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1,5 mil mulheres devem participar do 12º Encontro de Produtoras Rurais no Paraná
Pela primeira vez em 12 anos, o evento acontece em dois dias e vai contar com a presença de representantes da Federação da Agricultura do Estado do Paraná e da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil.
O 12º Encontro de Produtoras Rurais de Cascavel, organizado pelo Sindicato Rural de Cascavel por meio de sua comissão feminina, reunirá 1,5 mil mulheres produtoras rurais de todo o Paraná entre esta quinta (08) e sexta-feira (09), no espaço do Show Rural Digital Coopavel. Pela primeira vez em 12 anos, o evento acontece em dois dias e vai contar com a presença de representantes da Federação da Agricultura do Estado do Paraná e da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil.
A saúde mental das mulheres no campo será um dos temas centrais do encontro. Em meio a tantas responsabilidades e desafios diários, a questão do bem-estar psicológico ganha destaque. Segundo a presidente da Comissão Feminina de Cascavel, Maria Beatriz Orso, é essencial que as produtoras rurais recebam apoio e orientações para manterem sua saúde mental em dia. “O campo pode ser um ambiente desafiador e precisamos cuidar de quem cuida da nossa produção. Precisamos incentivar as mulheres do campo a buscarem ajuda, quando necessário e entender que, assim como uma dor física, a dor emocional precisa ser tratada”, explica Maria Beatriz Orso.
Outro ponto alto do evento será a discussão sobre a economia agrícola. Especialistas da área trarão análises e previsões para os próximos anos, auxiliando os produtores a se prepararem para os desafios econômicos que podem surgir.
Segurança no campo
A segurança no campo também será tema de debate. Com a presença de autoridades locais e especialistas em segurança rural, serão discutidas estratégias para prevenir e combater a violência no meio rural. “A segurança no campo é uma preocupação constante. Precisamos de políticas públicas eficazes e de ações concretas para proteger nossas famílias, propriedades e mulheres,” afirma a presidente da comissão feminina do Sindicato.
Paulo explica que o Sistema Faep/Senar atualmente já trabalha diversas frentes e parcerias com a Polícia Militar para a proteção no campo. No entanto, o presidente relembra que muitas produtoras ainda não possuem conhecimento de todas essas frentes. “O Encontro é uma oportunidade para a disseminação correta e assertiva de informações que, em um contexto de perigo, podem salvar vidas”, afirma Paulo Orso.
12 anos de história!
O Encontro de Produtoras Rurais de Cascavel, agora em sua 12ª edição, consolidou-se como um evento de extrema relevância no calendário agrícola do Paraná. Ao longo dos anos, ele se tornou um espaço de troca de experiências, aprendizado e fortalecimento da rede de apoio entre as mulheres do campo.
Desde sua primeira edição, o evento cresceu em número de participantes e em abrangência dos temas abordados, refletindo as transformações e os desafios enfrentados pelas produtoras rurais. Maria Beatriz Orso, presidente da Comissão Feminina do Sindicato Rural de Cascavel, destaca: “Cada edição do Encontro de Produtoras Rurais é uma oportunidade de celebrarmos nossas conquistas e de nos prepararmos para os desafios futuros. É gratificante ver como o evento cresceu e se fortaleceu ao longo dos anos.”
A celebração dos 12 anos do evento é marcada por uma programação ainda mais robusta e diversificada. Pela primeira vez realizado em dois dias consecutivos, o encontro deste ano promete ser o mais completo até agora, abordando não apenas questões técnicas da agricultura, mas também temas fundamentais como saúde mental e segurança no campo. “Essa evolução é um reflexo direto das necessidades e demandas das produtoras rurais, que são a essência do nosso encontro. São doze anos de história e de luta! A mulher do campo está assumindo um protagonismo que sempre foi dela por direito, e é um honra para nós podermos impulsionar isso e trazer essa consciência para mais produtoras todos os anos,” conclui Maria Orso.
“Por conta da sua importância, o Encontro de Produtoras Rurais em Cascavel já está fixo, todos os anos, no calendário do Sistema Sistema Faep/Senar e da Comissão Estadual de Mulheres da Faep. Esse é um dos principais eventos do Brasil voltado para as produtoras rurais, o que nos orgulha muito. Fazemos questão de apoiar e participar, pois sabemos que é mais um momento de conexão e aprendizado, além de fortalecer ainda mais o sistema sindical rural”, afirma Ágide Eduardo Meneguette, presidente interino do Sistema Faep/Senar.

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Coops Day 2026 mobiliza Santa Catarina com ações em 12 municípios

O cooperativismo será celebrado em Santa Catarina com uma programação que combina eventos presenciais, ações de rua e atividades de comunicação em diferentes regiões do Estado. As iniciativas marcam o Dia Internacional do Cooperativismo, o Coops Day 2026, celebrado mundialmente no primeiro sábado de julho.

