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“Melhores do Ano da Suinocultura” premia destaques em noite emocionante

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Uma cerimônia repleta de surpresas e emoções, num auditório lotado com os representantes das maiores empresas e granjas da suinocultura brasileira. Este foi o cenário que compôs a entrega do prêmio ‘Melhores do Ano da Suinocultura’, da PorkExpo 2014, na segunda noite do evento, em Foz do Iguaçu. O intuito do projeto é homenagear as pessoas que fazem a diferença na nossa suinocultura e com isso ajudam a construir a força do nosso país. E a grande diferença desta premiação é que ela é realizada por meio de uma votação on-line e não por uma comissão técnica pré-estabelecida. Assim, todo o segmento ouve a voz independente das centenas de pessoas que no dia-a-dia de seu trabalho convivem com os que dedicam suas vidas a este importante setor do agronegócio.

A cerimônia foi conduzida por Luciano Roppa e destacou o trabalho de trinta e seis profissionais e três cooperativas. O auditório do Mabu Resort Hotel ficou completamente lotado. Na ocasião, cada premiado recebeu um troféu e teve a oportunidade de se pronunciar em relação à homenagem recebida. A premiação foi dividida em 13 categorias. Jovem empreendedor, melhor dirigente de associação, melhor frigorífico, melhor empresa, melhor pesquisador, melhor professor universitário, melhor cooperativa, meio ambiente, melhor produtor, sucessão familiar, melhor técnico autônomo, melhor técnico de cooperativa e melhor técnico de empresa.

A noite foi ganhando em emoção a cada vencedor chamado. “É uma honra muito grande receber esta homenagem. Agradeço de coração a todos e quero compartilhar esta minha alegria com os profissionais que batalham diariamente pela suinocultura. Acreditamos muito nesta atividade” falou emocionado Olinto Arruda, um dos maiores criadores individuais do Brasil, dono da Granja Água Branca, vencedor como melhor produtor. “É um trabalho árduo, mas feito com muito carinho e dedicação. Estamos há 22 anos na suinocultura e nunca tive um reconhecimento assim, dedico este prêmio a todos os que batalham ao nosso lado”, declarou em meio a lágrimas o presidente da Associação Paulista dos Criadores de Suínos (APCS), Valdomiro Ferreira Junior. “Fazemos cooperativismo puro. Um verdadeiro trabalho de família, muito sincero. Em nome da Majestade, agradeço a todos vocês”, declarou com lágrimas nos olhos Loreni Domingos Foscarini, da Cooperativa Majestade. A mesma emoção que tomou conta do diretor da Mig-Plus, Flaury Migliavacca, que recebeu o prêmio como melhor empresa e destacou a homenagem feita pelos organizadores da PorkExpo ao seu irmão, Lanes, morto neste ano. “Tenho o maior orgulho desta categoria. E quero agradecer profundamente à PorkExpo 2014 pela lembrança feita ao meu irmão. Trabalhei com ele a vida inteira e vou levar esta história para a eternidade”, afirmou num dos momentos mais tocantes da noite. O diretor do Grupo Master Agroindustrial, Mário Faccin, recebeu o prêmio Sucessão Familiar em nome do filho, Mário Faccin Junior, e brincou com a ausência dele. “Se ele venceu nesta categoria, nada melhor do que ficar na empresa, trabalhando. Fico muito feliz em receber este troféu. A vida é feita de muito trabalho, mas também de incentivos. E passar o bastão ao meu filho talvez seja o último desafio que enfrento. Assim, a nova geração continua o trabalho que deve ser feito. Obrigado a todos!’, falou. O especialista em mercado mundial de carnes, Osler Desouzart, recebeu a honraria na categoria Melhor Técnico Autônomo e também brincou com a lembrança. “Estou ficando preocupado. São muitas homenagens em pouco tempo. Falando sério, quero dizer a vocês que quando iniciei neste trabalho, em 1978, pensava rapidamente em sair. Mas aves e suínos só tem porta de entrada. Não dá para sair. Tenho orgulho em fazer parte desta família e ter uma ligação estreita com os organizadores deste evento e deste prêmio. Obrigado a todos vocês que me tratam sempre com muito carinho. Uma geração está deixando a cadeira e jovens chegam. Levem adiante este trabalho. Façam barulho na suinocultura do planeta inteiro”, emendou com o brilho de sempre nos olhos.

