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“Brasil vai ser maior produtor de aves do mundo”

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Organizado pela União Brasileira de Avicultura (Ubabef)), o Salão Internacional da Avicultura (SIAV) é um grande centro de negócios, apresentando o que há de mais avançado em termos de tecnologia e serviços para a avicultura. O evento também conseguiu o feite de reunir produtores e presidentes de agroindústrias. Trata-se de uma grande vitrine da avicultura brasileira que, segundo o presidente da Ubabef, Francisco Turra, vive um grande momento e vislumbra perspectivas futuras ainda melhores. Em entrevista a O Presente Rural, ele fez uma análise da avicultura nacional, retomando aspectos passados, avaliando o presente e mencionando expectativas para o futuro.Ele também cita a possibilidade de união da Associação Brasileira de Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína (Abipecs) e a Ubabef.
O PRESENTE RURAL – Como o Sr avalia o presente da avicultura brasileira e o que podemos esperar para o futuro?
FRANCISCO TURRA –  A avicultura não pode ser considerada um segmento da economia segregado da própria dinâmica da economia. Funcionamos de acordo com os movimentos econômicos: quando está em alta, com condições de investimento e promove elevação do consumo, nós também crescemos. Mas quando há dificuldades, todos os setores da área econômica sofrem, inclusive a avicultura. Somos produtos de um meio. Neste contexto, percebemos que a crise 2008 teve reflexos profundos no Brasil, atingindo impérios avícolas, como a Sadia, por exemplo, que na época tinha índices de crescimento acima de qualquer empresa e era uma marca brasileira muito forte no exterior. Para ser salva uniu dois gigantes da avicultura. Ou seja, todos os países perceberam reflexos danosos, que se multiplicaram, com restrição de consumo, endividamento, bancos quebrando, restrição de crédito etc. Tivemos um alento em 2010, mas não a ponto de transformar e oferecer soluções. E antes que começássemos a ter retornos, vivemos a crise de 2012 criada principalmente pelo clima, provocando falta de insumos básicos. A avicultura ficou dependente de todos os efeitos. A reação dos produtores brasileiros, das empresas, agroindústrias brasileiras foi muito profissional e madura, que transformaram o momento adverso em novas oportunidades, permitindo vivenciar o atual momento. Atualmente estamos um pouco mais confortáveis, embora sob o efeito de tudo que já passamos, crescendo com  constância, com qualidade, sanidade e sustentabilidade, que são os pilares de sustentação da atividade. Mantivemos isso intacto. Passou a crise e mantivemos o nosso status e nossa qualidade, enquanto em vários pontos do planeta há dificuldades com sanidade. O reflexo disso são novos mercados conquistados, como o México. Estamos ainda vivendo algum momento de dificuldade, mas o futuro é para ser uma atividade cada vez mais profissionalizada e vencedora no Brasil. Temos espaço para crescer diferenciado de qualquer região do planeta. Melhores momentos virão. Somos uma reserva de patrimônio genético.
OPR – Nesse contexto, hoje qual o maior gargalo da avicultura brasileira?
FT – Estamos (a Ubabef) concluindo um ótimo trabalho sobre competitividade. Nenhum outro setor desenvolveu um trabalho tão profundo como esse, que aborda e avalia como estamos frente aos nossos concorrentes, os perigos e desafios da atividade. Logística é um problema seríssimo, o Custo Brasil é um gargalo também. Também nos preocupa o aumento do custo de mão de obra qualificada e até a inexistência dela para algumas áreas, situação que já está ficando bastante complicada, a exemplo do que já acontece em outros setores do agronegócio.
OPR –  Por que a legislação ainda é um empecilho para o desenvolvimento do setor cárneo brasileiro? Como o Riispoa vai mudar isso?
FT –  Precisamos modernizar a nossa legislação porque é impossível trabalhar hoje com preceitos modernos de produção controlada por uma legislação de 1952, antiquada,  que amarra os processos e interfere no desenvolvimento. Hoje a burocracia é enorme e o processo muito antiquado. Temos propostas, como o “Canal Azul”, que é muito mais moderno, permitindo o produto sair da fazenda e chegar ao consumidor com total controle, sem necessidade de tanta burocracia. Defendemos a simplificação das coisas. A simplicidade deve ser a forma para o entendimento.
OPR – E quais os principais méritos do país na avicultura? 
FT – O profissionalismo desde o produtor, no sistema de integração até o processo de industrialização. Nosso sistema de integração eu considero como um extraordinário avanço. A cadeia como um todo está muito consciente e fazendo o melhor. Com isso garantimos, como disse, a sanidade, qualidade e sustentabilidade.
OPR – Quais são as expectativas da avicultura para os próximos meses?
FT – A tendência é se não houver descompasso, ou qualquer outro assodamento que leve à crise, analisando os mercado, podemos esperar dias bastante frutuosos.  Teremos bons resultados sem depender de outros. Não podemos ser concorrentes de nós mesmos lá fora, precisamos nos impor. Internamente podemos derramar produtos sem valorizar. Temos que trabalhar com racionalidade e análise crítica dos números, condições e da economia brasileira e internacional. Assim, só podemos esperar o melhor.
OPR – Diante desse quadro, qual a importância do Salão Internacional da Avicultura neste momento?
FT – O SIAV é uma síntese da avicultura brasileira do passado e presente, mas principalmente do que já podemos antever para o futuro, pela gama de atrações, serviços e informações que oferece. É um evento referência porque precisamos assumir uma liderança mundial. Somos líder em exportação e em breve vamos ser os maiores produtores mundiais. Não podemos ficar atrelados a ver eventos lá fora. Nisso também teremos que ser referência. As pessoas precisam vir aprender aqui como se produz com qualidade e eficiência e não irmos buscar lá fora. E isto precisa ser breve. O mundo vai ter que vir aqui buscar tecnologia e conhecimento em avicultura. 
Leia a entrevista completa na edição impressa de O Presente Rural ou na edição online:

