Inspeção - 08.06.2017

Brasil precisa se atentar a legislação, inspeção e classificação de carcaças

Tema foi abordado durante SBSA, que aconteceu em Chapecó, SC, abordando modelo brasileiro e critérios de condenações frente aos principais concorrentes

- Arquivo/OP Rural

O médico veterinário e professor doutor da Faculdade de Agronomia e Medicina Veterinária da Universidade Passo Fundo, RS, Elci Lotar Dickel, ministrou palestra sobre legislação no setor de aves durante o Simpósio Brasil Sul de Avicultura (SBSA). Na abertura do evento, Dickel falou sobre a “Legislação brasileira de abate e inspeção de aves: modelo brasileiro e critérios de condenações frente aos principais concorrentes”. O SBSA aconteceu de 04 a 06 de abril, no Centro de Eventos Plínio Arlindo de Nês, em Chapecó, SC.

Conforme Dickel, a inspeção de produtos de origem animal no Brasil é de responsabilidade do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), através da Secretaria de Defesa Agropecuária, do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal- Dipoa. Esta legislação é normatizada pelo Regulamento de Inspeção Industrial e Sanitário de Produtos de Origem Animal (Riispoa), através da lei 1.283, de 18 de dezembro de 1950, e regulamenta do pelo decreto 30.691, de 29 de março de 1952. “Esta legislação trata superficialmente da cadeia de aves, pois na época a avicultura brasileira era pouco expressiva”, relata o professor. A partir da década de 70, com a tecnificação da avicultura no Brasil, o Mapa editou a Portaria 210 de novembro 1998, que trata do Regulamento Técnico da Inspeção Tecnológica e Higiênico, Sanitária de Carne de Aves.

Dickel esclarece ainda que, além das legislações relatadas, foram sendo acrescentadas várias portarias que complementam a Inspeção de Aves, conforme os desafios apresentados. O organograma do Dipoa comtempla auditorias nacionais, estaduais e regionais. Nos estabelecimentos, a equipe do SIF é coordenada pelos auditores federais agropecuários, agentes de inspeção e auxiliares de inspeção pertencentes às empresas, treinados e coordenados pelo SIF local. “Além da inspeção nos frigoríficos, as aves são acompanhadas pela equipe técnica dos estabelecimentos, em todas as etapas da criação e emitem certificados para cada lote de aves, os quais são verificados pelo SIF local, por ocasião da inspeção Ante Mortem”, explica Dickel.

Em sua palestra, Dickel abordou ainda a incidência de lesões e alterações em carcaças e falhas no processamento de abate. “São responsáveis por grandes perdas econômicas e também dificultam a padronização dos critérios de julgamento sanitário”, conta. “O objetivo principal da inspeção de produtos de origem animal no Brasil é proporcionar produtos de origem animal e seus derivados, dentro dos conceitos de segurança alimentar, que atendem as exigências sanitárias e padrões físico-químicos nacionais e internacionais”, esclarece.

Mais informações você encontra na edição de Aves de abril/maio de 2017 ou online.

Fonte: O Presente Rural

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