Os pesquisadores e cooperativistas também receberam muitos aplausos depois de serem chamados ao palco. Janice Zanella, uma das maiores autoridades mundiais em sanidade suína e nova chefe da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária Aves e Suínos (Embrapa – Aves e Suínos), vencedora como melhor pesquisadora, relembrou o ano histórico que teve em sua vida. “É uma grande emoção. Quero agradecer a Deus, a minha família e a Embrapa pela força e pelo amor. Foi um ano de conquistas e muito feliz. Enfrentei um processo seletivo difícil e contei com a ajuda de muita gente. Amo a suinocultura. Amo o Brasil. E continuo acreditando”, declamou sob muitos aplausos. Outro professor e pesquisador vencedor foi Roberto Guedes, da Universidade Federal de Minas Gerais, que prestigiou a PorkExpo 2014 durante os dois primeiros dias, mas precisou viajar antes de receber o seu troféu. A homenagem foi entregue ao colega dele José Eustáquio Cavalcanti. Rony Giongo foi outro representante incumbido de receber o prêmio, em nome de Carlos Alberto de Figueiredo Freitas, presidente da Cosuel, vencedora como melhor cooperativa. “É um prazer representar o Carlos e toda a família Cosuel. Estamos nesta caminhada há anos e seguimos todos vivos e confiantes”, afirmou. Já Lúcio Rosa de Almeida exortou a importância da criação de carne suína para a Copercampos, cooperativa vencedora na categoria meio ambiente. “São 25 anos de cooperativismo e há 15 anos atuando com suínos. A direção entendeu que o suíno pode ser produzido sem poluir o meio ambiente, com sustentabilidade e dando exemplo de proteção à natureza. Vamos continuar em frente”, sustentou.

O grito pelo trabalho profissional desenvolvido pelas cooperativas do segmento continuou na entrega do prêmio a Dirceu Zotti, da Cooperativa LAR, vencedor como técnico da área. “Faço questão de agradecer à organização do evento, à cooperativa, à diretoria e a toda a equipe. Ademar, Evandro, Edgar, Clayton, Eder, André e Jackson. Este prêmio é de vocês também”, indicou. O vencedor na categoria técnico ligado a empresas ficou com Mário Pires, da DB Genética Suína. “Primeiro, quero agradecer ao Luciano Roppa e à PorkWorld. Vocês são o que há de melhor na suinocultura brasileira. Sempre incentivando o trabalho de todos. E a excelência da equipe da DB. Equipe que integro e respeito pelo trabalho desenvolvido. É um orgulho participar deste sonho há vinte anos. Muito obrigado Décio Bruxel”, agradeceu com entusiasmo. Outra família homenageada na cerimônia foi a Schoeler, tradicionalíssimos produtores do Paraná, na lembrança de Diego Schoeler, vencedor na categoria jovem empreendedor. “Este troféu é resultado do suor e do trabalho de irmãos, tios, pais, muita gente que ama este ofício e que, certamente, está agradecida pela homenagem que recebo agora”, falou.

Finalizando, o mestre da cerimônia, Luciano Roppa, um dos nomes que mais contribuíram para a suinocultura de nosso país, chamou a Diretora de Conteúdo da Safeway e presidente da PorkExpo 2014, Flávia Roppa, ao palco e falou aos colegas e amigos.  “Nestes 66 anos de vida, tenho muito orgulho do trabalho feito por este segmento e também pela minha filha, que apoia a suinocultura. Parabéns aos produtores, pesquisadores e representantes da indústria. Parabéns filha. Que esta festa seja cada vez mais linda. Vocês todos merecem”, concluiu.

