Suinocultura - 19.03.2018

Produtores apostam em ano promissor para a suinocultura

O Presente Rural conversou com suinocultores para saber quais são as perspectivas para o setor neste ano

- Arquivo/OP Rural

Com a virada do ano velho para um novo ano, sempre há expectativa de um novo recomeço e com ele coisas boas acontecerem. E isso não acontece somente na vida pessoal, mas em todos os setores. E não é diferente na suinocultura. Muitos produtores apostam em um 2018 muito mais rentável e com menos altos e baixos. Vindo de dois anos turbulentos, suinocultores têm boas expectativas para o ano que há pouco começou.

E isso pode ser facilmente visto em uma curta conversa entre produtores. O suinocultor de Quatro Pontes, no Oeste do Paraná, José Eladio Deves, confirma que as perspectivas para este ano são melhores que as do ano passado. “Em 2017 conseguimos recuperar as baixas que tivemos em 2016, mas acredito que este ano as expectativas são melhores. Podemos ver que a economia está começando a reagir e isso faz com que aumente o consumo de carne, além de outros fatores, como o mercado externo, também estarem mais positivos este ano”, comenta.

Deves sabe bem o que fala quando o assunto é suinocultura, isso porque se dedica exclusivamente à atividade, na sua propriedade com uma Unidade Produtora de Leitões (UPL) com 650 matrizes, além de ser gerente em outra propriedade em uma UPL que conta com 4,5 mil matrizes. “Acredito que mesmo as perspectivas sendo boas, o produtor ainda assim deve se preocupar com a própria produção. Se esta estiver boa ele consegue sobreviver na atividade sem grandes preocupações”, afirma. Além do mais, de acordo com o suinocultor, é importante manter um olho na produção e outro no mercado. “Temos uma expectativa de como pode ficar o preço do milho com a produção de grãos. Mas mesmo ainda não sabendo como ficarão os preços, acredito que 2018 será um bom ano”, diz.

A opinião de Deves é compartilhada pelo colega de produção Edson Sulzbach, que também possui uma UPL com aproximadamente 500 matrizes no município de Entre Rios do Oeste, também no Paraná. “Vimos que a suinocultura teve bastante altos e baixos nos últimos anos. Mas temos a esperança que 2018 seja um ano mais lucrativo”, menciona. Sulzbach também concorda com o colega quanto o assunto é a produção. “Atualmente somente vai sobreviver na atividade quem produz em quantidade e qualidade. Quem não alcançar estes dois itens, vai ser difícil de continuar”, comenta.

O produtor entrerriense ainda afirma ter boas esperanças para a suinocultura neste ano. “Temos boas perspectivas que a atividade seja mais lucrativa, isso porque produzimos bem. Sem contar que somos integrados a uma cooperativa, então temos menos oscilação de mercado que independentes, além da garantia de que nosso produto será comprado e que iremos receber remuneração”, diz. Além do mais, outra garantia que faz com que Sulzbach tenha certeza das boas perspectivas é que na propriedade dele o trabalho é feito em família. “Todos trabalhamos juntos, porque assim é mais sustentável e temos a garantia de que tudo que temos vai continuar na família”, comenta. Além do produtor, também a esposa e dois filhos ajudam nas atividades.

Mais Esperança

Não muito longe dali, em Marechal Cândido Rondon, mais produtores compartilham das esperanças para um ano melhor. Ricardo José Kemfer acredita em um 2018 mais positivo para a suinocultura. “Esperamos por um ano bom e otimista. Temos feito investimentos para melhorar os ganhos na atividade e assim superar os ganhos que tivemos em outros anos”, comenta. Isso porque, assim como Sulzbach, Kemfer também é integrado a uma cooperativa, o que fez com que muitas das oscilações que aconteceram no decorrer dos últimos dois anos não fossem tão sentidas.

Mesmo com esta garantia, o olho no mercado e a importância de investimentos para uma maior e melhor produção também está presente no dia a dia do produtor rondonense. Há dois anos, ele e a família investiram em um novo modelo de estrutura. “Trabalhamos com a parte de crechário e terminação e contamos com 6,3 mil animais. A estrutura que temos para a terminação é um pouco maior que a convencional, sendo um barracão de 120 x 18. É um modelo um pouco diferente, maior, mas que funciona muito bem”, garante.

A integração garante menos preocupações ao produtor, mas ainda assim, para Kemfer é importante sempre acompanhar e estar atualizado sobre o que acontece no mercado. “Para mim, com o apoio da cooperativa, os últimos anos não foram tão ruins, mas sempre acompanhamos as movimentações. Para 2018, esperamos um ano espetacular”, diz.

Agroindústria

Do outro lado do balcão, as expectativas para 2018 não são muito diferentes dos produtores. De acordo com o responsável pelo setor de Fomento de Suínos da cooperativa Copagril, Osni Tessari, as perspectivas para este ano são de melhor desempenho da parte financeira, justamente pelo fato de o país ter passado por um período mais crítico em 2016 e 2017. “Este ano, com a agricultura se apresentando numa condição boa no Brasil, nossa expectativa é que os grãos não tenham um preço tão alto”, diz. “Dessa forma, o nosso custo de produção também não deve ser muito ampliado, o que nos leva a crer que teremos um bom ano para a suinocultura, tanto para o produtor quanto para os demais envolvidos na cadeia”, afirma.

Ainda em relação aos grãos, o responsável acredita que o milho deva ter uma recuperação e assim colocar toda a cadeia com perspectivas de ganho. “Nós da suinocultura não temos outra expectativa a não ser que também tenhamos um bom ano e que podemos colher bons resultados e recuperar aquilo que se perdeu ao longo de 2016 e 2017”, diz. Tessari afirma que após a crise que o país enfrentou, neste ano a economia também tende a se recuperar, melhorando assim o consumo, principalmente de proteínas, o que é importante para a atividade. “Acreditamos em um bom desempenho em 2018”, reitera.

Investimentos

Outro ponto positivo para este ano, segundo o responsável, principalmente para os produtores do Oeste paranaense, é quanto aos investimentos que estão sendo feitos pela Frimesa para os frigoríficos de abate de suínos. “Estes novos investimentos estão vindo em um bom momento, porque a atividade está se recuperando, a agropecuária tem apresentado um bom desempenho para nós da suinocultura e estamos otimistas que em 2018 teremos bons resultados para todos os agentes da cadeia de produção”, afirma. Tessari acrescenta que as três plantas da cooperativa - em Medianeira, Marechal Cândido Rondon e a nova que está sendo construída em Assis Chateaubriand - estão sendo implantadas por conta de todo o setor e envolvidos acreditarem na agropecuária e no desenvolvimento dessa atividade no Oeste do Paraná. “Acreditamos que isso traz receita tanto para a indústria quanto para produtores, a cooperativa e todos que de alguma forma participam desta cadeia de produção”, enfatiza.

Mais informações você encontra na edição de Suínos e Peixes de fevereiro/março de 2018 ou online.

Fonte: O Presente Rural

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