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11º SBSBL mostra vantagens em se investir em gado jovem e diferencias da produção sustentável 

Evento é promovido pelo Núcleo Oeste de Médicos Veterinários e Zootecnistas (Nucleovet) e segue até esta quinta-feira (10), em Chapecó (SC).

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Investir em alta tecnologia na criação de gado jovem e suas vantagens foram temas da palestra do médico-veterinário Airton Vanderlinde durante a programação científica do 11º Simpósio Brasil Sul de Bovinocultura de Leite (SBSBL). O evento é promovido pelo Núcleo Oeste de Médicos Veterinários e Zootecnistas (Nucleovet) e segue até esta quinta-feira (10), em Chapecó (SC).

Médico-veterinário Airton Vanderlinde: “Em muitas propriedades ainda é utilizada uma nutrição mais barata e isso faz com que o animal tenha um desenvolvimento menor, aquém do ideal, e isso acaba atrasando a idade do primeiro parto, que deve ser em torno de 22 a 24 meses” – Fotos: Divulgação/MB Comunicação

Vanderlinde expôs a importância de investir em tecnologia na criação de gado jovem (bezerras e novilhas) e como isso resulta em melhor desenvolvimento do animal, melhora a produtividade e reduz custos. “Essas categorias geralmente são negligenciadas porque o produtor de leite vê essas fases como custo e não como investimento, pois precisa investir dois anos, até o animal parir, para depois começar a ter retorno. Em muitas propriedades ainda é utilizada uma nutrição mais barata e isso faz com que o animal tenha um desenvolvimento menor, aquém do ideal, e isso acaba atrasando a idade do primeiro parto, que deve ser em torno de 22 a 24 meses”, expôs, ao acrescentar que muitas vezes falta percepção sobre os impactos financeiros futuros da má condução na criação dos animais jovens.

Investir em um bom programa de gado jovem possibilita acelerar o crescimento do rebanho, ter maior número de animais para venda, maior produção de leite na vida vitalícia, melhora dos indicadores reprodutivos e maior velocidade de ganho genético. “As novilhas que parem na idade correta têm uma reprodução melhor durante a vida”, acrescentou o médico veterinário.

Nessas fases, é importante ter um bom programa nutricional, que garanta máxima saúde e performance do rebanho, desde o nascimento até o pré-parto. “Quando o animal pare com a idade correta, ele começa a produzir mais cedo e, com isso, por mais que a dieta seja um pouco mais cara nesses dois anos, o animal começa dar receita também mais cedo e, no final, fica mais barato. Ou seja: tem que investirno que tem de melhor nessas fases”, salientou o palestrante.

Para auxiliar nesse processo, há ferramentas disponíveis no mercado. Uma delas é um software que mede ganho de peso e acompanha o crescimento de bezerras e o desempenho do animal, de acordo com o programa nutricional. Também há ferramentas que avaliam o retorno sobre o investimento. “Não tem nada melhor do que investir em alta tecnologia, mostrar ao produtor que ele não deve economizar em usar o que tem de mais tecnológico nessas fases para ter um animal mais saudável, com melhor produção e longevidade e parindo no momento correto. O futuro da atividade leiteira são as bezerras e novilhas, portanto, alimente bem o seu futuro”, concluiu Vanderlinde.

Sustentabilidade na produção de leite

“Produção sustentável de leite: alternativas e desafios para o balanço zero de carbono” foi o tema da pesquisadora da Embrapa Pecuária Sudeste, doutora em Ciências, Patrícia Perondi Anchão Oliveira, que encerrou a programação do segundo dia do 11º SBSBL. A palestrante fez uma explanação sobre o contexto das mudanças climáticas e explicou os processos utilizados para fazer as medidas dos gases de efeito estufa e de sequestro de carbono.

Pesquisadora da Embrapa Pecuária Sudeste, doutora em Ciências, Patrícia Perondi Anchão Oliveira: “Estamos transformando o resultado do balanço de carbono em número de árvores por animais”

Também apresentou resultados de uma propriedade acompanhada pela Embrapa e de projetos junto a produtores rurais para obtenção de leite com baixa emissão de gases de efeito estufa. “Estamos transformando o resultado do balanço de carbono em número de árvores por animais: devem ser plantadas em torno de 30 a 40 árvores para cada vaca para compensar as emissões”, expôs Patrícia.

