Suínos
De que adianta termos os melhores recursos se o suíno passa frio?
Gustavo Lima entende que instalações das granjas precisam ser melhoradas e que ambiência precisa ser auditada
Gustavo Lima, zootecnista e consultor técnico comercial, abriu a programação científica do 11º Simpósio Brasil Sul de Suinocultura, em agosto. Lima, especialista em crescimento e validação de produtos, falou sobre “Ambiência na produção de suínos e alternativas de equipamentos: como o estresse térmico e a qualidade do ar afetam o desempenho zootécnico – desafios e oportunidades”.
A palestra abordou pontos críticos em ambiência, além de como conceber e auditar projetos. Ele explanou detalhes técnicos para o planejamento de projetos de climatização de instalações, tanto para projetos novos quanto para adequações em instalações existentes. “Temos que realizar as respectivas análises econômicas em diferentes fases de produção, sendo estas do setor de reprodução, creche e terminação”.
Lima destacou a importância de adotar rotinas de auditoria e diagnósticos de funcionamento do sistema de climatização para detectar oportunidades de melhoria e correção de problemas, resultando em um melhor ambiente para os suínos.
Controle da temperatura
Um dos indicadores a serem avaliados é a temperatura. Conforme Lima, na maior parte das granjas não existe um controle adequado de temperatura. Além de não existir um registro adequado da mesma. “Estamos muito suscetíveis ao ambiente externo na questão de temperatura”.
A falta de ferramentas de medição faz com que o mínimo controle de temperatura existente tenha como parâmetro a sensação da pessoa que trabalha na granja, impactando no manejo diário. Primeiramente, diz ele, é necessário o registro, para saber a real temperatura dentro do galpão. “Pecamos muito com a temperatura, principalmente com relação ao frio”, enfatiza.
No campo, o consumo de razão é um dos primeiros indicadores que podemos observar sobre ambiência. “A temperatura na creche impacta diretamente na transição do desmame ao consumo da primeira ração. Isso reflete na cadeia de forma geral, gerando um efeito dominó”, alerta.
Outro aspecto importante na questão ambiência é que, por receio de gerar gases, CO2 ou amônia, ventila-se muito o galpão na primeira semana de creche. “Gera uma oscilação muito forte de temperatura”, alerta o profissional.
No frio, muito prevalente na região Sul do Brasil, uma das grandes deficiências é a falta de instrumentos adequados de aquecimento dentro do galpão. Lima considera importante manter a temperatura e ventilação totalmente controladas. Pode-se aquecer ou isolar o galpão. Também é possível investir em microambientes. “Vedar mais o galpão, investir em cortinas duplas, criar microambientes montando paredes com lonas, principalmente nas baias de animais menores”. Ele também cita o investimento em campânulas. “O suíno muito responde ao aquecimento local”.
Ainda conforme o palestrante, a suinocultura brasileira tem investido em diversas tecnologias que melhoram a produção. “A única tecnologia em que pecamos é a questão de ambiência, principalmente nas fases de creche e terminação”. Diante de um resultado negativo, diz ele, se põe a culpa na nutrição, na sanidade, no manejo, mas ele sustenta que a ambiência é muitas vezes responsável por esse desempenho reduzido. “Precisamos analisar como a ambiência está impactando o resultado nas granjas. De que adianta termos os melhores recursos se o suíno passa frio?”, provoca.
Mais informações você encontra na edição de Suínos e Peixes de outubro/novembro de 2018 ou online.
Fonte: O Presente Rural

Suínos
Dia do Suinocultor celebra protagonismo de quem impulsiona setor de R$ 63,1 bilhões
Com 5,6 milhões de toneladas produzidas e US$ 3,6 bilhões em exportações, cadeia reforça a importância dos produtores para a competitividade da proteína animal brasileira.

Celebrado nesta sexta-feira (24), o Dia Nacional do Suinocultor destaca o protagonismo dos produtores que, diariamente, sustentam a evolução de uma das cadeias mais competitivas do agronegócio brasileiro.
Em 2025, a produção brasileira de carne suína alcançou 5,592 milhões de toneladas, consolidando o país como o quarto maior produtor mundial. O Valor Bruto da Produção (VBP) do setor chegou a R$ 63,1 bilhões, movimentando economias regionais, gerando renda e impulsionando uma ampla cadeia formada por produtores de grãos, empresas de genética, nutrição e saúde animal, transportadores, cooperativas, agroindústrias e outros segmentos.

Foto: Shutterstock
A presença internacional também ganhou força. No ano passado, o Brasil exportou 1,510 milhão de toneladas de carne suína para 94 países, gerando receita cambial de US$ 3,6 bilhões. Com esse desempenho, o país manteve-se como o terceiro maior exportador mundial. Do total produzido, 27,01% foi destinado ao mercado externo.
Ao mesmo tempo, o mercado brasileiro permaneceu como o principal destino da produção nacional. O consumo per capita atingiu 19,1 quilos por habitante em 2025, refletindo a crescente presença da carne suína na mesa dos brasileiros e a ampliação da variedade de cortes e produtos disponíveis no varejo e na alimentação fora do lar.
Para a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), esses resultados começam dentro das propriedades rurais. São os suinocultores que transformam avanços em genética, nutrição, manejo, sanidade, biosseguridade, bem-estar animal e sustentabilidade em ganhos efetivos de produtividade, qualidade e segurança dos alimentos. “Cada tonelada

Presidente da ABPA, Ricardo Santin: “Cada tonelada produzida, cada mercado conquistado e cada avanço alcançado pela suinocultura brasileira começa com o trabalho do produtor” – Foto: Mario Castello
produzida, cada mercado conquistado e cada avanço alcançado pela suinocultura brasileira começa com o trabalho do produtor. É dentro das granjas que os compromissos do setor com a sanidade, a eficiência, a qualidade e a sustentabilidade se transformam em prática. O suinocultor é o grande protagonista de uma cadeia que gera desenvolvimento para o Brasil e ajuda a garantir segurança alimentar para consumidores brasileiros e de dezenas de países”, destaca Ricardo Santin, presidente da ABPA.
Presentes em diferentes modelos de produção, sejam integrados, cooperados ou independentes, os suinocultores também desempenham papel decisivo na geração de oportunidades no interior do país. A atividade fortalece municípios, mantém renda nas comunidades e estimula investimentos em tecnologia, infraestrutura e qualificação profissional. “A competitividade da suinocultura brasileira não foi construída por acaso. Ela é resultado da capacidade de adaptação, do investimento e da dedicação de milhares de produtores. Celebrar o Dia do Suinocultor é reconhecer quem está na base de um setor que movimenta bilhões, abastece o mercado interno e leva a qualidade da proteína animal brasileira para o mundo”, conclui Santin.
Suínos
Mercado integrado paga mais pelo suíno vivo que o independente em julho
Cepea registra movimento atípico em algumas regiões do Sul, onde a elevada oferta e a demanda enfraquecida pressionam as cotações do mercado spot.
Suínos
Rentabilidade da suinocultura preocupa produtores de Mato Grosso
Apesar do avanço da produção e das exportações brasileiras, preços em queda e margens apertadas desafiam o setor no Estado.





