Apanha e Transporte - 28.06.2018

Picos de estresse ocorrem da granja ao frigorífico

Medidas devem ser tomadas pelos profissionais desde a apanha das aves até o descarregamento das caixas na planta industrial para evitar danos e perdas

- Arquivo/OP Rural

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São inúmeros os cuidados que o produtor tem na granja para que as aves tenham o menor estresse possível, além de muito conforto, bem-estar animal e total disponibilidade de água e comida. Toda essa comodidade deve ser dada ao animal durante toda a sua vida, isso inclui, inclusive, o transporte feito da granja até o frigorífico, quando ocorre o pico de estresse das aves. São diversas as precauções que os responsáveis pela apanha e transporte das aves devem tomar para que, quando o animal chegar ao seu destino, ele esteja em perfeitas condições para abate e posteriormente ao consumidor.

Os primeiros cuidados devem ser tomados ainda durante a apanha das aves, quando são postas nas caixas para o transporte. O gerente de Avicultura da Cooperativa Central Aurora Alimentos, Luis Carlos Farias, explica que a apanha deve ser feita pelo dorso das aves e de forma individual, evitando assim as contusões e fraturas. “É importante ainda que o apanhador esteja posicionado atrás da ave”, conta. Outro detalhe é quanto à importância da colocação dos animais dentro das caixas. “O objetivo é que haja menos de 24 quilos por caixa. Dessa forma o número de animais em cada caixa é dependente do tamanho das aves”, informa.

Estes detalhes ainda antes do transporte são cruciais para evitar que os animais fiquem muito estressados ou mesmo acabem tendo asas quebradas e hematomas. É importante que quando o profissional for colocar as caixas com as aves dentro do caminhão, o veículo esteja estacionando em um local com sombra, além do momento ser o mais calmo e tranquilo possível, para evitar prejuízos. Isso porque, neste momento as aves estão no pico do estresse, explica. “O manejo das aves durante o carregamento deve ser com o mínimo de ruídos e movimentação possível. Também, sempre que possível, com menor intensidade de luz”, sugere Farias. Se esses fatores não forem seguidos, além de causar danos para o frigorífico com o descarte, são visivelmente percebidos pelos consumidores, que evitam carnes com este tipo de marcas.

Transporte

Após os cuidados com apanha e carregamento, as preocupações com bem-estar não podem cessar. O transporte é um dos pontos mais importantes para evitar perdas no frigorífico e entregar uma carne de qualidade ao consumidor. Farias diz que é imprescindível que o caminhão seja conduzido de forma prudente e contínua, evitando movimentos bruscos e paradas desnecessárias. Ainda é importante andar em uma velocidade padrão, parar na sombra, molhar e transportar durante a madrugada se possível.

Os dois últimos itens citados são importantes pelo fato de a temperatura também ser um ponto importante para o bem-estar da ave durante o transporte. O gerente aconselha que nas épocas mais quentes do ano a prática para evitar perdas e estresse é molhar as aves em cima do caminhão de tempo em tempo. Já nas épocas mais frias, a recomendação é fazer o isolamento do caminhão, baixando as cortinas e utilizando a lona frontal para proteger o animal no momento do transporte.

Espera

Os cuidados continuam quando o caminhão chega ao frigorífico. Muitas vezes, é necessário esperar para a descarga dos animais. Neste momento também é importante primar pelo bem-estar dos animais, já que durante a apanha e o transporte os picos de estresse são altos. Farias conta que nas plantas frigoríficas existe um local de espera, que é importante estar bem equipado para receber estes animais. “Ali é onde deve possuir ventiladores e nebulizadores para diminuir a temperatura interna dos caminhões. Isso ajuda a evitar perdas”, diz.

Após este processo de espera, o gerente conta que no momento da descarga das caixas dos caminhões é importante tomar cuidado, principalmente para evitar amontoamento. Ele ainda acrescenta que na apanha e no transporte das aves devem ser tomadas várias medidas, como as citadas por ele, para evitar mortes e/ou perdas de peso durante o processo até a chegada no frigorífico.

Mais informações você encontra na edição de Aves de abril/maio de 2018 ou online.

Fonte: O Presente Rural

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