Foto: Shutterstock
Neste ano, a mobilização tem como tema “Cooperativas por um mundo pacífico”, definido pela Aliança Cooperativa Internacional (ACI), e orienta as ações do movimento em diversos países. A proposta relaciona o cooperativismo à construção de sociedades mais inclusivas e sustentáveis, com base em inclusão econômica, participação social e fortalecimento das comunidades.
No Estado, a programação envolve tanto eventos abertos ao público quanto ações simultâneas de divulgação em municípios catarinenses.
Programação cultural
Em Chapecó, o Coops Day 2026 foi realizado na última quinta-feira (02), no Teatro do Centro de

Foto: Divulgação
Cultura e Eventos Plínio Arlindo De Nes. O encontro reúne cooperados, colaboradores, autoridades e comunidade em uma programação aberta ao público.
O evento contou com abertura oficial, apresentações culturais e interação com os Mascotes do Cooperativismo. O destaque foi o espetáculo do Grupo Sou Arte, de Campo Mourão (PR), inspirado no tema mundial do cooperativismo em 2026.
Ações de rua
Além da programação em Chapecó, o Sistema Ocesc promove no sábado (04) uma série de blitzes em parceria com emissoras de rádio em 11 municípios de Santa Catarina.
As ações serão realizadas em espaços públicos, praças e parques, com transmissões ao vivo, interação com o público, distribuição de brindes e participação de cooperativas locais.

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As atividades integram a celebração do Coops Day, data reconhecida pela Organização das Nações Unidas (ONU) e promovida pela Aliança Cooperativa Internacional (ACI), que destaca a contribuição das cooperativas para o desenvolvimento econômico e social.
Segundo o coordenador de comunicação da Ocesc, Paulo Henrique Santhias, a proposta é ampliar o alcance do tema no cotidiano da população. “Queremos levar a mensagem do cooperativismo para onde as pessoas estão, mostrando de forma leve e interativa como esse modelo de negócios gera desenvolvimento, oportunidades e qualidade de vida”, afirma.
Municípios participantes
As ações ocorrerão em Florianópolis, Joinville, Blumenau, Lages, Tubarão, Concórdia, Chapecó, São Miguel do Oeste, Caçador, Criciúma e Canoinhas (local a confirmar).
Em Chapecó, também estão previstas atividades na Praça do Loteamento Vederti I e em frente ao Boca Sport Bar.
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Copagril recebe honraria da Assembleia de Mato Grosso do Sul por atuação no cooperativismo
Cooperativa foi uma das seis representantes do ramo agropecuário reconhecidas pela contribuição ao desenvolvimento econômico e social sul-mato-grossense.

A Copagril foi uma das cooperativas homenageadas com a Medalha e o Diploma de Honra ao Mérito Legislativo em Homenagem ao Cooperativismo Sul-Mato-Grossense, durante sessão solene realizada pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS), na última quarta-feira (1º) , em Campo Grande (MS). A homenagem integrou a programação da Semana do Cooperativismo e reconheceu pessoas, instituições e cooperativas que contribuem para o fortalecimento do movimento cooperativista e para o desenvolvimento econômico e social do Estado.

Homenagem reconheceu a contribuição da Copagril para o cooperativismo sul-mato-grossense – Foto: Divulgação/Copagril
A solenidade foi proposta pelo deputado estadual Professor Rinaldo Modesto, presidente da Frente Parlamentar de Defesa do Cooperativismo (Frencoop/MS), que destacou a importância do setor para Mato Grosso do Sul. Atualmente, o cooperativismo representa cerca de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) estadual, reunindo mais de 138 cooperativas, aproximadamente 668 mil cooperados e cerca de 15,5 mil empregos diretos.
Entre as cooperativas do ramo agropecuário, apenas seis receberam a honraria, evidenciando o protagonismo da Copagril no desenvolvimento do cooperativismo sul-mato-grossense. A cooperativa foi representada na cerimônia pelo diretor vice-presidente, Cesar Luiz Petri, e pelo diretor-secretário, Ademir Luis Griep.
O reconhecimento reforça a trajetória construída pela Copagril no Estado, onde atua desde a década
de 1980. Nos últimos anos, a cooperativa intensificou seu plano de expansão, ampliando sua presença em diferentes regiões do Mato Grosso do Sul. De 2025 a 2026, foram inauguradas seis novas unidades, consolidando a estratégia de crescimento e de proximidade com os produtores rurais.
Para o diretor vice-presidente, Cesar Luiz Petri, a homenagem demonstra que o trabalho