Confira os ganhadores do prêmio “Melhores do Ano da Suinocultura” da PorkExpo 2014:

Jovem Empreendedor: Diego Schoeler (Schoeler Suínos)
Dirigente de Associação: Valdomiro Ferreira Júnior (APCS)
Frigorífico: Loreni Domingos Foscarini (Cooperativa Majestade)
Empresa: Flauri Ademir Migliavacca (Mig-Plus)
Pesquisador: Janice Zanella (EMBRAPA)
Professor Universitário: Roberto Mauricio Carvalho Guedes (UFMG)
Cooperativa: Carlos Alberto de Figueiredo Freitas (Cosuel)
Meio Ambiente: Lucio Marsal Rosa de Almeida (Copercampos)
Produtor: Olinto Arruda (Fazenda Água Branca)
Sucessão Familiar: Mário Faccin Júnior (Master Agroindustrial)
Técnico Autônomo: Osler Desouzart
Técnico de Cooperativa: Dirceu Zotti (Cooperativa LAR)
Técnico de Empresa: Mario Pires (DB Genética Suína)

Obs.: As fotos do vencedores poderão ser conferidas na edição do O Presente Rural de novembro.

Fonte: Ass. Imprnsa da PorkExpo

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Suinocultores participam de encontro sobre o descarte correto de carcaças no oeste do Paraná

Encontro aconteceu no município de Pato Bragado reunindo produtores rurais para orientar sobre práticas que garantem a sanidade animal, a preservação ambiental e o cumprimento da legislação.

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Foto e texto: Assessoria

Na noite desta quinta-feira(26), produtores de suínos de Pato Bragado participaram de um encontro voltado à orientação sobre o descarte correto de carcaças de suínos. A iniciativa foi realizada em parceria com a Associação Regional de Suinocultores do Oeste (ASSUINOESTE) e reuniu produtores, representantes da entidade e da empresa parceira, além da equipe da Secretaria Municipal de Agricultura, Pecuária e Meio Ambiente.

O encontro teve como principal objetivo reforçar a importância da destinação adequada das carcaças, destacando as exigências da legislação, os cuidados com a sanidade animal, a preservação do meio ambiente e a prevenção da disseminação de doenças que podem impactar a produção de suínos.

Durante a programação, foram apresentadas orientações técnicas sobre os procedimentos corretos para o descarte, bem como esclarecidas dúvidas dos produtores. A ação também buscou conscientizar os participantes sobre a responsabilidade compartilhada entre produtores, entidades e poder público na adoção de práticas que garantam a sustentabilidade e a segurança da atividade.

A Secretaria Municipal de Agricultura, Pecuária e Meio Ambiente segue desenvolvendo ações voltadas à orientação e ao fortalecimento do setor agropecuário. Em parceria com a ASSUINOESTE, o encontro reforçou o compromisso de levar informação técnica aos produtores rurais, esclarecendo dúvidas sobre a legislação e incentivando práticas que contribuam para a sanidade animal, a preservação ambiental e a segurança da produção suinícola.

Fonte: Assessoria
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El Niño 2026/27 pode reordenar oferta global de grãos com impactos opostos entre hemisférios, aponta Itaú BBA

Fenômeno altera padrões de chuva e temperatura no planeta, com efeitos assimétricos sobre EUA, Brasil, Argentina, Ásia e Oceania e maior risco de volatilidade agrícola.

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Foto: Shutterstock

O El Niño é um fenômeno climático de escala global associado ao aquecimento anormal das águas superficiais do Oceano Pacífico Equatorial. Ele integra o ciclo El Niño-Oscilação Sul (ENOS), que alterna entre três fases: a quente (El Niño), a fria (La Niña) e a neutra.

A fase de El Niño se caracteriza quando as temperaturas do Pacífico permanecem pelo menos 0,5°C acima da média por vários meses consecutivos, acompanhadas por alterações relevantes na circulação atmosférica.

Foto: José Fernando Ogura

Esse processo está ligado ao enfraquecimento ou até à inversão dos ventos alísios, o que favorece o deslocamento de águas mais quentes em direção ao leste do Pacífico e reduz a ressurgência de águas frias na costa da América do Sul. “Por cobrir cerca de um terço do planeta, o Pacífico exerce forte influência sobre a circulação atmosférica global, reorganizando padrões de chuva e temperatura em escala planetária”, afirma a Consultoria Agro Itaú BBA.

