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“Não existe mágica no controle da Salmonella, existe controle integrado”

Para pesquisador, redução iminente ao uso de antibióticos vai potencializar a dificuldade em controlar esse patógeno nas granjas

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Nada mais apropriado que uma palestra sobre prevenção da salmonelose na produção avícola. É esse o tema que o doutor em Ciência Animal, Eduardo Muniz, aborda no Seminário online Atualização em Microrganismos Emergentes e Reemergentes em Avicultura, disponibilizado no mês de março na rede mundial de computadores para aperfeiçoamento dos profissionais da cadeia produtiva. Promovido pela Agroqualita, consultoria do agronegócio com sede em Porto Alegre, RS, o evento online já foi visto por centenas de profissionais especializados. Além da palestra de Muniz, conta com extensa programação técnica.

Muniz explica que, em princípio, combater as salmoneloses é de extrema importância para a produção de alimentos e que conhecer bem o microrganismo, o hospedeiro e o ambiente são fundamentais para seu controle. “A agroindústria se sente pisando em ovos, uma vez que Salmonella oferece risco à qualidade do alimento, pois são possíveis causadoras das toxinfecções alimentares, o que representa ameaça ao nome e reputação das indústrias de alimentos. Seu controle é extremamente complexo e depende de um conjunto de ações denominado controle integrado”, pontua. Dados apresentados por ele mostram que a Salmonella é um dos 12 microrganismos que mais matam no mundo (tabela 1). “A Salmonella sempre se encontra entre os primeiros. Em casos extremos, sendo envolvido em óbito de seres humanos”, destaca.

 

MAIS CRÍTICO

A redução iminente ao uso de antibióticos preocupa o pesquisador. Em sua opinião, essa prática vai potencializar a dificuldade em controlar esse patógeno nas granjas. “Para tornar o tema mais crítico, existe uma forte tendência na produção avícola em se reduzir o uso de antimicrobianos para anteder mercado e acompanhar o consumidor. A indústria tem buscado por alternativas ao uso de medicamentos”. De acordo com ele, muito dessa tendência é motivada por estudos que apontam para resistência dos microrganismos aos antimicrobianos. “Existe até transferência de resistência por plasmídeos entre diferentes gêneros de bactérias”, amplia, destacando que um estudo já publicado demonstrou essa transferência de resistência da E. Coli para a Salmonella.

“O tema é bastante polêmico, mas o fato é que a sociedade pressiona para um uso menor, e a indústria está movendo esforços para buscar essas alternativas. Tudo (restrição) tem impacto no controle da Salmonella”, destaca.

 

TRÊS LINHA DE ATAQUE

Para alcançar um desejável controle das salmoneloses, explica Muniz, é preciso “conhecer o agente etiológico, o hospedeiro e a o ambiente e saber as interrelações entre esses três fatores”. “O roteiro apresentado no curso online é uma abordagem lógica dos principais pontos para manejo do microrganismo na agropecuária”, aposta.

 

HOSPEDEIRO

O hospedeiro nada mais é que a ave propriamente dita. Muniz explica que o animal pode receber a Salmonella tanto pela genética, ainda no ovo ou pela casca, quanto de ave para ave, já na granja. “A Salmonella é uma enterobactéria. A transmissão se faz tanto por via vertical, das matrizes para a progênie, ou de forma horizontal, de ave para ave, por contato ou ambiente contaminado, mas com contaminação de forma predominante por via oral – há relatos por via respiratória”, pontua. De acordo com ele, “no ceco, porção distal do trato digestivo, encontra melhores condições de sobrevivência e multiplicação”. “O papo também tem importância grande, pois quando levamos a ave contaminada para o abatedouro, existe de forma indesejável o rompimento de porções do intestino e do papo, com risco de contaminar a carne com a Salmonella”, orienta.

 

AGENTE ETIOLÓGICO

O agente etiológico, ou microrganismo, deve ser o primeiro que o produtor e o técnico precisam entender e conhecer de perto. Atualmente o sorovar mais problemático no Brasil, explica, é a Salmonella Heidelberg, que tem a maior prevalência e é de extrema dificuldade de controle.