Diretor-secretário da Copagril, Ademir Luis Griep, com o diretor vice-presidente Cesar Luiz Petri representaram a Copagril na cerimônia realizada em Campo Grande (MS) – Foto: Divulgação/Copagril
desenvolvido pela cooperativa vem gerando resultados concretos para o desenvolvimento regional. “Receber esta homenagem é motivo de muito orgulho para a Copagril. É o reconhecimento de uma trajetória construída com seriedade, compromisso com os cooperados e investimentos constantes no Mato Grosso do Sul. Seguiremos trabalhando para fortalecer o agronegócio e levar cada vez mais oportunidades aos produtores da região”, destaca Petri.
O diretor-secretário, Ademir Luis Griep, ressalta que a expansão da cooperativa no Estado está diretamente ligada aos princípios do cooperativismo. “Esse reconhecimento pertence a todos que fazem parte da Copagril. Nossa missão é estar cada vez mais próximos do produtor, oferecendo soluções, assistência técnica e segurança para que ele possa produzir com eficiência. É gratificante ver esse trabalho sendo valorizado pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul”, afirma Griep.
Para a Copagril, a homenagem representa o reconhecimento de um trabalho pautado nos princípios do cooperativismo, na geração de oportunidades para os cooperados e no compromisso com o desenvolvimento regional. A expansão da cooperativa no Mato Grosso do Sul reafirma esse propósito, levando soluções, tecnologia, assistência técnica e fortalecendo o agronegócio em um dos estados mais promissores do país.
A Medalha e o Diploma de Honra ao Mérito Legislativo foram instituídos pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul para reconhecer pessoas e instituições que contribuem de forma significativa para o fortalecimento do cooperativismo, um modelo de negócio que segue impulsionando o desenvolvimento econômico, social e sustentável do Estado.
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Veto ao Projeto dos Safristas mantém impasse sobre contratação de temporários no campo
Texto aprovado pelo Congresso previa preservar o acesso a programas sociais para trabalhadores contratados durante a safra. Cooperativas e setor produtivo defendem derrubada do veto.

Ampliar a oferta de mão de obra formal durante os períodos de safra sem comprometer a proteção social dos trabalhadores é um dos principais desafios enfrentados pela agropecuária brasileira. Como forma de oferecer uma solução para essa questão, o Projeto de Lei (PL) 715/2023, conhecido como Projeto dos Safristas, apoiado pelo cooperativismo, foi aprovado no Congresso Nacional. Apesar de sua importância para o setor, a proposta foi integralmente vetada pela Presidência da República e, por isso, a expectativa agora é de que a decisão seja revertida no Parlamento.

Foto: Gilson Abreu
De autoria do deputado Zé Vitor (MG), membro da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop), o projeto prevê que a renda obtida em contratos temporários de safra não seja considerada para a exclusão imediata de programas sociais. A medida busca reduzir a informalidade, ampliar as oportunidades de trabalho no campo e atender à demanda de produtores rurais e cooperativas que enfrentam dificuldades para contratar trabalhadores durante os períodos de colheita.
Relator da matéria, o deputado Evair de Melo (ES), também membro da Frencoop, defende que a iniciativa responde a uma demanda histórica do setor produtivo e cria condições para ampliar a formalização das relações de trabalho. “A ideia é fomentar a formalização do trabalho em diversas culturas agrícolas. As regras dos programas sociais e a remuneração por produtividade acabam criando um cenário que incentiva a informalidade. Precisamos oferecer segurança para quem quer trabalhar e para quem precisa contratar”, afirma.
Cooperativas defendem mudança
O Projeto dos Safristas conta com apoio do Sistema OCB e de cooperativas agropecuárias, que afirmam enfrentar dificuldades recorrentes para formar equipes durante os períodos de colheita.
Segundo a entidade, a escassez de mão de obra formal afeta diferentes cadeias produtivas e tem levado produtores e cooperativas a buscar alternativas para atender à demanda sazonal de trabalhadores.

Foto: Divulgação
Dados do Sistema OCB indicam que o ramo agropecuário reúne 1.172 cooperativas, movimenta R$ 438,2 bilhões por ano e responde por mais de 257 mil empregos diretos no país.
Para a presidente-executiva do Sistema OCB, Tania Zanella, a proposta cria um mecanismo para aproximar políticas de assistência social e de geração de emprego. “O desafio da mão de obra no campo só será resolvido com regras que estimulem a formalização. O Projeto dos Safristas representa um avanço porque aproxima políticas sociais e políticas de emprego, beneficiando trabalhadores, cooperativas e toda a cadeia agropecuária”, afirma.
Próximo passo depende do Congresso
Com o veto presidencial, o projeto retorna ao Congresso Nacional, que decidirá, em sessão conjunta de deputados e senadores, se mantém ou derruba a decisão do Executivo. Caso o veto seja rejeitado, o texto poderá ser promulgado e entrar em vigor.
A discussão ocorre em um momento em que produtores rurais e cooperativas relatam dificuldades para preencher vagas temporárias durante as safras, especialmente em atividades que exigem grande número de trabalhadores em períodos concentrados. O Projeto dos Safristas foi apresentado como uma tentativa de reduzir esse gargalo por meio de incentivos à contratação formal, sem impacto imediato sobre os benefícios sociais recebidos pelos trabalhadores.