Há uma demanda do mercado pela redução da emissão de gases de efeito estufa, pois as indústrias assumiram compromisso de zerar as emissões até 2050. “Isso não acontece só na planta industrial, deve ser uma ação desde o produtor. Temos muita procura das empresas que buscam caminhos para produção de leite com emissão mais baixa de carbono”, relatou, ao acrescentar que os produtores rurais também estão interessados. “A diminuição de emissão de gás de efeito estufa vem acompanhada de aumento de eficiência. Quando são ajustados diferentes aspectos no sistema de produção, como nutrição do animal, manejo correto da adubação e conservação do solo, há ganho em eficiência e ao mesmo tempo se diminui a emissão de gás de efeito estufa”.

Patrícia enfatizou que pequenos e grandes produtores podem atuar dentro desse conceito sustentável e destacou que para aqueles que aderem a produção a pasto é mais fácil de realizar o abatimento dos emissores. “O trabalho de técnicos em acertar a dieta animal, realizar adubação, conservação de solo e tudo que fazem com critério técnico e aplicação de tecnologia aumenta a eficiência da produção e mitiga a emissão de gases de efeito estufa”, finalizou.

6ª Brasil Sul Milk Fair

Em paralelo ao 11º SBSBL, mais de 20 empresas participam da 6ª Brasil Sul Milk Fair. A feira traz produtos, serviços e tecnologias que impulsionam a bovinocultura leiteira. Os expositores são empresas das áreas de aditivos nutricionais, tecnológicos, sensoriais e zootécnicos; insumos agrícolas, como fertilizantes e sementes; nutrição: alimentos balanceados, núcleos, premixes vitamínicos/minerais e ingredientes; saúde animal: vacinas, terapêuticos, profiláticos e melhores de desempenho; distribuidores do setor, além de instituições de ensino e imprensa especializada.

Apoio

O 11º Simpósio Brasil Sul de Bovinocultura de Leite tem apoio da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), do Conselho Regional de Medicina Veterinária de SC (CRMV/SC), da Prefeitura de Chapecó e da Sociedade Catarinense de Medicina Veterinária (Somevesc).

Fonte: Ascom Nucleovet

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Crédito rural da agricultura empresarial soma R$ 477,2 bilhões na safra 2025/2026

CPR liderou as modalidades de financiamento, enquanto a Região Sul concentrou o maior volume de recursos contratados.

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Foto: Gilson Abreu/AEN

O crédito rural destinado à agricultura empresarial totalizou R$ 477,2 bilhões na safra 2025/2026, encerrada em junho deste ano. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (10) pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e consideram as operações realizadas entre julho de 2025 e junho de 2026, excluindo os financiamentos do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).

Imagem criada por Jaqueline Galvão/ChatGPT/OP Rural

A Cédula de Produto Rural (CPR) foi a principal modalidade de financiamento utilizada pelos produtores, respondendo por R$ 205,2 bilhões, o equivalente a 43% do total contratado. Na sequência aparecem as operações de custeio, com R$ 150,3 bilhões (31,5%), investimento, com R$ 50,5 bilhões (10,6%), comercialização, com R$ 37,9 bilhões (7,9%), e industrialização, que movimentou R$ 33,3 bilhões (7%). Somadas, as operações de CPR e custeio alcançaram R$ 355,5 bilhões, representando 74,5% de todo o crédito concedido na safra.

Na divisão por segmentos, os médios e grandes produtores enquadrados na categoria “Demais Empresarial” concentraram R$ 210,9 bilhões em financiamentos, correspondentes a 44,1% do total. Já o Pronamp respondeu por R$ 61,5 bilhões, ou 12,9% das concessões.

Ao longo da safra foram registrados 534.828 contratos de crédito rural para a agricultura empresarial. Desse total, 161.968 correspondem a operações por meio de CPR. As operações de custeio responderam por 263.896 contratos, enquanto os financiamentos para investimento somaram 97.105 contratos.

