Nutrição - 19.04.2018

“Determinados híbridos carregam características mais apropriadas para silagem”

Profissional de grande empresa do setor de sementes orienta sobre milho ideal para o preparo da silagem para o gado de corte e leite

- Giuliano De Luca/OP Rural

Seja para engorda do boi ou para a produção de leite, o primeiro passo para ter uma silagem de alta qualidade é escolher o híbrido certo. Para André Luís Prediger, representante de uma das maiores empresas de sementes atuantes no Brasil, o produtor deve escolher aquela com características específicas para esse fim, priorizando plantas mais altas, folhas sadias e alto potencial produtivo. “Usamos a seleção de características. Hoje temos determinados híbridos que carregam características mais apropriadas para a silagem”, aponta o profissional.

Ele explica que existem vários híbridos que podem ser usados para a silagem, mas é preciso saber em qual região ele será inserido para aproveitar seu máximo potencial produtivo e evitar investimentos frustrados. “Cada região tem seus híbridos com suas características que vão se adaptar à região. Têm híbridos melhor posicionados para regiões mais altas, outros para regiões mais baixas, e assim por diante. É importante conhecer a região e colocar o milho adequado. Não é o mesmo milho que vai em todas as regiões”, adverte.

“O que diferencia o milho para grãos do milho silagem é o foco que você vai dar para a cultura. É preciso é posicionar o híbrido de acordo com a região em que vai ser inserido, de acordo com a tecnologia que está sendo utilizada. Isso vai definir se tenho mais sucesso ou menos sucesso, se terei uma silagem de alta qualidade ou não”, reitera.

Custo versus potencial

Prediger explica que muitos produtores, ao fazer a escolha pelo milho para silagem, levam em consideração o baixo custo de determinadas tecnologias em detrimento de seu potencial produtivo, o que, em sua opinião, é um equívoco. Ele explica que, em geral, é recomendado ao produtor que ele mire sua escolha no potencial produtivo. De acordo com ele, quanto maior o potencial, melhor será a qualidade da silagem. “Na hora de escolher, o produtor de silagem deve saber que o híbrido tem que ter alta qualidade de rendimento de produção. Quanto maior a quantidade de produção, melhor vai ser a qualidade de silagem. O que não pode é fazer a escolha baseado no custo do híbrido, mas sim baseado no seu potencial produtivo”, aponta.

“Com isso, você terá maior massa verde, terá mais grãos e consequentemente maior teor de amido, tendo assim uma silagem de alta qualidade. Geralmente o híbrido é uma planta mais alta e sadia. O produtor tem que ver toda a planta. Hoje, 60 a 70% de uma silagem está diretamente relacionada ao grão. Quanto maior o teto produtivo, melhor vai ser o milho para silagem, com mais massa verde e grãos”, assegura. E amplia: “Na escolha, levo em consideração o potencial produtivo, a defensibilidade e o nível de investimento para ter sucesso”.

Outras ações

Mas não é só escolher o híbrido para garantir alimento de qualidade aos bovinos. Uma silagem de qualidade, na opinião de Prediger, requer passos importantes desde o plantio ao armazenamento no silo. “A silagem de alta qualidade começa na escolha do híbrido, mas para termos isso há um complexo de escolhas que preciso fazer. Começa na escolha do híbrido, passando pelo manejo da cultura, momento de corte, momento da compactação do silo, que é de extrema importância para que eu tenha uma silagem de alta qualidade, e vedação do silo para não entrar toxinas para prejudicar esse material”, orienta o profissional. “Todos esses passos são importantes para termos um alimento com maior valor nutritivo, tanto para engorda quanto para o leite”, descreve.

Momento de corte

De acordo com o profissional do setor agrícola, antes de escolher o híbrido é importante também o produtor saber qual o momento de corte daquele material e relacionar com os equipamentos que têm à disposição na fazenda para fazer essa silagem. “É preciso fazer o dimensionamento de máquinas, pois a janela de corte é muito importante. Por exemplo, se tenho um milho muito precoce que a janela de corte é muito rápida, muitas vezes, dependendo da estrutura que o produtor tem, não consegue fazer silagem no mesmo dia. Pode acontecer uma situação de clima adverso, como chuva e o produtor para a produção. Três dias depois, volta para acabar a colheita e para complementar, mas aquela silagem que já está no silo entrou em processo de fermentação e o produtor não vai ter uma silagem de alta qualidade”, destaca.

Para Prediger, o investimento em materiais de mais alta produtividade é o caminho para o produtor de silagem. “A silagem de alta qualidade é barata, por isso a opção por um híbrido tem que ser sobre potencial de massa e teor de milho”, reafirma.

Mais informações você encontra na edição de Bovinos, Grãos e Máquinas de março/abril de 2018 ou online.

Fonte: O Presente Rural

PORK EXPO 2018

NEWSLETTER

Assine nossa newsletter e recebas as principais notícias em seu email.

VIII ClanaINTERCONFACAV 2018EurotierPORK EXPO 2018Intercorte