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16º Congresso ABMRA aborda futuro do marketing no agro em mais de 10 horas de programação
Evento deste ano trará palestrante internacional para explorar a construção de caminhos para uma marca forte gerar impacto mundial.

A edição do 16º Congresso de Marketing do Agro ABMRA já tem data marcada. O evento, que é considerado o maior encontro de comunicação e marketing no Agro do país, será realizado no dia 19 de setembro, das 08 horas às 18h30, no Blue Tree Transatlântico, em São Paulo. Para este ano, o tema central será “O Próximo Passo do Marketing No Agro: O Que Nos Espera No Futuro?”, com uma programação envolvendo debates e trocas entre os participantes sobre os principais eixos que envolvem a comunicação do Agro.
Ao longo de mais de 10 horas de evento, passarão pelo auditório 15 palestrantes que serão divididos em cinco painéis. Após os talks, os três convidados de cada sessão participarão de uma mesa redonda que será mediada por um convidado. A programação até o momento está logo abaixo.
“O Congresso de Marketing do Agro ABMRA é uma referência no setor para os profissionais de comunicação se atualizarem das melhores práticas e cases do mercado. É um momento único de trocas de experiências com executivos de grandes empresas e autoridades. Por isso, ano após ano temos a responsabilidade de entregar aos congressistas os melhores conteúdos” comenta Cristina Bertelli, Diretora do Congresso de 2024.
A edição do Congresso de Marketing do Agro ABMRA terá entre os destaques a palestra da CEO da marca de café colombiana Juan Valdez, Camila Escobar Corredor. O produto é um case mundial de marketing de como a marca se transformou em um patrimônio para a Colômbia. A palestra terá tradução simultânea para os congressistas e convidados.
Na edição deste ano, os convidados poderão conhecer a evolução do Projeto Marca Agro do Brasil, iniciativa que visa aproximar o Agro da população urbana, mudar a sua imagem e, assim, torná-lo uma paixão nacional. Nesse sentido, o presidente da ABMRA, Ricardo Nicodemos, destaca que o Congresso de Marketing do Agro ABMRA é uma excelente ocasião para trocas de experiências e a capacitação de todo o setor na conquista deste objetivo.

