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13ª Jornada da Soja Copasul apresenta resultados, mostra de variedades e palestras sobre sistemas alternativos
Dia de Campo será realizado na próxima quarta-feira (17), em Naviraí (MS), e integra o calendário de grandes eventos da cooperativa.

Na próxima quarta-feira (17), a Copasul vai realizar em Naviraí (MS) a 13ª edição da Jornada Técnica da Soja, que faz parte do seu calendário de grandes eventos e abre o circuito de dias de campo da safra em 2024. A programação do evento terá palestras sobre irrigação, sanidade, plantas de cobertura e ainda apresentação de resultados de trabalhos sobre nutrição e uso de regulador de crescimento, além do tradicional giro pelos campos com variedades de soja recomendadas para a região.
O evento está programado para começar às 6h30 da manhã na Fazenda Flor de Maio, do Grupo AgroAS, um dos anfitriões do dia. Logo depois da abertura, uma parte do público presente vai assistir a palestra do engenheiro agrônomo e agricultor William Matté, produtor na região do PAD+DF. Ele vai falar sobre sistema de produção em área irrigada.
“Como a gente está numa área de pivô, o William Matté vai falar sobre manejo de irrigação. O William é um produtor e um agrônomo muito técnico, que planta na região do PAD-DF, que é umas regiões mais tecnificadas de irrigação. Então o William vai mostrar para nós um pouco do sistema produtivo dele, como é que ele faz a irrigação, porque ele usa e onde ele usa. É bom para a gente abrir nossa cabeça sobre manejo, sobre novas culturas, até porque às vezes a gente tem que buscar alternativas diferentes”, contextualizou o engenheiro agrônomo Anderson Guido, gerente corporativo do departamento agronômico da Copasul.
Enquanto parte do público assiste a apresentação de Matté, outra parte vai rodar primeiro pelas dinâmicas de campo para depois conferir a palestra. Estas dinâmicas compreendem uma apresentação sobre plantas de cobertura a ser feita pelo engenheiro agrônomo Douglas Gitti, doutor em sistemas de produção pela Unesp de Ilha Solteira e pesquisador de manejo e fertilidade do solo da Fundação MS.
De acordo com Guido, a palestra do pesquisador da Fundação MS será apresentada num momento oportuno para a tomada de decisão do cooperado, que colhe a soja de olho na formação das possíveis áreas com plantas de cobertura. A escolha pela planta ou pelo mix mais adequado varia de acordo com a janela da colheita, então as informações ajudam o produtor neste processo.
A outra dinâmica de campo que ocorre na parte da manhã é a apresentação de resultados de um trabalho técnico sobre uso de regulador de crescimento realizado junto ao professor doutor em agronomia Evandro Binotto Fagan, pesquisador e professor da Unipam, de Patos de Minas-MG. “São os consultores do departamento agronômico da Copasul que vão apresentar o tema. A gente está contando o número de vagens, o número de ramificações e tem diferença umas das outras. Quando você examina, você vê a diferença de um tratamento para o outro, é bem bacana”, antecipou Anderson Guido.
Concluída a programação da manhã, os participantes da Jornada vão almoçar na Fazenda Alvorada, pertencente ao Grupo Antigo, também anfitriões do evento. Logo após a refeição, haverá palestra no barracão sobre “Desafios e Perspectivas no Controle Químico de Doenças em Soja”, com a engenheira agrônoma doutora em fitopatologia Carolina Deuner, professora de Agronomia da Universidade de Passo Fundo, e consultora da ProtScience.
Na sequência, haverá mais uma divulgação de resultados, desta vez de trabalhos relacionados a nutrição de plantas, desenvolvido com com o engenheiro agrônomo e diretor da DK Ciência Agronômica, Henry Sako, que estará presente no evento. “São trabalhos importantes desenvolvidos a campo. No ano passado, esses experimentos deram resultados muito interessantes e vamos apresentar para o cooperado porque eles estão dando respostas”, anunciou Guido.
Por fim, haverá a tradicional apresentação das variedades de soja com indicação para plantio na região. “Está muito bonito o campo de variedades. Eu estive lá e, graças a Deus, ele não sofreu com essa estiagem, pegou umas chuvas boas, então estão bonitas as variedades, o que é importante porque dá pra ter uma noção muito boa do seu potencial”, avaliou o gerente do departamento agronômico da Copasul.
O credenciamento para a 13ª Jornada Técnica da Soja poderá ser feito no local, a partir das 6h30 na Fazenda Flor de Maio, em Naviraí. As inscrições são gratuitas e também podem ser feitas antecipadamente clicando aqui.

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Moatrigo 2026 reúne 450 participantes e aprofunda debate sobre desafios da cadeia do trigo
Workshop destacou tendências globais, retração produtiva no Brasil e impactos diretos para a indústria moageira.

