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1° Dia de Campo Estadual na área de Piscicultura do Sistema Faesc/Senar reúne mais de 220 participantes em Armazém

A programação reuniu piscicultores vinculados aos Sindicatos Rurais de Armazém, Agrolândia, Benedito Novo, Braço do Norte, Jacinto Machado, Massaranduba, Orleans e Rio Fortuna.

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Foto: Divulgação

O município de Armazém (SC) sediou, no último fim de semana, o 1º Dia de Campo Estadual do Programa de Assistência Técnica e Gerencial – ATeG na área da Piscicultura, promovido pelo Serviço Nacional de Aprendizagem Rural do Estado de Santa Catarina (Senar/SC), órgão vinculado à Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (Faesc), em parceria com os Sindicatos Rurais do estado.
Com mais de 220 participantes, o evento reuniu piscicultores vinculados aos Sindicatos Rurais de Armazém, Agrolândia, Benedito Novo, Braço do Norte, Jacinto Machado, Massaranduba, Orleans e Rio Fortuna. Também estiveram presentes o superintendente do Sistema Faesc/Senar, Gilmar Antônio Zanluchi, o secretário executivo de Aquicultura e Pesca do Estado, Tiago Bolan Frigo, o presidente do Sindicato Rural de Armazém, Evani Lole, o vice-prefeito Guilherme José Heerdt Corrêa e o presidente da Câmara Municipal Emerson Moraes Machado.

O evento iniciou com explanação do presidente do Sindicato Rural Evani Lole, que fez questão de enaltecer a importância da troca de experiências e desejou boas-vindas a todos. “É muito importante para o município de Armazém sediar esse Dia de Campo. Produtores de diversas cidades do Estado se fizeram presentes e tiveram a oportunidade de conversar, buscar informações e dividir conhecimentos”, diz ele.

O secretário executivo de Aquicultura e Pesca do Estado, Tiago Bolan Frigo, lembrou sobre o título de Capital Catarinense da Tilápia que pertence à cidade.

“Nada mais justo que um evento desta magnitude acontecer em Armazém. Precisamos sempre trazer oportunidades para que a atividade cresça, mas para isso, o produtor precisa de conhecimentos e estratégias para ter uma produção de qualidade”. O superintendente do Sistema Faesc/Senar-SC, Gilmar Antônio Zanluchi, que no ato representou o presidente José Zeferino Pedrozo comentou sobre a participação maciça dos produtores de diferentes cidades do Estado. “Estamos muito satisfeitos e felizes por reencontrar os nossos associados e produtores. O principal objetivo deste evento é a troca de experiências entre produtores e profissionais da área técnica”.

Palestras

Com uma plateia lotada e atenta às informações, a assessora técnica e coordenadora estadual da ATeG, Paula Coimbra Nunes, apresentou a “ATeG Piscicultura em Santa Catarina”, com a presença de todos os técnicos de diferentes regiões de atuação. Lembrou que o programa iniciou no segmento em 2016 e até o momento atendeu 417 produtores em 48 municípios catarinenses. “Atualmente, estão em andamento oito grupos com 201 produtores no Estado. Trata-se de um setor que cresce consideravelmente, não somente na região Sul, como em todo o estado”.

Na sequência o professor da UFSC, Dr. José Luiz P. Mouriño, proferiu a palestra: “Conhecendo as enfermidades que podem acometer a tilápicultura”.

O evento seguiu com apresentação dos casos de sucesso da ATeG Piscicultura em diferentes cidades de Santa Catarina. Cada produtor, juntamente com o técnico, relatou como iniciou a atividade, os desafios enfrentados e a importância da parceria com o Sistema Faesc/Senar-SC.

Os primeiros a se apresentarem foram os produtores Ivan Marciano de Borba, acompanhado pelo técnico Luciano Souza do Sindicato Rural de Benedito Novo. Na sequência, o produtor Silvestre Tenfen e o técnico Anderson Corrêa do Sindicato Rural de Rio Fortuna, apresentaram seu projeto. Para encerrar as apresentações, o produtor Laércio C. Casa Grande e o técnico Darlan Varela, do Sindicato Rural de Jacinto Machado apresentaram o sucesso da ATeG em sua propriedade.

