Sanidade - 10.09.2018

Vacinação nas granjas precisa ter controle de qualidade

As aves precisam ser estimuladas a produzir os anticorpos protetivos sozinhas, e esse processo ocorre através da vacinação

- Arquivo/OP Rural

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Artigo escrito por Tharley Carvalho, médico veterinário e gerente de Marketing da Ceva Saúde Animal

Com o crescente avanço da avicultura industrial, a implementação de um programa de vacinação assertivo é determinante para maximização da produtividade e, consequentemente, para o sucesso da produção. Porém, antes de realizar o planejamento de imunização é imprescindível compreender as etapas da imunidade das aves.

Nos primeiros dias de vida, a imunidade passiva, formada pelos anticorpos maternos que são passados diretamente para o jovem animal, é responsável pela proteção dos pintos. Porém, essa defesa dura apenas algumas semanas após o nascimento. Por isso, para desenvolverem todo seu potencial e estarem preparadas para os desafios do campo, as aves precisam ser estimuladas a produzir os anticorpos protetivos sozinhas, e esse processo ocorre através da vacinação.

Além de estimular o desenvolvimento do sistema imunológico e garantir a proteção das aves em todo o seu ciclo de vida, as vacinas correspondem a menos de 1% do custo produtivo, um valor pequeno em relação ao seu impacto direto no negócio.

Um dos principais problemas enfrentados pelos produtores é a falta de padronização da vacinação em campo, pois o processo pode falhar em vários pontos, que vão desde a aplicação até o armazenamento da vacina. A imunização inadequada pode trazer consequências e prejuízos maiores do que a não vacinação das aves.

Por isso, a implementação da metodologia de gestão da qualidade de vacinação dentro do plantel é fundamental. O programa será responsável por garantir que todos os processos sejam realizados de forma assertiva e padronizada.

Visando a implementação do projeto, as empresas produtoras têm investido em centralizar a vacinação dentro de um ambiente controlado, o incubatório. No local é possível realizar a administração de vacinas em spray, subcutânea ou in-ovo de maneira eficaz, o que garante a segurança da cadeia produtiva e mantém a confiança dos clientes e consumidores.

Por isso, a proteção das aves é uma ferramenta estratégica que estimula o desenvolvimento dos animais, e consequentemente auxilia na conquista dos resultados produtivos almejados. O indicado é que o programa de controle da qualidade de imunização leve em conta alguns pilares básicos, entre eles: técnicas de vacinação, manutenção dos equipamentos, monitoramento dos processos e treinamento das equipes.

Pontos importantes

Dentro desses conceitos, é primordial que o produtor considere alguns viéses importantes, entre eles a escolha da vacina adequada e os cuidados com o armazenamento do produto, pois esses fatores têm influência direta sobre a eficácia. Além disso, o sistema deve considerar também o método de aplicação adequado, pois cada tipo de vacina exige um procedimento diferenciado de administração. Por isso, o treinamento das equipes responsáveis precisa ser contínuo, dessa forma, será possível assegurar a uniformidade e qualidade dos processos.

Outro ponto de atenção é o monitoramento e o ajuste constante dos equipamentos. O planejamento deve comtemplar as manutenções preventivas e a regulagem do maquinário utilizado.

Relacionados a esses processos, os investimentos em outras medidas de biosseguridade são indispensáveis para diminuir a pressão de infecção entre lotes. Os processos devem ser seguidos de forma sistemática e regular por toda a equipe, gerando assim um esforço cooperativo para reduzir os riscos de contaminação dentro do plantel.

A higienização e desinfecção dos ambientes são bases fundamentais para evitar a entrada de agentes infecciosos nas áreas de produção e diminuir a disseminação de doenças. A desinfecção dos locais comuns, equipamentos e o vazio sanitário são indispensáveis para o sucesso da produção. Para criar um programa efetivo, o produtor precisa identificar os patógenos que desafiaram os lotes anteriores. Dessa forma, é possível concentrar os esforços para diminuir a pressão de infecção no ambiente investindo no controle desses agentes.  A vacinação assertiva associada ao monitoramento constante dos processos e aos investimentos em biossegurança tem influência direta sobre o sucesso da produção.

Mais informações você encontra na edição de Aves de setembro/outubro de 2018.

Fonte: O Presente Rural

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