Nutrição - 01.03.2018

Frangos maiores estabelecem novos padrões de aviários

Com aumento do peso médio do frango na última década, estruturas precisam de novos investimentos em ambiência

- Arquivo/OP Rural

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Se as aves estão maiores e mais pesadas, as granjas que alojam esses animais também estão ficando diferentes. Novos padrões de aviários estão sendo criados para abrigar os planteis. As estruturas antigas passam por reformas. Em 12 anos de funcionamento do sistema de integração avícola da Copagril, a evolução genética, de manejo, nutricional, de equipamentos e de sanidade das aves provocou o aumento do peso médio de abate dos frangos, passando de 2,7 quilos para três quilos com a mesma idade de abate. Com isso, aviários construídos há cerca de uma década passaram a ter novas exigências.

De acordo com a cooperativa, com sede em Marechal Cândido Rondon, PR, as mudanças são necessárias para atender especialmente requisitos de ambiência. O objetivo, segundo a Copagril, “é oferecer condições ideais para o alojamento e engorda de frangos de corte”. Por esse motivo, granjas dos produtores integrados da Copagril estão passando por uma fase de reformas para atender os novos padrões estabelecidos pela cooperativa. Além de mais pesados, com as mudanças a cooperativa vai ampliar de 160 mil para 180 mil o número de abates diários.

Com esta fase de transição, a cooperativa está apostando nos aviários com sistema dark house. Neste modelo, as aves ficam alojadas em um ambiente mais escuro por conta do controle da luminosidade do galpão. Não há penetrabilidade da luz solar. Com a menor incidência de luz, as aves ficam mais calmas, se movimentam menos e apresentam melhor conversão alimentar. Segundo a Copagril, devido ao maior controle do ambiente, no sistema dark house é possível alojar mais aves por metro quadrado. No caso da cooperativa paranaense, isso representa quatro mil frangos a mais no mesmo aviário, que tem dimensão de 130 por 14 metros. Assim, cada estrutura passa de 23 para 27 mil aves alojadas por lote.

Os avicultores Vilson e Valdecir Eldir Koppe, de Marechal Cândido Rondon iriam construir o terceiro aviário convencional, mas foram convencidos de que o modelo dark house é mais vantajoso. “O Carlos (Magnum Eberts, do Fomento de Aves da Copagril) falou que teríamos um aviário novo, mas com tecnologia que em breve poderia ser ultrapassada. Por isso resolvemos construir no modelo dark house. Hoje sabemos que fizemos a escolha certa”, comentam os produtores, que já estão no sexto lote de aves nesse sistema.

Mesmo havendo receio de partir para uma nova forma de manejo, até então desconhecida, os irmãos aceitaram o desafio e já observam melhores resultados. “Com o acompanhamento do técnico da Copagril nos saímos bem desde o primeiro lote. Tivemos melhora do IEP (Índice de Eficiência Produtiva), menor gasto com lenha, menor custo com energia elétrica e ainda alojamos mais aves, garantindo uma renda maior”, explicam os irmãos Koppe, satisfeitos com a atividade.

Construção e Reforma

A cooperativa oferece acompanhamento para projetos de construção de novos aviários e obras de reformas em estruturas antigas. Conforme o profissional do Fomento Aves da Copagril, Carlos Magnum Eberts, nas obras de reforma fica a critério do produtor manter o padrão convencional, com lonas amarelas, ou transformar o modelo antigo em dark house. “O tamanho da estrutura é o mesmo, mas há algumas diferenças pontuais em termos da instalação e equipamentos”, ressalta Eberts. Nos aviários com sistema dark house, por exemplo, os exaustores são instalados na lateral do barracão e não ao fundo, como no sistema convencional. O objetivo é reduzir a incidência de luz. Em termos de equipamentos, é necessário instalar um sistema de iluminação dimerizável, ou seja, que possibilite a regulagem da intensidade do brilho. O produtor interessado também precisa instalar uma linha adicional de comedouro e bebedouro, além de lonas pretas.

Já no caso de reformas está sendo recomendada a instalação de mais exaustores, com o objetivo de aumentar a velocidade do ar dentro do barracão, assim como a instalação de placas evaporativas e melhorias na vedação dos aviários. Outra característica do novo padrão implantado para os aviários é a altura do galpão, que passou de 3,1 metros para 2,6 metros. Tudo isso, de acordo com a cooperativa, favorece o maior controle da ambiência e a redução de custos. “A instalação de equipamentos melhor dimensionados garante maior eficiência e redução do consumo de energia elétrica”, explica Carlos Magnum. Segundo ele, cada aviário requer uma análise específica sobre como realizar o investimento. “Recomendamos que os produtores entrem em contato com a assistência técnica da Copagril antes de realizar seus projetos. Dessa forma, podemos orientar para que o investimento seja feito da forma correta”, orienta.

Conforme Eberts, a iniciativa de estabelecer novos padrões tem a perspectiva de reduzir custos de produção para o associado, ampliar o número de aves alojadas e melhorar a renda do produtor.

Mais informações você encontra na edição de Aves de janeiro/fevereiro de 2018 ou online.

Fonte: O Presente Rural

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