Na fase oposta do sistema, a La Niña, observa-se o resfriamento anormal das águas do Pacífico Equatorial, acompanhado pela intensificação dos ventos alísios e por efeitos climáticos em geral contrários aos do El Niño em diversas regiões do mundo.

Ao modificar a interação entre oceano e atmosfera, o ENOS altera a circulação global de umidade e, consequentemente, os regimes de precipitação em diferentes continentes.

O El Niño tende a elevar temporariamente a temperatura média global, enquanto a La Niña promove um leve resfriamento de curta duração. Em ambos os casos, há uma reorganização dos riscos climáticos em escala planetária.

Foto: Gilson Abreu

Esses eventos ocorrem, em média, a cada dois a sete anos e costumam durar entre nove e 12 meses, com impactos relativamente consistentes sobre grandes regiões agrícolas, ainda que com variações de intensidade entre episódios.

Estados Unidos: efeitos mais fortes no inverno e impacto indireto no verão

 

Nos Estados Unidos, os efeitos do El Niño são mais bem definidos no outono, inverno e início da primavera, quando o fenômeno altera de forma mais consistente os padrões de temperatura e precipitação.

Em termos gerais, o evento está associado a invernos mais amenos e úmidos no Centro-Norte do país e a condições mais secas no Sul, com destaque para o Texas.

Segundo a Consultoria Agro Itaú BBA, há registros históricos de safras elevadas no Corn Belt em episódios de El Niño de intensidade moderada, como em 2009, 2015 e 2023, quando a combinação de umidade e temperaturas mais equilibradas favoreceu o desenvolvimento das lavouras.

Ainda assim, a influência do fenômeno sobre o verão, fase crítica para o desenvolvimento de milho e soja, é menos estável e apresenta maior variabilidade, com casos pontuais em que excesso de precipitação ou ondas de calor tardias impactaram negativamente a produtividade.

Na direção oposta, a fase de La Niña tende a aumentar o risco de secas e ondas de calor no Sul dos EUA e em parte do cinturão agrícola, elevando o estresse hídrico

Foto: Divulgação

sobre as lavouras e ampliando a variabilidade produtiva.

Brasil: assimetria regional e alto grau de variabilidade produtiva

No Brasil, o El Niño acentua a heterogeneidade climática entre as regiões, provocando padrões de chuva distintos e, muitas vezes, opostos no território nacional.

No Sul, há tendência de precipitações acima da média durante a primavera e o verão, o que pode favorecer o desenvolvimento de culturas como soja e milho. Contudo, esse cenário também eleva o risco de encharcamento do solo, proliferação de doenças fúngicas e ocorrência de eventos extremos.

No Sudeste, o regime de chuvas tende a se tornar mais irregular, com alternância entre períodos mais úmidos e episódios de calor intenso, o que pode afetar o desempenho de culturas como soja, milho e cana-de-açúcar justamente em fases críticas do ciclo produtivo.

No Centro-Oeste, o principal risco está associado ao atraso do início das chuvas de primavera, o que pode reduzir a janela ideal de plantio da soja e, por consequência, comprometer o calendário da segunda safra de milho. Além disso, a maior frequência de veranicos e episódios de déficit hídrico durante o verão aumenta a vulnerabilidade das lavouras. “Em cenários de maior intensidade do fenômeno, a combinação entre atraso de plantio e irregularidade das chuvas eleva de forma relevante o risco para o milho 2ª safra no Centro-Oeste”, destaca a Consultoria Agro Itaú BBA.

Foto: Divulgação/Freepik

Nas regiões Norte e Nordeste, o impacto tende a ser mais negativo, com redução mais acentuada das chuvas, o que amplia o risco de secas severas e afeta diretamente o Matopiba e áreas de agricultura de subsistência.

