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12ª edição do Simpósio da ACAV traz ampla programação técnica e científica
Palestrantes de renome abordarão os principais temas da atualidade
Foi divulgado nessa semana a programação completa da 12ª edição do Simpósio Técnico de Incubação, Matrizes de Corte e Nutrição, promovido pela Associação Catarinense de Avicultura (ACAV). O evento está programado para o período de 25 a 27 de setembro, nas dependências do Oceania Park Hotel & Convention Center, na Praia dos Ingleses, em Florianópolis. “O evento busca aperfeiçoar o nível de qualidade da cadeia produtiva do setor”, afirma o presidente da ACAV, José Antonio Ribas Júnior.
Na terça-feira (25), das 10h às 14h os participantes terão o pré-simpósio e, das 16h às 18h palestra técnica com a Farmabase e com a CEVA. A partir das 19 horas ocorre a abertura oficial com palestra do jornalista da Globo News/CBN João Borges.
Na quarta-feira (26), a programação inicia a partir das 08h30 com a painel sobre “Produção de matrizes AGP Free – alternativas e desafios”, com Patrícia Crus Aristimunha. Na sequência, Brian Jordan falará sobre “alternativas de desinfecção de ovos férteis”. Às 11h, Alex Maiorka explanará sobre “Qualidade da matriz e desenvolvimento inicial de pintinhos”. Às 12h30 inicia o painel automação – tecnologias para granjas de matrizes de corte, viabilidade dos projetos de automação. Das 15h às 17h o público prestigiará palestras técnicas com as empresas Kemin, COBB e Aviagen.
Para a quinta-feira (27), a programação prevê palestra com Arthur Igreja, das 08h30 às 10h. Das 10h às 11h, Zehara Uni abordará o tema “Nutrição in ovo”. A “Fertilidade e qualidade de pintos” será explanado pelo doutor Keith Bramwell e os “Desafios da incubação – sistema de incubação x demanda da evolução genética” será apresentado pela doutora Dinah Nicholson. O encerramento está previsto para as 14h.
O coordenador geral do evento, Bento Zanoni, ressalta que o simpósio é reconhecido pelo alto nível técnico e científico, focalizando os temas de maior relevância na atualidade para a vasta cadeia da avicultura industrial e ao mesmo tempo, as inovações que surgiram no Brasil e no mundo. “Traremos palestrantes renomados e grandes empresas do mercado com conhecimento técnico além de produtos de alta tecnologia”.
Inscrições
O simpósio trará palestrantes renomados e grandes empresas do mercado com conhecimento técnico, além de produtos de alta tecnologia. As inscrições para o Simpósio seguem abertas até o dia 31 de agosto com valores do primeiro lote. Elas podem ser efetuadas pelo site do evento com desconto para as empresas associadas. No primeiro lote o valor é de R$ 365 (até 31 de agosto), e R$ 400 (de 1º de setembro até a data do evento).
Os não-sócios terão inscrições nos seguintes valores: até 31 de agosto a R$ 425, de 1º de setembro até o dia do evento será de R$ 465. Para estudantes o valor será de R$ 245 (até 31 de agosto), e R$ 265 (1º de setembro até o dia do evento).
Fonte: Assessoria

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Fertilizantes sobem em março com impacto de conflitos e gargalos logísticos
Tensões no Oriente Médio elevam custos de energia e frete, pressionando nitrogenados e fosfatados no mercado global.

O mercado de fertilizantes registrou alta nos preços ao longo de março, influenciado por tensões geopolíticas e limitações logísticas no cenário internacional. O conflito no Oriente Médio impactou diretamente a produção e o transporte de insumos, especialmente em países do Golfo Pérsico, pressionando custos de energia e frete.

Os fertilizantes nitrogenados seguiram em trajetória de valorização entre março e o início de abril. A ureia acumulou forte alta no período, alcançando cerca de US$ 760 por tonelada CFR em 10 de abril, de acordo com dados da Consultoria Agro Itaú BBA. A combinação de oferta restrita, petróleo e gás natural em níveis elevados e maior incerteza global mantém o mercado volátil no curto prazo.
No segmento de fosfatados, o cenário também foi de pressão. Além do impacto do conflito, a alta do enxofre, insumo essencial para a produção, elevou os custos. No Brasil, os preços subiram cerca de 7% nas últimas semanas, com o MAP atingindo aproximadamente US$ 890 por tonelada CFR. Mesmo com a demanda agrícola avançando de forma gradual, os preços seguem sustentados.
Já os fertilizantes potássicos apresentaram comportamento mais estável em comparação aos demais. A oferta internacional permanece equilibrada, com Rússia e Belarus mantendo volumes relevantes no mercado global. Apesar da menor volatilidade, os preços seguem firmes, acompanhando o aumento dos custos logísticos e o ambiente de incerteza.
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Brasil exporta 23,5 milhões de toneladas de soja no início do ano
Ritmo acelerado de embarques mantém país à frente no mercado internacional e amplia vantagem sobre concorrentes.
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Itaipu compra mais uma área para assentar indígenas no Paraná
Nova fazenda de 107 hectares deve substituir área de 9 hectares ocupada por 27 famílias. Aquisição integra acordo de R$ 240 milhões para compensar impactos da formação do reservatório da usina.

