Show Rural Coopavel - 08.02.2018

Ministério e agricultores devem decidir como e onde investir o dinheiro público

Blairo afirmou que a agricultura e a pecuária, e todos os empreendimentos que derivam delas, são o grande negócio do Brasil

- Divulgação/Assessoria

O diálogo deve nortear a aplicação dos recursos destinados ao custeio e aos investimentos de um segmento vital à economia brasileira, o agronegócio, disse nesta quinta-feira (08), em visita ao Show Rural Coopavel, o ministro da Agricultura e Pecuária, Blairo Maggi. Acompanhado de deputados e de líderes dos mais diversos setores organizados, Blairo afirmou que a agricultura e a pecuária, e todos os empreendimentos que derivam delas, são o grande negócio do Brasil.

Junto com o presidente do Banco do Brasil, Paulo Rogério Caffarelli, e do diretor-presidente da Coopavel, Dilvo Grolli, o ministro afirmou que a agricultura, em um contexto geral, ocupa apenas 9% do território brasileiro e responde 1,6 bilhão de toneladas por ano. “Esse é o nosso grande negócio, por isso precisa de políticas sérias, coerentes, crédito, infraestrutura e incentivos”. Blairo Maggi também citou a questão ambiental, afirmando que os agricultores brasileiros preservam uma área do tamanho do Europa e sem nada receber por isso.

Um dos maiores desafios do País é, segundo o ministro, encontrar fórmulas para estancar a contínua redução de renda dos agricultores, citando que tem conversado com o presidente Michel Temer na tentativa de barrar propostas de alterações na Lei Kandir. “Caso mudanças ocorram, isso custará caro às exportações, à economia e ao cerne do segmento responsável por tirar o Brasil da sua mais profunda e duradoura crise econômica”, citou Blairo Maggi.

Sobre o Plano Safra, o ministro considerou que o dinheiro público deve sim estar nas mãos do Ministério da Agricultura e Pecuária, mas que a decisão de como, onde e com que prazo investi-lo deve considerar o diálogo entre técnicos da pasta e agricultores. “Porque são esses que conhecem a fundo quais são as reais urgências do campo e que precisam ser contempladas”. Maggi ressaltou ainda o papel do Congresso em debates dos mais pertinentes à realidade agrícola nacional. “Tudo passa por ali e isso precisa ser valorizado”.

Quanto ao Show Rural Coopavel, o ministro afirmou que a feira é um ambiente favorável para a troca de informações e conversas sobre o agronegócio. “Aqui é um lugar de encontros. De disseminação de tecnologias, inovações e conhecimentos. E todos esses fatores são componentes decisivos para o incremento de indicadores do cotidiano brasileiro”. O secretário de Agricultura do Paraná, Norberto Ortigara, citou o peso do Estado na composição do agronegócio brasileiro. “Aumentamos nossa participação nas exportações em 8,3% no ano passado com 11 bilhões de dólares de superávit. E 85% do que mandamos para fora é agro”, afirmou Ortigara.

Banco do Brasil

Em cerimônia no estande do Banco do Brasil, líderes assinaram contratos para a liberação de recursos a projetos de implantação de plantas solares. A Coopavel inaugurou no 30º Show Rural Coopavel a maior do Estado, com 468 placas fotovoltaicas que, juntas, atendem mais de 80% da demanda do Paraná. A instituição tem linha específica para a área, que ganha corpo em várias regiões brasileiras. Dilvo Grolli falou em gratidão ao se referir ao Banco do Brasil, que há dois séculos tem o agronegócio como uma de suas prioridades.

O presidente do BB, Paulo Rogério Caffarelli, reforçou o papel do agro na recuperação econômica do País e da longa parceria da instituição com os agricultores. “Temos linhas diversas, com taxas e juros dos mais atraentes do mercado”. Houve avanço de 16% nas exportações do agronegócio em 2017. O setor, conforme Caffarelli, responde por um terço da carteira de R$ 700 bilhões do banco. “Hoje, 61% de todo o nosso crédito é para o agro, o que faz do Banco do Brasil o maior aplicador do segmento em todo o País”. O presidente citou também que a instituição oferece assistência creditícia em 97% dos municípios brasileiros e que sua meta no Show Rural Coopavel fica entre R$ 1,5 bilhão e R$ 2 bilhões em volume de operações”.

Fonte: Assessoria

FACTA Dez 2018

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