Mapa de risco climático no Brasil

A projeção da Consultoria Agro Itaú BBA indica que o El Niño amplia a assimetria climática no país:

  • Sul (RS, SC, PR): risco alto de excesso de chuva e inundações, com impacto também sobre qualidade sanitária das lavouras
  • Norte/Amazônia e Matopiba: risco alto de seca, queimadas e déficit hídrico
  • Centro-Oeste Norte (MT): risco de veranicos e irregularidade no plantio
  • Centro-Oeste Sul (MS e GO): risco médio-alto associado a calor excessivo
  • Sudeste: risco médio-alto de ondas de calor e chuvas irregulares

“O comportamento não é homogêneo, e o desafio central é a simultaneidade de riscos distintos dentro de um mesmo país produtor”, aponta a consultoria.

Argentina: padrão mais favorável ao El Niño

Na Argentina, o El Niño historicamente favorece a produção de soja e milho, sobretudo pelo aumento das chuvas durante a primavera-verão, período crítico para o

Foto: Divulgação

desenvolvimento das lavouras no cinturão agrícola do país.

Em anos recentes de El Niño, como 2014/15 e 2016/17, o país registrou produtividades acima da média, em contraste com os episódios de La Niña, marcados por forte restrição hídrica e perdas expressivas.

Segundo a Consultoria Agro Itaú BBA, a seca prolongada de 2020–22, associada à La Niña, levou a produção de soja argentina a cerca de 25 milhões de toneladas em 2022/23, enquanto a reversão para um El Niño forte em 2023/24 permitiu recuperação relevante da oferta, com colheita próxima de 50 milhões de toneladas. “Os extremos do ENOS têm efeito direto e imediato sobre a variabilidade produtiva da Argentina, com forte sensibilidade da soja às condições de chuva no ciclo de primavera-verão”, destaca a consultoria.

Ásia e Oceania

 

Na Ásia e na Oceania, o El Niño está frequentemente associado ao enfraquecimento das monções (ventos sazonais) e à redução das chuvas, o que provoca alterações relevantes no regime hídrico de algumas das principais regiões agrícolas do mundo.

Na Índia e no Sudeste Asiático, esse padrão climático afeta diretamente culturas estratégicas como arroz, milho e cana-de-açúcar, além de impactar a produção de óleo de palma na Indonésia e na Malásia, com repercussões importantes sobre a oferta global de óleos vegetais.

Foto: Gilson Abreu

Na Austrália, o fenômeno costuma estar ligado a episódios de seca e ondas de calor, comprometendo de forma significativa a produção de trigo, como observado em eventos recentes, incluindo 2015 e 2023. “A forte dependência das monções faz com que a região responda de forma particularmente sensível às variações de temperatura do Pacífico”, observa a Consultoria Agro Itaú BBA.

Sistema climático integrado e risco de oferta global

O conjunto de evidências reforça que o El Niño não se trata de um evento isolado, mas de um componente de um sistema climático integrado, com efeitos simultâneos e interconectados em diferentes continentes.

Na leitura da Consultoria Agro Itaú BBA, o principal ponto de atenção para o ciclo 2026/27 não está apenas na intensidade do fenômeno, mas na sua capacidade de redistribuir riscos climáticos entre hemisférios, com potencial de alterar o equilíbrio global de oferta de grãos e aumentar a volatilidade dos mercados agrícolas.

Fonte: O Presente Rural
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Copel abre contratação para 147 vagas de eletricistas

Profissionais farão parte do Copel Agro no suporte ao primeiro atendimento a produtores rurais nas regiões Oeste, Sudoeste e Noroeste do Paraná.

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Foto: Divulgação Copel

A Copel está abrindo, nesta sexta-feira (26), 147 vagas para a contratação de eletricistas em nove municípios das regiões Oeste, Sudoeste e Noroeste do Paraná. As inscrições estarão abertas até o próximo dia 6 de julho. Os detalhes das vagas estão disponíveis no portal da companhia, com acesso pelo link https://www.copel.com/site/institucional/carreira/ e no endereço da Copel no LinkedIn (https://www.linkedin.com/company/copel/).