Com recursos da Itaipu Binacional, a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) adquiriram mais uma área para assentamento da comunidade Avá Guarani, na região Oeste do Paraná.
O imóvel, com 107 hectares, está localizado entre os municípios de São José das Palmeiras e Santa Helena, a cerca de 120 quilômetros (km) de Foz do Iguaçu, na Tríplice Fronteira, entre Brasil, Paraguai e Argentina.
A Fazenda América, que passará a se chamar Tekoha Pyahu, é dez vezes maior do que o espaço ocupado hoje pelas 27 famílias, cerca de 90 pessoas, que serão agora transferidas, segundo a Itaipu. Atualmente, elas vivem em situação precária em um terreno de apenas 9 hectares, localizado na faixa de proteção do reservatório da usina. A expectativa é que a mudança ocorra em até dois meses. “A mudança será importante para nossa comunidade, especialmente para as crianças. Teremos um local adequado para viver, ter escola, posto de saúde, entre outros direitos que iremos conquistar lá”, afirmou o cacique Dioner, líder da aldeia Pyahu.
Para ele, o processo de reparação de danos que a Itaipu está fazendo é o “mínimo que se pode fazer para os Avá Guarani”.
A compra de terras faz parte do acordo homologado pelo Supremo Tribunal Federal (STF), em março de 2025, e firmado por Itaipu com comunidades indígenas, Ministério Público Federal (MPF), Ministério dos Povos Indígenas (MPI), Incra, Funai e Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
O objetivo é assegurar reparação histórica pela violação a direitos humanos dos Avá-Guarani. Isso porque, na década de 1970, quando a usina começou a ser construída, em plena ditadura militar brasileira, a etnia Avá-Guarani sofreu o impacto do alagamento de suas terras tradicionais com a criação do reservatório do empreendimento, a partir do represamento do rio Paraná, na divisa com o Paraguai, que compartilha a gestão da usina com o Brasil.
O acordo estabelece medidas para assegurar a territorialização das comunidades locais e prevê a destinação aos indígenas de pelo menos 3 mil hectares de terra que serão adquiridos pelo consórcio Itaipu Binacional, ao custo inicial de R$ 240 milhões. “Trata-se de respeito, de reparação histórica e de promoção de condições de vida digna para essa população”, destacou o diretor-geral brasileiro da Itaipu, Enio Verri.
Ele lembrou ainda que a solução foi construída de forma articulada com as instituições parceiras e as próprias comunidades.
No acordo homologado pelo STF, a Itaipu Binacional se comprometeu a implementar ações de restauração ambiental nas áreas adquiridas e a financiar serviços essenciais, como fornecimento de água, energia elétrica, saneamento, saúde e educação. Caberá à Funai o procedimento de destinação final da posse permanente e usufruto exclusivo às comunidades indígenas. O processo de obtenção dos imóveis rurais passa por análise fundiária e técnica tanto da Funai quanto do Incra.
Itaipu ainda informou que, por meio de convênios com associações de pais e mestres de escolas e do projeto Opaná – Chão Indígena, estão sendo promovidas iniciativas voltadas ao fortalecimento da cultura, do idioma e do modo de vida dos Avá Guarani, além de ações de assistência técnica em agroecologia e de educação antirracista.
Balanço do acordo
Até o momento, o valor total investido pela Itaipu para a compra de terras para as comunidades indígenas afetadas na construção da usina está em R$ 84,7 milhões. O valor já inclui o pagamento pela fazenda América, que custou R$ 17,6 milhões.
Também foram adquiridas a Fazenda Brilhante, de 215 hectares, em Terra Roxa, onde foram alocadas três comunidades que, juntas, têm 68 famílias; a Fazenda Amorim, de 209 hectares, em Missal, para onde serão transferidas 36 famílias que ocupam uma área na Faixa de Proteção do Reservatório da Itaipu; parte do Haras Mantovani, de 68 hectares, em Terra Roxa; e uma área de 9,8 hectares para a comunidade Arapy, de Foz do Iguaçu. A meta é chegar a 3 mil hectares, com investimento total de R$ 240 milhões.
A área total obtida até agora supera os 700 hectares, o equivalente a 700 de futebol padrão Fifa.



