Sanidade - 09.03.2017

Probióticos protegem aves da Salmonella

Salmonella Heidelberg (SH) é um agente de infecção alimentar em humanos cujos casos de isolamento em aves e derivados têm aumentado consideravelmente nos últimos anos, especialmente em lotes de frangos de corte e matrizes

- Arquivo/OP Rural

Artigo escrito por Fabrizio Matté, coordenador técnico da Vetanco do Brasil

A Salmonella destaca-se como um dos mais importantes patógenos veiculados por alimentos. Dentre os sorotipos, a Salmonella Heidelberg (SH) é um agente de infecção alimentar em humanos cujos casos de isolamento em aves e derivados têm aumentado consideravelmente nos últimos anos, especialmente em lotes de frangos de corte e matrizes (1,2). Conhecendo a necessidade e a dificuldade de controlar a SH em plantéis avícolas, o experimento teve como objetivo avaliar a eficácia de um probiótico, que é constituído por 11 cepas de Lactobacillus, selecionados por sua capacidade de controlar enterobactérias em frangos e perus. O teste foi realizado em uma unidade experimental em Cascavel, PR, assim como as análises laboratoriais. As aves foram pintos de corte de um dia de idade da linhagem Cobb, não vacinados para S. Enteritidis (SE) e não tratados com antibiótico. O alojamento foi realizado dividindo as aves em quatro grupos, em salas separadas com cama de maravalha. A formulação da ração foi padrão inicial, sem adição de produtos antimicrobianos. Tanto a cama quanto o ambiente e a ração foram amostrados para descartar presença de Salmonella spp. Todos os grupos receberam as respectivas rações desde o primeiro dia até o final do experimento. As aves tiveram acesso livre à água. Para o desafio foi utilizada uma cepa de SH isolada de campo com uma concentração de 1x106UFC/mL que foi tornada resistente a antibióticos (ácido nalidíxico e novobiocina). Desta concentração foi inoculado via oral, 0,5 ml/ave nos grupos.

Aos 14 dias de idade, as aves foram sacrificadas para a coleta dos cecos. Estes foram submetidos individualmente a diluições seriadas e contagem em placa de ágar verde brilhante acrescido de ácido nalidíxico e novobiocina para inibir o crescimento de outras bactérias da microbiota intestinal e facilitar a contagem.

Os resultados foram submetidos à análise de variância (Anova), complementada com Teste Tukey, ao nível de 5% de probabilidade de erro. Os resultados da contagem UFC/g de fezes cecais. Os resultados expressos em zero indicam o limite de detecção da técnica utilizada ( (<1,0 x 102 ou <100 UFC/g que pode ser considerado negativo).

Conclusão 

O probiótico demonstrou ser eficiente no controle de SH especialmente quando utilizado dentro do protocolo do Grupo 4, em que foram usadas três doses do produto, uma dose no alojamento e duas doses antes do abate, demonstrando a grande importância do uso do probiótico nos períodos neonatais (incubatório) ou no momento do alojamento dos pintinhos. Com este protocolo, 85% das amostras foram negativadas. Tomando como parâmetro de comparação o Grupo 1 (Controle Positivo), que apresentou 90% de positividade.

Mais informações você encontra na edição de aves de fevereiro/março de 2017 ou online.

Fonte: O Presente Rural

ACSURS

NEWSLETTER

Assine nossa newsletter e recebas as principais notícias em seu email.

Congresso de Mulheres do AgroACSURSNOXONFarmácia na Fazenda