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10º Simpósio Brasil Sul de Bovinocultura de Leite começa nesta terça-feira
Evento é promovido pelo Nucleovet e segue até quinta-feira (11). Palestras abordarão cenários de mercado, gado jovem, instalações e ambiência. Paralelamente ocorrerá a 5ª Brasil Sul Milk Fair virtual.

Considerado um dos principais eventos do setor no Brasil, o 10º Simpósio Brasil Sul de Bovinocultura de Leite (SBSBL) inicia nesta terça-feira (09), às 13h30. Promovido pelo Núcleo Oeste de Médicos Veterinários e Zootecnistas (Nucleovet), o evento ocorrerá de maneira totalmente on-line até quinta-feira (11), com transmissão a partir da BS Áudio, em Chapecó (SC). Paralelamente ocorrerá a 5ª Brasil Sul Milk Fair virtual.
A abertura oficial contará com pronunciamentos de autoridades e, na sequência, ocorrerá a palestra inaugural, às 14h25. O tema “Cenário macroeconômico e seus impactos no agronegócio” será abordado pelo engenheiro agrônomo e doutor em estratégias empresariais Marcos Fava Neves, um dos brasileiros mais respeitados internacionalmente na área de agronegócio.
Com especialistas brasileiros e internacionais, o Simpósio Brasil Sul de Bovinocultura de Leite será palco do compartilhamento de conhecimento e tecnologias importantes para a produção. “Buscamos trazer assuntos de alta relevância para o momento. A programação deste ano contará com painéis sobre os cenários de mercado, gado jovem, instalações e ambiência para vacas leiteiras”, frisa o presidente da comissão científica, Airton Vanderlinde, ao acrescentar que desde a primeira edição o objetivo é promover o aprimoramento dos médicos veterinários, zootecnistas, consultores, pesquisadores, profissionais da agroindústria, produtores e demais profissionais envolvidos com a cadeia produtiva.
Os temas e conteúdos acompanham a evolução do setor e as novas perspectivas que estão chegando com a pandemia. “O sucesso do evento tem sido baseado em uma abordagem pragmática de assuntos do dia a dia e que possam agregar conhecimento técnico e aplicação prática”, realçou Vanderlinde.
O presidente do Nucleovet, Luiz Carlos Giongo, ressalta que o SBSBL é um evento essencialmente de natureza científica, com grande capacidade para indicar tendências e atualizar sobre o setor de bovinocultura de leite. “Em uma década, transformou-se em um importante fórum de discussão do segmento, reunindo especialistas, ao lado de agentes desse especializado mercado, para o compartilhamento de conhecimento e tecnologias”, sublinha.
A qualidade do evento é citada pelo vice-presidente do Nucleovet, Lucas Piroca. “Estamos evoluindo a cada edição e, neste ano, com o formato on-line. Temos uma estrutura ampla e moderna, com transmissão ao vivo em alta qualidade, tradução simultânea e tecnologia que permite interação e networking. Além disso, as palestras ficam gravadas para acesso posterior ao evento”.
Pré-evento
Neste ano, Santa Catarina completou 21 anos sem vacinar os rebanhos bovinos contra a febre aftosa e 14 anos como zona livre de febre aftosa sem vacinação reconhecida pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE). Esse status é uma vitória de toda a cadeia produtiva da proteína animal: médicos-veterinários, produtores rurais, indústrias e governo.
Porém, o cuidado é sempre fundamental e para discutir sua importância ocorre nesta terça-feira o 4º Fórum Catarinense de Prevenção à Febre Aftosa, das 09 horas às 11h30, pré-evento do 10º Simpósio Brasil Sul de Bovinocultura de Leite (SBSBL), com realização do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Secretaria de Estado da Agricultura, da Pesca e do Desenvolvimento Rural de Santa Catarina e da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), com apoio do Instituto Catarinense de Sanidade Agropecuária (Icasa). A participação no Fórum é gratuita.