“Entre as diversas Salmoenlas há uma enorme diversidade, mais de 2,5 mil sorovares, que possuem comportamentos biológicos diferentes. Esse é um dos fatores de dificuldade para o controle. Neste grupo, temos gêneros, com a Salmonella Gallinarum e Salmonella Pullorum, que causam doenças clínicas para as aves e não têm nenhum impacto para seres humanos. Por outro lado, temos o grupo das salmonelas paratíficas, praticamente são assintomáticas, não causam doença nas aves, mas quando contaminam a carne podem levar a ocorrências de infecções alimentares em humanos”, argumenta.

Ele explica que a Salmonella conseguiu adaptar mecanismo de invasão, uma capacidade de entrar dentro da célula e lá permanecer escondida sem que o hospedeiro consiga destruir o agente por mecanismos imunes. Para ele, esse é “um dos fatores mais importante dentro das dificuldades de controle do microrganismo, que muitas outras bactérias não conseguem, como a E. Coli”. “É o que explica as tentativas frustradas de tentar o controle por meio de antimicrobianos”, pontua. Para o pesquisador, membro do corpo técnico da Zoetis, é mais difícil combater o agente quando ele está escondido dentro da célula. Ainda segundo ele, isso faz com que a ave contaminada permaneça por período longo de forma inaparente, mas basta passar por uma situação de estresse para voltar a excretar a Salmonella no meio ambiente.

 

A MAIS INCÔMODA

Um dos mecanismos já observados pelos pesquisadores é que, quando um sorovar apresenta um aumento por dominância, o outro tem decréscimo, explica Muniz. “Outro aspecto interessante é a alternância de sorovares ao longo do tempo. Ou seja, à medida que há redução de um sorovar existe a emergência de outro sorovar. Assim, o controle de todos os sorovares encontrados na natureza passa a ser utópico. O mais sensato é fixar ferramentas de controle naqueles de maior importância para aves e humanos”, acentua.

De acordo com dados apresentados pelo profissional, a Salmonella que causa mais dor de cabeça no Brasil é a Heidelberg. Alertas rápidos publicados pela União Europeia (UE) até este ano mostram a maior prevalência desse sorovar (tabela 2). Os alertas têm como base as exportações brasileiras para a UE. “Fica claro que na avicultura brasileira é predominante a Salmonella Heidelberg. O grande desafio da avicultura, que tem demandado bastante pesquisa para que a indústria consiga descobrir ferramentas ideais para fazer o controle”, cita.

 

IMUNIDADE

Diferente da ave livre da natureza, a ave industrial não tem contato com a “mãe”, o que exige mais cuidados contra a Salmonella, menciona o palestrante. “Há diferença entre ave industrial e a ave caipira. Na natureza após a eclosão, a ave livre já recebe uma carga muito grande de bactérias da mãe no ninho, nas fezes presentes no ambiente, e de certa forma, essa microbiota participa da proteção do recém nascido. Essa carga, na maioria das vezes, é composta por bactérias benéficas. Já o frango industrial não tem contato com a mãe, pois os ovos férteis vão para o incubatório. Essa ave industrial não recebe a microbiota da progenitora. Justamente por isso é imperativo dentro do controle que as reprodutoras não transfiram a contaminação para a progênie. É o primeiro passo do controle – ter reprodutoras livres (de Salmonella)”, menciona.

Nesse contexto, um bom desenvolvimento da microbiota das aves é fundamental. “As bactérias gram negativas são consideradas ‘personas non gratas’, devem ser excluídas. Sob essa ótica, importante que haja ferramentas para formação de microflora predominantemente gram positivas para ajudar as aves que são criadas em ambiente industrial”, situa.

De acordo com Muniz, existem várias ferramentas e opções para o controle da Salmonella ou para melhorar a resposta imune, mas é preciso usar com parcimônia e, caso haja misturas, devem ser bem estudadas porque o produtor colocando vários aditivos ao mesmo tempo pode, ao invés de estar ajudando o animal, está auxiliando à perda de desempenho ou mesmo gerando antagonismo. Ele destaca durante a palestra alguns estudos com aditivos e resultados que podem embasar o profissional de campo.

 

VACINAS

Uma das ações concretas para o controle da Salmonella é a vacinação, cita Muniz. “É ferramenta importante no controle da Salmonella”. De acordo com ele, estudos demonstram que o uso das vacinas vivas com inativadas promovem melhores resultados para as aves. “Os melhores resultados são obtidos quando associada a vacina viva, que tem efeito de ocupar espaço e estimular a imunidade de mucosa, e a inativa, que tem como efeito a produção de altos níveis de anticorpos, que contribuem na proteção sistêmica da Salmonella”, sugere.

