Mão de Obra - 25.06.2018

Muito prazer, meu nome é fomento!

Um profissional que ganha pouco os holofotes, mas é fundamental para o processo produtivo, é o técnico agropecuário que está em contato direto com o produtor

- Giuliano De Luca/OP Rural

Trabalhadores dedicados são fundamentais para o manejo nas granjas de frangos de corte. Ele pode até definir o sucesso ou fracasso zootécnico e econômico de um lote, mas não trabalha sozinho. Um profissional que ganha pouco os holofotes, mas é fundamental para o processo produtivo, é o técnico agropecuário, grupo formado nas cooperativas e empresas integradoras por técnicos, zootecnistas e médicos veterinários que estão em contato direto com o produtor. Em seu leque de atuação, estão desde o planejamento de alojamento, implantação de programas sanitários até a identificação e eliminação dos desafios que as aves enfrentam, como doenças e desiquilíbrio na ambiência ou nutrição.

Essa mão de obra especializada, geralmente tratada nas empresas como Fomento, é uma das que mais se atualiza e se aperfeiçoa nos últimos anos. Congressos, feiras, workshops, além de eventos internos promovidos por fornecedores fazem parte da vida corriqueira desses profissionais. Fabio Junges gerencia a equipe de Fomento de Aves da Copagril, na região Oeste do Paraná. “São oito pessoas, entre veterinários, zootecnistas e técnicos agropecuários. Somos responsáveis por cerca de 330 aviários, em 130 propriedades em Marechal Cândido Rondon e região”, cita Junges.

Ele conta que a especialização constante é fundamental e rotineira na cooperativa. “A nossa equipe vai a cursos e aperfeiçoamentos externos e faz eventos também dentro da empresa, com nossos parceiros. Quando novos produtos são lançados, por exemplo, como vacinas e equipamentos, nossos fornecedores fazem o treinamento de nosso pessoal. É interessante para a empresa, que vai ter seu produto usado corretamente e com eficiência, para a cooperativa e para o cooperado”, aponta o gerente de Fomento Agropecuário. “Também aprimoramos o produtor com treinamentos, porque a gente sabe que quem não usar novas tecnologias e novos conceitos, como ambiência, está do mercado. O produtor também sabe disso”, destaca.

Ele reforça que os conceitos mudam muito rapidamente. “A atualização precisa ser constante porque os conceitos, como velocidade do ar, pressão estática, entre outros, mudam muito rápido. Por outro lado, o que eram equipamentos simples há dez anos ou mais hoje são equipamentos mais sofisticados. Técnicos e produtores precisam se atualizar”, sustenta Junges.

Orientações

“O Fomento faz toda parte de assistência técnica para o produtor. É o Fomento que faz treinamentos, tem contato direto, programa a logística, o alojamento, o dia de abate em cada aviário, controla a quantidade de ração, define – com o produtor – os programas sanitários, os programas de vacinas, vai a campo para observar a sanidade dos animais”, explica o gerente. “Se temos um lote que o ganho de peso está menor que a média, é o técnico que tem que identificar as causas do baixo rendimento e propor soluções para eliminar o problema. Ele tem que trazer (o GPD, no caso) para o mais próximo possível dos melhores em desempenho”, exemplifica. “Além disso, os técnicos são responsáveis em fazer relatórios de custos”, facilitando o gerenciamento da atividade pela empresa integradora.

Até mesmo na hora que o produtor quer promover investimentos, o técnico tem sua função, explica Junges. “quem tem aviários mais antigos e quer reformar também consulta o técnico. Ele é responsável por passar as melhores tecnologias para quem quer reformar o aviário. Não melhores para o dia de hoje, mas para ele ser atualizado pelos próximos anos. Oferecemos as melhores opções para dar garantia ao futuro da atividade dele”, menciona.

Uma safra por dia

O profissional explica que o técnico precisa estar sempre presente e em contato com o avicultor, pois a atividade exige atuação todos os dias. “Na agricultura, basicamente você planta e colhe um tempo depois. Na pecuária é diferente: é colheita e plantio todo dia”, diz.

Mais informações você encontra na edição de Aves de abril/maio de 2018 ou online.

Fonte: O Presente Rural

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