O pré-evento começa às 09 horas com pronunciamento, seguido do painel “Vigilância para a febre aftosa”. Às 09h15 haverá palestra sobre “Febre aftosa: o que muda na vigilância com o país sem vacinação”, com o auditor fiscal federal agropecuário da Divisão de Febre Aftosa do Mapa, Diego Viali dos Santos.
Às 9h45 o coordenador Estadual de Vigilância para Febre Aftosa e Síndrome Vesiculares da Cidasc, Ody Hess Gonçalves, prelecionará sobre “Febre aftosa: o que fazer após 14 anos do reconhecimento de Santa Catarina como zona livre sem vacinação – experiência da Cidasc no extremo oeste”. Das 10h15 às 10h30 terá discussão.
O Fórum segue às 10h30 com o painel “Ingresso de bovinos e bubalinos em Santa Catarina”. A primeira palestra é sobre “Ingresso de bovinos e bubalinos no Estado de Santa Catarina – legislação e procedimentos”, com o coordenador estadual de Vigilância Sanitária Animal e Trânsito da Cidasc, Marcos Vinícius de Oliveira Neves. Após, haverá um tempo para debate, das 11 horas às 11h20.
Às 11h20 inicia o último painel, sobre “Peste Suína Africana”, com a palestra “Nosso papel para evitar a entrada da Peste Suína Africana no Estado e no País”, que contará com palestra da coordenadora estadual de sanidade suídea da Cidasc, Vanessa de Medeiros Bonatelli.
Inscrições
A comercialização do terceiro lote dos ingressos segue durante todo o Simpósio, com os valores: R$ 460 para profissionais; R$ 360 para estudantes; R$ 360 para agroindústrias e órgãos públicos; e R$ 350 para universidades. Pacotes – a partir de dez inscrições – têm o benefício de inscrições bonificadas, cujas regras podem ser consultadas no site. As inscrições podem ser feitas aqui.
Programação Científica do 10º SBSBL
09/11/2021 (terça-feira)
13h30 às 14h20 – Abertura oficial
14h20 às 16h50 – Painel: Cenários de mercado
14h25 às 15h15 – Cenário macroeconômico e seus impactos no agronegócio
Palestrante: Marcos Fava Neves
15h15 às 15h30 – Intervalo
15h30 às 16h20 – Tendências e perspectivas para o mercado de lácteos
Palestrante: Tabajara Marcondes
16h20 às 16h50 – Discussão
16h50 às 17h30 – Novas abordagens no tratamento da mastite clínica
Palestrante: José Pantoja
17h30 às 17h50 – Discussão
10/11/2021 (quarta-feira)
13h30 às 17h50 – Painel Gado Jovem: Investindo no futuro da fazenda
13h35 às 14h20 – Epigenética, colostro e leite de transição
Palestrante: James D. Quigley
14h20 às 15h05 – Manejo nutricional de bezerras (dieta líquida e sólida): qual a melhor estratégia para otimizar o crescimento, produção futura e obter o melhor custo/benefício
Palestrante: Michael Steele
15h05 às 15h35 – Discussão
15h35 às 15h50 – Intervalo
15h50 às 16h35 – Nutrição e manejo pós desmama: como melhorar a performance e a eficiência financeira
Palestrante: João Costa
16h35 às 17h20 – Manejo de instalações e controle eficiente de enfermidades
Palestrante: Viviani Gomes
17h20 às 17h50 – Discussão
11/11/2021 (quinta-feira)
13h30 às 17h50 – Painel: Instalações e Ambiência
13h35 às 14h20 – Avaliando a performance de diferentes sistemas de resfriamento
Palestrante: Adriano Seddon
14h20 às 15h05 – Free-Stall x Compost Barn
Palestrante: Flávio Damasceno
15h05 às 15h35 – Discussão
15h35 às 15h50 – Intervalo
15h50 às 16h35 – Como o resfriamento no período seco afeta a saúde e performance futura
Palestrante: Geoffrey Dahl
16h35 às 17h20 – Estratégias de manejo ambiental para reduzir os impactos negativos do estresse calórico
Palestrante: Grazyne Tresoldi
17h20 às 17h50 – Discussão
Realização
O 10º Simpósio Brasil Sul de Bovinocultura de Leite tem apoio da Associação Paranaense de Criadores de Bovinos da Raça Holandesa, do Conselho Regional de Medicina Veterinária de SC (CRMV/SC), da Embrapa Gado de Leite, do Icasa, da Prefeitura de Chapecó, do Sindicato dos Produtores Rurais de Chapecó, do Sistema FAESC/SENAR-SC, do Sindirações, da Sociedade Catarinense de Medicina Veterinária (Somevesc) e da Unochapecó.