Após o almoço servido no restaurante do Pesque Pague Tia Maria iniciaram as visitações às estações, no qual cada uma, demostrou a importância da qualidade no processo produtivo.
Na primeira estação, foi abordado sobre a Qualidade da água. Na estação 2, Escolha de Probiócos; na estação 3, Alevinagem/Berçário; e na estação 4, Nutrição.
“Esse Dia de Campo foi excelente. Iniciei na atividade no ano de 1995 e costumo participar desses eventos, pois sempre tem algo novo para implantar na nossa propriedade”, diz o piscicultor Antônio Miguel Spindola, de Armazém/SC.

Para o Piscicultor Roger Krambeck, de Timbó/SC, a parceria e acompanhamento dos técnicos do SENAR, é fundamental para o sucesso da atividade.
“Iniciei na atividade há 25 anos, atualmente nossa família possui um Pesque Pague e participo da diretoria de uma cooperativa que possui um frigorífico que abate grande parte da produção de tilápia lá da nossa região,” diz ele.

E completa: “Nossa participação no evento foi proveitosa, viemos com um grupo de 28 pessoas e isso demostra o interesse do nosso piscicultor de buscar informação, conhecimento e tecnologia para implementar na nossa propriedade”, finaliza ele.

Pscicultura em expansão

A supervisora regional do Senar/SC, Sueli Rosa Silveira, ressaltou que a piscicultura é uma importante cadeia produtiva na região sul, vem crescendo consideravelmente, fortalecendo o desenvolvimento econômico da região. “O sistema Faesc/Senar contribui com este desenvolvimento atendendo cinco turmas de Piscicultura, o que totaliza 150 produtores. Este evento foi uma grande oportunidade para troca de experiências, conhecimento, troca de informações e melhorias na cadeia produtiva”.

O presidente do Sistema Faesc/Senar-SC, José Zeferino Pedrozo, ressaltou a satisfação em observar o desempenho do setor e reforçou o compromisso com as ações de promoção, defesa e representação dos interesses dos produtores rurais. “A Assistência Técnica e Gerencial é uma das ações que desenvolvemos para fortalecer a cadeia produtiva da piscicultura e de outros importantes nove segmentos. O sucesso desse encontro nos mostrou que estamos no caminho certo e, sem dúvidas, vamos continuar trabalhando para aumentar a produtividade, aperfeiçoar a gestão e elevar a renda dos nossos produtores”.

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Comissão Europeia anuncia aplicação provisória do acordo Mercosul-UE e enfrenta reação da França

Medida pode antecipar redução de tarifas enquanto ratificação completa segue sob contestação judicial no bloco europeu.

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Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen: "Quando eles estiverem prontos, nós estaremos prontos. Nessa base, a Comissão irá agora prosseguir com a aplicação provisória" - Foto: Divulgação/Comissão Europeia

A União Europeia anunciou que aplicará provisoriamente o acordo de livre comércio firmado com o Mercosul, numa tentativa de antecipar os efeitos comerciais do tratado enquanto o processo formal de ratificação segue em curso nos países-membros.

Foto: Divulgação

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou que a medida busca assegurar ao bloco a “vantagem do pioneirismo”. “Já disse antes, quando eles estiverem prontos, nós estaremos prontos. Nessa base, a Comissão irá agora prosseguir com a aplicação provisória”, declarou.

Pelas regras europeias, acordos comerciais precisam ser aprovados pelos governos nacionais e pelo Parlamento Europeu. A aplicação provisória, no entanto, permite que parte das disposições comerciais — como a redução de tarifas — entre em vigor antes da conclusão de todo o trâmite legislativo. Segundo a Comissão, o acordo poderá começar a valer provisoriamente dois meses após a troca formal de notificações entre as partes.

