Cooperativismo - 20.08.2018

Mãos que moldam seres humanos

Cooperativismo é um sistema que auxilia o produtor na produção, mas também ajuda no desenvolvimento pessoal e profissional de milhares de colaboradores

- Divulgação/C.Vale

Muito se ouve sobre o cooperativismo no país. O quanto é importante e a diferença que faz na vida de milhares de pessoas. Não somente o produtor rural, mas também o colaborador que a partir da cooperativa consegue se desenvolver pessoal e profissionalmente, além de dar sustento à própria família. Somente no cooperativismo agropecuário são mais de 188 mil colaboradores no país, segundo dados da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB).

Um destes mais de 188 mil é Ozana Dalazen, que atua como supervisor de Produção Piscícola na Cooperativa Agroindustrial C. Vale, em Palotina, PR. A história do colaborador com a empresa, porém, é um pouco mais antiga. Dalazen é um dos funcionários mais antigos, trabalhando na indústria há quase 21 anos. Ele iniciou em outubro de 1997, aos 23 anos, como auxiliar de produção. “Soubemos que a C. Vale abriria uma empresa para abate de frango e que seria a mais moderna do país, todo automatizada. Quando abriu o processo eu me inscrevi, passei pela seleção e fui chamado”, lembra. Cru, Dalazen recorda que no início nem imaginava o que era uma indústria ou como era seu funcionamento.

O colaborador lembra que começou na cooperativa no dia 06 de outubro, e no dai 10 aconteceu a inauguração oficial da indústria de abate de aves. “No início sabíamos pouco sobre o funcionamento de todas as máquinas e da própria indústria. Mas, com o tempo fomos aprendendo tudo, a cultura, as regras e normas, além do modo de trabalho”, conta. Dalazen diz que sempre se esforçou para ser um bom funcionário e quando entendeu todo o processo da indústria passou a almejar mais. “Quando eu entendi como tudo funcionava, vi as diversas oportunidades que existiam na cooperativa para eu crescer”, conta.

E cada uma das oportunidades que apareceram, ele aproveitou. “Eu trabalhei e consegui minha primeira promoção. Na época tanto a C. Vale quanto nós colaboradores ainda estávamos nos estruturando, porque era tudo novo tanto para nós quanto para a cooperativa, porque ainda não existia aquela cultura da indústria, já que a cooperativa trabalhava somente com grãos e defensivos”, lembra. Porém, com o tempo todos foram se aperfeiçoando e as oportunidades sempre surgiram. Entre as funções exercidas pelo colaborador esteve auxiliar de produção, operador de máquinas e líder de processo.

“Quando a cooperativa começou a exportar, fizeram o organograma da empresa e definiram os cargos. A partir dali eu passei a ser Operador de Produção 1. Depois consegui a promoção para Coordenador, que era uma área mais ampla do processo. E então veio a oportunidade de ser Encarregado de Sessão, onde atuei por quase 11 anos”, conta. Há quatro meses, Dalazen aceitou um novo desafio, saindo do setor de aves e migrando para a piscicultura, setor que a cooperativa iniciou as atividades há aproximadamente seis meses.

Todas estas oportunidades de crescer na cooperativa é também uma política de trabalho, diz Dalazen. “Nesse ponto a C. Vale sempre deu muita chance para quem já estava dentro. O próprio pessoal do RH (Recursos Humanos) sempre diz que querem promover internamente. Eles sempre dão esta preferência para quem já está aqui”, conta.

Capacitação

Outra oportunidade que Dalazen comenta que a C. Vale sempre oferta é a de se capacitar. O colaborador conta que logo que entrou na cooperativa era bastante tímido. “Eu tinha uma vergonha imensa de conversar com as pessoas. Naquela época, jamais conseguiria dar uma entrevista como estou fazendo agora”, conta. Ele diz que uma das características da cooperativa é sempre ofertar muitos treinamentos e capacitações para os colaboradores. “Se hoje eu falo livremente com as pessoas, não sou mais tímido, foi por conta dos inúmeros treinamentos de oratória, gestão de pessoas e de processos, além de tantos outros que a cooperativa ofertou”, garante.

Dalazen informa que é tradicional da cooperativa dar estes treinamentos e desenvolver intelectual e profissionalmente os colaboradores. “Isso é muito legal. Até porque isso também contribui para que a cooperativa tenha hoje excelentes profissionais. Não somente eu, mas tantas outras pessoas que se desenvolveram graças à cooperativa”, comenta.

Outro grande incentivo dado pela C. Vale, de acordo com o colaborador, foi sobre se desenvolver e buscar outros conhecimentos. Dalazen diz que este incentivo também o animou a fazer um curso superior. “Apesar de não ter feito nada relacionado com a área em que trabalhava, a cooperativa sempre incentivou a nos aperfeiçoar”, conta. Ele ainda comenta que na época de faculdade, quando precisa de alguma dispensa, a cooperativa liberava sem grandes problemas. “Depois, quando fiz a pós-graduação – que eram todos os sábados – a C. Vale liberava, mesmo nos finais de semana que havia abate”, diz. “Na época eu já era encarregado, mesmo assim não tinha problema”, acrescenta. Dalazen reitera que em relação ao crescimento dele, a cooperativa sempre contribuiu muito.

É família

Trabalhar há tantos anos no mesmo lugar também oferece outro ponto positivo: a possibilidade de ter muito mais do que colegas de trabalho, mas verdadeiros amigos. “Fiz muitas amizades aqui. Nós da indústria somos muito próximos, e sempre tivemos uma parceria, esse espírito de amizade e família”, conta Dalazen. Ele comenta que sempre são realizados happy hours, jantares, além de haver o costume frequentar a casa uns dos outros. “Temos este sentimento de amizade verdadeira, de ser padrinho de casamento ou batizado, compadre e comadre. São pessoas com as quais criamos laços”, alegra-se.

Mais informações você encontra na edição de Aves de julho/agosto de 2018 ou online.

Fonte: O Presente Rural

FACTA Dez 2018

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