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Brasil amplia acordos de cooperação com a Coreia do Sul
Intercâmbio técnico, cooperação em sanidade e pesquisa de bioinsumos, buscando tecnologia e sustentabilidade para o campo brasileiro busca ampliar competitividade e fortalecer a produção sustentável.

O Ministério da Agricultura e Pecuária assinou, nesta segunda-feira (23), em Seul, dois memorandos de entendimento com o governo da Coreia do Sul voltados ao fortalecimento da cooperação bilateral em agricultura, sanidade, inovação e desenvolvimento rural. Os atos foram celebrados na Casa Azul durante a visita oficial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao país asiático. “A Coreia do Sul é um parceiro estratégico e esta agenda inaugura uma nova etapa de cooperação baseada em confiança, diálogo e complementaridade econômica. Estamos aproximando tecnologia, sustentabilidade e produção responsável para ampliar oportunidades ao agro brasileiro e fortalecer a segurança alimentar”, afirmou o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro.

Ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro: “Estamos aproximando tecnologia, sustentabilidade e produção responsável para ampliar oportunidades ao agro brasileiro e fortalecer a segurança alimentar” – Foto: Caroline de Vita/Mapa
O primeiro acordo, firmado entre os ministérios da Agricultura dos dois países, estabelece a ampliação do intercâmbio técnico e institucional com foco em ciência, tecnologia, agricultura digital, segurança alimentar e cadeias de abastecimento. O memorando inclui a cooperação em medidas sanitárias e fitossanitárias (SPS), com previsão de harmonização de normas e troca de informações para avançar em temas de interesse comum.
O documento também prevê cooperação em infraestrutura agrícola, promoção de investimentos, intercâmbio científico e criação de um Comitê de Cooperação Agrícola Brasil-Coreia para acompanhar a implementação das iniciativas conjuntas.
O segundo memorando reúne o Ministério da Agricultura e Pecuária, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e a Administração de Desenvolvimento Rural da Coreia. O acordo estabelece uma estrutura de cooperação voltada ao registro, avaliação e gestão de agrotóxicos e bioinsumos, além do intercâmbio de informações e desenvolvimento de pesquisas conjuntas.

Foto: Caroline de Vita/Mapa
Entre as ações previstas estão o compartilhamento de dados técnicos, intercâmbio de especialistas, programas de capacitação e realização de workshops e projetos científicos conjuntos.
Os acordos integram a agenda da missão oficial brasileira na Ásia e reforçam a parceria estratégica entre Brasil e Coreia do Sul, com potencial para ampliar o intercâmbio tecnológico, estimular a inovação no campo e fortalecer a cooperação sanitária e regulatória no setor agropecuário.
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Países em desenvolvimento buscam protagonismo na redefinição da ordem econômica mundial
Integração entre economias emergentes mira maior autonomia financeira, tecnológica e comercial.

A defesa de maior articulação entre países em desenvolvimento marcou o encerramento da agenda presidencial na Ásia. Na madrugada deste domingo (22), antes de deixar a Índia rumo à Coreia do Sul, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a sustentar que o chamado Sul Global precisa atuar de forma coordenada para alterar a atual estrutura do comércio e das decisões econômicas internacionais.