Ricardo Nicodemos, presidente da Associação Brasileira de Marketing Rural e Agro (ABMRA)
“É claro que a ABMRA tem um plano de ações com o Marca Agro do Brasil, e para transformar a relação da população brasileira, que tem mais de 200 milhões de pessoas, com o setor não é uma missão simples. Para de fato termos uma evolução nesse quesito, o único caminho possível é conquistar uma comunicação clara e eficiente do setor como um todo. Por isso, o 16º Congresso de Marketing do Agro ABMRA é tão importante, considerado um MBA em um único dia. Nós precisamos de um espaço de troca, com profissionais qualificados e que trabalhem em diferentes partes desse setor tão poderoso que move a nossa economia. Com certeza será um espaço de muito diálogo e aprendizado para todos os participantes” explica Nicodemos.
O Congresso de Marketing do Agro ABMRA é reconhecido como um espaço essencial para troca de conhecimento, networking e inspiração, que carrega a experiência de 45 anos de atuação da Associação. “O Congresso da ABMRA é fundamental para aprofundar a comunicação do agronegócio brasileiro para dentro e fora da porteira. Durante o evento temos a oportunidade de construir networking, compartilhar experiências e discutir estratégias que impulsionam a criação de um marketing forte para o setor agrícola”, avalia Wanderson Tosta, Diretor de Marketing da Jacto, que foi patrocinadora do Congresso do ano passado e confirmou a parceria para 2024.
Os interessados em participar do evento podem realizar a compra dos ingressos e conferir o calendário de lotes no site oficial (clique aqui). Os Associados da ABMRA têm condições especiais.
Programação
Painel 1: “Times de alta performance ganham campeonatos”, com moderação do jornalista Divino Onaldo e do repórter da TV Cultura Bruno Pinheiro Faustino
Palestrantes:
Renato Seraphim, CEO da Ciarama Máquinas John Deere e Conselheiro na FEARP-USP;
Santiago Franco Jaramillo, CEO da Cibra Fertilizantes;
Vânia Pajares, Diretora Musical e Regente.
Painel 2: “Informações e dados: amigos ou vilões”, com moderação do jornalista da Revista Oeste Artur Piva
Palestrantes:
Dirceu Ferreira Júnior, sócio da PwC Brasil liderando o time de Inovação Aberta, no Agtech Innovation;
Henrique Rodrigues, líder da área de Negócios & Insights da BB Media Brasil;
Eduardo Alves Pereira, Business Development Director.
Painel 3: “O poder da economia verde para as marcas”, com moderação de Lilian Munhoz, jornalista e Sócia da Comunicativas
Palestrantes:
Ricardo Esturaro, CEO da IkiGaia;
Ana Doralina, produtora rural indicada pela revista Forbes como uma das 100 Mulheres mais poderosas do Agro e especialista em Gestão em Agronegócios e Produção, Higiene e Inspeção de Produtos de Origem Animal;
Marcello Brito, Secretário Executivo do Consórcio da Amazônia Legal, Conselheiro e Professor.
*Painel 4: “Construindo marcas fortes”, com moderação da editora-chefe do Notícias Agrícolas Carla Mendes
Palestrante:
Camila Escobar Corredor, CEO na Juan Valdez Café;
*Novos palestrantes a serem confirmados.
Painel 5: “O poder da comunicação 360º”, com moderação do jornalista e radialista Otávio Ceschi Júnior
Palestrantes:
Rodolfo Schneider, Diretor Geral e de Conteúdo do Grupo Bandeirantes
Felipe Viante, Presidente da Associação Brasileira Mídia Out Of Home (ABOOH)
Essio Floridi, Diretor Sênior de Vendas e Operações de Samsung Ads para América Latina
Serviço 16º Congresso de Marketing do Agro ABMRA
Quando: 19/09/24 (quinta-feira), das 8 horas às 18h30
Onde: Blue Tree Transatlântico – Av. Cecilia Lottenberg, 130 – Chácara Santo Antônio, São Paulo.
Mais informações: (Clique aqui).

Notícias
Sementes sem comprovação de origem são apreendidas durante fiscalização no Rio Grande do Sul
Produtos permanecem retidos até julgamento dos autos de infração e podem ser condenados.

OMinistério da Agricultura e Pecuária (Mapa) realizou, na última semana, operação conjunta em Dom Pedrito (RS), que resultou na apreensão de 368 toneladas de sementes de azevém com irregularidades documentais e operacionais.
Durante a fiscalização, duas empresas produtoras de sementes de espécies forrageiras de clima temperado e duas empresas cerealistas foram inspecionadas. As irregularidades constatadas motivaram a autuação dos responsáveis e a apreensão de produtos avaliados em mais de R$ 1,5 milhão.
Além da apreensão, motivada pela ausência de comprovação de origem e procedência da produção e pela prestação irregular de serviço de beneficiamento, os estabelecimentos foram devidamente autuados pelos órgãos de defesa agropecuária. Como, a princípio, as irregularidades constatadas não podem ser sanadas, os produtos permanecem apreendidos até o julgamento dos autos de infração, podendo ser condenados.
A operação ocorreu em conjunto com a Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (SEAPI) e com a Polícia Civil do Rio Grande do Sul (PCRS), por meio das Delegacias de Polícia Especializadas de Combate aos Crimes Rurais e de Abigeato (DECRABs) de Bagé e Alegrete.
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Gargalos logísticos pressionam custos e desafiam a qualidade da produção no Mato Grosso
Pressão no corredor logístico da BR-163 tem aumentado preços dos fretes e prejudicado o escoamento de grãos.

A pressão operacional já aparece no frete e, para o produtor, isso significa menor margem em um cenário de preços internacionais mais comprimidos. Para a Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso (Aprosoja MT), o quadro reforça a necessidade de melhorias estruturais de capacidade e previsibilidade logística.

