Assistência Técnica - 13.08.2018

Mãos que cuidam

Amor pela avicultura e pelo modelo de trabalho do cooperativismo faz com que a técnica Camila Parada seja uma peça importante dentro de toda essa engrenagem

- Francine Trento/OP Rural

De acordo com o dicionário Aurélio, cooperativismo é um “sistema que preconiza o princípio cooperativo como meio de progresso e distribuição de riqueza”. Mas, para esse sistema funcionar, é preciso de pessoas. E são as pessoas que fazem o cooperativismo ser o que é hoje. Uma importante personagem neste meio, e que faz toda a diferença, é o profissional de assistência técnica.

A médica veterinária e sanitarista do fomento de aves da Cooperativa Agroindustrial Copagril, Camila Cristiane Parada, é um exemplo disso. O primeiro emprego foi na cooperativa, e de lá, não saiu mais. “Comecei na cooperativa fazendo estágio. Agora, nove anos depois, ainda estou na Copagril”, conta. Camila iniciou a faculdade de Medicina Veterinária em 2005. Dois anos depois teve a primeira oportunidade de trabalhar no fomento de aves da cooperativa como estagiária. No ano seguinte, em 2008, novamente fez um curto estágio. “Os dois foram estágios de 20 a 30 dias”, conta.

Em 2009 ela fez o estágio final também na Copagril e novamente com avicultura. “Foi no período de 13 de julho a 24 de setembro daquele ano. Foram 90 dias fazendo estágio”, lembra. Camila recorda que logo depois que terminou o período do estágio, a cooperativa já a chamou para fazer uma entrevista de emprego para a vaga na Assistência Técnica que havia sido ofertada. “Na época, a técnica que fazia a extensão de campo foi promovida e surgiu essa vaga. Então, na entrevista eles perguntaram se eu tinha interesse em ocupar essa vaga. Claro que aceitei!”, expõe. Camila comenta que facilitou muito, principalmente por já conhecer todos os produtores e regiões que precisava atender, já que havia sido aquela área na qual tinha feito estágio. “Na época, eram aproximadamente 80 aviários que eu atendia”, conta.

A cooperativa abriu as portas para o primeiro emprego de Camila. “E nove anos depois continuo aqui”, reforça. Ela lembra que a oportunidade dada pela Copagril fez toda a diferença em sua vida. “Quando acabamos a faculdade é difícil arrumar um emprego logo. E eu já estava empregada logo depois de apresentar o meu TCC (Trabalho de Conclusão de Curso)”, diz.

Outro ponto destacado pela profissional é que mesmo quando ainda era estagiária a cooperativa sempre a oportunizou de realizar diferentes capacitações. “Mesmo quando ainda estava no estágio, eles me possibilitaram fazer treinamento em simpósios, em congresso internacional. Sempre que tinha eles me proporcionavam. Então, eu sempre tive a oportunidade de me capacitar para aprender mais”, cita. Para Camila, esta era também uma forma de a cooperativa mostrar que via nela o potencial para continuar na empresa e crescer profissionalmente. “E foi indo assim. Todas as vezes que havia um treinamento, um curso ou algo assim, eu participava. Agora que estou na empresa continua sendo assim, é bem bacana”, afirma.

Além das capacitações em simpósio e congressos, a oportunidade de ver como tudo acontece no campo também sempre lhe foi proporcionado. Camila diz que a turma dela foi uma das última a poder realizar estágio de oito horas. Dessa forma, a maior parte do tempo ela ficava no campo, o que proporcionava um grande aprendizado. “Além do mais, muitas vezes quando havia uma necropsia legal para fazer ou um treinamento diferente, o pessoal do fomento de aves sempre me chamava”, diz.

Segunda família

A escolha pela avicultura para seguir carreira não foi difícil para Camila. De acordo com ela, o sentimento pela área já veio logo no primeiro estágio. “Eu já havia feito estágio também na parte de bovinos de leite e de corte, frigorífico e pequenos animais. Mas sentia que aquilo não era bem o que eu queria”, recorda. Foi mesmo na avicultura que a técnica se apaixonou. “Percebi que a avicultura é o que mais combina comigo, sempre gostei bastante. O fato de você ir até o produtor, todos os dias estar em um lugar diferente e conhecer bastante gente, fez a diferença”, diz.

E estas idas e vindas para dar assistência aos produtores fez a diferença também na vida pessoal de Camila. “Realmente acabamos fazendo outra família, porque na cooperativa todo o pessoal é bastante unido, companheiro e se preocupa com você. São amigos mesmo, não somente colegas de trabalho”, afirma. Este sentimento vem também por parte dos produtores. “Muitas vezes você vai até a propriedade, faz a visita e atende a chamada, mas não conseguiu levar todo o medicamento ou produto que ele precisava – seja por já estar na estrada ou outro motivo – e pede se ele pode passar até a cooperativa para buscar, e eles são compreensíveis quanto a isso”, exemplifica. Sem contar que o produtor também se transforma em um amigo. “Muitos produtores, nós vamos na casa durante o final de semana para tomar um chimarrão ou comer algo diferente que eles fizeram. Ou ainda tem aqueles que fazem artesanato, e acabamos virando clientes deles”, conta.

Camila acrescenta que trabalhar na cooperativa tem sido fantástico para ela. “Eu me sinto realizada trabalhando aqui”, revela a assistente técnica. De acordo com ela, a Copagril sempre abriu as portas para ela, tanto no estágio quanto para o primeiro emprego, o que fez a diferença. “Eles dão a oportunidade para qualquer funcionário, claro que desde que você respeite a empresa e faça um serviço de qualidade”, revela. “É ótimo trabalhar na cooperativa, porque existe aquele carinho, a compreensão, além de você conseguir conversar com todos de uma forma igual”, aponta.

Mais informações você encontra na edição de Aves de julho/agosto de 2018 ou online.

Fonte: O Presente Rural

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