Presidente do Brasil Luiz Inácio Lula da Silva: “Países pequenos precisam negociar juntos para equilibrar forças” – Foto: Ricardo Stuckert/PR
O argumento central é que economias emergentes enfrentam assimetrias estruturais nas negociações com grandes potências. Segundo ele, acordos bilaterais diretos tendem a reproduzir desequilíbrios históricos, reduzindo a margem de barganha de países menos desenvolvidos. “Países pequenos precisam negociar juntos para equilibrar forças”, afirmou, ao citar Índia, Brasil e Austrália como exemplos de nações que podem ampliar seu poder de influência quando atuam em bloco.
O presidente associou essa defesa a um diagnóstico histórico. Na avaliação dele, a inserção internacional de diversas economias emergentes ainda carrega traços de dependência tecnológica e financeira herdados do período colonial. A crítica não se limita ao passado político, mas alcança a estrutura contemporânea de cadeias globais de valor, nas quais países exportadores de commodities permanecem, em muitos casos, na base da pirâmide produtiva.
A proposta apresentada envolve intensificar parcerias entre países com níveis de desenvolvimento semelhantes, com foco em cooperação tecnológica, agregação de valor e ampliação do comércio intra-bloco. O objetivo estratégico é reduzir vulnerabilidades externas e aumentar a autonomia decisória.
Nesse contexto, o BRICS aparece como instrumento central dessa reconfiguração. O presidente afirmou que o grupo deixou de ser

Brics – Foto: Joédson Alves/Agência Brasil
periférico para assumir papel mais estruturado na governança internacional. Destacou a criação do Novo Banco de Desenvolvimento como exemplo de mecanismo financeiro alternativo às instituições tradicionais dominadas por economias avançadas.
Ele também buscou afastar a narrativa de confronto direto com o Ocidente. Ao mencionar a preocupação dos Estados Unidos, sobretudo em relação à China, afirmou que o objetivo não é reeditar divisões geopolíticas típicas da Guerra Fria, mas fortalecer a capacidade de articulação dos emergentes dentro da própria arquitetura global, inclusive com eventual ampliação da interlocução com o G20.
Outro ponto sensível abordado foi a discussão sobre moeda comum. O presidente voltou a negar a intenção de criar uma divisa própria do bloco. A proposta, segundo ele, limita-se a ampliar o uso de moedas nacionais nas transações comerciais entre os países-membros, como forma de reduzir custos cambiais e dependência do dólar. Trata-se de uma agenda pragmática, voltada à eficiência comercial, ainda que com implicações estratégicas no sistema financeiro internacional.
A fala reforça uma linha de política externa que combina multilateralismo, diversificação de parceiros e busca por maior protagonismo das economias emergentes. A agenda na Índia e na Coreia do Sul integra essa estratégia de aproximação com a Ásia, região vista como eixo dinâmico da economia global nas próximas décadas.
ONU
Ao defender o fortalecimento da Organização das Nações Unidas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reiterou a necessidade de resgatar o papel institucional do organismo em um cenário internacional marcado por conflitos e tensões geopolíticas. Segundo ele, a entidade precisa “voltar a ter legitimidade e eficácia” para cumprir sua missão central de manutenção da paz.
O presidente relatou ter feito contatos diretos com outros chefes de Estado diante de crises recentes. “Esses dias eu liguei para quase todos os presidentes, propondo que a gente tem que dar uma resposta ao que aconteceu na Venezuela, ao que aconteceu em Gaza, ao que aconteceu na Ucrânia”, afirmou.
Para Lula, não se pode permitir que decisões unilaterais de grandes potências interfiram na soberania de outros países. “Você não pode

Foto: Divulgação
permitir que, de forma unilateral, nenhum país, por maior que seja, possa interferir na vida de outros países. Precisamos da ONU para resolver esse tipo de problema. E, por isso, ela precisa ter representatividade”, reiterou.
Relação com os Estados Unidos
Ao tratar da relação bilateral com os Estados Unidos, Lula condicionou o aprofundamento de parcerias à disposição americana de enfrentar o crime organizado transnacional. “O crime organizado hoje é uma empresa multinacional. Por isso, nossa Polícia Federal precisa construir parcerias com todos os países que tenham interesse em enfrentá-lo conosco”, disse. Ele acrescentou que, havendo cooperação efetiva, o Brasil estará “na linha de frente”, inclusive solicitando o envio de brasileiros envolvidos com organizações criminosas que estejam em território americano.
O presidente também defendeu que a atuação americana na América do Sul e no Caribe seja pautada pelo respeito. Classificou a região como pacífica, sem armamento nuclear e focada no desenvolvimento econômico e social. Segundo Lula, esse será um dos temas a serem tratados em encontro previsto com o presidente Donald Trump. “Quero discutir qual é o papel dos EUA na América do Sul, se é de ajuda ou ameaça. O que o mundo precisa é de tranquilidade”, afirmou, acrescentando que o atual momento registra o maior número de conflitos desde a Segunda Guerra Mundial.

