Aquicultura - 12.06.2018

Veramaris conclui primeira etapa para a produção de óleo de alga da fábrica de Nebraska

A construção da unidade de produção dos ácidos graxos ômega 3 EPA e DHA está dentro do previsto

- Foto: Assessoria

A Veramaris, joint venture entre a DSM e a Evonik que vai revolucionar a aquicultura com o seu ômega 3 sustentável de algas marinhas naturais, celebrou uma etapa importante na construção de sua nova unidade de produção em Blair, Nebraska.  Na presença do vice-governador do estado, Mike Foley, dos gestores da Veramaris e das duas empresas controladoras Royal DSM e Evonik, foi realizada, em 4 de junho, em Blair, a cerimônia de finalização das obras civis.

A construção da fábrica de US$ 200 milhões progride de acordo com o planejado.  Quantidades comerciais do óleo de alga estarão disponíveis em meados de 2019. Quantidades piloto já estão sendo distribuídas a produtores de nutrição animal e produtores de salmão para fins de desenvolvimento de mercado.   

“O nosso óleo de alga é a resposta à demanda da indústria por uma fonte sustentável dos ácidos graxos ômega-3 EPA e DHA.   A procedência conhecida de todas as matérias-primas usadas no nosso processo torna o produto plenamente rastreável”, contou o CEO da Veramaris, Karim Kurmaly.

A capacidade de produção anual inicial da planta de Nebraska vai atender a aproximadamente 15% da demanda anual total de EPA e DHA da indústria aquícola mundial de salmão.

A Veramaris usa açúcar de produção local em seu processo de fermentação. A cepa da alga empregada, Schizochytrium, possui a vantagem de produzir ambos os ácidos graxos ômega-3 essenciais EPA e DHA, e o óleo resultante contém uma concentração superior a 50%. O local de produção será totalmente livre de resíduos.  

O óleo de alga altamente concentrado da Veramaris vai permitir, pela primeira vez, que a indústria da nutrição animal acompanhe a crescente demanda por esses dois ácidos graxos ômega 3 essenciais sem nenhuma dependência do óleo de peixe obtido a partir dos estoques de peixe nativo.   

“A matéria-prima dessa tecnologia impactante da Veramaris vem do coração da agricultura Americana – do estado de Nebraska.  O milho do Nebraska ajuda a preservar a vida nos oceanos. É uma história maravilhosa e eu desejo tudo de bom à Veramaris em seus esforços para deixar a aquicultura mais sustentável”, disse o vice-governador do Nebraska.

Até há pouco tempo, os ácidos graxos ômega 3 EPA e DHA adicionados à nutrição animal eram provenientes quase que exclusivamente de fontes marinhas. Atualmente, 16 milhões de toneladas de peixes nativos são pescadas para a produção de óleo e farinha de peixe. Com a utilização da alga marinha natural, a Veramaris contribui para o fechamento da lacuna entre oferta e demanda de ômega 3 EPA e DHA ao mesmo tempo em que contribui para a preservação da vida marinha e da biodiversidade dos oceanos.

O desenvolvimento de sucesso do produto e do processo só foi possível graças às competências complementares que a Evonik e a DSM trazem para a colaboração: A DSM possui expertise no cultivo de organismos marinhos, incluindo algas, e capacidades biotecnológicas de longa data em desenvolvimento e operações, enquanto o foco da Evonik se concentra no desenvolvimento de processos industriais de biotecnologia e na operação competitiva de locais de produção de aminoácidos fermentativos em larga escala.

Para promover uma mudança positiva na produção de alimentos animais e no consumo de alimentos humanos, a Veramaris dialoga com todas as partes interessadas ao longo da cadeia de valor, incluindo produtores de alimentos animais, fazendeiros, varejistas e ONGs. Cooperações pioneiras permitiram que as principais empresas do setor da aquicultura pudessem desenvolver uma alimentação livre de ingredientes marinhos para os salmões usando o óleo de alga da Veramaris como substituto integral do óleo de peixe.

O site já existente da Evonik em Blair foi escolhido para a produção dos ácidos graxos ômega 3 EPA e DHA para tirar proveito das décadas de experiência da Evonik em operações biotecnológicas em larga escala. A empresa opera uma fábrica para a produção fermentativa de Biolys® – o aminoácido L-lisina – no local há quase 20 anos.  

Fonte: Ass. de Imprensa

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