Foto: RRRufino
O acesso atual aos terminais segue em processo de melhorias emergenciais, enquanto um novo acesso pavimentado, em traçado paralelo, está em construção com previsão de conclusão em novembro de 2026. Até lá, o sistema permanece sensível ao alto volume de caminhões e às limitações físicas do trecho.
De acordo com vice-presidente norte da Aprosoja MT, Ilson José Redivo, o crescimento do volume exportado não foi acompanhado por melhorias proporcionais na infraestrutura. “A produção aumenta ano após ano, mas as condições das rodovias continuam precárias. Há trechos finais de acesso que não são asfaltados e, em períodos de chuva, caminhões precisam ser rebocados um a um em subidas íngremes, formando filas que podem ultrapassar 30 quilômetros”, afirmou.
Segundo ele, o impacto econômico é direto na renda do produtor. “Hoje o frete entre Sinop (MT) e Miritituba (PA) gira em torno de R$ 20 por saca. Com a soja sendo comercializada próxima de R$ 106 bruto, e menos de R$ 100 líquidos após encargos, o custo logístico compromete significativamente a margem e reduz a competitividade do produtor”, destacou. Ilson Redivo também chama atenção para um problema estrutural adicional: a capacidade de armazenamento do estado, estimada em cerca de 52% do volume produzido, o que obriga a comercialização e o escoamento em ritmo acelerado.
A produtora do município de Santa Rita do Trivelato, Katia Hoepers, acrescenta que os custos operacionais e a estrutura insuficiente nos pontos de recebimento agravam o cenário. “Para nós, o que mais impacta a rentabilidade é o frete e o custo do diesel, que pressiona toda a conta do transporte. O problema também está no porto em Miritituba, onde falta estrutura para receber os caminhões e tudo acaba travando. Além disso, houve expansão das áreas plantadas sem crescimento proporcional da armazenagem, o que gera longas filas nas tradings durante a colheita”, relatou.

Foto: Fernando Dias/Seapi
No campo, os efeitos são percebidos no dia a dia da operação. A incerteza quanto a prazos de entrega e a elevação do custo logístico impactam decisões de manejo, armazenamento e comercialização, além de ampliar riscos ao produto até a chegada ao porto.
Produtor no extremo norte do estado, Mateus Berlanda relata que as dificuldades começam ainda nas estradas regionais. “Nossa região tem alto índice de chuvas e solos com muita argila, o que dificulta o tráfego. Há muitos trechos de estrada de chão, pontes e bueiros danificados e, em períodos críticos, os caminhões simplesmente não conseguem avançar”, explicou. Ele acrescenta que o problema se estende à etapa seguinte da cadeia: “Mesmo quando conseguimos transportar a produção, enfrentamos filas de três a quatro dias nos armazéns, reflexo do déficit estrutural de capacidade e da pressão logística sobre toda a região”.
Berlanda, que produz na região de Alta Floresta, ressalta que a combinação entre infraestrutura precária, chuvas intensas e limitações de armazenagem aumenta custos operacionais e amplia o risco de perdas indiretas. “O produtor da ponta do estado enfrenta uma sucessão de obstáculos desde a colheita até a entrega final, o que encarece o processo e aumenta a insegurança da operação”, afirmou.
A expectativa do setor produtivo é que a conclusão do novo acesso pavimentado traga maior fluidez ao corredor, reduzindo o tempo de viagem e contribuindo para estabilizar os custos logísticos. Até que as melhorias estruturais se consolidem, produtores de Mato Grosso seguem absorvendo os efeitos dos gargalos sobre a competitividade da produção destinada ao mercado internacional.
“O produtor contribui com o FETHAB esperando que os recursos sejam destinados à melhoria da logística e da infraestrutura das estradas. No entanto, esse retorno não tem chegado de forma efetiva à ponta. Reconhecemos os avanços promovidos pela atual gestão do governo do estado, mas, em um cenário de margens cada vez mais apertadas, é necessário reavaliar o FETHAB. O produtor não pode seguir arcando com esse custo sem perceber resultados concretos na infraestrutura fundamental para o escoamento da produção”, afirma o diretor administrativo da Aprosoja MT, Diego Bertuol.