Entre as características que ele cita como determinantes para a vacinação estão “capacidade de reduzir a transmissão vertical para não contaminar a casca do ovo, prevenir contaminação do trato reprodutivo, potencial de proteção cruzada, segurança para aves para que não haja reversão de virulência, não pode interferir no desenvolvimento da ave, de preferência devem ser sensíveis aos antibióticos, praticidade na aplicação massal (spray, água de bebida) e capaz de ser diferenciada da cepa de campo”, aponta.

 

ESTUDOS

Em um estudo, foram usados ácidos orgânicos, prebióticos e probióticos. Muniz conta que o objetivo era entender como essas ferramentas estimulavam o sistema imune das aves. O estudo foi conduzido na Universidade Federal do Paraná (UFPR). “As aves que receberam ácidos tiveram redução de carga (bacteriana) no papo. Por outro lado, o mesmo não se observou no ceco”, onde a Salmonella mais está presente. Percebemos dificuldades dos ácidos em atingir todas as porções do intestino, em atingir a porção distal”, cita.

O mesmo experimento aconteceu com os probióticos, que se mostraram mais eficientes no ceco, porém menos no papo. “O mesmo delineamento experimental fizemos com probióticos, mas com quatro produtos diferentes. Os probióticos tiveram efeito significativo no ceco (porção distal) e redução de excreção da Salmonella, por outro lado não percebemos os efeitos no papo, o que era até esperado, porque atua mais no intestino e no ceco”, comenta o estudioso.

Também foi observado que “probióticos são capazes de modular a resposta imune, através do recrutamento de linfócitos na mucosa intestinal, tornando o organismo mais eficaz no controle desse patógeno, tornando a ave mais habilitada para responder a esses desafios”, frisa.

Em um terceiro experimento para avaliar a sinergia/antagonismo, uniram ácidos orgânicos com prebióticos e probióticos, versus apenas probióticos. Ao invés de sinergia, perceberam antagonismo. “Não percebemos efeito de sinergia. O probiótico sozinho teve resultado melhor do que a mistura de três produtos. Pode haver um certo antagonismo quando fazemos misturas de diferentes ferramentas. Claro que devem haver associações sinérgicas, porém o trabalho chama atenção para que avalie a relação entre esses diferentes produtos”, orienta. “Os produtos alternativos (aos antibióticos) já são consideradas ferramentas válidas para o controle da saúde intestinal”, afirma.

 

AMBIENTE

O terceiro tripé é o ambiente, argumenta Muniz, que alerta para a falta de controle nesse setor. “Muitas vezes o ambiente é fator subestimado dentro do controle das salmoneloses. O ponto mais crítico é a forma de alta densidade em que são criadas as aves. Essa situação permite que haja rápida disseminação quando o microrganismo atinge o ambiente. Por isso é difícil controlar a Salmonella na avicultura”, pontua.

Ele explica que exatamente por isso essencial é fazer com que o patógeno não chegue à granja. “Por conta desse risco aumentado é fundamental prevenir a chegada do microrganismo no meio ambiente. A disseminação é facilitada de ave para ave”, comenta. De acordo com ele, estudos mostram que poucas aves contaminadas podem contaminar 40% do plantel em 48 horas.

Para ele, biosseguridade deve ser algo feito de forma impecável. “A biosseguridade é um conjunto de medidas para prevenir a entrada de agentes causadores de enfermidade em uma região (granja/propriedade), controlar a disseminação e evitar a saída deste agente da região. Ela depende de investimento em estrutura, educação continuada, muita disciplina para que o que foi planejado seja executado e dedicação por parte das pessoas envolvidas”, sugere.

“Muito se fala na busca da propriedade ideal, mas a grosso modo a biosseguridade está preservada quando se aplica o conceito de área limpa e área suja. Tudo o que está dentro do núcleo passa por controle extremo com vacinação, limpeza, desinfecção, controle de fluxo”, garante.

