Tecnologia - 20.08.2018

“Tem que transformar e ser protagonista”

Tudo pode mudar a qualquer momento, mas o que não muda é a necessidade de a suinocultura ter seus líderes

- Giuliano De Luca/OP Rural

A volatilidade das empresas, a adesão a novas tecnologias, a inquietação do consumidor. Tudo pode mudar a qualquer momento, mas o que não muda é a necessidade de a suinocultura ter seus líderes. É a opinião do diretor executivo da Seara Alimentos, Felipe Cordova, que fez palestra na Conferência Info360, evento que abordou a quarta revolução industrial dentro da suinocultura, de 11 a 13 de abril, em Florianópolis, na capital catarinense.

“O piloto não muda, o que muda é a estrada, o carro, tem que saber se ele está preparado”, disse em analogia às revoluções tecnológicas e à importância do homem dentro desse contexto. De acordo com ele, as forças de mudança incluem valores, mercado, tecnologia, saúde animal, entre outros.

“A percepção dos negócios vem nos provocando a rediscutir. A volatilidade das empresas está crescendo muito. A longo prazo é difícil de prever o que vai acontecer. Por isso, temos que aprender, aprender e aprender. Só isso cabe a nós. Tem que transformar e ser protagonista. Têm coisas que não mudam, como a liderança, conhecimento do processo e método – uma tríade importante para qualquer negócio. As oportunidades estão para quem gerencia e atinge metas, para quem e pró ativo ao invés de ser reativo, para quem está continuadamente a procura de melhorias e inovações. As oportunidades estão para quem toma para si a responsabilidade e para quem transforma vantagens comparativas em competitivas”, aponta o executivo.

Mola Propulsora

De acordo com ele, está em curso uma transformação no ambiente de produção, com “algumas tendências e lições para ser mola de transformação”. “Essa transformação vai ter impacto sobre o sistema de produção, como teve a tecnologia a favor. Há mudança nos modelos de relacionamento, na maneira de se comunicar. As empresas irão olhar para o agro com uma ótica diferente”, pontua, alertando, no entanto, que “os profissionais para esse novo mundo ainda não estão prontos, talvez nem as tecnologias”. E conclui: “Significa que precisamos de novo aprender a se adaptar. Novos paradigmas virão com as inovações, precisamos ter a mente aberta, ter novas abordagens”, menciona Cordova.

Mais informações você encontra na edição de Suínos e Peixes de maio/junho de 2018 ou online.

Fonte: O Presente Rural

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