Terminação - 20.11.2017

Saiba o que interfere no desempenho de leitões na terminação

Principais causas do baixo desempenho na terminação ocorrem em fases anteriores como, por exemplo, o baixo peso baixo ao nascimento e ao desmame

- Arquivo/OP Rural

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“Leitões de baixo desempenho na fase de terminação: problema ou oportunidade para agregar valor” foi o tema da palestra de Ricardo Lippke, no 10º Simpósio Brasil Sul de Suinocultura. Médico veterinário, o palestrante é supervisor técnico Suínos na Boehringer Ingelheim do Brasil. A palestra ocorreu em 02 de agosto, em Chapecó, SC.

Na apresentação, Lippke abordou as principais causas que levam um leitão a apresentar um baixo desenvolvimento na fase de terminação. “Procurei mostrar, de uma forma prática, o que podemos fazer para minimizar o impacto desse tipo de leitão no resultado zootécnico e econômico do lote”.

Na fase de terminação, dos 63 aos 170 dias de vida, muitos suínos apresentam baixo desempenho com relação ao ganho de peso diário se comparado aos outros animais do mesmo lote. “Essa redução no crescimento leva a um aumento na variação do peso de abate, dificuldade no manejo, e resulta muitas vezes em penalizações ou não bonificações aplicadas pelos abatedouros”, esclarece Lippke.

Causas

As principais causas do baixo desempenho na terminação ocorrem em fases anteriores como, por exemplo, o baixo peso baixo ao nascimento e ao desmame. “Esse déficit inicial é agravado pelo acesso às tetas inferiores da matriz, estresse no desmame e uma maior competição na leitegada”, explica.

A mortalidade também costuma ser maior em suínos com este perfil. Além disso, é comum uma pior qualidade de carcaça ao abate. “O peso no momento do desmame é considerado por vários autores como o melhor determinante do desempenho futuro do animal quando comparado ao peso ao nascimento”.

Alta prolificidade

O aumento do número de leitões nascidos por leitegada é uma das principais causas de leitões com baixo peso ao nascer. “Isso é resultado da alta prolificidade das fêmeas suínas nos últimos anos. A maioria dos leitões com baixo peso ao nascer e no desmame estão condenados a um crescimento retardado ao longo de sua vida produtiva”.

O alojamento em um sistema paralelo que recebe apenas animais com baixo peso é uma das práticas observadas para “amenizar” o problema. “O desempenho desse sistema em paralelo deve ser incluído no resultado mensal da produção. O objetivo é evitar que o mesmo se torne uma maneira de esconder resultados de leitões com baixo peso”.

Idade ao desmame

Outro aspecto que vai refletir na fase de terminação é a idade ao desmame. Segundo Lippke, a variação no peso de abate aumenta com a redução da idade do desmame. Além disso, leitões desmamados mais novos crescem mais lentamente quando comparados a leitões mais velhos. “Desmamar leitões pesados com idade precoce também contribui para o aumento da variação de peso ao abate”, alertou.

“A questão é qual a melhor forma de reduzir a variação e aumentar a idade dos leitões no desmame. A resposta mais óbvia seria o aumento do número de celas parideiras com o aumento do número de dias de desmame na semana”, explica. A outra forma, seria a redução do número de dias que as matrizes ficam na maternidade antes do parto e o investimento em ferramentas e máquinas que acelerem a operação de limpeza e desinfecção da maternidade.

Patologias

Enfermidades na forma clínica e subclínica como a Enteropatia Proliferativa Suína e patologias respiratórias impactam diretamente no ganho de peso diário. Animais doentes apresentam redução do consumo de ração e água. “Problemas sanitários são responsáveis por grande parte dos leitos com baixo desenvolvimento na fase de terminação. A medicação metafilática pode ser uma ferramenta eficaz para amenizar isso”. Conforme Lippke, a separação do animal doente em baias enfermaria possibilita um melhor acompanhamento do animal, aumentando a taxa de recuperação.

Fatores de risco como grande amplitude térmica diária, excesso de gás e poeira, falta de higiene na limpeza das baias são também grandes vetores para o aumento dos leitões de baixo desenvolvimento nas fases de terminação.

Mesmo com todas as ações para reduzir a variação de resultados na fase da terminação, sempre haverá variação no peso dos animais. Uma das soluções é realizar o abate parcelado, segregando os animais por faixa de peso desejável. “Isso dá aos demais animais com menor desenvolvimento a chance de se recuperar. Estudos demonstram que, após a retirada parcelada, os animais remanescentes apresentam melhor ingestão de ração e maior ganho de peso diário”.

Por fim, Lippke esclareceu que todas as ações que visam a redução do impacto dos leitões com baixo desempenho devem apresentar um custo-benefício. “O que muitas vezes é rentável em um sistema deixa de ser em outro”, enfatizou.

Mais informações você encontra na edição de Suínos e Peixes de outubro/novembro de 2017 ou online.

Fonte: O Presente Rural

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