Mercado Externo - 17.11.2017

Imagem negativa no exterior afeta capacidade de vender mais, afirma embaixador

Existem países que, para blindar seus produtores, insistem na ideia de o Brasil fazer o agronegócio evoluir a preços ambientais

- Arquivo/OP Rural

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Por mais que seja inverdade, a imagem negativa construída ao longo dos anos de que o produtor brasileiro alicerçou o seu agronegócio desmatando e poluindo o meio ambiente ainda é um entrave para aumentar as vendas no comércio internacional de alimentos. A opinião é do embaixador Roberto Jaguaribe, presidente da Apex Brasil, que fez palestra para comunicadores durante a sétima edição do Encontro Nacional de Editores, Colunistas, Repórteres e Blogueiros (Enecolab), no fim de julho, em Porto Alegre, RS. O jornal O Presente Rural participou do evento com outros profissionais de 40 veículos de comunicação de todo o Brasil. Promovido pela Apex Brasil, a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos, o evento foi pautado nas formas de melhorar a inserção do Brasil no mercado internacional e nas oportunidades de atrair investimentos estrangeiros para o país.

Jaguaribe deu destaque “o setor agropecuário é responsável por cerca de 50% das exportações brasileiras”, mas afirmou que muitos países consumidores ainda têm uma visão distorcida do agronegócio brasileiro. “Nosso agronegócio se vê afetado com uma imagem negativa construída ao longo do tempo, que diz que ele cresceu com a devastação da cobertura vegetal nativa, o que é absolutamente falso. Isso afeta nossa capacidade de vender”, apontou o embaixador.

Ainda segundo o presidente da Apex, existem países que, para blindar seus produtores, insistem na ideia de o Brasil fazer o agronegócio evoluir a preços ambientais. “Têm países que querem a imagem negativa do Brasil”, garantiu. “Há ainda uma imagem distorcida do Brasil, do malandro que planta qualquer coisa, joga muito agrotóxico e desmata”, ampliou.

Para informar os consumidores mundiais sobre a realidade do agronegócio brasileiro, a Apex criou o PAM Agro, “uma gigantesca base de dados, absolutamente clara, para desmitificar essas questões”. “Por exemplo, poucos sabem que o produtor brasileiro tem 20% de sua área para não fazer nada (produtivo), absolutamente para ser preservada”. O Programa de Acesso a Mercados, ou PAM Agro, reúne a Apex a diversos atores do agronegócio, incluindo o Itamaraty e entidades representativas do setor da iniciativa privada.

Muito por conta dessa imagem, citou Jaguaribe, o Brasil tem um desempenho em exportações muito aquém do que sua economia poderia oferecer. “Somos a oitava economia do mundo, mas nunca passamos do 25º lugar no comércio internacional. Estamos atrás de países muito pequenos, como a Suíça, que está entre os dez maiores do mundo”, pontua. “Há um desequilíbrio relativamente natural, mas a gente tem que entender para melhorar esse desempenho”, emendou.

Salão da agricultura

Para o embaixador e presidente da Apex, falta no Brasil um grande evento no setor de alimentos, técnico e comercial, o que prejudica as relações internacionais e reduz a capacidade de informações desse setor. “Participar de feiras mundo afora Não é razoável nos setores em que o Brasil é grande, termos que ir para fora fazer os grandes eventos. Em particular, chama atenção na área de alimentos. O Brasil é o segundo maior exportador individual da agricultura do mundo, atrás apenas dos Estados unidos. É o quarto maior produtor de alimentos e não tem um grande evento”, apontou.

O embaixador sugeriu o modelo francês do Salão da Agricultura, que mobiliza boa parte dos franceses durante uma semana dedicada à produção agropecuária. Segundo ele, evento de tal porte “tem que ser feito em São Paulo”.

Mais informações você encontra na edição de Aves de agosto/setembro de 2017 ou online.

Fonte: O Presente Rural

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