Nos programas de investimento, as aplicações chegaram a R$ 50,5 bilhões. O RenovAgro e o Pronamp lideraram os desembolsos, ambos com cerca de R$ 5,2 bilhões, seguidos pelo Moderfrota, com R$ 4,2 bilhões, e pelo Inovagro/Moderagro, com R$ 3,9 bilhões.

Foto: Marcelo Casal Jr/Agência Brasil

Entre as fontes de recursos, os Recursos Obrigatórios responderam por R$ 53,9 bilhões dentro das fontes controladas. Já entre as fontes não controladas, destacaram-se a LCA Livre, com R$ 67,1 bilhões, e a Poupança Rural Livre, com R$ 63,2 bilhões.

Regionalmente, a Região Sul concentrou o maior volume de crédito, com R$ 81,2 bilhões distribuídos em 146.956 contratos. O Sudeste aparece na sequência, com R$ 75,9 bilhões, praticamente empatado com o Centro-Oeste, que registrou R$ 75,8 bilhões. Apesar disso, o Centro-Oeste apresentou o maior valor médio por operação, de R$ 1,19 milhão. No Sul, o tíquete médio foi de R$ 552,2 mil.

O boletim também mostra que os recursos equalizáveis somaram R$ 53,6 bilhões na safra, o equivalente a 58,6% da programação prevista para o período, de R$ 91,4 bilhões. Desse total, R$ 28,4 bilhões foram destinados ao custeio, R$ 24,5 bilhões aos investimentos e R$ 663 milhões à comercialização.

Conforme o Mapa, os dados divulgados são provisórios e não apresentam comparações com safras anteriores em razão das restrições previstas para o período de defeso eleitoral.

Acesse os dados clicando aqui.

Fonte: O Presente Rural com Mapa
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Curitiba recebe 22ª Reunião da Relare sobre inoculantes microbianos para a agricultura

Evento promovido pela Embrapa vai reunir cerca de 300 especialistas e recebe resumos científicos até 10 de agosto.

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Foto: Antonio Neto/Embrapa

A cidade de Curitiba (PR) vai sediar, nos dias 19 e 20 de agosto, a 22ª Reunião da Rede de Laboratórios para Recomendação, Padronização e Difusão de Tecnologias de Inoculantes Microbianos de Interesse Agrícola (Relare). O encontro será realizado no Centro de Eventos Sistema Fiep e deve reunir aproximadamente 300 participantes, entre pesquisadores, estudantes, representantes da indústria, consultores e órgãos de fiscalização.

Promovida pela Embrapa, em parceria com a CropLife Brasil e a Associação Nacional de Promoção e Inovação da Indústria de Biológicos (ANPiiBio), a reunião conta ainda com o apoio do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Microrganismos Promotores de Crescimento de Plantas para Sustentabilidade Agrícola e Ambiental (INCT Microagro) e da Fundação Araucária.

A programação será dedicada às discussões técnicas sobre o uso de microrganismos benéficos na agricultura, com foco em protocolos para análise da qualidade de inoculantes, padronização de metodologias e validação de novos produtos biológicos. O objetivo é promover o intercâmbio de informações técnico-científicas relacionadas ao desenvolvimento e à adoção de tecnologias que contribuam para a sustentabilidade da produção agropecuária.

A comissão organizadora também está recebendo trabalhos científicos na modalidade de resumo. O prazo para submissão termina em 10 de agosto, por meio do sistema de inscrição do evento. Os trabalhos aprovados serão apresentados em sessão de pôsteres e publicados nos anais da 22º Relare.

Para submeter o resumo, o participante deve realizar previamente a inscrição no evento, clicando aqui.

Fonte: Assessoria Embrapa
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Expansão dos insumos orgânicos pauta simpósio inédito no Rio Grande do Sul

Evento vai reunir pesquisadores, autoridades e representantes da indústria para discutir mercado, regulação e o aproveitamento de resíduos na produção agrícola.

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1º Simpósio Assiferto RS de Insumos Agrícolas com Base Orgânica acontece em 6 de agosto, em Bento Gonçalves - Foto: Divulgação/Freepik

O crescimento do mercado de insumos agrícolas de base orgânica e os desafios para ampliar o uso desses produtos no campo estarão no centro dos debates do 1º Simpósio de Insumos Agrícolas com Base Orgânica, marcado para 06 de agosto, em Bento Gonçalves (RS). Promovido pela Associação das Indústrias de Fertilizantes Orgânicos do Rio Grande do Sul (Assiferto RS), o encontro reunirá pesquisadores, representantes do poder público e empresas para discutir aspectos técnicos, regulatórios e econômicos do setor.