“Estamos fortalecendo as equipes da Copel em regiões estratégicas com vagas abertas a profissionais locais. É a geração de oportunidade e de empregos a quem conhece a região. Um importante reforço à companhia”, afirma o diretor-geral da Copel Distribuição, Marco Antonio Villela de Abreu. Os profissionais farão parte do efetivo próprio da companhia em equipes do Copel Agro no suporte ao primeiro atendimento a produtores rurais.

Na região Oeste, há 24 vagas abertas para novos eletricistas em Cascavel; 18 em Medianeira e seis em Marechal Cândido Rondon. No Sudoeste, são 23 vagas abertas em Laranjeiras do Sul; 16 em Francisco Beltrão e 12 em Realeza. No Noroeste paranaense são 24 vagas em Ubiratã; 14 vagas em Campo Mourão e 10 em Cianorte.

 

Quadro próprio e perfil da vaga

As vagas abertas são de Eletricista de Distribuição de Redes, para atuar na manutenção, operação e atendimento em redes de distribuição de energia elétrica, executando atividades em campo com foco em segurança, qualidade e continuidade do fornecimento de energia; Eletricista de nível III, abertas a profissionais com mais de três anos de atuação na área com sólida experiência em redes de distribuição de energia; Eletricista II, com experiência de um ano na função e conhecimento prático em atividades elétricas e autonomia na execução de serviços em campo; e Eletricista nível I, iniciante na área com interesse em aprender e se desenvolver no setor elétrica.

 

A efetivação dos profissionais será em 5 de agosto. Aqueles que forem contratados passarão por treinamento na Escola Copel de Eletricistas.

 

Escola de Eletricistas

Estão em fase final de treinamento, na Escola Copel de Eletricistas, 160 profissionais que vão compor 55 equipes em todo o Paraná. Os profissionais foram selecionados e contratados pela Copel para vagas abertas em fevereiro deste ano.

O projeto da Escola Copel de Eletricistas conta com investimentos de R$ 1,4 milhão na formação de profissionais e estruturação de centros regionais de treinamento em todas as regiões do Estado.

Há oito centros de treinamento já estruturados no Estado: Curitiba e Matinhos (Leste); Londrina (Norte); Cascavel e Toledo (Oeste); Pato Branco (Sudoeste); Umuarama (Noroeste); União da Vitória (Sul). Até o final deste ano está prevista a implantação de mais centros de treinamento em regiões estratégicas.

 

Copel Agro

Fruto de construção coletiva da Copel com representantes do setor produtivo paranaense, o programa Copel Agro tem se consolidado como importante suporte ao desenvolvimento do agronegócio.

Cerca de 76 mil clientes da cadeia de proteína (peixe, frango, leite) estão cadastrados no programa em todo o território paranaense.

Em pouco mais de dois meses de funcionamento, o Copel Agro ultrapassou a marca de 60 mil atendimentos pela linha direta 0800 643 76 76, com 95% de aprovação dos clientes. Os teleatendentes estão à disposição 24 horas por dia, sete dias por semana.

“A primeira entrega do Copel Agro é o atendimento exclusivo. O programa vai além, com a contratação de equipes próprias de eletricistas, treinamento com foco no primeiro atendimento, mutirões de poda e outras intervenções preventivas e corretivas para garantir o fornecimento de energia de qualidade aos produtores rurais”, observa o gerente-executivo do Copel Agro, Marcelo Gonçalves.

O Copel Agro conta com infraestrutura própria que contempla equipe dedicada no Centro de Operações da Copel; a ampliação do quadro de eletricistas e de centros de capacitação e a utilização de tecnologia de ponta para a conectividade das equipes de campo.

“A contratação de eletricistas nas próprias regiões é um importante reforço às ações do Copel Agro. Será um profissional identificado com a região, com conhecimento do território e do próprio perfil de produção local, a se integrar às equipes da companhia no primeiro atendimento. Um importante reforço para a Copel e para a população dessas regiões”, completa o gerente-executivo do Copel Agro.

Fonte: Assessoria
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