Grãos - 19.03.2018

Quer lucrar com o trigo? Antes de plantar, triticultor precisa saber que mercado vai atender

Saber sobre qual mercado aquela cultivar atende e a adaptabilidade do trigo para determinada região faz toda a diferença nos resultados finais da produção e na lucratividade

- Arquivo/OP Rural

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A informação pode parecer óbvia, mas ainda existe produtor que peca quando o assunto é planejamento da safra. Seja quanto à cultivar que está plantando, tempo, ou, até mesmo, ao parceiro para quem está entregando a produção, erros podem ser determinantes para o triticultor. Este último item é importante que seja observado pelo produtor que escolhe o trigo como cultivo de inverno. Saber qual o mercado é atendido pelo parceiro para quem o produtor entrega o grão ao final da safra faz toda a diferença, principalmente quando o assunto é a lucratividade final.

A cultura de inverno ainda gera dúvidas ao produtor rural na hora da escolha do que ele vai semear, por isso é necessário que busque respostas com equipes técnicas. Será que existe uma farinha certa para atender a demanda e desempenho que o mercado busca? A resposta está no planejamento da safra. Conforme a supervisora de Qualidade Industrial da Biotrigo Genética, Kênia Meneguzzi, o primeiro passo é conhecer a realidade do moinho da região antes da semeadura do grão. O segundo é escolher uma cultivar aprovada pelos moinhos pela qualidade industrial. E o terceiro é fazer o dever de casa: cuidar bem da lavoura. Seguindo esses passos, é possível aumentar a rentabilidade e obter maior desempenho no mercado.

Para onde vai meu trigo?

“O produtor precisa conhecer o mercado que ele está inserido, saber qual moinho ou cerealista que ele entrega para comercializar o grão, e saber qual o tipo de farinha que esse moinho produz, se é para panificação, biscoito, saber qual o principal mercado”, informa Meneguzzi. A profissional comenta que o principal mercado do trigo brasileiro é a panificação, já que 56% do que é moído no Brasil é destinado para este segmento. Outros 15% são destinados para fabricação de massas; 10% para produção de biscoito; 10% para uso doméstico e 9% para outros fins. “O produtor deve estar atento para qual uso final o grão será comercializado. Uma das principais ferramentas para melhorar a rentabilidade de quem investe no trigo é conhecer a indicação de cada cultivar”, diz.

Kênia comenta que o que é orientado ao triticultor é para ele pensar no mercado que visa atender e assim escolher a cultivar, já que todas são diferentes umas das outras. “Mas isso não quer dizer que se perde em qualidade, pois cada produto tem necessidade de uma reologia diferente de farinha para ser produzido. A dica é conhecer o mercado regional em que o produtor está inserido e isso deve acontecer antes da escolha da cultivar”, afirma. Outro ponto que o triticultor deve estar atento é quanto ao clima, já que a cultivar também precisa de adaptação. “Para isso há também as cultivares para regiões mais frias, e agora também para regiões que são mais quentes”, explica.

Mas tem que ser resistente

A profissional ressalta que todo o processo inicia pela escolha da cultivar, que, além de atender o mercado, precisa ser resistente a uma doença clássica e a germinação na espiga. “Duas resistências são extremamente importantes na hora da escolha da cultivar, que é a germinação na espiga e a questão da giberela”, diz. Kênia esclarece que é importante estar atento a estas questões, pois se uma cultivar é resistente a giberela, por exemplo, ela vai ter menos micotoxinas (don). “Estas são duas resistências que o produtor deve estar atento, além de prestar atenção no mercado que ele vai comercializar o grão”, reitera.

Alcançar uma boa produção para atender a este mercado depende, essencialmente, do planejamento da safra. “O triticultor não precisa pensar nisso com um ano de antecedência, mas acredito que se eu começar a planejar minha safra antes, pensar qual é a determinada cultivar que eu vou semear, qual resistência essa cultivar vai oferecer, melhor será para a produção”, afirma.

Mais informações você encontra na edição de Bovinos, Grãos e Máquinas de março/abril de 2018.

Fonte: O Presente Rural

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