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Investir na qualidade da produção é fundamental para o pecuarista neste ano
Opinião é do vice-presidente da ASSOCON, Abel Leopoldino
Experiente gestor do agronegócio, Abel Leopoldino, 56 anos, é diretor de um dos mais conceituados grupos de produção animal. Pecuarista desde de 1975, além de comandar o Grupo Leopoldino, com sede em São Carlos, SP. Abel é um dos vice-presidentes do Conselho de Administração da Associação Nacional da Pecuária Intensiva (ASSOCON). “Nós não trabalhamos apenas para defender os interesses dos associados e representá-los junto aos órgãos públicos e privados. Vamos além disso. Incentivamos o aumento contínuo da qualidade e da eficiência da produção pecuária, alinhando as demandas de mercado – cada vez mais exigente – e antecipando oportunidades aos confinadores e à pecuária intensiva como um todo. Nossa missão também é interpretar os desafios do mercado e transformá-los em valiosas estratégias de crescimento”, explica Leopoldino.
Ele possui quatro propriedades rurais: duas na região de Água Boa (MT), uma em Paranatinga (MT) e a matriz do grupo, em São Carlos (SP). A empresa investe na criação de gado Brahman e de Cavalo Árabe, sendo uma referência no Brasil nas duas atividades. A fazenda Santa Maria (Paranatinga, MT) tem 20.600 hectares e é destinada à produção de bezerros de alta qualidade, além de investir na integração lavoura, pecuária e floresta (ILPF). “Esta é uma fazenda ainda em formação, mas tem muito potencial. Hoje já possuímos 6 mil matrizes e trabalhamos para ter plantel 8 mil vacas. Também investimentos em grãos, com 4,2 mil hectares de soja e milho plantados, além de 800 hectares de eucalipto. Logo dobraremos o rebanho e também as áreas de lavoura, gerando maior sinergia entre as atividades de agricultura e pecuária”, relata Abel Leopoldino.
A Fazenda e Haras Canaã tem como foco principal a genética, e investe no melhoramento das raças Brahman, Nelore e Cavalo Árabe. Como prova deste empenho, o grupo foi premiado durante a 84º edição da ExpoZebu, como um dos vencedores do grande campeonato com o touro Beduíno FIV da Canaã, uma parceria entre o Nelore Canaã e Nelore Paranã. O touro Beduíno, já se encontra em central de coleta e em breve estará disponibilizando material genético a todos os criadores.
Ele explica que a receita para o sucesso é trabalhar muito, investir em tecnologias para atingir elevado nível de produtividade, mas sem esquecer a qualidade dos produtos. “Nosso diferencial é produzir cada vez mais, utilizando menos espaço, mas sem nos desviar do nosso foco principal: ofertar produtos de mais qualidade. Nosso compromisso é com a satisfação de nossos clientes”, diz.
O pecuarista também destaca a importância das ações de entidades, como a Assocon, que atuam em prol do fortalecimento da pecuária e dos produtores. “A Assocon está envolvida em muitas ações positivas para a atividade. Identificamos as necessidades de toda a cadeia produtiva. Por isso, estamos presentes em diversos fóruns de discussão, simultaneamente. Nosso objetivo principal como representantes dos pecuaristas é contribuir com ideias e trabalho não apenas para o avanço da atividade como um todo, mas obter reconhecimento da classe perante os órgãos públicos e privados”.
Sobre o mercado de carne bovina em 2018, Abel Leopoldino reconhece que a atividade pecuária tem experimentado dificuldades. “Desde os escândalos ligados à operação Carne Fraca no ano passado, a atividade busca se reerguer dos prejuízos de imagem gerados erroneamente e luta para superar os demais desafios do mercado, investindo em produtividade e no aumento da qualidade, É isso que dá o suporte necessário ao sucesso dos projetos pecuários”, destaca Leopoldino.
Fonte: Assessoria

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Projeto Patrulheiros da Sustentabilidade começa formação prática em Toledo
Capacitação organizada pelo Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná treina equipes municipais para readequação de estradas rurais, conservação de solo e recuperação de nascentes.