 

SALMONELLA EXPULSA DA CAMA

Para ele, vários métodos empregados hoje são eficazes. “Existem vários tratamentos adequados para reaproveitamento da cama, como uso de lona, muito eficaz para cascudinhos, uso do cal para alteração do pH e redução da atividade da água, amontoamento da cama, que eleva a temperatura e reduz a contaminação. Todas são alternativas válidas para redução da contaminação ambiental especialmente da cama”

De acordo com o pesquisador, estudos demonstram que os níveis de Salmonella reduzem à medida que a cama de aviário é reutilizada. Isso não descarta o tratamento da cama e sua substituição, de tempo em tempo, porque outros microrganismos se formam no conteúdo. “Quando se faz a reutilização da cama por sucessivos lotes aplicando técnicas, é possível perceber até a redução na contaminação por Salmonella. A Salmonella é uma péssima competidora. A medida que se faz reutilização, outras bactérias competem e excluem as salmonellas das granjas”, cita, apontando outro estudo conduzido na UFPR. “A Salmonella tem dificuldade de competir com outros microrganismos”, reforça.

 

MANEJO INTEGRADO

Muniz sustenta que o manejo integrado depende de conhecer microrganismo, hospedeiro e ambiente, mas é dependente das pessoas. “Atitudes simples, como a higiene das mãos, são atitudes que demandam treinamento e investimento para que haja entendimento de que hábitos simples são importantes para o controle desse microrganismo. Esse é o grande desafio do técnico, do extensionista rural”, sugere Muniz, destacando ainda a necessidade de um controle de pragas. “Vetores, como roedores, aves silvestres, animais domésticos, cascudinhos, desempenham papel primordial na manutenção da Salmonella. Portanto, manejo integrado, que leva em consideração as particularidades da granja, é imprescindível”.

“É importante enxergar de forma holística, olhando o agente e a relação que tem com o hospedeiro, olhando ambiente e as ações necessárias para controle. O controle das salmoneloses depende de uma visão integrada dessa doença, levando em consideração todos esses fatores para termos sucesso. Manejo, vacinação, biossegurança integrada como engrenagem, pessoas com disciplina, iniciativa, protagonismo, estratégia e resiliência são fundamentais para o sucesso do controle integrado. Não existe mágica no controle da Salmonella, existe controle integrado”, acredita o palestrante.

 

Mais informações você encontra na edição de Aves de abril/maio de 2018 ou online.

 

Eduardo Muniz tem sua palestra no Seminário online Atualização em Microrganismos Emergentes e Reemergentes em Avicultura, disponibilizado no mês de março na rede mundial de computadores para aperfeiçoamento dos profissionais da cadeia produtiva

Fonte: O Presente Rural

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Avicultura

SBSA debate como transformar conhecimento técnico em resultados na avicultura

Especialistas discutem gestão, eficiência e aplicação prática durante evento em Chapecó.

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Foto: Divulgação/Arquivo OPR

A conexão entre conhecimento técnico, gestão e resultados práticos na produção avícola será discutida durante o 26º Simpósio Brasil Sul de Avicultura (SBSA). O tema Do conhecimento à ação: como transformar orientações em resultados na avicultura será apresentado pelos especialistas Kali Simioni e João Nelson Tolfo, na quarta-feira, 08 de abril, às 16h30, durante o Bloco Conexões que Sustentam o Futuro, no Centro de Cultura e Eventos Plínio Arlindo de Nes, em Chapecó (SC).

João Nelson Tolfo é médico-veterinário, mestre em Produção Animal e possui MBA Executivo em Liderança e Gestão do Agronegócio. Com mais de 18 anos de atuação na avicultura industrial brasileira, construiu sua trajetória profissional em empresas como BRF e Seara Alimentos, onde atuou como extensionista, supervisor, especialista agropecuário e gerente agropecuário.

Kali Simioni é engenheira agrônoma e mestre pela Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC)

Ao longo de sua carreira, prestou consultoria técnica a mais de 30 plantas industriais, desenvolvendo atividades relacionadas à gestão agropecuária, ambiência, manejo de frangos de corte, elaboração de padrões técnicos, condução de testes zootécnicos e formação de equipes técnicas em extensão rural. Atualmente é empreendedor e sócio-proprietário da Granjas Pampeano, no Rio Grande do Sul, onde atua no desenvolvimento de projetos avícolas voltados à eficiência produtiva, sustentabilidade e excelência operacional.

Kali Simioni é engenheira agrônoma e mestre pela Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC). Atua há 22 anos no setor agroindustrial, com experiência nas áreas de extensão rural, gestão e performance agroindustrial na produção de frangos, suínos, perus, postura comercial, matrizes e avós.

