Nutrição - 11.10.2018

Insetos são alternativa para nutrição animal

Na natureza são mais de duas mil espécies de insetos comestíveis no mundo; esta nova proteína é vista como alternativa na produção animal, principalmente por conta da sustentabilidade

- Arquivo/OP Rural

A necessidade de uma produção cada vez mais sustentável tem feito com que toda a cadeia de produção de proteína animal busque alternativas para atender às novas demandas do consumidor, cada vez mais exigente, e continue produzindo com qualidade e bem-estar animal. Uma solução, que para muitos ainda é novidade, mas pode ser um grande potencial, é a utilização de insetos na nutrição animal. Para explicar mais sobre esta nova alternativa, o médico veterinário Regis Kamimura fala sobre as “novas proteínas: insetos” durante 8º Congresso Latino-Americano de Nutrição Animal (Clana), que acontece em outubro, em Campinas, SP.

O profissional afirma que a utilização de insetos na nutrição animal é uma opção bastante sustentável como fonte de proteína animal. “Além do mais, são mais favoráveis por terem melhor equilíbrio de aminoácidos, além de ser fonte de minerais, vitaminas e algumas funcionam como probiótico e prebiótico”, informa. Ele conta que na natureza são mais de duas mil espécies de insetos comestíveis no mundo.

Outro ponto destacado por Kamimura é que os insetos no futuro serão uma fonte bastante sustentável, como meio de proteína de origem animal. “Mas, por enquanto, ainda estamos na fase de pesquisas no Brasil”, diz. Além do mais, a utilização destas novas proteínas pode ainda ser uma opção para diminuir os custos do produtor com nutrição. “Com a produção em alta escala, com certeza os custos das rações poderão ser reduzidos”, conta.

Outro benefício da utilização de insetos na nutrição animal é quanto a segurança alimentar. “Isto é garantido como os baixos riscos de contaminantes, por serem insetos oriundos de criações profissionais com bons controles. Dessa forma, os riscos de zoonoses serão baixos”, informa. Kamimura explica ainda que no Brasil ainda não há uma legislação sobre a utilização da farinha de insetos para os animais de produção. “Mas sabemos que peixes, aves ornamentais e alguns animais silvestres podem consumir”, afirma.

O médico veterinário destaca que vários países investem em pesquisas sobre a criação, processamento e utilização de insetos na nutrição animal. Outros até na aplicação da nutrição humana. “No Brasil não temos a cultura do consumo de insetos comparado a outras nações. No exterior, até mesmo já existem grupos dos Entomoveganos, que são pessoas que comem somente insetos”, conta.

Kamimura destaca outros benefícios oferecidos pelos insetos na nutrição animal. “Há a sustentabilidade, baixos riscos de doenças, excelente balanço de aminoácidos e outros nutrientes”, diz. De acordo com ele, a farinha de peixe é uma fonte esgotável, devido a pesca predatória. “E a demanda de proteína de origem animal é crescente, por isso a necessidade de alternativas”, conclui.

Mais informações você encontra na edição de Aves de setembro/outubro de 2018 ou online.

Fonte: O Presente Rural

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