O Projeto Patrulheiros da Sustentabilidade inicia nesta quinta-feira (16), às 14 horas, em Toledo, a etapa prática de formação de técnicos municipais que atuam no meio rural. O curso será realizado no Centro de Eventos Ismael Sperafico e marca o início das atividades após o lançamento institucional ocorrido em dezembro, em Curitiba (PR).

Foto: Divulgação/IDR-Paraná
A formação é direcionada principalmente a profissionais das prefeituras envolvidos na operação de máquinas da chamada “linha amarela” e na readequação de estradas rurais. A proposta combina orientação técnica para manejo de solo e drenagem com ações de recuperação de nascentes e educação ambiental.
A coordenação geral do projeto está a cargo de Altair Bertonha. A organização do curso foi estruturada pela Universidade Estadual de Maringá (UEM), em parceria com o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), que indicaram articuladores locais.
De acordo com o engenheiro agrônomo Samuel Mokfa, o objetivo é alinhar práticas de conservação ambiental às rotinas operacionais das prefeituras. “A proposta é qualificar tecnicamente as equipes municipais para que as intervenções em estradas rurais considerem critérios de conservação do solo, da água e da paisagem”, afirma.
O evento também marca o lançamento de dois materiais didáticos que serão utilizados no curso: um Manual de Boas Práticas e uma

Foto: Divulgação/IDR-Paraná
história em quadrinhos voltada à educação ambiental. A intenção, conforme a organização, é alcançar tanto técnicos quanto estudantes da rede escolar. “Os materiais foram pensados para traduzir conceitos técnicos em linguagem acessível e apoiar as ações nas comunidades”, menciona Mokfa.
A equipe de instrutores reúne engenheiros agrônomos, agrícolas, ambientais e de produção, além de biólogos, geógrafos e economistas. A abordagem é interdisciplinar e inclui aspectos produtivos, ambientais, sociais e de planejamento público.
O projeto prevê ainda a produção de trabalhos acadêmicos e a criação de uma plataforma digital para registro de demandas dos municípios, com foco na organização das informações sobre intervenções em estradas e pontos críticos de erosão e drenagem.
A cerimônia contará com representantes da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab), da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná (SETI), além de lideranças municipais e instituições de ensino superior.
Além da programação presencial, o evento também será transmitido de forma remota pelo link https://meet.google.com/iam-oxvj-bmu, ampliando o acesso e permitindo a participação de interessados de diferentes regiões.
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Mapa e CVM firmam acordo para ampliar financiamento do agro via mercado de capitais
Parceria prevê compartilhamento técnico e ações para facilitar acesso de produtores a instrumentos financeiros fora do crédito tradicional.

O Ministério da Agricultura e Pecuária e a Comissão de Valores Mobiliários formalizaram um Acordo de Cooperação Técnica com foco na ampliação do financiamento ao setor agropecuário por meio do mercado de capitais.
A iniciativa ocorre em um contexto em que uma parcela relevante dos recursos destinados ao agro já tem origem em operações com títulos e valores mobiliários, como instrumentos de securitização e crédito privado. A parceria busca aprofundar esse movimento, ampliando o uso dessas ferramentas no financiamento da produção.
O convênio prevê o compartilhamento de conhecimento técnico entre as instituições, além do desenvolvimento de diagnósticos, estudos e análises voltadas ao aprimoramento do ambiente de financiamento do setor. Também estão previstas ações para promover o acesso de produtores e empresas agropecuárias ao mercado de capitais.
A coordenação ficará sob responsabilidade da Secretaria de Política Agrícola do ministério, com apoio do Departamento de Política de Financiamento ao Setor Agropecuário, e da área de securitização e agronegócio da CVM.
O acordo tem vigência inicial de dois anos, contados a partir da publicação no Diário Oficial da União, com possibilidade de prorrogação. A expectativa é que a cooperação contribua para diversificar as fontes de recursos do agro e reduzir a dependência exclusiva das linhas tradicionais de crédito rural.
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Milho se mantém em R$ 69/sc com mercado travado por compradores retraídos
Cotações recuam pontualmente diante de estoques nas mãos da demanda e expectativa de novas quedas.