Foto: Divulgação
Nesse cenário, o fortalecimento de políticas públicas voltadas à armazenagem rural se apresenta como estratégia complementar para reduzir a pressão sobre o sistema logístico. Com maior capacidade de estocagem nas propriedades, o produtor pode planejar melhor o escoamento e evitar a concentração do transporte no pico da colheita, quando a demanda por frete aumenta e o fluxo intenso de caminhões sobrecarrega os principais corredores de exportação.
Em uma perspectiva estrutural, a Ferrogrão, ainda não leiloada e distante da entrada em operação, é apontada pelo setor produtivo como um projeto estratégico e potencialmente disruptivo para o enfrentamento dos gargalos da BR-163. A migração de parte significativa das cargas para o modal ferroviário tende a reduzir o volume de caminhões nos acessos ao distrito de Miritituba, promovendo maior eficiência logística, melhor distribuição do fluxo de transporte e alívio da pressão sobre os principais corredores de exportação com destino aos portos do Arco Norte.
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LCAs alcançam R$ 589 bilhões e lideram financiamento privado do agro
Dados do Ministério da Agricultura e Pecuária mostram alta de 11% no estoque e avanço de 34% nos recursos reaplicados diretamente no crédito rural.

As Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs) seguem como a principal fonte de recursos privados destinados ao financiamento das atividades agropecuárias no país. Em janeiro, o estoque desses títulos alcançou R$ 589 bilhões, crescimento de 11% na comparação anual. Desse total, ao menos R$ 353 bilhões foram reaplicados diretamente no financiamento rural – um avanço expressivo de 34% em relação ao mesmo período do ano passado.
Os dados são da nova edição do Boletim de Finanças Privadas do Agro que já está disponível no site do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). A publicação é elaborada pelo Departamento de Política de Financiamento ao Setor Agropecuário e reúne dados do Banco Central do Brasil, da Comissão de Valores Mobiliários e das registradoras B3, CERC e CRDC.
Outro instrumento relevante para o crédito do setor, as Cédulas de Produto Rural (CPRs), também apresentaram desempenho positivo. O estoque total chegou a R$ 560 bilhões em janeiro, alta de 17% nos últimos 12 meses. Na safra atual, entre julho de 2025 e janeiro de 2026, foram registrados R$ 231 bilhões em CPRs. Apesar do volume significativo, o montante representa queda de 5% frente à safra anterior.

Os Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRAs) mantiveram a trajetória de crescimento e atingiram R$ 177 bilhões em estoque, com aumento anual de 16%. Embora movimentem valores inferiores aos das LCAs e CPRs, os CRAs exercem papel estratégico ao ampliar a presença dos títulos do agronegócio no mercado de capitais, aproximando cadeias produtivas de investidores institucionais e pessoas físicas.
Na direção oposta, os Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio (CDCAs) registraram retração. O estoque recuou 15% na comparação anual, totalizando R$ 31 bilhões ao fim de janeiro. Esses títulos são emitidos exclusivamente por cooperativas de produtores rurais ou por entidades que atuam nas cadeias do agronegócio, com foco no financiamento de suas próprias operações.
O boletim mais recente também marca a retomada da divulgação dos dados sobre o desempenho dos Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas do Agronegócio (Fiagro) no financiamento privado do setor. A divulgação havia sido interrompida em março do ano passado, em razão do período de adaptação desses fundos às novas regras do Anexo VI da Resolução CVM 175. Criados em 2021, os Fiagro alcançaram, após quatro anos de operação, um patrimônio líquido de R$ 47 bilhões em dezembro de 2025, distribuídos em 256 fundos em funcionamento.
Os dados podem ser consultados no Boletim de Finanças Privadas do Agro.