O Moatrigo 2026 reuniu cerca de 450 participantes da cadeia moageira em um encontro dedicado a debates estratégicos, análises de mercado e conteúdo técnico. O workshop foi realizado na segunda-feira (13), pelo Sinditrigo-PR, em Curitiba, e reforçou a posição do evento entre os principais fóruns do setor do trigo no Brasil, com aumento de participação e densidade técnica a cada edição.
Na avaliação dos especialistas que compartilharam suas análises no Moatrigo, há consenso sobre o momento desafiador vivido pelos moinhos, com um cenário internacional atual de oferta elevada, redução expressiva da área plantada no Brasil e desafios de qualidade na safra argentina. No curto prazo, os contratos futuros já indicam alta, sustentados por uma safra mundial menor, pela redução histórica da área plantada nos Estados Unidos e pelo aquecimento dos preços na Argentina.
No Brasil, o quadro é mais sensível. A temporada 25/26 deve fechar com cerca de 7,1 milhões de toneladas importadas, e a estimativa é que a nova safra 2026/27 deve produzir apenas 6,5 milhões, volume muito inferior ao potencial já demonstrado pelo país. O Paraná, perdendo área para milho safrinha e cevada, também deve precisar importar em 2026/27, algo em torno de 1,8 milhão de toneladas. No ciclo 2026/27, a projeção da necessidade nacional de importação pode chegar a 8,2 milhões de toneladas.
A Argentina permanece como principal origem, mas sua safra, embora volumosa, apresentou proteína média de 11,2% e glúten úmido de 20,9%, exigindo complementar blends com trigos de outras origens, mais caros. Como país estruturalmente importador, o Brasil não forma preço e convive com custos elevados mesmo quando há oferta global confortável. Os debatedores destacaram ainda uma projeção de dois anos pela frente de aumento estrutural de custos, agravado pelo risco climático, pela baixa atratividade ao produtor e pela limitação de investimentos.
Espaço necessário para debate e atualização
“A cada edição, percebemos o quanto o Moatrigo se fortalece como um espaço necessário. O que torna o evento especial é a combinação entre público técnico, discussões estratégicas e a troca qualificada de experiências. Reunir quase 450 profissionais neste ano confirma que o setor está empenhado em buscar caminhos consistentes, atualizados e colaborativos para enfrentar um cenário cada vez mais complexo”, afirmou Paloma Venturelli, presidente do Sinditrigo-PR.
O encontro também evidenciou a importância do networking qualificado, um dos pontos mais valorizados pelos participantes. Profissionais de diferentes regiões aproveitaram o ambiente para trocar percepções, aprofundar relações institucionais e ampliar conexões que fortalecem toda a cadeia. “No Moatrigo, essas interações não acontecem à margem da programação: elas fazem parte do valor do evento e contribuem diretamente para a construção de soluções e parcerias em um momento em que a indústria demanda cooperação e leitura conjunta de cenário”, ressaltou Paloma, que já confirmou a realização da edição 2027 do evento, provavelmente em março do ano que vem.
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Rio Grande do Sul inicia censo para mapear agroindústrias familiares
Levantamento deve alcançar mais de 4 mil empreendimentos e orientar políticas públicas.

O governo do Rio Grande do Sul iniciou, nesta terça-feira (14), a aplicação do Diagnóstico Socioeconômico do Programa Estadual de Agroindústria Familiar (Peaf), com o objetivo de mapear a realidade de mais de 4 mil agroindústrias familiares no Estado. A primeira entrevista foi realizada em Estância Velha, na agroindústria Sabores do Rancho Laticínio Artesanal.

Secretário Gustavo Paim realizou a aplicação do primeiro censo na Agroindústria Sabores do Rancho em Estância Velha
Batizado de Censo das Agroindústrias Familiares, o levantamento vai reunir informações sobre gestão, sucessão familiar, qualidade de vida, nível de inovação e perspectivas futuras dos empreendimentos rurais.
A ação é coordenada pela Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), em parceria com a Emater-RS/Ascar e o Departamento de Economia e Estatística (DEE). A proposta é gerar uma base de dados que auxilie na formulação de políticas públicas voltadas ao fortalecimento do setor.
Segundo o secretário de Desenvolvimento Rural, Gustavo Paim, o diagnóstico permitirá identificar demandas específicas dos produtores. A partir dessas informações, o governo pretende direcionar ações com maior precisão, focadas na qualificação da produção e no desenvolvimento das agroindústrias familiares.
O presidente da Emater-RS/Ascar, Claudinei Baldissera, destacou que o levantamento também deve aprimorar o atendimento técnico no campo. Com dados mais detalhados, a expectativa é ampliar a atuação da assistência técnica e identificar novas oportunidades para os produtores.
A primeira entrevista foi realizada com a produtora Rafaela Jacobs, proprietária da Sabores do Rancho, agroindústria que produz queijos coloniais, iogurtes e sorvetes artesanais. Ela ressaltou que iniciativas como o censo contribuem para dar visibilidade ao setor e incentivar a permanência das famílias no meio rural.
O Programa Estadual de Agroindústria Familiar (Peaf) reúne empreendimentos que podem participar de feiras promovidas pelo governo estadual. Em 2025, o programa atingiu a marca de 2 mil agroindústrias certificadas, consolidando sua atuação no fortalecimento da agricultura familiar no Rio Grande do Sul.
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Fenagra 2026 aposta em tecnologia, sustentabilidade e novos mercados
Programação inclui congressos com foco em inovação, descarbonização e biocombustíveis.





Em sua 19ª edição, o evento contará com 250 expositores, entre empresas nacionais e internacionais, ocupando dois pavilhões e uma área de 26 mil metros quadrados. A expectativa é receber cerca de 14 mil visitantes e congressistas, com participação de representantes de países da América do Sul, Europa, Ásia, Estados Unidos, Rússia, Austrália e Arábia Saudita.
Nos dias 13 e 14 de maio, ocorre o III Fórum Biodiesel e Bioquerosene, promovido pela UBRABIO. O encontro reúne representantes do governo, indústria e academia para discutir o avanço dos biocombustíveis, a substituição de combustíveis fósseis e os impactos da legislação no setor.