibro, Sicoob, Topigs Norsvin e Vetquest; ouro da Agrifirm, Big Dutchman Brasil, Boehringer Ingelheim, DanBred, Havenza, Poly Sell e Sauvet; prata da American Nutrients, Construsui, Embio, GD Brasil, NNATRIVM, Oligo Basics, Sanex, Suitek, Vaxxinova e Vetanco; além da Agroceres PIC, CRJ Logística, Ilender, MSD Saúde Animal, Natural BR Feed, Ourofino e Sicredi.
O evento conta ainda com o apoio das Cooperativas Lar, Copagril, C.Vale, Copacol e Primato; da Associação Paranaense de Suinocultores, ASCMPR, Assuionoeste, Sistema Faep e BPL Educação.
Suínos
Atualização técnica é fundamental para produzir suínos com mais segurança e rentabilidade, ressalta presidente da Copacol
Valter Pitol destaca que o Congresso de Suinocultores do Paraná oferece acesso a conhecimento, tecnologias e informações estratégicas para fortalecer os resultados das granjas.

A busca por maior eficiência e rentabilidade na produção de suínos passa, cada vez mais, pelo acesso à informação e à atualização técnica. Em um setor marcado pela rápida evolução das tecnologias, exigências sanitárias e oscilações de mercado, acompanhar as transformações da atividade tornou-se um fator decisivo para a competitividade das granjas.

Presidente da Copacol, Valter Pitol: ““Nós da Copacol temos a suinocultura, que é importante para nossos associados. A participação deles nesse Congresso é importante pelo conhecimento disseminado, pela informação e atualização técnica”
Com esse objetivo, o 4º Congresso de Suinocultores do Paraná reunirá produtores, técnicos, cooperativas, agroindústrias e especialistas no dia 09 de junho, em Marechal Cândido Rondon (PR). A Copacol está entre as cooperativas que apoiam a realização do evento, promovido pelo Jornal O Presente Rural em parceria com a Frimesa.
Para o presidente da Copacol, Valter Pitol, o Congresso representa uma oportunidade importante para que os produtores tenham acesso às informações mais recentes sobre a atividade. “Nós acreditamos que o Congresso é uma oportunidade para o suinocultor estar participando, tendo informações, acesso a tecnologias e informações completas da suinocultura”, afirma.
Segundo Pitol, o conhecimento compartilhado durante o evento contribui diretamente para a evolução técnica das propriedades e para a tomada de decisões mais assertivas dentro das granjas.
Conhecimento aplicado à produção

Fotos: Schutterstock
A suinocultura ocupa papel estratégico dentro das atividades desenvolvidas pela Copacol e por seus cooperados. Por isso, iniciativas voltadas à disseminação de conhecimento são consideradas fundamentais para fortalecer a cadeia produtiva. “Nós da Copacol temos a suinocultura, que é importante para nossos associados. A participação deles nesse Congresso é importante pelo conhecimento disseminado, pela informação e atualização técnica”, ressalta o presidente.
A programação do evento abordará temas ligados à sanidade, biosseguridade, nutrição, mercado, sucessão familiar, gestão de pessoas e regularização ambiental, assuntos que impactam diretamente o desempenho das propriedades.
Produção segura e rentável
De acordo com Pitol, o principal objetivo de toda a cadeia produtiva é garantir que o produtor tenha condições de produzir com eficiência e obter resultados econômicos sustentáveis. “Precisamos produzir suínos com mais segurança, mas acima de tudo garantir que a atividade tenha resultado econômico para o produtor”, enfatiza.