Foto: Ricardo Stuckert/PR
Sobre a recente decisão da Suprema Corte dos EUA que derrubou tarifas impostas pelo governo americano, Lula evitou juízo de valor. Disse que não cabe ao presidente do Brasil comentar decisões internas de outras jurisdições.
Índia, comércio e agregação de valor
Na agenda asiática, Lula destacou os encontros com o primeiro-ministro Narendra Modi, em Nova Delhi. Segundo ele, o foco foi a ampliação do comércio e da cooperação econômica. “Tratamos muito da nossa relação comercial. Não entramos em detalhes sobre geopolítica internacional. Discutimos o que nos une, em especial fortalecer nossas economias para nos tornarmos países altamente desenvolvidos”, afirmou.
O intercâmbio bilateral, atualmente em US$ 15,5 bilhões, tem meta de alcançar US$ 30 bilhões até 2030. Lula classificou as conversas com empresários indianos como positivas. “Todos os empresários indianos que investem no Brasil elogiam o país e dizem que vão aumentar seus investimentos”, reteirou.
O presidente voltou a defender que a exploração de minerais críticos e terras raras no Brasil esteja condicionada à agregação de valor no território nacional. “O processo de transformação precisa acontecer no Brasil. O que não vamos permitir é que aconteça com nossas terras raras o que aconteceu com nosso minério de ferro”, afirmou, criticando o modelo histórico de exportação de commodities sem industrialização local.
Após a passagem pela Índia, Lula seguiu para Seul, onde foi recebido a convite do presidente Lee Jae Myung. A visita prevê a adoção de um Plano de Ação Trienal 2026-2029, com o objetivo de elevar a relação bilateral ao patamar de parceria estratégica, consolidando a ofensiva diplomática brasileira na Ásia.
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Trump eleva tarifa global para 15% e testa novos limites legais após revés na Suprema Corte
Presidente norte-americano amplia sobretaxa temporária sobre todas as importações e anuncia nova estratégia jurídica para sustentar política comercial.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou no última sábado (21) a elevação de 10% para 15% da tarifa temporária aplicada sobre todas as importações que entram no país. A medida ocorre poucos dias após a Suprema Corte dos EUA derrubar o programa tarifário anterior, baseado em poderes de emergência econômica.

Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump reage à decisão da Suprema Corte e sinaliza aumento imediato da tarifa global sobre importações, reforçando a centralidade das barreiras comerciais em sua estratégia econômica – Foto: Divulgação
Na sexta-feira (20), em reação direta ao julgamento, Trump já havia determinado a aplicação imediata de uma tarifa global de 10% sobre todos os produtos importados, adicional às tarifas já existentes. Agora, decidiu ampliar o percentual ao limite máximo permitido pela legislação invocada.
Pela lei comercial americana, o presidente pode instituir uma taxa de até 15% por um período de 150 dias, mecanismo previsto para situações consideradas excepcionais. A utilização desse dispositivo, contudo, pode enfrentar questionamentos judiciais, especialmente após a Corte ter delimitado o alcance dos poderes presidenciais em matéria tarifária.
Em publicação na rede Truth Social, Trump afirmou que a elevação da tarifa ocorre com efeito imediato e justificou a decisão como resposta a décadas de práticas comerciais que, segundo ele, prejudicaram a economia americana. Disse ainda que o percentual de 15% representa o nível totalmente permitido e legalmente testado.
O presidente também sinalizou que a medida é transitória. Durante os 150 dias de vigência, o governo trabalhará na formulação de novas tarifas consideradas legalmente admissíveis, indicando que a estratégia comercial será reestruturada para se apoiar em fundamentos jurídicos distintos daqueles rejeitados pela Suprema Corte.
A decisão reforça que, apesar do revés judicial, a política tarifária permanece no centro da agenda econômica do governo. Ao mesmo tempo, amplia a tensão institucional em torno dos limites entre Executivo e Congresso na condução da política comercial dos Estados Unidos.