A decisão ocorre em meio a resistências políticas dentro da própria União Europeia. Parlamentares liderados por deputados franceses aprovaram no mês passado a contestação do acordo no tribunal superior do bloco, movimento que pode atrasar sua implementação integral em até dois anos.

A França tem se posicionado como principal foco de oposição. O presidente Emmanuel Macron afirmou que a iniciativa foi “uma surpresa

Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado e Gpoint Studio/Freepik

ruim” e classificou como “desrespeitoso” o encaminhamento do tema. O governo francês argumenta que o acordo pode ampliar as importações de carne bovina, açúcar e aves a preços mais baixos, pressionando produtores locais que já realizaram protestos recentes.

Em janeiro, 21 países da UE votaram a favor do tratado, enquanto Áustria, França, Hungria, Irlanda e Polônia se posicionaram contra, e a Bélgica se absteve. Defensores do acordo, como Alemanha e Espanha, sustentam que a ampliação de acesso ao mercado sul-americano é estratégica para compensar perdas comerciais decorrentes de tarifas impostas pelos Estados Unidos e para reduzir dependências externas em cadeias de insumos considerados críticos.

Concluído após 25 anos de negociações, o acordo prevê a eliminação de cerca de 4 bilhões de euros em tarifas sobre exportações europeias, sendo apontado pela Comissão como o maior pacto comercial do bloco em termos de potencial de redução tarifária.

No Mercosul, Argentina e Uruguai ratificaram o texto nesta semana. No Brasil, a Câmara dos Deputados aprovou o acordo, que ainda depende de aval do Senado para concluir o processo interno de ratificação.

Fonte: O Presente Rural
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Acordo Mercosul-UE pode entrar em vigor até o fim de maio

Texto aguarda votação no Senado, enquanto União Europeia sinaliza aplicação provisória e governo prepara regulamentação de salvaguardas comerciais.

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O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou nesta sexta-feira (27), em São Paulo, que o acordo comercial firmado entre o Mercosul e a União Europeia pode entrar em vigor até o fim de maio.

Vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin: “Aprovado no Senado e assinado pelo presidente Lula, teremos uns 60 dias para a vigência” – Foto: Divulgação

Segundo Alckmin, a expectativa do governo é que o texto seja aprovado pelo Senado Federal nas próximas duas semanas. O acordo já passou pela Câmara dos Deputados nesta semana e, se confirmado pelos senadores, seguirá para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Agora foi para o Senado e nós temos expectativa de que aprove em uma ou duas semanas. Aprovado no Senado e assinado pelo presidente Lula, teremos uns 60 dias para a vigência. Esse é o plano. Então, se a gente conseguir resolver em março, até o fim de maio já pode entrar em vigência o acordo”, declarou o vice-presidente.

No âmbito regional, o Parlamento da Argentina ratificou o texto na quinta-feira (26), movimento já acompanhado pelo Uruguai, ampliando o alinhamento interno no bloco sul-americano.

União Europeia

Do lado europeu, a Comissão Europeia informou nesta sexta-feira que pretende aplicar provisoriamente o acordo de livre comércio com o Mercosul. A medida busca assegurar ao bloco europeu a chamada “vantagem do pioneirismo”, permitindo a implementação de dispositivos comerciais antes da conclusão de todo o processo legislativo.

Em regra, a União Europeia aguarda a aprovação formal dos acordos de livre comércio tanto pelos governos nacionais quanto pelo

Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado e Gpoint Studio/Freepik

Parlamento Europeu. No entanto, parlamentares europeus,liderados por deputados franceses, aprovaram no mês passado uma contestação judicial ao acordo no tribunal superior do bloco, o que pode retardar sua implementação integral em até dois anos.

Mesmo com a necessidade de aprovação pela assembleia europeia, o mecanismo de aplicação provisória permite que União Europeia e Mercosul iniciem a redução de tarifas e coloquem em prática outros compromissos comerciais enquanto o processo de ratificação completa seu curso institucional.

