Experiência - 15.10.2018

Pecuaristas há seis décadas contam história de sucesso

Adir do Carmo Leonel começou o negócio há 60 anos, em fazendas nos Estados de São Paulo e Goiás

- Arquivo/OP Rural

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O melhor que um pecuarista pode fazer é aprender com quem sabe. Entender a própria realidade, da região em que está, usar boa genética e desenvolver um bom trabalho não somente aumenta os lucros, como também transforma a fazenda em uma referência em pecuária de ponta. O pecuarista Paulo Leonel trabalha exclusivamente na pecuária há anos, mas a história começa bem antes. Ele e o pai, Adir do Carmo Leonel, se dedicam para ter o melhor gado. As fazendas de pai e filho ficam nos Estados de São Paulo e Goiás. Todo o conhecimento vindo sobre pecuária é do tempo de trabalho. São 60 anos dedicados exclusivamente à pecuária de corte.

O pecuarista afirma que um dos pontos em que ele e o pai focam é na padronização do animal. “É disso que a carne precisa, animais padronizados”, garante. Segundo ele, isso possibilita que sejam feitos cortes diferentes, além de peças com tamanhos distintos. Outro ponto fortemente trabalhado na propriedade são animais com boa genética, adaptados à realidade brasileira, e que permitem um acabamento mais cedo. “Isso é preciso para uma boa carne hoje, animais que tenham este conjunto de fatores”, afirma.

A raça trabalhada na propriedade é nelore, com uma linhagem exclusiva. “São animais padronizados, puros e adaptados para a realidade das fazendas”, conta. De acordo com Leonel, este é um diferencial. “É essencial que animais sejam puros, porque assim eles transmitem a boa genética com fidelidade para os filhos”, comenta.

Esta questão da boa genética é essencial, segundo o pecuarista. Para ele, esta é a primeira coisa que o produtor deve melhorar. “É preciso primeiro ter o carro, para depois pensar na gasolina. Não adianta nada o pecuarista pensar em nutrição e manejo se ele não tem uma boa genética. A primeira preocupação deve ser o gado”, ressalta.

Leonel reitera que trabalhando desta forma, facilita para o pecuarista, já que é o gado que trabalha para o produtor, e não o produtor para o gado. “Ter um animal com boa genética e adaptado à realidade da fazenda facilita muito o trabalho, diminui a mão de obra e, consequentemente, o custo de produção”, conta. Entre os benefícios citados pelo pecuarista estão a produção de uma arroba mais barata e um custo de produção mais baixo. “Assim, sobra mais também para o produtor”, diz.

Acreditar

Outro detalhe importante, que para Leonel faz toda a diferença no sucesso de uma propriedade, é o pecuarista acreditar no gado em que trabalha e no trabalho que é desenvolvido. “Não podemos acreditar em suposições, precisamos ver qual é a realidade e fazer as coisas de acordo com o que está acontecendo”, conta. O pecuarista diz ainda que é preciso o produtor acreditar no gado sustentável e adaptado que ele está produzindo. “É importante produzir este gado de acordo com a realidade do país para oferecer aquilo que o mercado precisa”, diz. “O mercado muitas vezes não sabe o que quer, e por isso o pecuarista deve acreditar no trabalho que desenvolve, para fazer o melhor e entregar aquilo que é preciso”, completa.

Quanto ao sistema de produção, Leonel diz que o pecuarista deve escolher aquele que melhor se encaixa na própria realidade. “O gado brasileiro, que é aquele que ofertamos para o mundo, é o boi verde, criado à pasto. Este é um diferencial do Brasil e que nós pecuaristas brasileiros sabemos fazer muito bem”, assegura.

Para Leonel, o Brasil é bastante competitivo no mercado internacional e que vem ganhando espaço e avançando por igual em diversas regiões. “A pecuária vem se desenvolvendo em todo o país, alguns Estados mais, em outros, menos, mas em todas as regiões percebemos que a atividade está sendo feita”, menciona.

Mais informações você encontra na edição de Bovinos, Grãos e Máquinas de agosto/setembro de 2018 ou online.

Fonte: O Presente Rural

FACTA Dez 2018

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