Atualmente dedica-se ao aperfeiçoamento dos sistemas de produção, com foco no desenvolvimento das pessoas que atuam na cadeia produtiva, buscando alavancar ganhos em eficiência, produtividade, qualidade, bem-estar animal, competitividade e sustentabilidade agropecuária, além de contribuir para a melhoria da qualidade de vida dos profissionais do agronegócio.

A palestra abordará os desafios de transformar informações técnicas e orientações produtivas em resultados concretos no campo, considerando fatores como gestão de equipes, eficiência operacional, aplicação de tecnologias e aprimoramento contínuo dos sistemas de produção. O tema destaca a importância de alinhar conhecimento científico, experiência prática e capacitação de profissionais para garantir competitividade e sustentabilidade na avicultura moderna.

João Nelson Tolfo é médico-veterinário, mestre em Produção Animal e possui MBA Executivo em Liderança e Gestão do Agronegócio

De acordo com a presidente do Nucleovet, Aletéia Britto da Silveira Balestrin, o Simpósio busca promover discussões que conectem ciência e prática. “O SBSA tem como proposta reunir especialistas que compartilhem experiências aplicáveis à realidade da produção. Discutir como transformar conhecimento em resultados é fundamental para fortalecer a cadeia produtiva e apoiar profissionais que atuam diretamente no campo”, destaca.

A presidente da comissão científica do SBSA, Daiane Albuquerque, ressalta que o bloco Conexões que Sustentam o Futuro foi estruturado para ampliar a visão estratégica do setor. “A produção avícola evolui rapidamente e exige cada vez mais integração entre conhecimento técnico, gestão e desenvolvimento de pessoas. Trazer especialistas com experiência prática na indústria contribui para que os participantes compreendam como aplicar as orientações técnicas de forma eficiente e sustentável”, afirma.

O 26º Simpósio Brasil Sul de Avicultura será realizado entre 7 a 9 de abril de 2026 e é considerado um dos principais eventos técnicos da avicultura latino-americana. Paralelamente ao Simpósio ocorre a 17ª Brasil Sul Poultry Fair, feira que reúne empresas nacionais e multinacionais ligadas à cadeia produtiva avícola.

Para acompanhar a palestra e os demais conteúdos da programação científica é necessária inscrição no evento. O segundo lote segue disponível até o dia 26 de março, com investimento de R$ 750,00 para profissionais e R$ 450,00 para estudantes. O acesso à 17ª Brasil Sul Poultry Fair custa R$ 100,00. As inscrições podem ser realizadas no site, acesse clicando aqui.

Programação geral

26º Simpósio Brasil Sul de Avicultura  

17ª Brasil Sul Poultry Fair

Dia 07/04 – Terça-feira

13h30 – Abertura da Programação

13h40 – Painel Gestão de Pessoas

Capital humano em crise: o futuro da mão de obra na avicultura.

Palestrantes:

Delair Bolis

Joanita Maestri Karoleski

Vilto Meurer

Luciana Dalmagro – Coordenadora da mesa redonda

15h40 – Intervalo

16h – Commodities em foco: superando barreiras logísticas e incertezas do futuro.

Palestrante: Arene Trevisan

(15 minutos de debate)

17h- Solenidade de Abertura Oficial

17h40 – Palestra de abertura: Cenários Globais 2026

Palestrante: Heni Ozi Cukier – HOC

19h15 – Coquetel de Abertura na 16ª Brasil Sul Poultry Fair

Dia 08/04 – Quarta-feira

Bloco Abatedouro

8h – Velocidade de processamento e qualidade do abate.

Palestrante: Darwen de Araujo Rosa

(15 minutos de debate)

9h – Comparativo microbiológico entre países no contexto da ciência da segurança alimentar.

Palestrante: Dianna V. Bourassa

(15 minutos de debate)

10h – Intervalo

Bloco Nutrição

10h30 – Granulometria e seu impacto no trato digestivo.

Palestrante: Wilmer Pacheco

(15 minutos de debate)

11h30 – Níveis de Ca e P nas dietas modernas do frango de corte.

