Atenção! - 06.08.2018

Embrapa observa erros no uso de equipamentos nas granjas

Não monitorar índices e não estar atento aos “detalhes” gera perdas na produtividade, como baixa produção de leite nas matrizes e baixo ganho de peso nos leitões, entre outras

- Arquivo/OP Rural

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A amplitude térmica dentro de uma granja de suínos deveria ser de no máximo 6º C, mas em algumas verificam-se até 14º Celsius de diferença entre a mínima e a máxima em um único dia. A água de bebida também precisa estar na temperatura adequada, mas há granjas em que a variação entre uma extremidade da linha e outra chega a 10º C. A leitegada cresceu, mas o espaço no escamoteador não. Esses são alguns dos problemas encontrados a campo na suinocultura brasileira pelo pesquisador da Embrapa Suínos e Aves, Paulo Armando, que fez palestra durante o Congresso Abraves (Associação de Médicos Veterinários Especialistas em Suínos) Paraná, que aconteceu em meados de março, em Toledo, falando sobre a forma com que os equipamentos impactam na rentabilidade das granjas.

Lima garante que não monitorar esses índices e não estar atento aos “detalhes” gera perdas na produtividade, como baixa produção de leite nas matrizes e baixo ganho de peso nos leitões, entre outras. “Gestão da água, ambiência, equipamentos e automação são os desafios das edificações”, comenta.

Água

A gestão da água, explica, tem duas principais frentes: a limpeza da granja e a água de bebida. No primeiro, de acordo com o pesquisador, produtores pecam por não utilizar sistemas de alta pressão. “Se não usar sistemas de alta pressão, por exemplo, na lavagem, vai aumentar volume de água”, cita, aumentando o consumo e o volume de dejetos.

Já a água de bebida é motivo de preocupação à parte do pesquisador. Lima explica que a temperatura da água precisa ter no máximo 4º C de variabilidade, mas esse índice pode chegar a 10º em uma granja de suínos. “Água, de 18 a 22 graus é o ideal, mas há variação da caixa ao bebedouro. A variação da temperatura da água pode chegar a 10º C do começo ao fim da linha, da entrada até a útima baia”, cita.

Estresse térmico

Lima explica que suínos com frio usam a energia para se aquecer e comem mais, gerando perdas de desempenho. Por outro lado, se passam calor, comem pouco, se desenvolvem mais lentamente e produzem pouco leite. “A relação entre energia consumida pelos animais deve estar dentro de uma neutralidade térmica de tal forma que todo alimento consumido seja para o ganho de peso. Não pode usar energia para se aquecer quando está com frio. Por outro lado, se o suíno está com estresse térmico de calor, perde peso porque deixa de comer”, menciona o pesquisador.

“Se tiver passando frio, abaixo de 20º C, tem que dar 10 quilos a mais de ração (para chegar ao peso de abate). Acima de 27º C, porcas produzem menos leite, têm baixo apetite e problemas de fecundidade”, enumera.

Ele cita que, além de observar a temperatura do ambiente, o suinocultur precisa estar atento à sensação térmica do animal, que vaira, inclusive, de acordo com os materiais usados na construção da granja. “Tem que saber qual é a capacidade térmica dos materiais usados. O animal sente temperatura diferente da temperatura do ambiente, pois tem piso, velocidade do ar, entre outras coisas, que fazem que ele sinta uma temperatura menor”, aponta. “Existe margem para investir em equipamentos e melhorar as condições ambientais”, amplia.

Escamoteadores

A média de leitões desmamados cresce ano após ano no Brasil, mas alguns equipamentos precisam ser adequados para que a leitegada possa se desenvolver plenamente. Um problema que tem incomodado Lima é a falta de espaço nos escamoteadores. “Cerca de 30% dos leitões, a partir da segunda semana, ficam fora (dos escamoteadores) porque não tem área para comportar todos. É um problema sério que temos verificado”, cita. Sem a temperatura ideal, os suínos não exercem seu potencial genético nas primeiras semanas, cruciais para as fases seguintes.

Mais informações você encontra na edição de Suínos e Peixes de maio/junho de 2018 ou online.

Fonte: O Presente Rural

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