Salvaguardas

O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou que o governo encaminhou nesta sexta-feira proposta à Casa Civil para regulamentar as salvaguardas previstas no acordo entre Mercosul e União Europeia. Esses mecanismos permitem suspender a redução de tarifas caso haja aumento expressivo das importações que provoque desequilíbrios no mercado interno.

Após a análise da Casa Civil, o texto ainda deverá passar pelos ministérios da Fazenda e das Relações Exteriores antes de seguir para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A expectativa, segundo Alckmin, é concluir essa regulamentação nos próximos dias, antes mesmo da votação do acordo pelo Senado. “O acordo prevê um capítulo sobre salvaguarda. A gente espera que nos próximos dias, antes ainda da votação do Senado [sobre o acordo], que a salvaguarda seja regulamentada”, disse.

Foto: Divulgação

Ele afirmou que a abertura comercial prevista no tratado parte da premissa de ganhos para consumidores e empresas, com acesso a produtos de melhor qualidade e preços mais baixos. Ressaltou, contudo, que o instrumento de salvaguarda funcionará como mecanismo de proteção em caso de desequilíbrio. “Agora, se tiver um surto de importação, você precisa de uma salvaguarda, que suspende aquela redução de impostos. Isso está previsto para os europeus também e é isso que será regulamentado.”

Sobre o acordo

Pelo cronograma negociado, o Mercosul eliminará tarifas sobre 91% dos bens europeus em até 15 anos. A União Europeia, por sua vez, zerará tarifas sobre 95% dos bens exportados pelo bloco sul-americano em até 12 anos.

O tratado abrange um mercado de mais de 720 milhões de habitantes. A ApexBrasil estima que a implementação do acordo pode elevar as exportações brasileiras em cerca de US$ 7 bilhões, além de ampliar a diversificação da pauta externa, com potencial impacto também sobre segmentos industriais.

Fonte: O Presente Rural com Agência Brasil
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Mercosul e Canadá realizam oitava rodada de negociação para acordo comercial em Brasília

Blocos avançam em capítulos técnicos e preparam nova etapa em abril. Comércio bilateral Brasil-Canadá somou US$ 10,4 bilhões em 2025.

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O Mercosul e o Canadá concluíram nesta sexta-feira (27), em Brasília, a oitava rodada de negociações do acordo de livre comércio entre as partes. As tratativas, retomadas em outubro de 2025 após período de menor dinamismo, sinalizam a intenção de ambos os lados de acelerar a construção de um marco jurídico para ampliar o fluxo de comércio e investimentos.

Foto: Divulgação

De acordo com nota conjunta divulgada pelos ministérios das Relações Exteriores, do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços e da Agricultura, a rodada reuniu os negociadores-chefes e promoveu encontros presenciais dos grupos técnicos responsáveis pelos capítulos de comércio de bens, serviços, serviços financeiros, comércio transfronteiriço de serviços, comércio e desenvolvimento sustentável, propriedade intelectual e solução de controvérsias.

A estratégia brasileira é avançar simultaneamente na consolidação de textos e na troca de ofertas, etapa considerada sensível em acordos dessa natureza por envolver redução tarifária, regras de acesso a mercados e compromissos regulatórios. Uma nova rodada está prevista para abril, quando os grupos técnicos deverão aprofundar a convergência em áreas ainda pendentes.

Para o governo, o acordo com o Canadá se insere no esforço de diversificação de parceiros comerciais em um cenário internacional marcado por maior fragmentação geoeconômica e disputas tarifárias. A avaliação é que a integração produtiva com a economia canadense pode ampliar oportunidades em setores como agroindústria, mineração, energia e serviços.

Em 2025, a corrente de comércio entre Brasil e Canadá alcançou US$ 10,4 bilhões, com superávit brasileiro de US$ 4,1 bilhões, segundo dados oficiais. O saldo favorável reforça o interesse do país em consolidar acesso preferencial ao mercado canadense, ao mesmo tempo em que busca ampliar a previsibilidade regulatória para empresas dos dois lados.

Fonte: O Presente Rural
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