Presidente da Assiferto RS, Valdecir Ferrari: “Havia um bom tempo que se discute na Associação a realização do simpósio” – Foto: Divulgação/Assiferto

Segundo a entidade, a expansão da demanda por alimentos produzidos com práticas sustentáveis, aliada ao avanço das exigências ambientais e das políticas de sustentabilidade no agronegócio, tem impulsionado o mercado de fertilizantes e condicionadores de solo produzidos a partir de resíduos orgânicos.

De acordo com o presidente da Assiferto RS, Valdecir Ferrari, o simpósio foi criado para ampliar o debate sobre o papel desses insumos na agricultura brasileira. “Havia um bom tempo que se discute na Associação a realização do simpósio. O objetivo é mostrarmos à sociedade, às entidades, ao setor público e ao setor agrícola que, no Rio Grande do Sul, existem empresas organizadas e com tecnologia capazes de converter subprodutos orgânicos em insumos agrícolas de qualidade, solucionando problemas ambientais e mitigando a dependência de nutrientes importados para uso na agricultura”, afirma.

Economia circular e aproveitamento de resíduos

As empresas associadas à Assiferto RS reciclam mais de um milhão de toneladas de subprodutos orgânicos por ano. Após o processamento, esses materiais retornam à cadeia produtiva na forma de fertilizantes sólidos e líquidos, condicionadores de solo e outros insumos utilizados na agricultura.

Segundo Ferrari, o reaproveitamento desses resíduos contribui para reduzir o desperdício de nutrientes e fortalecer modelos de economia circular. “A conexão do setor de insumos agrícolas com base orgânica com a sociedade se dá principalmente no entendimento de que o nosso planeta tem limites de recursos e que, para produzir alimentos, precisamos de nutrientes finitos. A recuperação destes nutrientes por meio do aproveitamento dos subprodutos é de fundamental importância para as futuras gerações”, diz.

Programação

A programação técnica prevê palestras e painéis sobre o mercado de insumos orgânicos, regulação ambiental, inovação tecnológica e perspectivas para o setor. O evento será realizado no Dall’Onder Grande Hotel, em Bento Gonçalves, das 08 horas às 17h30, com inscrições gratuitas.

O simpósio também vai reunir representantes de órgãos públicos, pesquisadores e profissionais ligados à produção de insumos agrícolas de base orgânica para discutir os desafios e oportunidades da atividade no Brasil.

Manhã

08h – Credenciamento/Recepção

08h30  Abertura: Apresentação institucional, tecnologias aplicadas, números e perspectivas da Abertura oficial, com homenagem aos 100 anos de nascimento de José Antonio Lutzenberger

09h – Apresentação institucional, tecnologias aplicadas, números e perspectivas da Associação, Valdecir Ferrari – Presidente da Assiferto RS

09h30 – A importância dos insumos de matriz orgânica, para a sustentabilidade do agro moderno – com Clorialdo Roberto Levrero, presidente da Abisolo

10h15 – Políticas Públicas Ambientais e Legislação Estadual, com Marjorie Kauffmann – Secretária do Meio Ambiente do Rio Grande do Sul/Fepam

11h – Mesa Redonda

12h – Almoço (por adesão)

Tarde

13h30 – Legislação sobre Insumos Agrícolas – MAPA RS, com Henrique Bley

14h15 – Eficiência no uso de Fertilizantes de Matriz Orgânica, com Fabiano Daniel de Bona – Pesquisador da Embrapa Trigo

15h – Aspectos de Fisiologia Vegetal no uso de Insumos com Base Orgânica – UFPR, com Átila Francisco Mógor

15h45 – Intervalo

16h – O Papel dos Insumos com base Orgânica no Desenvolvimento da Agricultura no RS, com Marcelo Biassusi da Emater

16h45 – Mesa Redonda

17h30 – Encerramento

Fonte: Assessoria Assiferto
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