A expectativa é que o Congresso proporcione um ambiente de troca de experiências entre os diferentes elos da cadeia, aproximando produtores, cooperativas, agroindústrias e especialistas em torno dos principais desafios e oportunidades da suinocultura.
Ao concentrar em um único dia debates técnicos e estratégicos, o evento busca levar aos participantes informações práticas e aplicáveis à realidade das granjas, contribuindo para o fortalecimento de uma das atividades mais importantes do agronegócio paranaense.
Programação do 4º Congresso de Suinocultores do Paraná
08h – Café de boas-vindas Sicredi
08h30 – Abertura
09h – Frimesa: trajetória e perspectivas na suinocultura brasileira
- Palestrante: Elias Zydek, presidente da Frimesa
09h30 – Mercado da carne suína: oportunidades para o segundo semestre de 2026
- Palestrante: Sula Alves, diretora técnica da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA)
10h10 – Coffee break
10h30 – Doenças emergenciais: como um único foco pode impactar toda a cadeia produtiva
- Palestrante: Rafael Gonçalves Dias, gerente de Saúde Animal da Adapar
11h10 – Streptococcus suis em suínos: da colonização à doença – implicações para a biosseguridade
- Palestrante: Aline Viott, médica-veterinária e professora na UFPR
11h50 – Biosseguridade na suinocultura: papel do fator humano e das tecnologias
- Formato: mesa redonda com gerentes de fomento das cooperativas Lar, Copagril, Primato, Copacol e C.Vale
12h10 – Almoço
13h30 – Regularização ambiental na propriedade rural – novas regras
- Palestrante: Carla Beck, engenheira agrônoma e assessora técnica do Meio Ambiente no Sistema Faep
14h – Sucessão familiar no agro: panorama global, realidade brasileira e desafios de reter o jovem no campo
- Palestrante: Milton Melz, mestre em Administração, com MBA em Agronegócios
14h40 – Retenção de talentos: como superar a crescente escassez de mão de obra na suinocultura
- Palestrante: Leandro Trindade, médico-veterinário e criador do Método BPL
15h20 – Holding rural: uma forma de planejamento patrimonial, sucessório e tributário para o agricultor
- Palestrante: Manoel Terças, advogado, especialista e palestrante em holding rural
15h50 – Mesa redonda sobre mão-de-obra e sucessão nos negócios
- Participantes: Leandro Trindade, Milton Melz e Manoel Terças
- Moderação: Eliana Panty
16h20 – Encerramento
Somando forças com O Presente Rural
Realizado pelo Jornal O Presente Rural, em parceria com a Frimesa, o 4º Congresso de Suinocultores do Paraná conta com patrocínio diamante da Ceva, Grouw Fiber (GFS), Imeve, Phibro, Sicoob, Topigs Norsvin e Vetquest; ouro da Agrifirm, Big Dutchman Brasil, Boehringer Ingelheim, DanBred, Havenza, Poly Sell e Sauvet; prata da American Nutrients, Construsui, Embio, GD Brasil, NNATRIVM, Oligo Basics, Sanex, Suitek, Vaxxinova e Vetanco; além da Agroceres PIC, CRJ Logística, Ilender, MSD Saúde Animal, Natural BR Feed, Ourofino e Sicredi.
O evento conta ainda com o apoio das Cooperativas Lar, Copagril, C.Vale, Copacol e Primato; da Associação Paranaense de Suinocultores, ASCMPR, Assuionoeste, Sistema Faep e BPL Educação.
Suínos
Congresso de Suinocultores do Paraná coloca biosseguridade no centro dos debates da atividade
Coordenador de Suinocultura da Lar afirma que falhas na proteção sanitária podem comprometer toda a produção e defende maior alinhamento entre produtores e assistência técnica.

A biosseguridade continua sendo um dos maiores desafios da suinocultura moderna e será um dos temas centrais do 4º Congresso de Suinocultores do Paraná, que acontece no dia 09 de junho, em Marechal Cândido Rondon (PR). O evento será realizado em formato híbrido, com participação presencial para convidados em Marechal Cândido Rondon (PR) e transmissão ao vivo pelo canal do YouTube de O Presente Rural. Ative o lembrete clicando aqui.

Técnico em Agropecuária e coordenador de suinocultura na Cooperativa Lar, Evandro Cezar Beraldin: “É fundamental colocar o produtor como protagonista do evento, porque é lá na propriedade, onde ele trabalha todos os dias, que a suinocultura realmente acontece”
Em uma região que concentra uma das maiores densidades de produção de suínos do país, o técnico em Agropecuária e coordenador de Suinocultura da Cooperativa Lar, Evandro Cezar Beraldin, ressalta que prevenir a entrada e disseminação de doenças é uma condição indispensável para garantir a sustentabilidade da atividade.
O profissional destaca que os avanços em gestão, treinamento e qualificação profissional podem ser conquistados com investimentos e capacitação. Já a biosseguridade exige vigilância permanente. “O principal gargalo que nós temos hoje é a biosseguridade. Outros pontos relacionados à gestão técnica podem ser trabalhados com treinamento, qualificação e especialização das equipes. Porém, quando a biosseguridade da granja é comprometida, não existe mais como remediar”, afirma.
Segundo Beraldin, o desafio se torna ainda maior em regiões com elevada concentração de granjas e intensa movimentação de pessoas e veículos. “Estamos numa região muito adensada, com instalações mais antigas, propriedades muito próximas umas das outras, rodovias passando perto das granjas e diferentes integradoras atuando no mesmo território. Tudo isso aumenta a complexidade do controle sanitário”, ressalta.
Uniformidade das carcaças segue como desafio
Além das questões sanitárias, Beraldin aponta que a busca por uniformidade dos lotes continua sendo uma das principais dificuldades enfrentadas dentro das granjas.

