Poedeiras - 29.10.2018

Estudioso reserva preocupação com controle da água na produção de pintinhos

De acordo com professor da Universidade Federal do Paraná, Alex Maiorka, fator é determinante para que tanto matriz quanto pintinho sejam os de melhor qualidade possível

- Arquivo/OP Rural

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Os primeiros dias da ave precisam de bastante atenção do produtor, isso porque são eles que determinam o desempenho pelo resto da vida do animal. Mas, antes de pensar no pintinho, é ainda importante que os agentes da cadeia se atentem quanto à importância da qualidade da matriz, porque é ela, bem desenvolvida, saudável e bem nutrida, que vai dar a oportunidade para que sua cria se desenvolva com plenitude até se tornar um frango pronto para o abate. Um dos especialistas nesse setor é o professor da Universidade Federal do Paraná (UFPR), Alex Maiorka, que compartilhou uma parcela de seu conhecimento com profissionais do setor, durante a 12ª edição do Simpósio Técnico de Incubação, Matrizes de Corte e Nutrição, promovido pela Associação Catarinense de Avicultura (Acav), que aconteceu em setembro, em Florianópolis, SC.

Na Ilha da Magia, Maiorka vai abordar a qualidade da matriz e a relação direta com o desenvolvimento inicial de pintinhos. Em entrevista ao jornal O Presente Rural, cita que “são vários os fatores que influenciam na qualidade de uma matriz”, a peça central de todo o processo. Ele destaca quatro pilares a serem observados com profissionalismo. “Entre os principais fatores, podemos citar o manejo, a sanidade, a ambiência e a nutrição”, enumera. No entanto, o professor Maiorka reserva preocupação especial com a água dada às matrizes e aos pintinhos, que, em sua opinião, é muitas vezes deixada em “segundo plano”.

Matriz

Os cuidados devem ser permanentes, aborda, no entanto, cita que determinados períodos na vida produtiva da matriz merecem mais atenção, pois são decisivos para a sua longevidade produtiva e para que a indústria avícola obtenha bons pintinhos. “Nos aspectos nutrição e alimentação, sem dúvida, o período de recria é determinante para obtermos bons resultados em um lote”, afirma. Maiorka destaca, ainda, que entre os quatro pilares, nutrição e manejo são os pontos essenciais para os bons resultados. “Em matrizes, estes dois aspectos se complementam ao longo do ciclo de produção, pois o manejo alimentar delas é o ponto crucial para obtenção de um bom lote”, destaca.

O especialista comenta que são vários os aspectos que devem ser analisados para a indústria certificar-se de que aquela matriz é de melhor qualidade, é mais produtiva. “São vários os fatores, como uniformidade do lote, controle de peso, crescimento dentro do padrão esperado – principalmente durante a recreia – e uma boa conformação de carcaça, para que esta matriz tenha um pico de produção mais longo possível, além de maior longevidade”, conta. Maiorka reitera que matriz de melhor qualidade garante melhor desenvolvimento dos pintinhos.

Pintinhos

Já quando o assunto são os pintinhos, alguns pontos são necessários para o melhor desenvolvimento do animal. “Boa nutrição e manejo alimentar são essenciais, pois o pintinho é reflexo do consumo adequado de nutrientes pela matriz e a sanidade é o fator determinante para que este processo ocorra de maneira eficiente”, afirma.

Além do mais, sustenta o estudioso, é sabido pelos profissionais da área avícola que os primeiros sete dias de vida do pintinho são os principais para o desenvolvimento do animal. Por isso, o professor destaca que o que deve ser feito não é nada complexo, embasado especialmente em uma boa nutrição e bom manejo, mas destaca uma preocupação especial com a água de bebida, em sua opinião, geralmente negligenciada por parte da indústria avícola brasileira. “Qual o problema então? São os desafios diários que encontramos para poder fazer isso, como pintinhos de má qualidade – reflexo direto com o desempenho –, manutenção de temperatura adequada para este período, vazio sanitário correto, manejo de cama e algo que geralmente relegamos a segundo plano e não costumamos controlar: a água”, expõe.

Para Maiorka, é essencial que a indústria e os produtores se atentem a todos os pontos citados para não ter grandes perdas nestas duas fases, que são essenciais na vida do frango.

Mais informações você encontra na edição de Aves de setembro/outubro de 2018 ou online.

Fonte: O Presente Rural

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