Fonte: O Presente Rural

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Avicultura

SBSA debate como transformar conhecimento técnico em resultados na avicultura

Especialistas discutem gestão, eficiência e aplicação prática durante evento em Chapecó.

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Foto: Divulgação/Arquivo OPR

A conexão entre conhecimento técnico, gestão e resultados práticos na produção avícola será discutida durante o 26º Simpósio Brasil Sul de Avicultura (SBSA). O tema Do conhecimento à ação: como transformar orientações em resultados na avicultura será apresentado pelos especialistas Kali Simioni e João Nelson Tolfo, na quarta-feira, 08 de abril, às 16h30, durante o Bloco Conexões que Sustentam o Futuro, no Centro de Cultura e Eventos Plínio Arlindo de Nes, em Chapecó (SC).

João Nelson Tolfo é médico-veterinário, mestre em Produção Animal e possui MBA Executivo em Liderança e Gestão do Agronegócio. Com mais de 18 anos de atuação na avicultura industrial brasileira, construiu sua trajetória profissional em empresas como BRF e Seara Alimentos, onde atuou como extensionista, supervisor, especialista agropecuário e gerente agropecuário.

Kali Simioni é engenheira agrônoma e mestre pela Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC)

Ao longo de sua carreira, prestou consultoria técnica a mais de 30 plantas industriais, desenvolvendo atividades relacionadas à gestão agropecuária, ambiência, manejo de frangos de corte, elaboração de padrões técnicos, condução de testes zootécnicos e formação de equipes técnicas em extensão rural. Atualmente é empreendedor e sócio-proprietário da Granjas Pampeano, no Rio Grande do Sul, onde atua no desenvolvimento de projetos avícolas voltados à eficiência produtiva, sustentabilidade e excelência operacional.

Kali Simioni é engenheira agrônoma e mestre pela Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC). Atua há 22 anos no setor agroindustrial, com experiência nas áreas de extensão rural, gestão e performance agroindustrial na produção de frangos, suínos, perus, postura comercial, matrizes e avós.

Atualmente dedica-se ao aperfeiçoamento dos sistemas de produção, com foco no desenvolvimento das pessoas que atuam na cadeia produtiva, buscando alavancar ganhos em eficiência, produtividade, qualidade, bem-estar animal, competitividade e sustentabilidade agropecuária, além de contribuir para a melhoria da qualidade de vida dos profissionais do agronegócio.

