Manejo - 30.11.2017

Profissional orienta sobre redução de custos na indústria avícola

Frango abatido com 3,5 quilos, mais automatização nas plantas industriais, nutrição com menos energia e mais aminoácidos são algumas das oportunidades que a indústria avícola brasileira para reduzir custos

- Arquivo/OP Rural

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Frango abatido mais pesado, com 3,5 quilos, mais automatização nas plantas industriais, nutrição com menos energia e mais aminoácidos são algumas das oportunidades que a indústria avícola brasileira tem nos próximos anos para reduzir custos, na opinião do médico-veterinário especialista em Nutrição do Suporte Técnico Mundial da Cobb-Vantress, Vitor Hugo Brandalize. Durante palestra que fez sobre controle de custos no Workshop Sindiavipar (Sindicato das Indústrias de Produtos Avícolas do Estado do Paraná), que aconteceu nos dias 09 e 10 de novembro, em Foz do Iguaçu, PR, Brandalize destacou o que que deve e o que não deve ser feito para reduzir os custos com a produção.

“A filosofia americana tem como foco número um a redução de custos, mesmo que o índice de eficiência seja pior. Tem que pensar em custos, não em eficiência alimentar e ganho de peso diário. O dono da empresa no Brasil tem que mudar de pensamento”, destacou.

Duas práticas ainda usadas para tentar diluir os custos na avicultura, que são o aumento da densidade e a redução de intervalo entre lotes, na opinião de Brandalize, são erros condenáveis. “Se você aumenta densidade e não tem estrutura, vai aumentar custos. Por outro lado, se reduzir o intervalo entre lotes, você diminui a eficiência alimentar, porque a cama não vai ser bem tratada. Isso aumenta a contaminação, a cama vai desafiar o trato digestório, a ave vai gastar energia e nutrientes para tentar se defender desse desafio”, pontua. “O intervalo de 14 dias é inegociável. A cada dia a menos desse intervalo, a conversão alimentar piora três pontos”, amplia o especialista. “Quando você quer mudar o sistema de produção precisa saber que existem desafios”, acrescenta.

Mão de Obra

Para Brandalize, um bom local para reduzir custos é no setor de recursos humanos. Ele explica que a automatização melhora o desempenho das atividades e reduz custos, destacando ainda a necessidade de reduzir a rotatividade de empregados e que a mão de obra é o segundo maior custo nos frigoríficos. “Temos que trabalhar custos em todas as áreas e a mão de obra é uma delas. A força de trabalho é cara e, em geral, tem pouca qualificação. Temos que automatizar. No frigorífico, o maior custo é o frango vivo (77,4%), seguido da mão de obra (13,2%). Depois vem embalagem (5,1%), energia (1,5%) e outros, como depreciação (2,7%). Temos que cuidar das pessoas e reduzir custos com turnover”, pontuou. O turnover é a alta rotatividade de funcionários em uma empresa. Ou seja: um empregado é admitido e outro desligado de maneira sucessiva. Alguns dos impactos disso são o aumento dos custos de recrutamento e treinamento de novo empregado, assim como os decorrentes da rescisão contratual (pagamento de direitos trabalhistas, por exemplo).

Ele destacou que o custo de mão de obra brasileiro é competitivo, mas cresce mais que nos outros países produtores. “Os custos por hora da mão de obra são de US$ 20 na Europa, US$ 15 nos Estados Unidos, US$ 10 na Argentina, US% 5 no Brasil e US$ 1,7 na Ucrânia. No entanto, nosso custo aumenta mais rápido”, aponta.

Frango de 3,5 quilos

Uma das tendências na tentativa de reduzir custos, na opinião de Brandalize, é abater animais mais pesados, o que, segundo ele, já é uma realidade para 40% da produção dos Estados Unidos. “As empresas estão aumentando o peso do frango para tentar diluir o custo do aumento da mão de obra. Hoje, nos Estados Unidos, 40% dos frangos abatidos já têm mais de 3,5 quilos. O Brasil está seguindo o mesmo caminho”, aposta.

Dieta

Um dos pontos que chama a atenção de Brandalize são as dietas, que ele defende terem menores índices de energia e mais aminoácidos. Na nutrição, devemos avaliar o programa de alimentação. Nesse setor é importante se desafiar para reduzir custos, entender quais são as oportunidades. Vejo como importante para reduzir custos na dieta a inclusão de mais aminoácidos e menos calorias. Se tiver que gastar dinheiro, gaste mais em aminoácidos que em energia”, orientou o profissional.

Mais informações você encontra na edição de Nutrição e Saúde Animal de novembro/dezembro de 2017 ou online.

Fonte: O Presente Rural

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