Palestrantes: Roselina Angel

(15 minutos de debate)

12h30 – Intervalo almoço

Eventos Paralelos

Painel Manejo

14h00 – Manejo do Frango de Corte Moderno

Palestrantes:

Lucas Schneider

Rodrigo Tedesco Guimarães

16h – Intervalo

Bloco Conexões que Sustentam o Futuro

  16h30 – Do conhecimento à ação: como transformar orientações em resultados na avicultura.

Palestrante: Kali Simioni e João Nelson Tolfo

(15 minutos de debate)

17h30 – Porque bem-estar é crucial para a sustentabilidade?

Palestrante: Prof. Celso Funcia Lemme

(15 minutos de debate)

18h30 – Eventos Paralelos

19h30 – Happy Hour na 18ª Brasil Sul Poultry Fair

Dia 09/04 – Quinta-feira

Bloco Sanidade

8h – Tríade do diagnóstico de Laringotraqueíte infecciosas – enfoque nos diferentes métodos de diagnóstico das doenças respiratórias

Palestrante: Prof. Renata Assis Casagrande

(15 minutos de debate)

9h – Micotoxinas: a ameaça silenciosa à saúde intestinal das aves.

Palestrante: Dr. Ricardo Rauber

(15 minutos de debate)

10h – Intervalo

10h30 – Gumboro em foco: avanços recentes e novas fronteiras no controle da doença.

Palestrante: Gonzalo Tomás

(15 minutos de debate)

11h30 – Influenza aviária – plano de contingência em caso real.

Palestrante: Taís Barnasque

(15 minutos de debate)

Sorteios de brindes.

Fonte: Assessoria Nucleovet
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Avicultura

Frango cai 5,2% em março e atinge menor preço desde julho de 2023

Cotação média de R$ 6,73/kg no atacado paulista reflete demanda interna fraca e incertezas no mercado externo. Recuo amplia vantagem frente às carnes suína e bovina.

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Foto: Shutterstock

Os preços da carne de frango seguem em queda nas principais praças acompanhadas pelo Cepea, pressionados pela demanda doméstica enfraquecida e por incertezas no mercado externo. O cenário internacional, marcado por tensões no Oriente Médio, importante destino das exportações brasileiras, tem gerado cautela entre agentes do setor e influenciado as negociações.

Foto: Shutterstock

No atacado da Grande São Paulo, o frango resfriado é negociado à média de R$ 6,73 por quilo na parcial de março, até o dia 18, recuo de 5,2% em relação a fevereiro. Em termos reais, considerando deflação pelo IPCA de fevereiro de 2026, trata-se do menor patamar desde julho de 2023.

Com a queda mais acentuada nos preços, a carne de frango amplia sua competitividade frente às demais proteínas. No caso da suína, embora também haja desvalorização, o ritmo de recuo do frango é mais intenso. Já em relação à carne bovina, o diferencial é ainda maior, uma vez que os preços da carcaça casada seguem em alta, ampliando a atratividade do frango para o consumidor.

Fonte: O Presente Rural com Cepea
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Avicultura

Diferença de preço entre ovos brancos e vermelhos supera 40% em março

Menor oferta de ovos vermelhos e demanda da Quaresma ampliam descolamento de preços. Granjas operam com produção ajustada.

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Foto: Divulgação/Arquivo OPR

A diferença entre os preços dos ovos brancos e vermelhos se ampliou ao longo de março nas principais regiões produtoras acompanhadas pelo Cepea. Em Santa Maria de Jetibá (ES), maior polo de produção do país, o diferencial já supera 40% na parcial até o dia 18, acima do observado em fevereiro.

Foto: Divulgação/Asgav

De acordo com o Cepea, o movimento é puxado principalmente pela menor disponibilidade de ovos vermelhos no mercado interno. A oferta mais restrita dessa categoria tem sustentado reajustes mais intensos em comparação aos ovos brancos, ampliando o descolamento entre os preços.

A demanda sazonal também contribui para esse cenário. Durante a Quaresma, há aumento no consumo de ovos, o que pressiona ainda mais as cotações, especialmente dos vermelhos, tradicionalmente mais valorizados em períodos de maior procura.

Com a produção mais enxuta, agentes do setor relatam que parte das

Foto: Divulgação

granjas tem operado com entregas previamente programadas, limitando negociações no mercado spot. Esse ajuste entre oferta e demanda resultou em elevação dos preços médios dos ovos nos últimos dias, com maior intensidade para a variedade vermelha.

Fonte: O Presente Rural com Cepea
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