A palestra abordará os desafios de transformar informações técnicas e orientações produtivas em resultados concretos no campo, considerando fatores como gestão de equipes, eficiência operacional, aplicação de tecnologias e aprimoramento contínuo dos sistemas de produção. O tema destaca a importância de alinhar conhecimento científico, experiência prática e capacitação de profissionais para garantir competitividade e sustentabilidade na avicultura moderna.

João Nelson Tolfo é médico-veterinário, mestre em Produção Animal e possui MBA Executivo em Liderança e Gestão do Agronegócio

De acordo com a presidente do Nucleovet, Aletéia Britto da Silveira Balestrin, o Simpósio busca promover discussões que conectem ciência e prática. “O SBSA tem como proposta reunir especialistas que compartilhem experiências aplicáveis à realidade da produção. Discutir como transformar conhecimento em resultados é fundamental para fortalecer a cadeia produtiva e apoiar profissionais que atuam diretamente no campo”, destaca.

A presidente da comissão científica do SBSA, Daiane Albuquerque, ressalta que o bloco Conexões que Sustentam o Futuro foi estruturado para ampliar a visão estratégica do setor. “A produção avícola evolui rapidamente e exige cada vez mais integração entre conhecimento técnico, gestão e desenvolvimento de pessoas. Trazer especialistas com experiência prática na indústria contribui para que os participantes compreendam como aplicar as orientações técnicas de forma eficiente e sustentável”, afirma.

O 26º Simpósio Brasil Sul de Avicultura será realizado entre 7 a 9 de abril de 2026 e é considerado um dos principais eventos técnicos da avicultura latino-americana. Paralelamente ao Simpósio ocorre a 17ª Brasil Sul Poultry Fair, feira que reúne empresas nacionais e multinacionais ligadas à cadeia produtiva avícola.

Para acompanhar a palestra e os demais conteúdos da programação científica é necessária inscrição no evento. O segundo lote segue disponível até o dia 26 de março, com investimento de R$ 750,00 para profissionais e R$ 450,00 para estudantes. O acesso à 17ª Brasil Sul Poultry Fair custa R$ 100,00. As inscrições podem ser realizadas no site, acesse clicando aqui.

Programação geral

26º Simpósio Brasil Sul de Avicultura  

17ª Brasil Sul Poultry Fair

Dia 07/04 – Terça-feira

13h30 – Abertura da Programação

13h40 – Painel Gestão de Pessoas

Capital humano em crise: o futuro da mão de obra na avicultura.

Palestrantes:

Delair Bolis

Joanita Maestri Karoleski

Vilto Meurer

Luciana Dalmagro – Coordenadora da mesa redonda

15h40 – Intervalo

16h – Commodities em foco: superando barreiras logísticas e incertezas do futuro.

Palestrante: Arene Trevisan

(15 minutos de debate)

17h- Solenidade de Abertura Oficial

17h40 – Palestra de abertura: Cenários Globais 2026

Palestrante: Heni Ozi Cukier – HOC

19h15 – Coquetel de Abertura na 16ª Brasil Sul Poultry Fair

Dia 08/04 – Quarta-feira

Bloco Abatedouro

8h – Velocidade de processamento e qualidade do abate.

Palestrante: Darwen de Araujo Rosa

(15 minutos de debate)

9h – Comparativo microbiológico entre países no contexto da ciência da segurança alimentar.

Palestrante: Dianna V. Bourassa

(15 minutos de debate)

10h – Intervalo

Bloco Nutrição

10h30 – Granulometria e seu impacto no trato digestivo.

Palestrante: Wilmer Pacheco

(15 minutos de debate)

11h30 – Níveis de Ca e P nas dietas modernas do frango de corte.

Palestrantes: Roselina Angel

(15 minutos de debate)

12h30 – Intervalo almoço

Eventos Paralelos

Painel Manejo

14h00 – Manejo do Frango de Corte Moderno

Palestrantes:

Lucas Schneider

Rodrigo Tedesco Guimarães

16h – Intervalo

Bloco Conexões que Sustentam o Futuro

  16h30 – Do conhecimento à ação: como transformar orientações em resultados na avicultura.

