Manejo - 10.09.2018

Manejo do sêmen exige atenção em sanidade e protocolos

“É muito importante observar o nível de nitrogênio e descongelamento seguindo o manejo adequado”, alerta profissional

- Divulgação

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O manejo do sêmen bovino, da coleta à inseminação na vaca, é fundamental para manter todas as características do animal e garantir o máximo de eficiência, ou seja, mais prenhes. Rafael Rocha de Paula é médico veterinário e responsável técnico de uma central brasileira que em 2019 vai industrializar cerca de 2,5 milhões de doses. Ele conta que o processo começa e termina com a sanidade em primeiro lugar.

“A coleta de sêmen é feita na área de coleta dos touros, local específico destinado para coleta desses animais. A coleta é feita diariamente, se inicia toda manhã, quando os animais são buscados nos piquetes e encaminhados para a área de coleta para serem higienizados com água sob pressão e submetidos a lavagem prepucial para assepsia. Após o processo de higienização, os animais são coletados com vaginas artificiais duas vezes ao dia”, conta.

“Depois da coleta feita, o sêmen vai para o banco de estocagem e é destinado às centrais de comercialização ou diretamente aos proprietários. É muito importante observar o nível de nitrogênio e descongelamento seguindo o manejo adequado”, observa.

Rocha de Paula ressalta a importância de alguns pontos cruciais que devem ser observados ainda na fase da coleta. “Temos que ter cuidados para não haver contaminação por sujeira, estimular a excitação do touro para aumentar a concentração e volume do ejaculado, observar a temperatura ideal e lubrificação das vaginas artificiais”, ressalta.

No processamento, alguns fatores são imprescindíveis, orienta o profissional. “No processamento, todas as etapas são importantes, pois a partir do momento que o ejaculado chega ao laboratório, da primeira etapa até a última, deve ser seguida rigorosamente para que o produto final esteja dentro do padrão de qualidade”, cita.

Um dos problemas que são solucionados com estratégia é a distância. Muitas vezes, as centrais estão muito longe das fazendas. O profissional explica que nesse caso, monitorar o nível de nitrogênio no tanque é essencial para manter a integridade do material genético. “Alguns desafios são as grandes distâncias entre as centrais e as principais regiões produtoras, o que exige atenção redobrada com o nível de nitrogênio no tanque até o momento da inseminação”.

Ele ressalta que profissionais qualificados devem fazer a inseminação para evitar perdas. “São importantes tempo e temperatura adequados de descongelamento e manuseio da palheta, e profissionais qualificados para inseminar”, destaca. Quando a inseminação artificial é em tempo fixo, pontua, seguir rigorosamente os protocolos e inseminar animais com escore corporal adequado, com boa nutrição e sanidade, evita a volta ao cio ou outro desafio que reduza os índices reprodutivos. “Em se tratando de IATF, a aplicação adequada nos horários e quantidades de medicamentos pré-estabelecidos nos protocolos é essencial para o bom resultado do trabalho. Animais com escore corporal adequado e bem suplementados e um bom manejo sanitário com vacinas reprodutivas”.

Ele reforça a necessidade de manter a biosseguridade no processo. “A Central Bela Vista conta com barreiras sanitárias como rodoluvio para todos os veículos que nela adentram, além de uma barreira de isolamento sanitário, conforme exigência do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), separando animais quarentenados do restante do plantel, garantindo ao máximo a proteção sanitária e, consequentemente, aprimorando o processo. 

Condições ideais

O profissional enumera as condições ideais para manter um sêmen de qualidade até a hora da inseminação. “No botijão de armazenagem, a condição básica é manter o nível de nitrogênio adequado, garantindo que não haja variação de temperatura, mantendo o sêmen a 196º C negativos. Ao descongelar, garantir tempo e temperatura indicados em cada processo. Após todo o processo laboratorial e de congelação, o sêmen pode ficar armazenado por tempo indeterminado.

Segundo dados da Asbia (Associação Brasileira de Inseminação Artificial), em 2017, foram produzidas 6,8 milhões de doses pelas centrais habilitadas no Mapa e associadas.

Mais informações você encontra na edição de Bovinos, Grãos e Máquinas de agosto/setembro de 2018 ou online.

Fonte: O Presente Rural

FACTA Dez 2018

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