Capacitação - 05.10.2017

Da faculdade para a granja

Investir em formação, como universidade e pós-graduação, faz com que produtores administrem suas propriedades como verdadeiras empresas

- O Presente Rural

Ter uma faculdade há muito tempo não é mais um privilégio para poucos. Hoje a formação é essencial para fazer com que diversas atividades deem certo. Isso é aplicável também nas propriedades rurais, que atualmente são consideradas e tratadas como empresas. Esse é o caso da propriedade da família Griep, que fica no interior de Quatro Pontes, PR. Ademir e a esposa Catia cuidam do local que tem como atividades avicultura, suinocultura e agricultura.

Há mais de dez anos que Ademir viu que o ensino superior era uma necessidade para continuar tocando as atividades da família. Foi por isso que iniciou a faculdade de Administração de Empresas com habilitação em Gestão Ambiental. “Eu vi a importância de conhecer mais sobre mercado e buscar mais aperfeiçoamento. Então surgiu a oportunidade de fazer esta faculdade e eu fiz”, conta. De acordo com ele, no início foi difícil, isso porque há alguns anos já não enfrentava mais os bancos escolares. “Mas com o tempo me acostumei e terminei a formação”, diz.

E do que aprendia em sala de aula, Ademir adotava na propriedade da família. Diversos foram os ensinamentos dados por professores que o produtor aplicou nas atividades agrícolas. E foi a partir destes ensinamentos que ele conseguiu fazer com que as atividades rendessem mais. “O gerenciamento na propriedade melhorou. A visão que eu tinha sobre administrar a propriedade mudou também. Eu tinha uma visão e a faculdade me mostrou outra. Com a formação tomamos conhecimento de diversas ideias, e a partir delas conseguimos buscar algo melhor”, diz.

Entre as melhorias citadas pelo produtor está a importância da utilização de tecnologias, além da aposta em outras atividades. No início, a família trabalhava somente com agricultura. Depois que Ademir iniciou a faculdade, também passou a apostar na avicultura e, mais tarde, na suinocultura. “A diversificação foi importante. Hoje que propriedade sobrevive fazendo somente uma atividade?”, questiona.

A partir do que aprendia na faculdade, Ademir também passou a entender outros diversos pontos importantes para qualquer atividade. “Antes eu produzia. Agora, sei bem para quem estou produzindo, para onde o meu produto vai. São questões importantes que o produtor deve saber”, afirma. Ademir ainda comenta que com a faculdade novos horizontes foram se abrindo para o que poderia ser inovado na propriedade e como a atividade tinha uma real importância em todo o contexto global. “Sabemos que a população mundial está crescendo e que todas essas pessoas precisam de alimento. Sabemos que o que fazemos não é algo que vai se tornar supérfluo”, comenta.

Pós-Graduação

Diversos foram os benefícios que a formação universitária trouxe para a família Griep. Mas, como há sempre algo a mais para ser aprendido, Ademir está finalizando uma pós-graduação em Gestão Empresarial. “Este é um conhecimento mais específico. Estou me aperfeiçoando um pouco mais”, conta. Ele diz que em princípio não tinha a intenção de fazer mais esta formação, porém, como a oportunidade surgiu, ele apostou mais uma vez na ideia e iniciou. “Agora já estou quase concluindo. A visão sobre diversos aspectos, em um âmbito mais global, muda. A faculdade te dá um direcionamento, e a pós-graduação te mostra outras oportunidades que você tem de investimento”, comenta.

Para Ademir e a esposa é claro que hoje a propriedade rural é e deve ser tratada como uma empesa. “E como qualquer empresa, precisamos ter uma visão para frente, do que fazer no longo prazo. Gerir a propriedade de forma que ela dê lucros e continue sendo rentável”, afirma. O produtor comenta que não tem como parar de buscar conhecimentos, já que existe a possibilidade de “ficar para trás”. “Como qualquer outra empresa ou setor temos sempre que buscar nos aperfeiçoar a todo momento. Mesmo com faculdade ou pós-graduação, também estar atualizado através de sites, jornais e revistas é importante”, destaca.

Tecnologia

Outro ponto positivo que a formação trouxe foi a mostra da importância do uso de tecnologias. “Nós sempre buscamos nos aperfeiçoar, deixar a propriedade mais tecnificada. A construção do último aviário foi em 2012, mas desde lá muita novidade apareceu na avicultura, e nós sempre buscamos melhorar”, comenta. Para ele é visível que de nada adianta querer economizar neste quesito. “Se você fizer isso, logo fica para trás”, diz.

Hoje a família é integrada a uma cooperativa, o que também, para eles, traz muito mais segurança às atividades realizadas. “Foi em 2007 que alojamos o primeiro lote”, lembra Ademir. De acordo com ele, a integração foi algo bom em que a família apostou, já que é um suporte a mais, além da confiança ser maior. “Fizemos diversos investimentos na propriedade sabendo que isso iria se pagar, iria melhorar a situação e estamos assim até hoje”, conta.

Tinha que ser viável

Outro ponto destacado por Ademir é que com os aprendizados da universidade, as atividades na propriedade passaram a ser diversificadas, o que também garantiu que ele e a esposa permanecessem no campo. “Não temos aqui uma propriedade grande. E ter somente uma atividade sabemos que não é algo rentável. Eu não sei o que teria feito, sempre quis continuar na agricultura, mas tinha que ser viável. E com a faculdade aprendi a gerir melhor a propriedade. Trabalhar temos que trabalhar igual, se puder ser em algo que é seu é sempre melhor”, afirma.

Ademir ainda conta que com a universidade aprendeu também a ter uma visão diferenciada do mercado, em que analisa e pensa mais antes de fazer algum negócio. “Sabemos que temos que olhar o quanto determinada ação é rentável e o quanto não é. Temos que colocar tudo isso no papel, mas existe muita gente que não coloca”, diz.

A propriedade da família Griep é administrada como se fosse uma empresa, onde tudo é analisado e decisões que serão assertivas são tomadas. “Quando você se especializada naquilo que faz, você aprende a cuidar bem e dá futuro. Assim como esse tipo de atitude é importante em uma empresa, também é nas propriedades rurais”, conta. De acordo com ele, saber gerenciar é o ponto crucial, já que a propriedade tem despesas fixas, e saber gerir estes custos é importante, principalmente pelo fato de que se surgir uma crise ou alguma dificuldade, como uma doença, por exemplo, há recursos para gerir isso da forma menos traumática possível. “A pessoa aprende a trabalhar bem, sabe como se comportar em uma crise, que não pode gastar tudo. Eu sempre tento melhorar e tirar o melhor proveito da minha propriedade, porque sei que é isso que faz a diferença”, assinala.

Mais informações você encontra na edição de Aves de agosto/setembro de 2017 ou online.

Fonte: O Presente Rural

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