Palestrante: Kali Simioni e João Nelson Tolfo

(15 minutos de debate)

17h30 – Porque bem-estar é crucial para a sustentabilidade?

Palestrante: Prof. Celso Funcia Lemme

(15 minutos de debate)

18h30 – Eventos Paralelos

19h30 – Happy Hour na 18ª Brasil Sul Poultry Fair

Dia 09/04 – Quinta-feira

Bloco Sanidade

8h – Tríade do diagnóstico de Laringotraqueíte infecciosas – enfoque nos diferentes métodos de diagnóstico das doenças respiratórias

Palestrante: Prof. Renata Assis Casagrande

(15 minutos de debate)

9h – Micotoxinas: a ameaça silenciosa à saúde intestinal das aves.

Palestrante: Dr. Ricardo Rauber

(15 minutos de debate)

10h – Intervalo

10h30 – Gumboro em foco: avanços recentes e novas fronteiras no controle da doença.

Palestrante: Gonzalo Tomás

(15 minutos de debate)

11h30 – Influenza aviária – plano de contingência em caso real.

Palestrante: Taís Barnasque

(15 minutos de debate)

Sorteios de brindes.

Fonte: Assessoria Nucleovet
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Avicultura

Frango cai 5,2% em março e atinge menor preço desde julho de 2023

Cotação média de R$ 6,73/kg no atacado paulista reflete demanda interna fraca e incertezas no mercado externo. Recuo amplia vantagem frente às carnes suína e bovina.

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Foto: Shutterstock

Os preços da carne de frango seguem em queda nas principais praças acompanhadas pelo Cepea, pressionados pela demanda doméstica enfraquecida e por incertezas no mercado externo. O cenário internacional, marcado por tensões no Oriente Médio, importante destino das exportações brasileiras, tem gerado cautela entre agentes do setor e influenciado as negociações.

Foto: Shutterstock

No atacado da Grande São Paulo, o frango resfriado é negociado à média de R$ 6,73 por quilo na parcial de março, até o dia 18, recuo de 5,2% em relação a fevereiro. Em termos reais, considerando deflação pelo IPCA de fevereiro de 2026, trata-se do menor patamar desde julho de 2023.

Com a queda mais acentuada nos preços, a carne de frango amplia sua competitividade frente às demais proteínas. No caso da suína, embora também haja desvalorização, o ritmo de recuo do frango é mais intenso. Já em relação à carne bovina, o diferencial é ainda maior, uma vez que os preços da carcaça casada seguem em alta, ampliando a atratividade do frango para o consumidor.

Fonte: O Presente Rural com Cepea
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Diferença de preço entre ovos brancos e vermelhos supera 40% em março

Menor oferta de ovos vermelhos e demanda da Quaresma ampliam descolamento de preços. Granjas operam com produção ajustada.

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Foto: Divulgação/Arquivo OPR

A diferença entre os preços dos ovos brancos e vermelhos se ampliou ao longo de março nas principais regiões produtoras acompanhadas pelo Cepea. Em Santa Maria de Jetibá (ES), maior polo de produção do país, o diferencial já supera 40% na parcial até o dia 18, acima do observado em fevereiro.

Foto: Divulgação/Asgav

De acordo com o Cepea, o movimento é puxado principalmente pela menor disponibilidade de ovos vermelhos no mercado interno. A oferta mais restrita dessa categoria tem sustentado reajustes mais intensos em comparação aos ovos brancos, ampliando o descolamento entre os preços.

A demanda sazonal também contribui para esse cenário. Durante a Quaresma, há aumento no consumo de ovos, o que pressiona ainda mais as cotações, especialmente dos vermelhos, tradicionalmente mais valorizados em períodos de maior procura.

Com a produção mais enxuta, agentes do setor relatam que parte das

Foto: Divulgação

granjas tem operado com entregas previamente programadas, limitando negociações no mercado spot. Esse ajuste entre oferta e demanda resultou em elevação dos preços médios dos ovos nos últimos dias, com maior intensidade para a variedade vermelha.

Fonte: O Presente Rural com Cepea
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