De acordo com ele, mesmo com os avanços genéticos e nutricionais registrados nas últimas décadas, ainda existem diferenças significativas de desempenho entre os animais. “O principal ponto de desalinhamento entre o que a indústria exige e a realidade da granja está relacionado à uniformidade das carcaças. Esse é um desafio que atravessa décadas e continua presente. O peso de nascimento é naturalmente diferente entre os indivíduos e, ao longo das fases de crescimento e terminação, essas diferenças acabam reaparecendo”, explica.
O coordenador destaca que o agrupamento dos animais por tamanho ajuda a reduzir essa variabilidade, mas exige manejo constante e nem sempre é suficiente para manter a uniformidade desejada até o abate.
Outro fator apontado por ele envolve as exigências relacionadas à conformação das carcaças. “Qualquer hérnia ou problema semelhante pode levar à classificação daquele animal como não conforme. Muitas vezes isso resulta na condenação da carcaça. É uma exigência que não parte diretamente da indústria, mas dos órgãos fiscalizadores, e que acaba gerando perdas importantes ao longo da cadeia”, observa.
Produtor e técnico devem atuar lado a lado

Para Beraldin, a velocidade na identificação dos problemas dentro da granja é um dos fatores que mais influenciam os resultados produtivos. Por isso, ele defende uma relação próxima entre produtores e equipes técnicas. “O principal conhecimento que o produtor pode ter na tomada de decisão é entender a dinâmica do mercado e manter uma relação muito próxima com o técnico. No primeiro sinal de qualquer anormalidade dos animais, a assistência técnica deve ser acionada”, enfatiza.
Segundo ele, a experiência acumulada pelos profissionais que acompanham diferentes granjas permite respostas mais rápidas e eficientes diante de possíveis problemas sanitários ou produtivos. “Aquele lote é único para o produtor, mas o técnico observa diversos lotes ao longo da semana. Isso permite agir rapidamente e tomar decisões com mais segurança. O principal é que o produtor conheça bem seu plantel e esteja alinhado com a assistência técnica”, ressalta.
Congresso reforça protagonismo do produtor
Na avaliação de Beraldin, um dos diferenciais do Congresso de Suinocultores do Paraná é justamente manter o foco no produtor e na realidade das propriedades rurais. “É fundamental colocar o produtor como protagonista do evento, porque é lá na propriedade, onde ele trabalha todos os dias, que a suinocultura realmente acontece”, destaca.
Programação do 4º Congresso de Suinocultores do Paraná
08h – Café de boas-vindas Sicredi
08h30 – Abertura
09h – Frimesa: trajetória e perspectivas na suinocultura brasileira
- Palestrante: Elias Zydek, presidente da Frimesa
09h30 – Mercado da carne suína: oportunidades para o segundo semestre de 2026
- Palestrante: Sula Alves, diretora técnica da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA)
10h10 – Coffee break
10h30 – Doenças emergenciais: como um único foco pode impactar toda a cadeia produtiva
- Palestrante: Rafael Gonçalves Dias, gerente de Saúde Animal da Adapar
11h10 – Streptococcus suis em suínos: da colonização à doença – implicações para a biosseguridade
- Palestrante: Aline Viott, médica-veterinária e professora na UFPR
11h50 – Biosseguridade na suinocultura: papel do fator humano e das tecnologias
- Formato: mesa redonda com gerentes de fomento das cooperativas Lar, Copagril, Primato, Copacol e C.Vale
12h10 – Almoço
13h30 – Regularização ambiental na propriedade rural – novas regras
- Palestrante: Carla Beck, engenheira agrônoma e assessora técnica do Meio Ambiente no Sistema Faep
14h – Sucessão familiar no agro: panorama global, realidade brasileira e desafios de reter o jovem no campo
- Palestrante: Milton Melz, mestre em Administração, com MBA em Agronegócios
14h40 – Retenção de talentos: como superar a crescente escassez de mão de obra na suinocultura
- Palestrante: Leandro Trindade, médico-veterinário e criador do Método BPL
15h20 – Holding rural: uma forma de planejamento patrimonial, sucessório e tributário para o agricultor
- Palestrante: Manoel Terças, advogado, especialista e palestrante em holding rural
15h50 – Mesa redonda sobre mão-de-obra e sucessão nos negócios
- Participantes: Leandro Trindade, Milton Melz e Manoel Terças
- Moderação: Eliana Panty
16h20 – Encerramento
Somando forças com O Presente Rural
Realizado pelo Jornal O Presente Rural, em parceria com a Frimesa, o 4º Congresso de Suinocultores do Paraná conta com patrocínio diamante da Ceva, Grouw Fiber (GFS), Imeve, Phibro, Sicoob, Topigs Norsvin e Vetquest; ouro da Agrifirm, Big Dutchman Brasil, Boehringer Ingelheim, DanBred, Havenza, Poly Sell e Sauvet; prata da American Nutrients, Construsui, Embio, GD Brasil, NNATRIVM, Oligo Basics, Sanex, Suitek, Vaxxinova e Vetanco; além da Agroceres PIC, CRJ Logística, Ilender, MSD Saúde Animal, Natural BR Feed, Ourofino e Sicredi.
O evento conta ainda com o apoio das Cooperativas Lar, Copagril, C.Vale, Copacol e Primato; da Associação Paranaense de Suinocultores, ASCMPR, Assuionoeste, Sistema Faep e BPL Educação.



